22 de maio de 2017

EM 22 DE MAIO, CELEBRAMOS SANTA RITA DE CÁSSIA. A ADVOGADA DAS CAUSAS PERDIDAS E SANTA DO IMPOSSÍVEL.








A santa de hoje viveu os impossíveis de sua vida se refugiando no Senhor. Santa Rita de Cássia nasceu em Cássia, na Itália, em 1.381. 

Desde criança, a santa demonstrava seu desejo de se consagrar à vida religiosa, mas, por obediência aos pais, casou-se aos 12 anos. Teve uma vida conjugal difícil devido ao caráter violento do marido. Com seu empenho e orações, conseguiu convertê-lo. 

Após a morte do marido, vítima de assassinato, perdeu seus dois filhos. Viúva, manifesta a vontade de ingressar no mosteiro das irmãs Agostinianas que só aceitava jovens solteiras. Após várias tentativas, finalmente fizeram uma exceção e aceitaram a santa em sua comunidade. Esta foi um exemplo de vida religiosa, com suas orações e suas mortificações. 

Ela se devotou especialmente a cuidar de irmãs doentes e a aconselhar pecadores. Por 14 anos, até sua morte, trouxe na testa um estigma, associando-se, assim, à paixão de Cristo. Morreu no Mosteiro de Cássia, em 1457 e foi canonizada em 1900.


São-lhe atribuídos tantos e tão extraordinários milagres que é tida como "advogada das causas perdidas e a santa do impossível".
É também protetora absoluta das mães e esposas que sofrem pelos maus-tratos dos maridos.





Segundo os costumes de seu tempo, ela foi entregue em matrimônio para Paulo Ferdinando.

Tiveram dois filhos, e ela buscou educá-los na fé e no amor. Porém, eles foram influenciados pelo pai, que antes de se casar se apresentava com uma boa índole, mas depois se mostrou fanfarrão, traidor, entregue aos vícios. E seus filhos o acompanharam.

Rita então, chorava, orava, intercedia e sempre dava bom exemplo a eles. E passou por um grande sofrimento ao ter o marido assassinado e ao descobrir depois que os dois filhos pensavam em vingar a morte do pai. Com um amor heroico por suas almas, ela suplicou a Deus que os levasse antes que cometessem esse grave pecado. Pouco tempo mais tarde, os dois rapazes morreram depois de preparar-se para o encontro com Deus.






Seu refúgio era Jesus Cristo. A santa de hoje viveu os impossíveis de sua vida se refugiando no Senhor. Rita quis ser religiosa. Já era uma esposa santa, tornou-se uma viúva santa e depois uma religiosa exemplar. Ela recebeu um estigma na testa, que a fez sofrer muito devido à humilhação que sentia, pois cheirava mal e incomodava os outros. Por isso teve que viver resguardada.







Morreu com 76 anos, após uma dura enfermidade que a fez padecer por 4 anos. Hoje ela intercede pelos impossíveis de nossa vida, pois é conhecida como a “Santa dos Impossíveis”.







Santa Rita de Cássia, rogai por nós!












20 de maio de 2017

EU ROGAREI AO PAI E ELE VOS DARÁ OUTRO DEFENSOR - TEXTO DE ANTÔNIO COMDEUS.

Eu rogarei ao Pai e ele vos dará outro Defensor.







A Sagrada Escritura é fonte de revelação onde Jesus nos ensina e nos mostra as realidades que o Pai queria nos revelar. Temos também a Sagrada Tradição onde está muitas coisas reveladas por Deus e que não se encontram na Sagrada Escritura, mas é revelação.


Como observamos na primeira leitura, Felipe anunciou a Palavra e fez prodígios entre os Samaritanos, mas eles não tinham sido banhados pela presença do Espírito Santo e que Pedro e João oraram para que recebessem esta graça. 

Então o Batismo trás a graça da vida nova, mas para receber os dons espirituais para o serviço à Igreja é necessário outro momento. 

Que é o sacramento da Crisma, em que a pessoa já adulta, consciente, recebe um sacramento para estar a serviço da Igreja, neste momento recebe os dons do Espírito Santo para agir na implantação do Reino.

Mas o Espírito Santo é dinâmico e age da forma que lhe agrada – "O vento sopra onde quer; ouves-lhe o ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. 

Assim acontece com aquele que nasceu do Espírito". (Jo 3,8) – Desta forma vemos Pedro na casa de Cornélio: "Estando Pedro ainda a falar, o Espírito Santo desceu sobre todos os que ouviam a (santa) palavra. [...] eles os ouviam falar em outras línguas e glorificar a Deus. Então Pedro tomou a palavra: Porventura pode-se negar a água do batismo a estes que receberam o Espírito Santo como nós? E mandou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo [...]". (At 10, 44,48). 

Primeiro receberam o Espírito Santo e depois foram Batizados, não foi certamente o Sacramento da Crisma, mas uma unção que os levaram ao Batismo que é o primeiro sacramento da iniciação. O importante é vermos que Deus tem seus caminhos para nos levar a comunhão com Ele e podermos experimentar as bênçãos trazidas por Cristo.

Tudo isso, Deus está disposto a realizar em nós, para que possamos “estar sempre prontos a dar razão da vossa esperança a todo aquele que pedir”. Isto é, de sermos testemunhas no meio dos homens e levá-los a esta mesma experiência. Todo evangelizado se torna um evangelizador. Ninguém que recebeu a vida nova pode ficar calado, é o caso da Parábola do tesouro escondido, da pedra preciosa, da pesca. (Mt 13,44-48) e da dracma (Lc 15, 8-9).

E Jesus, no evangelho, nos diz: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos,e eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Defensor,para que permaneça sempre convosco”. O primeiro defensor é o próprio Jesus e Ele nos enviou o Espírito Santo para que caminhe conosco e habitando em nós como um Templo possa nos formar em outros “cristos”, vivendo a busca da santidade e do amor incondicional a Deus e ao próximo.

Cabe a nós, tomarmos consciência destas realidades e sermos dóceis ao Espírito Santo para que Ele possa nos levar ao testemunho da fé diante desta “geração má e perversa” (Fl 2,14-16). Somos embaixadores de Cristo (IICor 5,20) e Ele quer fazer de nós representantes do Reino, para que outros, ao nos verem possam se interessar a ser como nós – Cristãos.

Você tem sido esta referência para o mundo?


Antonio ComDeus.






7 de maio de 2017

LIÇÕES DE SAUDADES - TEXTO PADRE CARMINE PASCALE - PARÓQUIA SÃO JUDAS TADEU EM NITERÓI.

 
 
 
 
LIÇÕES DE SAUDADES -
TEXTO PADRE CARMINE PASCALE.
 
 
 
No mês de abril fomos surpreendidos com o falecimento de Mons. Luiz Gonzaga. E, de certo, fica para nós uma saudade e uma importante marca em nossa Arquidiocese, graças ao trabalho incansável que ele desenvolveu ao longo de 65 anos como cerimoniário, 58 como sacerdote. As lições que ele deixou, ao cumprir a sua missão com tanto zelo, são fundamentais, quero crer, para a formação da geração de agora, assim como foram fundamentais para cada geração que teve a oportunidade de conviver com ele e perceber, em especial, o seu cuidado para com a liturgia. Como isso é importante! Que mensagem forte, em um mundo em que as pessoas vão cada vez mais perdendo a noção do valor que os detalhes carregam! Tudo é tão superficial! As relações são superficiais, tudo o mais é “simplificado” para “não dar trabalho”. E a Igreja? Esta é vista como desnecessária por muitos, rica por outros, e exatamente a liturgia recebe inúmeras críticas, que vão dos paramentos usados a cada objeto que compõe a Celebração. Infelizmente, não se entende a capacidade que cada detalhe tem para nos atrair ao Senhor, e a graça que é louvá-Lo por meio desses cuidados que são cuidados de amor…
 
Monsenhor Luiz Gonzaga fez questão, o tempo todo, de ressaltar a beleza da liturgia e o amor que ele guardava por sua função de cerimoniário, por tantos anos auxiliando os Bispos e Arcebispos que por aqui passaram… E fez mais, porque seu amor, ainda que encantado com o espaço litúrgico e com os ritos, guardava um encantamento maior: o do sacerdócio. E por isso vimos nosso “irmão mais velho” manter-se de pé junto ao Altar, e nas horas “vagas” seguir para o Seminário, diariamente, porque aquele era um lugar que o alimentava! Ele gostava de estar naquele espaço formativo, convencido de que todo dia era dia de aprender um pouco mais a ser padre, e todo dia era dia de dar testemunho aos mais jovens, passando para todos o recado: vale a pena! Como sou feliz sendo padre!
 
Monsenhor seguiu assim até o fim. E Deus o recompensou por sua fidelidade, não há dúvida. Tenho certeza de que se ele pudesse opinar, não teria escolhido dia melhor para seguir para junto do Pai! Afinal, há graça maior do que seguir para a vida eterna abraçado à Cruz do Senhor? O que pensar de ser velado em pleno Sábado Santo e ir direto para o Alto, olhar de lá “a mãe das liturgias” sendo aqui vivida; e já participando da alegria celeste pela história de amor garantida, consumada.
 
Podemos imaginar que ele já está por lá fazendo piada, encantando com seu jeito brincalhão, e também trabalhando. Sim, trabalhando! Não dá para acharmos que ele está parado, afinal isto não combina com ele! Ele se gastou aqui até o final, e com tanta leveza que nem parávamos, muitas vezes, para olhar seu corpo já tão frágil… Agora há de estar por lá, intercedendo por esta Arquidiocese que amou e “vigiando”, tentando nos transmitir um pouco de sua eloquência e dizendo, inquieto: Cuidado! Não coloquem o cálice aí, mais para a direita…
 
Pe. Carmine
 
 
 
 
 
 

FONTE TEXTO INTEGRAL:
 
 

1 de maio de 2017

EM 01 DE MAIO, CELEBRAMOS A MEMÓRIA DE SÃO JOSÉ OPERÁRIO.

 
 

 

 
 
Celebrar hoje a memória de São José Operário é celebrar, com especial alegria, o mistério daquela vida escondida que o Filho de Deus feito homem quis ter em Nazaré.
 
 
A Igreja, providencialmente, nesta data civil marcada, muitas vezes, por conflitos e revoltas sociais, cristianizou esta festa, isso na presença de mais de 200 mil pessoas na Praça de São Pedro, as quais gritavam alegremente:
 
“Viva Cristo trabalhador, vivam...os trabalhadores, viva o Papa!”
 
O Papa, em 1955, deu aos trabalhadores um protetor e modelo: São José, o operário de Nazaré.
 
O santíssimo São José, protetor da Igreja Universal, assumiu este compromisso de não deixar que nenhum trabalhador de fé – do campo, indústria, autônomo ou não, mulher ou homem – esqueça-se de que ao seu lado estão Jesus e Maria.
 
A Igreja, nesta festa do trabalho, autorizada pelo Papa Pio XII, deu um lindo parecer sobre todo esforço humano que gera, dá a luz e faz crescer obras produzidas pelo homem:“Queremos reafirmar, em forma solene, a dignidade do trabalho a fim de que inspire na vida social as leis da equitativa repartição de direitos e deveres.”
 
 
 
 
 
São José, que na Bíblia é reconhecido como um homem justo, é quem revela com sua vida que o Deus que trabalha sem cessar na santificação de Suas obras, é o mais desejoso de trabalhos santificados: “Seja qual for o vosso trabalho, fazei-o de boa vontade, como para o Senhor, e não para os homens, cientes de que recebereis do Senhor a herança como recompensa… O Senhor é Cristo” (Col 3,23-24).
 
 
 
 
 
 
 
São José Operário, rogai por nós!
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: CANÇÃO NOVA