11 de dezembro de 2010

DES(A)LINHO




DES(A)LINHO



Perdoa
meu mundo
des(a)linhado, sei lá
até meio aguado
nos atos intempestivos

mais sou
um sujeito
que devora as ardências
do amor – sou uma flama
esmaltadas e tranquila
nos atos decisivos

sei não, mais
(eu te amo)


entro
na figura completa
da ânsia enlouquecida
da paixão

(um beijo-lampejo)

octógonos
desejos desde
o estômago ao último
fio de cabelo

ALBERT ARAÚJO
09-12-10

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Um comentário:

  1. Alberto,

    Acabo de ler teu excelente poema. Gosto dos experimentos. A apresentou também agrada muito. Parabéns.
    Chico Miguel

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