31 de dezembro de 2010

Albert Araújo meu espaço literário FILME DA POESIA A PROSTITUIÇÃO DA...

Vangelis - Chariots of Fire

Merry Cristmas! - John Lennon

29 de dezembro de 2010

AMAR É DIVINO








Amar é divino




Amar é divino:
os anjos falam – os homens obedecem

falam palavras imortais
porque somos o fogo, a terra
o ar e a água da vida

Amar é divino
lua pintada – lâmina cortando os poros
e dilatando porcelanas

E mais
o coração conhece o amor
o mesmo amor
que forja
as estrelas e amolece o sol


ALBERT ARAÚJO
29-12-10

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www.albertaraujo.recantodasletras.com.br

28 de dezembro de 2010

AS ÁGUAS DO RIO DE MIM




As águas do rio de mim




As águas do rio do mundo
estão as margens de mim
e misturam-se afins
e rasgam a minha carne

caminhos percorridos
entre gestos e permanências

:
da contemplação
sobram-se águas nuas

as águas
do mundo inteiro
estão dentro de mim
e o amor rasga o meu céu
e a vida continua

ALBERT ARAUJO
28-12-10
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VISTO-ME DE POESIA





Visto - me de poesia




Visto- me
de pedra e asfalto
e os meus ombros
estão intactas asas

visto-me
de paisagem e ventania
e os meus olhos
vêem a poesia (absoluta e sua verdade)

visto-me
de cimento e fumaça
e o meu coração
está concreto-intensa sabedoria


ALBERT ARAÚJO
28-12-10
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27 de dezembro de 2010



Amor infinito amor



É sempre na maior parte:
que do sentimento doce
do amor infinito – ouve-se o grito

amor:
(revestimento) na intensa alma que vive o impossível
– o inevitável chão a sangrar
é chama e arde
sem alarde - e
nas estrelas está escrito

mergulhar
atar-se / medir o grau da lâmpada
que arranha o desejo

cada passo
todo desatino
cada laca
cada olhar
e toda a água pressente

mergulhar
atear-se ao fogo
do imensurável amor
que de infinito se acende


ALBERT ARAÚJO
27-12-10

22 de dezembro de 2010

Mensagem de Natal- a todos...




Mensagem de Natal a todos que entraram por aqui, principalmente à aqueles que deixaram sua marca, desejo a todos muita paz, saúde, sucessos tanto no profissional como espiritual, que deixemos as tristezas para traz, levando na lembrança apenas as alegrias. E olhemos firmes para o novo ano que se inicia, o que tristezas foi apenas provações divinas, o ano novo virá com um caminho cheio de felicidades, basta saber trilhá-lo, e nós somos capazes de encontrar este caminho, por isso força e coragem amigos, um lindo ano está chegando, vamos abraçá-lo e desejá-lo boa vinda. - abraços
ALBERTO ARAÚJO

20 de dezembro de 2010

A TORRE DO CASTELO





Suave torre
em explosão
em ondas e ocasos

Órbita que sangra
nos olhos emergidos
da paixão

É o céu
diante de mim, tudo é presságio
tudo tudo é bordado
em cetim a alma


Cores,
risonhas plagas
artefatos, cisne
e um ramo
de alecrim


ALBERT ARAÚJO
20-12-10

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15 de dezembro de 2010

TRILHAS DIAGONAIS (INSENSATEZ DO CORPO NU)





Madrugada, noite alta
e todo sussurro
compõe a lira
eu aqui te desejando
em cada broto e gomos

orvalhos:
trilhas diagonais
artefatos, rastros de insensatez
e as veredas flutuam
em milhões de melodias – e o
canto se desaba no ponto certo
da fotografia

páginas inteiras, glândulas
em atentas volúpias

e chuvisca suor
um avião, um tigre

o lóbulo incontido
e a pérgula viscosa
destilam tempestade
no arrecife
da concha exata

(e risca-se o fósforo...)

e uma resina translúcida
cheirando a sexo
singra a colméia
do corpo nu

sentimentos:
voam livres
como as gaivotas
as margens
da desabotoadura da camisa

e o amor se descalça
tal e qual
veemente
diante da vitrine

ALBERT ARAÚJO
Niterói - RJ
15-12-10
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DOCE DEZEMBRO






Há um universo - há um mundo
de contentamento
onde as estrelas desabam... (Dezembro)
suntuoso mês
que cheira alegria, poesia

e os olhos bebem
da vasta piscina a alvenaria

contida explosão
que alimenta natais
e no centro do alarde
a misericórdia se irradia


um anjo anuncia
o sudário da alma
para séculos sem fim

Dezembro:
toda a laca
toda a amendoeira
acende
o
estopim



ALBERT ARAÚJO
15-12-10
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13 de dezembro de 2010

OS RIOS (TRANS)PARENTES









Os rios (trans)parentes




(sãos os rios)-os realejos
os bocejos, os noturnos, os vasos, as folhas, as pétalas
as seivas, os lápis, os alvoroços, as pedras
os húmus, as clivagens, os cabelos, as íbis
os sóis, os caminhos, os espelhos, os gozos, os ais

((são rios))- as âncoras
os escombros, as ciências, as minas gerais
os gostos, os insetos, as matemáticas
os hematófilos, os hemisférios

(((são rios))) – os segredos
os temporais, os mongolóides
os canaviais, os relógios, as semeaduras
as semânticas, os aspargos
os animais – os... as...
ALBERTO ARAÚJO
13-12-10

11 de dezembro de 2010

DES(A)LINHO




DES(A)LINHO



Perdoa
meu mundo
des(a)linhado, sei lá
até meio aguado
nos atos intempestivos

mais sou
um sujeito
que devora as ardências
do amor – sou uma flama
esmaltadas e tranquila
nos atos decisivos

sei não, mais
(eu te amo)


entro
na figura completa
da ânsia enlouquecida
da paixão

(um beijo-lampejo)

octógonos
desejos desde
o estômago ao último
fio de cabelo

ALBERT ARAÚJO
09-12-10

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ASPAS & BEIJOS





Aspas & beijos



Aspas:
lápis e cor
no jarro a flor................................lapso, lapidação &
a lânguida lantejoulada – aspas laqueadas

apetite voraz:
beijos aplacados
relicário & relvas................................. bocas & beijos
(reminiscências: no fêmur e na garganta......................
aspas laqueadas/(aspas...)



ALBERT ARAÚJO
11-12-10

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RELICÁRIO (2)





O corte na
CARNE
e
o
poema corta
a “cerâmica”

- uma alma filosofando entre
o ser o nada- (asas da poesia)
e o tempo se corroeu


e o enigma da felicidade
aterrissa no contentamento

“um POETA amigo
se (re) constrói.@.com no além da
sabedoria/reli(cario)"


ALBERT ARAÚJO
11-12-10
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6 de dezembro de 2010

O PESO DO VIVER



Viver não é uma tarefa muito fácil. Em todas as fases da vida os desafios se apresentam. Na infância, há os trabalhos escolares, as tarefas cada vez mais complexas. Na adolescência, perceber o mundo pode ser bastante doloroso. Na juventude, deve-se optar por uma profissão e desenvolver esforços para conquistá-la.

Na época da maturidade, surgem problemas com filhos e abundam
desafios profissionais. Na velhice, o balanço do que se viveu pode causar decepção, sem falar nas forças físicas em declínio. Permeando tudo isso, há problemas de saúde e amorosos, além dedificuldades com a família.

A vida é repleta de encontros e desencontros, de despedidas, lutas,
vitórias e fracassos. Dependendo do ângulo que se analisa, a vida pode parecer um castigo, um autêntico peso a ser suportado. E realmente os problemas são inerentes ao viver Desconhece-se alguém que tenha atravessado a existência sem enfrentar dúvidas e crises. Entretanto, viver é uma dádiva divina. Embora a vida também envolva dores e sacrifícios, ela não se resume nisso. Há a emoção do nascimento de um filho, a alegria de amar e ser amado, a beleza de um pôr-do-sol. Depende de cada um escolher quais aspectos de sua existência irá valorizar. É possível manter a mente focada na longa enfermidade que se atravessou, ou nas lições que com ela foram aprendidas. Podem-se destacar os esforços feitos em determinada direção, ou a satisfação da vitória. Conforme seja enfocado o aspecto positivo ou negativo das experiências, viver será algo mais ou menos leve. Mas há outro aspecto a ser considerado a respeito das dificuldades inerentes à existência humana. Como tudo no universo, os homens estão em constante aprimoramento. Todos são espíritos, em jornada para a amplitude. A existência terrena é um diminuto instante nessa maravilhosa viagem pelo infinito. Após estagiar por longo tempo na seara do instinto, a humanidade desenvolve sua razão e ruma para a angelitude. Para isso, necessita aprimorar sua sensibilidade, tornar-se valorosa e nobre. As experiências com que a criatura se depara voltam-se justamente a prepará-la para seu glorioso porvir. É preciso que os instintos gradualmente percam sua força, dando lugaràs virtudes. Assim, amar não mais como manifestação de posse, mas de forma sublime, preocupando-se em ver feliz o ser amado. Educar a própria libido, percebendo-a como energia criativa, em harmonia com o cosmo. Esquecer a tendência de dominar pela força, aprendendo a convencer pela lucidez dos argumentos. Abdicar da violência, desenvolvendo a afabilidade e a doçura. A vida chama as criaturas para um amanhã de luz, de paz e ventura. Ocorre não ser possível cultivar um jardim em pleno charco. Justamente por isso viver parece tão difícil. É que os homens são constantemente convidados a abrir mão de velhos vícios. Tanto maior seja a resistência em aprender a lição, tanto mais contundente ela será. Assim, se você quer ser feliz, desfrutar de bem-estar, passe a remar a favor da maré. Dome seus vícios, conscientizando-se de que eles é que o infelicitam e tornam sua existência penosa. Ame a vida, seja honesto, trabalhador, bondoso e puro. Em pouco tempo seu viver se tornará leve e prazeroso, pois você terá instalado um céu dentro de sua própria consciência.



Fonte:

Redação do Momento Espírita

4 de dezembro de 2010

SEMENTES



SEMENTES





Atiro sementes
devotadas ao tempo
e elas se difundem ao mar

e na prenhez
dos campos/vales
os meus dissabores

águas e rochas
espreitam-me

risco um fósforo – ainda
resta a esperança


ALBERT ARAÚJO
04-12-10

GUARDA SOL







Guarda Sol



Nas entrelinhas
da paisagem
o ócio se espalha

brisa entre os dentes
e a saliva fotografa
o beijo
o b
e
i
j
o

um pássaro
com suas asas
de pirilampos - sobrevoa a soleira


e no solo
bem incrustado ao mar
(as areias são cristalinas) o homem
de olhos escarlates
atira seus
gritos solitários



ALBERT ARAÚJO
04-12-10

22 de novembro de 2010

PAISAGEM UNTADA






PAISAGEM UNTADA





Então, a unção
que se acasala no
píncaro da alma
faz ver que não
há limites, e tudo
ser infinito.

E na onda
rítmica,
a intensidade
e o alento
se ramificam.

Todas as linhas
palpitações
sensores
motores
conexões, se ajustam
ininterruptamente na paisagem.

ALBERT ARAÚJO

21-11-10

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20 de novembro de 2010




Não podemos fazer grandes coisas na Terra.


Tudo o que podemos fazer são pequenas coisas com muito amor.



Madre Teresa de Calcutá


16 de novembro de 2010






CONFISSÃO DE AMOR





Confesso:
não posso negar – amo
amar-te – afinal não seria
um homem feliz na amplitude
interior.

na integridade – na medida
em que meu coração trefega
o espelho devora o enigma
e o tempo dissolve os dissabores.

confesso:
amo – amar-te... A fonte do amor
deságua em minha face – são tantas
coisas que perduram – são tantos amores.
ALBERT ARAÚJO
16-11-10
site oficial:

15 de novembro de 2010

NEM TUDO - POR CECÍLIA MEIRELES.





NEM TUDO


É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.

É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada.

É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.

É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.

É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.

É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.

É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.

Se você errou, peça desculpas

É difícil pedir perdão? Mas quem disse que é fácil ser perdoado?
Se alguém errou com você, perdoa-o

É difícil perdoar? Mas quem disse que é fácil se arrepender?

Se você sente algo, diga

É difícil se abrir? Mas quem disse que é fácil encontrar alguém que queira escutar?

Se alguém reclama de você, ouça…

É difícil ouvir certas coisas? Mas quem disse que é fácil ouvir você?

Se alguém te ama, ame-o

É difícil entregar-se? Mas quem disse que é fácil ser feliz?

Nem tudo é fácil na vida

Mas, com certeza, nada é impossível

Precisamos acreditar, ter fé e lutar para que não apenas sonhemos, mas também tornemos todos esses desejos REALIDADE!!!

Cecília Meireles

12 de novembro de 2010

LUA DE PRATA








LUA DE PRATA



O branco;
artilharia que reveste
a lua.

o branco;
céu diante da
folha nua.

o branco;
tela mítica que exala
sol
vento
teia
grãos.


o branco;
mulher – água doce do amor
caixa ornamentada de segredos
que transporto em minhas mãos.


ALBERT ARAÚJO
11-10-10

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PERDIDO EM AMOR








PERDIDO EM AMOR



Perdido em amor;
e a minha página é feita
de cores bonitas - e todas
elas contornam o declínio do seu corpo.
belas paisagens
no quadro se afigura
(é onde eu me perco
e viajo nas profundezas
de sua carne madura).

em busca do amor ...
eu envio as palavras
e eu justifico a minha tortura.

eu vejo marcas de pegadas de seu amor
cravadas na minha arquitetura
flores perfumadas
anseios
bocas sedentas
delírios
perpétuas armadilhas - uma loucura...

ALBERT ARAÚJO
10-11-10

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http://albertaraujo.multiply.com./

MEIOS E FINS





"Os fins justificam os meios". Esta afirmativa é muito comum, mas nem sempre podemos dizer que é acertada. Ouvimos, recentemente, essa desculpa de alguém que tentava ajudar um amigo, usando de expedientes ilegais e imorais. No seu modo de pensar, ele entendia que se o fim objetivado é nobre, os meios utilizados para atingi-lo, estão justificados. No entanto, esse tema merece uma reflexão mais detida. Se alguém comete um crime, por exemplo, e contrata um advogado para defender seus direitos de cidadão, e esse profissional usa de recursos que contrariam o fim visado, que é fazer justiça, comete um ato extremamente contraditório. Um profissional do direito tem, em primeiro lugar, que observar a situação como um todo, e não apenas partes dela. Se o seu trabalho é fazer com que a justiça aconteça, não será cometendo outras tantas injustiças que ele terá cumprido o seu dever. O fim, nesse caso, não justifica os meios, porque estes se chocam contra o fim. Assim também acontece nos sistemas carcerários de nosso país, em que se visa a correção do delinqüente utilizando-se os meios mais impróprios para tal. Enquanto o homem não despertar sua consciência para essa realidade, suas ações em busca da justiça vão resultar nulas. Se a intenção é nobre, os meios utilizados devem ser também nobres, justos e morais. Uma tese só pode ser derrubada por uma antítese. Caso contrário será reforçada ao invés de anulada. O homem tem vivido com essas contrariedades e também acaba sendo vítima das suas próprias incoerências. O ser humano deseja, ardentemente, ser amado e respeitado, ter seus direitos garantidos e seu bem-estar conquistado. No entanto, acaba sendo vítima de si mesmo, nessa ânsia de chegar aos fins sem atentar muito para os meios utilizados. Poderíamos dizer, até, que o próprio homem também acaba sendo usar como um mero meio para se chegar aos fins desejados. É o que acontece, em tese, numa boa parte das organizações modernas.

"No mundo civilizado, das organizações, será possível ter reverência pelo próximo?"

Na lógica das organizações não há "próximos" nem amigos. A lógica das organizações diz: cada funcionário é apenas um meio para o fim da organização, não importa quão grandioso ele seja!

Não importa quantos anos de sua vida ele tenha dedicado à empresa...

Não importam os seus sonhos, suas esperanças, seus planos para o futuro... Suas necessidades.

Se hoje não é mais um meio útil para se atingir os lucros desejados ou se está pesando na folha de pagamentos, ele é simplesmente descartado.

... Como qualquer outra máquina que tenha se tornado inútil!

Nesse caso, como em tantos outros, podemos afirmar que os fins não justificam os meios...

Um ser humano não é um meio. Sua felicidade plena é o fim almejado pelo Criador.

Pense nisso!

Os fins nem sempre justificam os meios.

É preciso que os meios sejam coerentes com os fins objetivados.

Não se pode combater um mal com um mal maior ou equivalente.

E, acima de tudo, é preciso que o homem não seja, jamais, usado como meio para se chegar a fins que não tenham relação direta com a sua felicidade e progresso intelecto-moral.

Pensemos nisso!


ESPECIAL:
Equipe de Redação do Momento Espírita com base em texto de Rubem Alves extraído do livro O amor que acende a lua, cap. Em defesa da vida, Ed. Papirus.

9 de novembro de 2010

O GOSTO DO AMOR



gosto de te amar
é um amor tão grande
sincero e verdadeiro
amor que se adentra
e me abraça o corpo inteiro.


gosto de te amar
esse amor que trazes em ti
que tem o brilho faiscante
das estrelas.

gosto de carregá-lo
em minhas veias
por todos os cantos.

quero sempre te amar
porque é desse amor que;
respiro
transpiro
alimenta o meu grito
e o meu canto.



ALBERT ARAÚJO
08-11-10
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SEXO E MAÇÃ




Para comer o fruto do amor;
para comer, comer, comer ...
para sorver
a magia cai
e todos os ardores.
comer o fruto do amor;
e em limalha - o corpo desgastado
cansado
macerado - que exala cheiros.
comer o fruto do amor;
sem modéstia, ocultando o rosto
e na metamorfose
para descobrir todos os sabores ...
ALBERT ARAÚJO
09-11-10
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8 de novembro de 2010

MAU HUMOR - DEIXE-O


MAU HUMOR



A revista Circulation, da Associação Americana do Coração publicou um estudo, realizado por uma equipe da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos.




O título era muito sugestivo: Verdade: raiva mata mesmo. E dizia do aumento significativo dos riscos de se ter um ataque cardíaco, devido ao mau humor. A equipe, durante seis anos, estudou nada menos do que o comportamento de 13.000 homens e mulheres, com idade entre 45 e 64 anos.



Os pesquisadores descobriram que as pessoas que se irritam intensamente, e com frequência, têm três vezes mais probabilidades de sofrer um infarto do coração, do que aquelas que encaram os problemas com mais serenidade.


Segundo esses estudiosos, cada vez que a pessoa tem um episódio de raiva, o organismo joga no sangue uma carga extra de adrenalina.



A concentração desse hormônio no corpo aumenta o número de batimentos cardíacos e estreita os vasos sanguíneos, o que faz com que a pressão arterial se eleve.



A repetição dos momentos de raiva pode gerar dois problemas que se associam ao infarto. O primeiro é a arritmia cardíaca, o que quer dizer que o coração bate de forma descompassada.
O segundo, é a dilatação das placas de gordura que, por acaso, existam nas artérias.



Por tudo isto, é bom analisarmos os nossos atos.
Por exemplo: o mau humor está se apresentando em nossas vidas de maneira quase constante?



Procuremos examinar as suas origens, a fim de que o possamos liquidar o mais rápido possível.



Caso o problema seja de alguma dívida que esteja nos preocupando, recordemos que não será com mau humor que conseguiremos os recursos para pagá-la.
Se a dificuldade é uma doença que nos atormenta, tenhamos em mente que enfermidade precisa de remédio e não de intolerância, para se curar.
Se estivermos precisando da cooperação de alguém para um empreendimento, uma tarefa, com certeza não será apresentando uma carranca que conseguiremos simpatia e ajuda.



Se estiverem se apresentando contratempos na família, não serão frases ásperas, cheias de amargura e má vontade que irão resolvê-los.


Tudo isto quer dizer que, em verdade, até hoje não se tem conhecimento de ninguém que o azedume e o mau humor tenham auxiliado.
Portanto, o melhor é tentar nos livrarmos dessa postura destruidora, cultivar a paciência e aprender a sorrir.



* * *



Ninguém consegue realizar alguma coisa sem os outros e os outros não são culpados por nossos insucessos.



Enfrentemos o novo dia, dispostos a vencer, conquistando o espaço bom que nos está reservado no mundo.
A boa vontade em relação aos outros retornará sempre para nós em clima de simpatia e camaradagem.
Assim, começando hoje, coloquemos beleza em nossos olhos, a fim de olharmos a vida com lentes mais claras, libertando-nos das impressões negativas da noite passada.


Notaremos então que nosso estado íntimo se renovará e tudo tomará uma cor agradável ao nosso redor.





ESPECIAL:


Redação do Momento Espírita com base no artigo Mau humor? Nem pensar, publicado no Boletim SEI nº 1678, de 27.05.2000 e no cap. Mau humor do livro Calma, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed.

1 de novembro de 2010

DIRECIONE SEU OLHAR





Recebí, recentemente, uma poesia belíssima de um autor desconhecido.

A obra de arte dizia assim:

"Quando estiver em dificuldade, e pensar em desistir: lembre-se dos obstáculos
que já superou - olhe para trás.

Se tropeçar e cair, levante. Não fique prostrado: esqueça o passado - olhe para
frente.

Ao sentir-se orgulhoso, por alguma realização pessoal: sonde suas motivações -
olhe para dentro.

Antes que o egoísmo o domine, enquanto seu coração é sensível, socorra os que o
cercam - olhe para os lados.

Na escalada, rumo às altas posições, no afã de concretizar seus sonhos, observe
se não está pisando em alguém - olhe para baixo.

Em todos os momentos da vida, seja qual for sua atividade, busque a aprovação
de Deus - olhe para cima!"

A simplicidade e profundidade destas poucas palavras nos ensinam muito.

Se repararmos bem, em todos os momentos de nossas vidas, há sempre alguém,
algo ou alguma situação que nos traz uma lição de vida, uma receita para passar
melhor os dias, uma esperança para o futuro.

A humanidade passa por um momento importante, em que muitos já conseguem
vislumbrar o verdadeiro significado da existência.

Quando olhamos para os lados, veremos que o universo quer nos ensinar e deseja
nos fazer mais felizes. Lembramos da sábia expressão de Goethe, afirmando que
"o universo conspira a nosso favor."

É realmente o que acontece. As leis de Deus trabalham por nossa educação. A lei
de causa e efeito, a reencarnação, a lei de sociedade, de igualdade, são provas
disso - de que Deus e seu universo visam nosso desenvolvimento íntimo, o
aperfeiçoamento de nosso espírito.

Chances nos são dadas constantemente; convites nos são feitos a toda hora;
missionários nos mostram caminhos seguros; e gestos de amor nos emocionam,
provando que nosso coração, no fundo, busca o bem, a felicidade.

Esta mensagem que você ouve agora é mais uma oportunidade que a vida lhe dá.
São algumas verdades lançadas ao seu coração, suavemente, para que você
consiga direcionar o olhar para os reais objetivos de sua existência na terra.

Este é o momento de lançar o olhar em todas as direções, e descobrir que
precisamos caminhar para frente.

É tempo de descobrir que as dificuldades continuarão a existir por algum tempo,
ainda, mas que podemos encará-las de uma maneira diferente, como se fossem
mãos invisíveis que visam nos colocar num caminho seguro.

***

Volte o seu olhar para aqueles que estão ao seu lado nesta existência: sua família.

Direcione o olhar para quem necessita de seu auxílio: seu próximo.

Busque olhar para dentro de si mesmo e conheça alguém muito especial: você.

E, finalmente, direcione seu olhar para o criador de tudo e de todos: Deus.


ESPECIAL:

Equipe de Redação do Momento Espírita, baseado em poesia de autor ignorado pela equipe.

29 de outubro de 2010

A PROSTITUIÇÃO DA ALMA

video

A PROSTITUIÇÃO DA ALMA

POR ALBERT ARAÚJO - NITEROI - RJ

VOZ: ELEN DE MORAES - RIO DE JANEIRO

EDIÇÃO: QUIM MANOEL - PORTUGAL

28 de outubro de 2010

HOMENAGEM AO ESCRITOR E ATOR - OSCAR CALIXTO - POEMA SEM FIM






POEMA SEM FIM


Sei que o amor é uma flecha / Que percorre o espaço e, quase sempre, no alvo acerta / Sei que acertar é melhor quando miramos, / Quando queremos, quando sonhamos / Mas sei também que é muito melhor quando o presente é nos dado sem que, para isto, sequer nos esforçamos / Quando é “comprado” com os dotes que destinamos, / O amor torna-se fraco ao passar dos anos / Posto que, para isto, empregou-se expectativas / E é então que o sabor da conquista morre se não a reinventamos / No amor investi minha vida / Mais da metade de todos os anos / E equivoquei-me plenamente em todos / Por entregar-me sempre muito mais do que devia / Eu atrelo o amor à felicidade / E é por isso que me doo tanto / Por achar que esta é a única razão dessa vida / Atrelo o amor à minha completa razão e capacidade / Atrelo o amor à total essência, verdade e (in)-sanidade do homem / E é exatamente por isso que sou assim / E é exatamente isto que torna-me um pouco mais artista / Um pouco mais humano / Acredito que vivo num mundo “non sense” / Num beco sem saída / Mas não me arrependo de vê-lo da maneira que vejo / Por achar que é este o real sentido da vida! / Você para mim é, deveras, especial / Assim como um regalo concedido e que quero cuidar eternamente / Sei que aparecerão os caçadores com seus arcos cruelmente apontados para ti / Sedentos para te ter e possuir o que acham que tens de melhor / E ai… Se sempre eu pudesse me fazer de escudo! / Porque o que tenho para ti é o que há em mim de mais puro! / Não quero ter-te apenas neste momento ou enquanto ainda és jovem / Quero ter-te por completo sentimento de que és o que para mim é o melhor / Apaixonei-me pelo que és em aromas,

Em gostos,

Em jeito,

Em cores,

Luzes,

Em brilhos

E beijo

E o que dou para ti é realmente o que tenho de mais claro e precioso / O mundo nos fez encontrar-nos na totalidade, meu bem! / E como por isto eu era ansioso! / Fez nos encontrarmos exatamente naquilo que amamos, que acreditamos, que lutamos e que queremos por fim / É bom olhar em teus olhos risonhos / É bom dormir ao teu lado, ao lado dos sonhos / Prescrutando a obscena e cretina realidade do mundo / Enquanto sorrimos e sonhamos / Ou, de tanto amor, até mesmo choramos / Não pretendo ser “mais um” em sua vida / Pretendo ser o definitivo. Aquele que basta, o que lhe é tranquilo / Uma frase acertiva / Tento ser teu porto seguro, tua morada, tua casa, tua vida / Sei que a casualidade do mundo, em sua real injustiça, irá nos propor alguns obstáculos / Mas estes somente devem servir para vermos o quanto somos capazes / De continuar sempre juntos nesta corrida / Este não é somente mais um poema para ti… / Posto que, de todos, é o mais incomum / O único que não terá fim / Não mais um dos que tantos já escreveram ou escreverão para ti… / Este é um poema sem fim… / Como um prólogo de tudo que desejo que seja o nosso amor, enfim / Este é um poema sem fim… / Como expressão máxima de tudo o que tenho para ti / Este é um poema sem fim… / Como descrição exata de tudo o que desejo para nós, nessa vida, / Como um belo e único jasmim… / Este é um pema sem fim….

Sem pontos,

Sem meios,

Sem formas,

Sem métricas,

De prós,

Sem contras,

Deste amor,

De mim…

Este é um poema sem fim… / Sem fim… / Sem Fim!...


POR OSCAR CALIXTO



Oscar Calixto (Maceió, 8 de outubro de 1979) é um ator e escritor brasileiro. Iniciou sua carreira de ator na cidade de Juiz de Fora, onde fez diversos trabalhos importantes e significativos. Foi lá que o ator teve a oportunidade de fazer cinema pela primeira vez. O filme foi "A Fuga", dirigido por Léo Niecklevicz. Em 2003, recebeu sete prêmios de melhor dramaturgia com a peça Minha Vida na Lembrança. Em 2006 foi selecionado no XIX Concurso Internacional de Literatura de Outono das Edições AG. Em 2007 obteve o título de “Cavaleiro Dragão” no Concurso Internacional de Poesia "José Lins do Rego": concorrendo com poetas de outros 25 países, e com mais de 6.600 outras poesias, obteve o 7º lugar na competição.

Obra:

Dramaturgia

Adenoma
A Família Thompson
Avenida Brasil
História da Loucura
Minha Vida na Lembrança
O Poeta Laureado
O Fabuloso Circo
Alfarrábios
O Autor de um Crime Perfeito
Esquecemos a Brisa
Cortando Cebolas ou A Hora do Jantar
Literatura Novela

O Corpo Marcado de Giz - Não editado
Poesia

Fragmentos e Outros Poemas
Pétalas
Outros

Contos Proféticos e Outras Histórias
Casos de Família e Outros Contos
Como ator e diretor, Oscar Calixto vem desenvolvendo uma pesquisa interessante nos cernes da verdade cênica (dramaturgia e interpretação). Seu trabalho tem sido bastante elogiado pela crítica.

26 de outubro de 2010

POESIA E VINHO






Da poesia;
A rica palavra
Estruturada: FLOR.


Do vinho;
O sabor nos lábios
Desejo e ápice – luz total: AMOR.



ALBERT ARAÚJO
26-10-10
SITE OFICIAL: www.albertaraujo.recantodasletras.com.br

SEREIA, QUE MARAVILHA






Sereia;
Saem dos olhos
Os corais, as conchas
Os peixes e maresias.

E o que vem
A minha casa – ao meu leito?
A sua cabeça alada.

E o sacro amor
Quando se encarna
No coração – torna-se FOGO
E toda sua integridade é absoluta.
ALBERT ARAÚJO

25 de outubro de 2010

SOMOS DE DEUS



Mais um dia chegava ao fim... Ao menos assim ela supunha, já que os sons da cidade iam adormecendo, enquanto uma brisa fria ganhava terreno por entre as casas.

Difícil contar a passagem do tempo. Era cega de nascença, nada conhecia além de longa noite.

Vergada sob o peso das dores do desconsolo, encolhera-se num canto, as pernas mirradas dobradas sobre o tronco envolto em trapos.

A escrava Tínea - o pequeno verme - estava ali, naquele desvão do muro da cidade, junto à porta da fonte menor há vários dias.

Quantos? Talvez quatro, talvez cinco, não sabia ao certo.

Sedenta e faminta, esperava o retorno de seu senhor Máratus Flavinius, o único que lhe servia de luz na escuridão de sua vida triste e difícil.

A jovenzinha, que mal completara 12 anos, vítima de terrível doença, só escapara da morte porque sabia cantar e seu canto sustentava os vícios de seu senhor.

Ele ainda não voltara daquela noite em que, embriagado, demandara a taverna em busca de mais vinho... Um pensamento a assustava: Máratus estava morto.

Só morto deixaria de explorá-la.

Criando forças e coragem ergueu-se com dificuldade, apoiando-se ao cajado tosco, experimentando uma estranha sensação de liberdade.

Tateando, rente ao muro, guiando-se pelos sons da noite, foi indo, tropeçando, caindo, erguendo-se, esbarrando...

Na última queda, não muito longe de onde estava, extenuada mas feliz, adormeceu, fazendo planos de continuar seguindo sempre em frente.

Estava livre. Não cantaria nunca mais no mercado público, forçada pelo seu senhor.

Muitas horas depois, foi desperta pelo trançar de vozes no ar que lhe dizia de uma multidão ao seu redor.

Vozes jovens, vozes velhas, vozes roucas e graves, vozes altas e estridentes, vozes lamentosas e sarcásticas, vozes em grego, meda, parta...

Vozes e mais vozes. Uma daquelas vozes, repentinamente, ergueu-a no ar.

Era Janus, um velho escravo liberto, que muitas vezes a ouvira cantar. Ele tomou-a como fardo leve, levando-a em direção - dizia ele - de um concerto de inigualável beleza.

Janus foi tão carinhoso, e as vozes na multidão tão vibrantes de confiança, que Tínea deixou-se ir, sem murmurar.

Repentinamente, todos se calaram... E o silêncio foi tão eloqüente que se podia ouvir a voz da natureza. Então, por entre o farfalhar das ramas, uma voz em arameu foi ganhando corpo, sonoramente...

Bem-aventurados... Bem-aventurados... Dizia a voz doce ao sopro da brisa...

Tínea pensava... Pensava... Nunca havia ouvido nada assim...

Bem-aventurados... Bem-aventurados... Sussurrava a voz aos seus ouvidos... Bem-aventurados todos os mansos, os pacíficos, os perseguidos, os tristes e os abandonados...

Muitos O chamavam... Rabi... Rabi...

Tínea pensava... Pensava... Aquela voz era tão doce e tão suave, como os primeiros raios de sol das manhãs...

Aos poucos, ela foi compreendendo que a voz falava também para ela. O que tinha feito de bom até então?

Era muito jovem, cega, deformada, vivia na escravidão de um corpo doente da ganância de quem a subjugava. Acomodara-se a essas situações e se deixara levar.

Mas agora era livre, até para cantar novos cantos, enriquecidos com aqueles ensinos do momento.

Sim, ela queria cantar aquelas palavras de luz... E o faria.

Tínea sorriu, abraçando-se ao velhinho que, como ela, também sorria e chorava. Quem os visse assim, emocionados, não entenderia.

Mas Jesus entendia. E do alto do monte Ele também sorria... * * *

Pouco a pouco, o trabalho e a dor, a enfermidade e a morte, compelem-nos a reconsiderar caminhos percorridos, impelindo-nos a mente para zonas mais altas.

Não desprezes, pois, esses admiráveis companheiros da jornada humana, porquanto, quase sempre, em companhia deles é que chegamos a compreender que somos de Deus.


ESPECIAL:
Redação do Momento Espírita.

18 de outubro de 2010

A MELHOR OPÇÃO





Em uma conhecida passagem do Evangelho, Jesus foi recebido por uma mulher, chamada Marta, em sua casa.

Ela possuía uma irmã, chamada Maria, que se assentou aos pés de Jesus para lhe ouvir as palavras.

Enquanto isso, Marta se desdobrava nas lides domésticas.

Descontente com a situação, pediu que o Mestre dissesse à irmã para ajudá-la.

Este, porém, lhe respondeu que ela se ocupava de muitas coisas, quando apenas uma era necessária.

Afirmou que Maria escolhera a melhor parte, a qual não lhe seria tirada.

* * *

Perante as exigências do mundo, é interessante ter esta lição em mente.

Para não desperdiçar a vida em quimeras, convém ter uma clara noção do que é realmente importante.

Todos os homens são seres espirituais vivendo momentaneamente na carne.

Sua morada natural é no plano espiritual.

As experiências encarnatórias se sucedem ao longo dos milênios, a fim de que o aprendizado ocorra.

À custa de suas experiências e méritos, gradualmente cada Espírito avança em intelecto e em moralidade.

Entretanto, nessa vasta caminhada vários erros são cometidos.

A Lei Divina jamais pode ser burlada e rege o Mundo com base em justiça e em misericórdia.

É imperioso que todo mal feito seja reparado.

Mas a forma como a reparação ocorre depende da disposição do aprendiz da vida.

Mediante o serviço ativo no bem, ele pode anular os efeitos do mal que semeou no pretérito.

Mas, se não amar e servir o suficiente, pode apenas colher os efeitos do infortúnio.

Trata-se de uma escolha pessoal e intransferível.

Equívocos do pretérito muitas vezes se resolvem na feição de dolorosas enfermidades.

Ao renascer, o Espírito traz em si as matrizes de doenças que lhe possibilitarão o necessário resgate.

Contudo, essas doenças podem ou não eclodir.

Mesmo quando eclodem, sua gravidade ou mesmo sua cura depende da vida que a pessoa escolheu levar.

Se ela optou por viver de modo digno e bondoso, talvez a doença programada jamais se instaure.

Afinal, o amor a cobrir a multidão de pecados representa uma das facetas da misericórdia Divina.

Assim, reflita sobre a sua vida.

Pense nas oportunidades que se apresentam em seu caminho.

Você está escolhendo a melhor parte?

Ou está cuidando apenas de ser mais rico e importante do que os outros?

Gasta seu tempo em causas nobres, ampara os caídos, educa os ignorantes?

Ou apenas cuida de muito descansar?

Se você fosse um anjo, por suas opções anteriores, não mais viveria na Terra.

Assim, em seu passado certamente há muitos equívocos que clamam por correção.

Procure escolher a melhor parte, pois ela não lhe será tirada.

Amar e servir são uma opção muito melhor do que padecer.

Pense nisso.


ESPECIAL:

Redação do Momento Espírita.

16 de outubro de 2010

A PRIMEIRA PRECE



Na madrugada o homem, sequioso de aventuras, chegou ao deserto de Gila, no Novo México.

Estacionou o caminhão e iniciou a caminhada de 32 quilômetros, para se encontrar em um acampamento, com seu grupo de alunos.

O verão era implacável e o sol ardia como fogo. O professor começou a sentir que as botas não eram as ideais para aquele clima. Parou, arejou os pés, colocou outras meias, acelerou o passo, reduziu a marcha. Nada funcionou.

Ao cair da noite, chegou ao acampamento. Os pés estavam uma chaga viva. Eram bolhas e machucados o que viu quando descalçou as botas.

Apesar de tudo nada comentou com ninguém.

Dialogou com os instrutores e com os garotos. A madrugada o surpreendeu em repouso.

Quando a manhã se fez clara, veio o alarme. Um dos garotos sumira.

O professor sentiu o peso da responsabilidade, antevendo as ameaças do deserto cruel que o menino iria enfrentar. Calçou as botas outra vez e teve a impressão de estar andando sobre vidro quente. Tropeçou, arrastou os pés. Tentou pensar em algo para se distrair, esquecer a dor. Tudo em vão.

A dor foi se tornando sempre maior, insuportável.

Finalmente, ele alcançou a trilha que saía de uns arbustos e seguiu direto ao rio que descia das montanhas, através de sombrios desfiladeiros.

Ao ver a água, colocou os pés calçados dentro dela. Esperava alívio mas a sensação foi de milhares de agulhadas perfurando-lhe as bolhas.

Deixou escapar um grito estridente do peito e se jogou na água, por inteiro. A dor aumentou.

Não havia solução. Ele não conseguia mais andar e onde se encontrava, com certeza demoraria dias para ser encontrado. E o garoto? Era preciso encontrar o garoto.

Uma idéia tomou vulto em seu cérebro e ele começou a implorar, até sua voz ecoar num brado sempre mais alto:

Um cavalo. Por piedade. Preciso de um cavalo.

Depois, como um lamento, colocou toda sua alma na palavra seguinte:

Jesus!

E prosseguiu repetindo:

Jesus. Um cavalo. Jesus.

Era a primeira vez que orava.

Um cavalo apareceu. Era real. Não era alucinação. Ele o montou por toda a noite, até encontrar o garoto.

Cedo, dois vaqueiros procuraram o animal que lhes fugira, não saberiam eles dizer o porquê.

Mas o professor sabia. Sua prece fora ouvida e atendida. Por isso, emocionado, ali mesmo, pronunciou a segunda prece de sua vida: a prece da gratidão.

* * *

A oração deveria fazer parte de nossa vida.

Orar jamais deveria ser nosso último recurso, mas o primeiro a ser buscado.

A prece movimenta profundas forças que concorrem para reverter quadros enfermiços, enquanto alimenta com novo vigor a esperança e restabelece o bom ânimo.



ESPECIAL:
Redação do Momento Espírita com base no artigo Minha única prece, publicado na Revista Seleções Reader´s Digest, de junho/1998.



15 de outubro de 2010

OLHAI O TEMPO







OLHAI O TEMPO






As flores
o mar, o infinito
guardarão o meu próprio
grito: TE AMO.
É tudo que tenho
raiz, caule
e o fruto que arde
no rio, na pedra
no fogo - íntegro amor.

olhai o tempo que de
velho se escama obstinadamente.

e que somente
o amor perdure.


ALBERT ARAÚJO
15-10-10
site oficial:
www.albertaraujo.recantodasletras.com.br

Ei Flor - GENÉSIO TOCANTINS_vfb.2010.WMV

4 de outubro de 2010

EXTREMO






EXTREMO



Guardei
os olhos e bocas
do domingo de outubro
em que pude levar o sorriso nos braços


manhã,
um repentino cavalo
e o casaco se desgarrou
depois me achou.

rastros,
e o pássaro
também é peixe.

vesti o chão
que Deus me deu.

e em direção ao sol
a palavra exata
acertou-me o coração.



ALBERT ARAÚJO
04-10-10

PRESENÇA




PRESENÇA




Poder sentir

A presença de Deus
No amor, e nos obstáculos.

Poder ver

Cada criança

Que chega ao mundo.


Poder sentir

O coração encurralado

Entre quatro paredes.


Poder ver

A memória do telefone

Quando outro, quando a voz

Seja fósforo.


Poder ver

O poema morder

O próprio dente.


Poder ganhar
Um amigo, nunca

Ofendê-lo.




POR ALBERT ARAÚJO

04-10-10

SITE OFICIAL:www.albertaraujo.recantodasletras.com.br

1 de outubro de 2010

AGINDO COM BOM SENSO




Como você costuma buscar a solução para os problemas que surgem na sua vida?

Talvez esta pergunta pareça tola, mas o assunto é de extrema importância quando desejamos corrigir o passo e evitar novos tropeços.

O que geralmente acontece, quando desejamos resolver algum problema, é fazer exatamente o caminho mais difícil.

No entanto, como o sucesso da ação depende do meio utilizado ou da estratégia criada para a solução, vale a pena pensar um pouco sobre nossa forma de agir.

Por vezes, nos movimentamos freneticamente para um lado e para o outro, e esquecemos de que movimentos desordenados não nos levarão a lugar nenhum.

Movimentar-se nem sempre significa agir com discernimento.

Comumente confundimos a urgência com a pressa, e atropelamos as coisas.

A situação pode exigir atitudes urgentes, o que não significa apressadas.

Quando agimos apressadamente, sem fazer uso da razão, é mais fácil o equívoco. Quando agimos sob o domínio da emoção, o resultado é quase sempre desastroso.

A emoção não é boa conselheira, quando se trata de resolver questões urgentes.

Um exemplo pode tornar mais fácil a nossa compreensão.

Se uma cobra venenosa nos morde e inocula seu veneno em nosso corpo, o que fazer?

Uns saem correndo atrás da víbora para matá-la, e acabar de vez com o problema, numa atitude insana de vingança.

Seria essa a decisão acertada?

A movimentação só faria o veneno se espalhar rapidamente pela corrente sanguínea, piorando as coisas.

No entanto, a ação mais eficaz seria buscar ajuda o mais breve possível, para evitar danos maiores.

Mas nem sempre a ira nos permite agir sensatamente.

Se uma pessoa nos ofende ou nos contraria frontalmente, geralmente revidamos ou mantemos o efeito do veneno durante dias, meses ou anos...

Ressentimento quer dizer sentir e voltar a sentir muitas vezes.

Quando isso acontece, a mágoa vai se tornando cada vez mais viva e mais intensa.

A ação mais acertada, neste caso, não seria tratar de eliminar o veneno de nossa intimidade?

Para tomar decisões lúcidas, é preciso fazer uso da razão, e não se deixar levar pela emoção.

Quando a emoção governa nossas ações, geralmente o arrependimento surge logo em seguida.

Assim sendo, é importante pensar bem antes de agir para evitar que, em vez de solucionar os problemas, os compliquemos ainda mais.

Se, num momento crítico, a emoção nos tomar de assalto, é melhor sair de cena por alguns instantes, ou deixar que os ânimos se acalmem, antes de qualquer atitude.

Quando agimos com calma, fazendo uso da razão, é mais fácil encontrar soluções definitivas, em vez de piorar as coisas.

* * *

Lembre-se de que, em vez de correr atrás da cobra que nos mordeu, é mais racional buscar a solução do problema.

Quando você estiver às voltas com um problema qualquer, lembre-se de que a solução ou a complicação dependerá da sua ação.

Por isso, busque tomar a decisão mais favorável à resolução.

Lembre-se, ainda, de que a pressa nem sempre é boa conselheira e procure agir com sabedoria, que é sinal de bom senso.


ESPECIAL: Redação do Momento Espírita

26 de setembro de 2010

UM TAXISTA ESPECIAL

Um taxista especial

Os noticiários da televisão, vez que outra, mostram fatos que nos emocionam, pela grandeza de seus personagens.

Foi o que aconteceu com um indiano muito especial, chamado Sharma.

Cidadão da índia, homem simples e sem recursos financeiros, percebendo as crianças de seu país crescendo sem as mínimas possibilidades de freqüentar uma escola, resolveu fazer alguma coisa concreta para ajudá-las.

Mudou-se para os Estados Unidos e foi trabalhar como taxista em Nova Yorque.

O salário não era o bastante, mas não importava o tempo que levasse, ele estava disposto a ajudar seus irmãos indianos. Assim se propôs, assim fez.

Tudo o que ele conseguia guardar, eram dez dólares por dia. O cofre era um pequeno pote sem tampa no qual sua esposa depositava diariamente a pequena importância. Em pouco mais de dois anos ele conseguiu ajuntar cerca de U$ 7.000 (sete mil) dólares.

Com esse valor construiu uma escola em sua cidade natal para atender dezenas de crianças, principalmente meninas, que têm mais dificuldade de acesso à educação naquele país.

Mas aquele indiano especial não parou por aí. Continuou trabalhando como taxista e enviando o salário dos seis professores que contratou para ensinar seus tutelados.

Diz ele que seu sonho está parcialmente realizado, pois deseja construir uma escola de segundo grau para dar continuidade à instrução dos seus concidadãos.

Não temos dúvidas de que ele conseguirá, pois já provou que tem disposição e coragem de arregaçar as mangas e fazer algo de útil em benefício dos pequeninos pobres da Índia.

Ele é apenas um homem. Um cidadão comum, que paga seus impostos ao Governo e que poderia simplesmente ter cruzado os braços como muitos de nós, esperando que alguém tomasse providências, mas preferiu fazer a sua parte.

Possibilitando a educação aos futuros homens e mulheres de seu país, certamente modificará, em pouco tempo, aquela realidade.

Apenas um cidadão...

Apenas um pai de família, sem maiores recursos financeiros...

Mas, seguramente, um homem com coragem bastante para tomar uma atitude grandiosa como essa e modificar uma situação.

E você? Tem tido coragem de fazer algo para melhorar o seu lar, a sua rua, o seu bairro, a sua cidade?

Ou você é daqueles que fica reclamando de tudo e de todos, esperando sempre que alguém tome providência?

Vejamos que quem quer fazer alguma coisa, faz. Não espera pelos outros.

No Brasil também temos inúmeros exemplos de atitudes nobres que modificam as situações mais difíceis. São em grande número as organizações não governamentais sérias, compostas por cidadãos dispostos a fazer a sua parte. E têm logrado êxito.

Se você ainda não havia pensado nisso, pense agora.

E não precisa começar um trabalho pioneiro sozinho. Basta unir-se a outros voluntários que já arregaçaram as mangas e estão fazendo a sua parte há muito tempo.

***

"A melhor, a mais eficiente e econômica de todas as modalidades de assistência é a educação, por ser a única de natureza preventiva; não remedeia os males sociais; evita-os."



Fonte: Jornal Nacional do dia 26/11/1999; Livro O Mestre na educação, p. 5

24 de setembro de 2010

A DIGNIDADE NÃO SE CONTAMINA








A dignidade não se contamina







Há algum tempo, uma emissora de televisão apresentou uma reportagem intitulada A boca do lixo.

As câmeras focalizaram a realidade das pessoas que vivem do produto que conseguem retirar daquele lugar infecto, chamado lixão.

As cenas chocaram sobremaneira. Crianças e jovens, adultos e velhos disputavam, com as moscas e os urubus, os detritos jogados pelos caminhões de coleta.

Eram pessoas que, em princípio, pareciam confundidas com o próprio lixo, que haviam perdido a identidade, a auto-estima, a dignidade.

Revestidas de trapos imundos, reviravam com suas ferramentas os monturos fétidos e retiravam alguns objetos que colocavam num saco, igualmente imundo.

No entanto, no decorrer da reportagem, os repórteres elegeram algumas daquelas pessoas e acompanharam um pouco da sua rotina diária.

Eles as entrevistaram, perguntaram qual o motivo que as levou àquele tipo de trabalho, que se poderia chamar de subumano.

E, na medida em que os entrevistados falavam das suas vidas, de seus anseios, de como encaravam a situação, fomos percebendo uma realidade diferente da que supomos no início.

Aquelas pessoas não haviam perdido a identidade, tampouco se deixaram confundir com a sujeira.

Após as lutas do dia, chegavam em seus casebres, tomavam banho, trocavam os trapos infectos por roupas limpas, embora simples, e continuavam seus afazeres domésticos, com dignidade e honradez.

Percebemos que aquelas pessoas não permitiram que a situação deprimente e miserável lhes contaminasse a dignidade.

Respondendo às perguntas feitas pelos repórteres, uma senhora que vivia com o marido, seis filhos e a mãezinha já idosa, deixou bem claro a sua posição diante da vida.

Quando lhe perguntaram se não era muito difícil criar seis filhos, ela respondeu sorrindo:

Eu os amo de igual forma. Se Deus os mandou, é porque devo criá-los. O que não podemos é matar. Eu nunca matei nenhum no ventre, como não mataria agora, depois de nascido.

E quando o repórter perguntou à avó se ela ajudava a cuidar dos netos, esta respondeu com sabedoria:

Eu já criei e eduquei meus 9 filhos. Agora, cabe à mãe deles criá-los. Se fosse para eu criar, Deus os teria enviado como meus filhos também.

Outra senhora, bem idosa, que também trabalhava no lixão, demonstrava sinais evidentes de dignidade e fé em Deus.

O corpo esquálido e a falta de dentes davam notícia dos maus tratos que o tempo imprimira àquela mulher.

Todavia, ao responder ao entrevistador se não se envergonhava de trabalhar no monturo, disse que vergonha é roubar e matar, e que disso ela jamais seria capaz.

Aquelas pessoas, unidas pela desdita, falavam de amizade, respeito mútuo, companheirismo, convidando-nos as mais profundas reflexões em torno das nossas próprias vidas.

É tempo de pensarmos um pouco, antes de reclamar da própria situação, já que, por pior que seja, não se pode comparar a daqueles que vivem do lixo que nós atiramos fora.

* * *

Deus não cria as situações de miséria para Seus filhos.

Todas as condições subumanas impostas a determinadas classes sociais, são geradas pelo próprio homem, que se enclausura na concha escura do seu egoísmo, quando poderia, com poucos esforços e uma pequena dose de solidariedade, dar a cada um o necessário para viver.

Pensemos nisso!


FONTE: Redação do Momento Espírita.

20 de setembro de 2010

O ESFORÇO







O ESFORÇO

A jovem chegou na grande capital e se instalou. Vinha de pequena cidade do interior do estado para estudar e trabalhar. Durante os primeiros dias, as andanças para ver as questões de matrícula, a busca por um emprego, a procura de um pequeno apartamento para morar lhe tomaram as horas até a exaustão.

No entanto, depois de algum tempo, já instalada em seu minúsculo apartamento, com poucos móveis, começou a ouvir a vizinhança.

Eram vozes que vinham dos andares de baixo e de cima.

Vozes de crianças e de adultos. Vozes que significavam vida ao seu redor.

Precisando estudar, pois o seu intuito era de se preparar para o próximo vestibular, ela buscou se isolar de tudo.

Entretanto, um ruído que vinha de um prédio próximo ela não conseguia anular. Era o som insistente de um piano.

A horas sempre certas, ela podia ouvir. Não eram músicas, sonatas ou sinfonias.

Era, sim, um contínuo exercício no teclado. Pareciam escalas e mais escalas repetidas.

Estranhamente, todos os dias, os longos exercícios se repetiam.

Passaram-se os meses e, um dia, pensou a jovem: pobre coitada desta criatura que deseja se tornar pianista.

Pela continuidade e repetição dos mesmos exercícios, nunca deverá passar disto. Será uma criança com dificuldades de aprendizagem? E o som passou a ser seu companheiro enquanto estudava.

Certa noite, um amigo a convidou a ir ao teatro. Afinal, ela já estava há meses na capital e somente vira a soberba construção por fora.

Haveria um concerto musical com consagrada pianista. A jovem exultou. Depois de tantos meses de estudos e trabalho que reduziam a sua vida a um ir e vir da escola para a fábrica e para o apartamento, ela ficou feliz em ter um raro momento de lazer.

E, especialmente, um espetáculo que prometia ser muito bom, conforme lhe falou o amigo.

O concerto foi maravilhoso. A pianista era uma senhora de certa idade e que demonstrou, durante pouco mais de uma hora, ser uma virtuose do precioso instrumento.

Após ser muito aplaudida, ela se recolheu ao camarim e a jovem conseguiu, através do amigo, chegar até a distinta senhora para a cumprimentar.

Qual não foi sua surpresa ao descobrir, em curta conversa com a artista famosa, que ela era a sua vizinha de prédio.

Aquela mesma que passava horas e horas, todos os dias, a exercitar escalas e mais escalas musicais.

E concluiu a pianista: para manter a agilidade dos dedos e interpretar com propriedade os grandes compositores, de forma alguma posso abandonar os cansativos exercícios diários.

***

Lembre-se:

a montanha se forma pouco a pouco, no escoar dos anos.

O carvão se transforma em diamante graças ao trabalho lento do tempo.

O mar se forma gota a gota. A árvore frondosa, um dia, foi pequena e oculta semente no interior da terra.

Assim também são as conquistas no campo do intelecto, das artes e das ciências.

Dependem do esforço contínuo e perseverante.

Tudo na vida é, em essência, o resultado do esforço de alguém, do trabalho do tempo e da paciência das horas.


ESPECIAL: Redação do Momento Espírita

15 de setembro de 2010

DA JANELA


DA JANELA





Vê-se o natural – belo
Vestido que veste o mundo.

Rompem-se as dúvidas
E a monotonia nos olhos do adeus.

A palavra exata,
O amor como as águas de um rio
O ramo na mão de Deus.

E assim – o porvir
Torna-se o fio lúcido
Da paisagem da janela.

Estrelas desabam
Dentro de mim, e na urdidura
Do que é belo, a vida torna-se bela. Bela.




ALBERT ARAÚJO
15-09-10

23 de agosto de 2010

ETERNO NAMORO



Uma das causas apontadas para as separações conjugais tem sido o tédio. Aos poucos, a relação que era cálida, doce, vai assumindo um caráter de mesmice, cansaço e rotina.

Os dias do namoro parecem longínquos, quase apagados, surgindo na tela mental como lembranças ligeiras, vez que outra.

São os filhos que surgem, exigindo cuidados e atenções. É o trabalho profissional que requisita redobrado empenho. São as tarefas domésticas, repetitivas e cansativas.

Com tudo isto, cada cônjuge vai realizando o que lhe compete, qual se fosse um autômato, um robô.

Nada que escape à rotina das horas e dos dias. Até o lazer do final de semana, as visitas aos pais de um e de outro seguem programação prévia, com dia e hora marcados.

Não é de admirar que os anos tragam para o aconchego do casal o tédio. Com ele, o desinteresse pelo outro, o relaxamento nas relações e a frieza.

Observando, no entanto, essas relações conjugais duradouras, que completam bodas de prata, de ouro, temos que convir que é possível manter acesa a chama do amor, no transcorrer dos anos.

O amor pode ser comparado a delicada flor, necessitada de cuidados constantes a fim de não fenecer.

O romantismo que caracteriza o período do namoro deve ser mantido.

Importante não abandoná-lo à conta de conceitos como isto é para os jovens. Ou já passou o meu tempo.

Existem atitudes mínimas que dão um especial sabor e um quê de novidade ao relacionamento.

Um telefonema, em plena tarde, inesperado, somente para indagar: Como passa minha amada?

Uma flor colhida no jardim, no frescor da manhã e colocada à mesa do café. Um toque diferente.

Levantar-se antes do outro, preparar uma bandeja com carinho e servir o café na cama. Quantas mulheres sonham com tal deferência!

Um final de semana inédito. Por que não deixar as crianças com os avós ou com a babá e sair para um passeio a dois, redescobrindo a lua, contando estrelas, a ver se o bom Deus já não providenciou outras tantas, desde a época do namoro...

Surpreender o afeto com uma declaração de amor, uma observação gentil ao cabelo, ao traje.

Pequeninas coisas. Quase insignificantes. Mas que fazem a grande diferença entre a rotina e o delicado e perene tempero do amor que nunca fenece.

* * *

Aproveite as horas enquanto você segue lado a lado com seu amor e fale-lhe do que sente, de como ele é importante em sua vida.

Não permita que o tempo transcorra sem um gesto de carinho, uma palavra de ternura.

Decida-se por reviver os dias do namoro, sempre novos, uma descoberta constante do outro.

Não deixe para amanhã, nem programe para o dia do aniversário.

Execute hoje, agora, enquanto é tempo pois que ninguém sabe a hora da partida, quando ficarão somente muitas palavras não ditas, muitos abraços não dados e uma saudade de tudo que não se demonstrou para o outro em afetividade, amor e dedicação.


FONTE:Redação do Momento Espírita. Disponível no livro Momento Espírita, v. 1, ed. Feb