segunda-feira, 9 de novembro de 2009

ESTAÇÃO DE PERDAS

ESTAÇÃO DE PERDAS

A vida é uma constante sequência de perdas, onde para ganhar, sempre temos que perder.
Começamos a viver como seres independentes ao sairmos do útero materno. Já temos que respirar, senão morremos, logo no início... Perdemos ali, o calor e a proteção do corpo de nossa mãe.
Para aprender a viver temos que perder a ignorância, o medo e arriscar. A vida é uma sequência inesgotável de riscos.
Muito cedo ganhamos os primeiros dentes para depois perdê-los. Ganhamos outros definitivos, mas que de definitivos não têm nada, pois também caem na velhice. Isto sem falar nos cabelos que crescem para depois cair ou então para perder a cor.
Perde-se a inocência da infância para ganhar a malícia adolescente e quando se perde também esta, perde-se a vergonha completamente... Perde-se a virgindade para ganhar maturidade, experiências que nos ensinam e nos habilitam a viver num mundo adulto e quem perder a coragem também perde-se num mundo de vícios e criminalidade, pois para estes parece mais fácil viver no crime. Então, perde-se a noção do que é a vida, um eterno aprendizado, um eterno viver em amor, e quando se foge dele perde-se o encanto da vida, pois a vida é bela quando o amor é a grande meta.
Tudo que construímos na base do amor alicerça a pessoa que somos, pois bens materiais não levamos quando saímos desta vida, perde-se tudo, levamos conosco, em nossa alma, a pessoa que construímos e os bons sentimentos. O resto fica para uma prestação de contas “algum dia” não sabemos ao certo quando. Alguns até pagam nesta vida tudo o que fazem, pois lidamos com energia, e muitas vezes as más energias voltam-se contra nós mesmos, mas se vivemos em amor ele nos serve de escudo, e a vida é mais fácil.
Voltando às nossas perdas... Todas são perdas que constroem que ensinam e quem não tiver conhecimento disto vai ficar lamentando todas... no entanto as perdas só nos tornam fortes, belos, experientes... veja uma pedra preciosa bruta, ela só resplandece e tem brilho depois de lapidada, depois de sofrer muito... somos assim, precisamos ser lapidados para ter brilho também. Então não vale a pena ficar lamentando as perdas, pois elas nada mais são do que respostas ao que estaremos ganhando, notamos as perdas, pois era o que estávamos acostumados e nem percebemos o novo estágio. Neste novo estágio, onde a perda pode ter sido uma “morte” isto significa que houve uma ascensão, ou seja a elevação do ser a um novo estágio. Vamos refletir sobre isto. Todos nós passaremos por isto e devemos desde já nos acostumar com estas perdas.
E quando pensamos estar pensando perder a vida estamos ganhando a vida eterna. A idade nos torna sábios, embora precisemos sempre da humildade para continuar aprendendo a ganhar com todas as perdas.


Mário Feijó (poeta e artista plástico)
09.11.09

A MASSACRANTE FELICIDADE DOS OUTROS

A Massacrante Felicidade dos Outros

Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco.
Há no ar um certo queixume sem razões muito claras. Converso com mulheres que estão entre os 40 e 50 anos, todas com profissão, marido, filhos, saúde, e ainda assim elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as incomoda, mesmo estando tudo bem. De onde vem isso?
Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs com o seu irmão, o poeta Antonio Cícero, uma música que dizia: "Eu espero acontecimentos só que quando anoitece é festa no outro apartamento". Passei minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha convite. É uma das características da juventude: considerar-se deslocado e impedido de ser feliz como os outros são - ou aparentam ser. Só que chega uma hora em que é preciso deixar de ficar tão ligada na grama do vizinho. As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação, que é infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias. Os notáveis alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas angústias, revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas fraquezas, então fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando na verdade a festa lá fora não está tão animada assim.
Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco, com motivos pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no escuro, alternadamente. Só que os motivos pra se refugiar no escuro raramente são divulgados. Pra consumo externo, todos são belos, sexys, lúcidos, íntegros, ricos, sedutores. "Nunca conheci quem tivesse levado porrada/ todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo". Fernando Pessoa também já se sentiu abafado pela perfeição alheia, e olha que na época em que ele escreveu estes versos não havia esta overdose de revistas que há hoje, vendendo um mundo de faz-de-conta.
Nesta era de exaltação de celebridades - reais e inventadas - fica difícil mesmo achar que a vida da gente tem graça. Mas tem. Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias, desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa biografia. Ou será que é tão divertido passar dois dias na Ilha de Caras fotografando junto a todos os produtos dos patrocinadores? Compensa passar a vida comendo alface para ter o corpo que a profissão de modelo exige? Será tão gratificante ter um paparazzo na sua cola cada vez que você sai de casa? Estarão mesmo todos realizando um milhão de coisas interessantes enquanto só você está sentada no sofá pintando as unhas do pé?
Favor não confundir uma vida sensacional com uma vida sensacionalista. As melhores festas acontecem dentro do nosso próprio apartamento.
Martha Medeiros

PARA CELEBRAR O ENVELHECER...

ESCRITO POR REGINA BRETT, 90 ANOS, CLEAVELAND, OHIO.

"Para celebrar o envelhecer, uma vez eu escrevi 45 lições que a vida me ensinou.

É a coluna mais requisitada que eu já escrevi. Meu taxímetro chegou aos 90 em agosto, então, aqui está a coluna, mais uma vez:

1. A vida não é justa, mas ainda é boa.
2. Quando estiver em dúvida, apenas dê o próximo pequeno passo.
3. A vida é muito curta para perdermos tempo odiando alguém.
4. Seu trabalho não vai cuidar de você quando você adoecer. Seus amigos e seus pais vão. Mantenha contato.

5.. Pague suas faturas de cartão de crédito todo mês.
6. Você não tem que vencer todo argumento. Concorde para discordar.
7. Chore com alguém. É mais curador do que chorar sozinho.
8. Está tudo bem em ficar bravo com Deus. Ele agüenta.
9. Poupe para a aposentadoria, começando com seu primeiro salário.
10. Quando se trata de chocolate, resistência é em vão.
11. Sele a paz com seu passado, para que ele não estrague seu presente.
12. Está tudo bem em seus filhos te verem chorar.
13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que se trata a jornada deles.
14. Se um relacionamento tem que ser um segredo, você não deveria estar nele.
15 Tudo pode mudar num piscar de olhos; mas não se preocupe, Deus nunca pisca.
16. Respire bem fundo. Isso acalma a mente.
17. Se desfaça de tudo que não é útil, bonito e prazeroso.

18. O que não te mata, realmente te torna mais forte.
19. Nunca é tarde demais para se ter uma infância feliz. Mas a segunda só depende de você e mais ninguém.
20. Quando se trata de ir atrás do que você ama na vida, não aceite "não" como resposta.
21. Acenda velas, coloque os lençóis bonitos, use a lingerie elegante. Não guarde para uma ocasião especial. Hoje é especial.

22. Se prepare bastante; depois, se deixe levar pela maré...
23. Seja excêntrico agora, não espere ficar velho para usar roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém é responsável pela sua felicidade, além de você.
26. Encare cada "chamado" desastre com essas palavras: Em cinco anos, vai importar?

27. Sempre escolha a vida.
28. Perdoe tudo de todos.
29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo.
31. Indepedentemente de a situação ser boa ou ruim, irá mudar.
32. Não se leve tão a sério. Ninguém mais leva...

33. Acredite em milagres.

34. Deus te ama por causa de quem Ele é, não pelo que vc fez ou deixou de fazer.

35. Não faça auditoria de sua vida. Apareça e faça o melhor dela agora.
36. Envelhecer é melhor do que morrer jovem.
37. Seus filhos só têm uma infância.
38. Tudo o que realmente importa, no final, é que você amou.
39. Vá para a rua todo dia. Milagres estão esperando em todos os lugares..

40. Se todos jogássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos os de todo mundo, pegaríamos os nossos de volta.
41. Inveja é perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.

42. O melhor está por vir.
43. Não importa como vc se sinta, levante, se vista e apareça.
44. Produza.
45. A vida não vem embrulhada em um laço, mas ainda é um presente "



quarta-feira, 21 de outubro de 2009

VELHOS AMIGOS

VELHOS AMIGOS


Conserve os velhos amigos
Este você conhece os defeitos
E todas as suas qualidades
Os novos que defeitos têm?
Quanto melhor você conhece alguém
Mais amigo você é, e mais fácil fica
De você lidar com eleE ele com você...
Velhos amigos conhecem
Cada um dos teus olhares
Conhece o teu jeito
De andar e de falar...
É semelhante ao ditado dos pássaros
Mais vale um velho amigo
Dentro do seu coração
Que muitos novos disponíveis à mão..


.(*)Mário Feijó21.10.09

PARA QUE NOS SINTAMOS UM POUCO MAIS HUMANO!








Resposta do cacique Seattle ao Presidente Americano F. Pierce, que tentava comprar as suas terras. Um exemplo sublime de consciência Holística e Ecológica. Uma denúncia à ganância do homem branco, cioso de seu intelecto. Um grito contra a injustiça dos que pensam ter o direito sobre a terra, excluindo seus semelhantes e outros seres vivos. Um apelo ao humanismo:
O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro: o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro. Parece que o homem branco não sente o ar que respira. Como um homem agonizante há vários dias, é insensível ao [seu próprio] mau cheiro. (...)
Portanto, vamos meditar sobre sua oferta de comprar nossa terra. Se nós a decidirmos aceitar, imporei uma condição: O homem branco deve tratar os animais desta terra como seus irmãos.
O que é o homem sem os animais? Se os animais se fossem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Pois o que ocorre com os animais, breve acontece com o homem. Há uma lição em tudo. Tudo está ligado.
Vocês devem ensinar às suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a terra, digam a seus filhos que ela foi enriquecida com a vida de nosso povo. Ensinem às suas crianças o que ensinamos às nossas: que a terra é nossa mãe. Tudo o que acontecer à Terra, acontecerá também aos filhos da terra. Se os homens cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos.
Disto nós sabemos: a terra não pertence ao homem; o homem é que pertence à terra. Disto sabemos: todas as coisas então ligadas como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo.
O que ocorre com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não teceu a teia da vida: ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizermos ao tecido, fará o homem a si mesmo.
Mesmo o homem branco, cujo Deus caminha e fala como ele de amigo para amigo, não pode estar isento do destino comum. É possível que sejamos irmãos, apesar de tudo. Veremos. De uma coisa estamos certos (e o homem branco poderá vir a descobrir um dia): Deus é um Só, qualquer que seja o nome que lhe dêem. Vocês podem pensar que O possuem, como desejam possuir nossa terra; mas não é possível. Ele é o Deus do homem e sua compaixão é igual para o homem branco e para o homem vermelho. A terra lhe é preciosa e feri-la é desprezar o seu Criador. Os homens brancos também passarão; talvez mais cedo do que todas as outras tribos. Contaminem suas camas, e uma noite serão sufocados pelos próprios dejetos.
Mas quando de sua desaparição, vocês brilharão intensamente, iluminados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e por alguma razão especial lhes deu o domínio sobre a terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é um mistério para nós, pois não compreendemos que todos os búfalos sejam exterminados, os cavalos bravios sejam todos domados, os recantos secretos das florestas densa impregnados do cheiro de muitos homens, e a visão dos morros obstruídas por fios que falam. Onde está o arvoredo? Desapareceu. Onde está a água? Desapareceu. É o final da vida e o inicio da sobrevivência. Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Essa Idéia nos parece um pouco estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho da água, como é possível comprá-los.
Cada pedaço de terra é sagrado para meu povo. Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados na memória e experiência do meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as lembranças do homem vermelho... Essa água brilhante que escorre nos riachos e rios não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Se lhes vendermos a terra, vocês devem lembrar-se de que ela é sagrada, e devem ensinar às suas crianças que ela é sagrada e que cada reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz dos meus ancestrais.
Os rios são nossos irmãos, saciam nossa sede. Os rios carregam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem lembrar e ensinar para seus filhos que os rios são nossos irmãos e seus também. E, portanto, vocês devem, dar aos rios a bondade que dedicariam a qualquer irmão.
Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma porção de terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é um forasteiro que vem à noite e extrai da terra tudo que necessita. A terra, para ele, não é sua irmã, mas sua inimiga e, quando ele a conquista, extraindo dela o que deseja, prossegue seu caminho. Deixa para traz os túmulos de seus antepassados e não se incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa... Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto. Eu não sei... nossos costumes são diferentes dos seus. A visão de suas cidades fere os olhos do homem vermelho. Talvez porque o homem vermelho seja um selvagem e não compreenda.
Não há um lugar quieto nas cidades do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar de folhas na primavera ou o bater de asas de um inseto. Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não compreendo. O ruído parece somente insultar os ouvidos. E o que resta de um homem, se não pode ouvir o choro solitário de uma ave ou o debate dos sapos ao redor de uma lagoa, à noite? Eu sou um homem vermelho e não compreendo. O índio prefere o suave murmuro do vento encrespando a face do lago, e o próprio vento, limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros."






Fonte: EDUCAÇÃO AMBIENTAL - Princípios e Práticas, de Genebaldo Freire Dias, GAIA 1993

domingo, 11 de outubro de 2009

RIO PARNAIBA PEDE AJUDA - TRADUZIDO






RIO PARNAIBA PEDE AJUDA... (Velho monge)
Nasço distante, Entre rochedos e matagais. Tenho pressa, tenho que correr... Preciso dar de comer a quem tem fome! Preciso dar de beber a quem tem sede! Sei a hora de chegar! Sou moço bom, em mim tu podes navegar. Tenho nome, Identidade, Tenho até apelido, na intimidade. Tantas e tantas vezes eu choro Quando em mim tu te afogas, Pois quisera nesse momento Ter cabelo de Sansão Para te segurar. De mim terás comida, Água boa, Podem até se banhar, Não podes dormir em meu peito Pois é muito profundo o meu leito. No entanto, sou tão indefeso! Os covardes, Depositam em mim suas imundícies, Dejetos... Todo tipo de lixo! Por isso estou eu doente, Tenho uma dor no peito... Quero ainda ver o teu filho crescer, O teu neto nascer E compartilharem comigo um sorriso, Um abraço forte e sincero. Por favor, me ajudem a viver! Não quero morrer!...
ALBERT ARAÚJO
Luzilândia – PI – fev/2007

Italiano

RIO PARNAIBA CHIEDE IL SUSSIDIO… (Vecchio monge)
Sono distante sopportato, Fra i rochedos e le masse di erbacce. Ho rapidità, io ho quello da funzionare… Necessario dare per mangiare a chi la fame! Necessario dare alla bevanda a chi le sedi! Conosco l'ora per arrivare! Sono buono giovane, in me voi baccelli da navigare. Ho nome, Identità, Ho fino al nickname, nella segretezza. Tanto ed altretante volte grido Quando in me siete annegati, Di conseguenza desidera a questo momento Per avere capelli di Sansão Per tenerli. Di me mangerete l'alimento, Buona acqua, latta fino a se bagnandosi, Baccelli da non dormire nella mia cassa Di conseguenza la mia base del flusso è molto profonda. Tuttavia, sono così defenseless! I vigliacchi, Depositano in me i relativi imundícies, Dejections… Tutto il tipo di immondizia! Di conseguenza sono ammalato, Ho un dolore nella cassa… Ancora desidero vedere il vostro figlio per svilupparmi, Il vostro nipote da sopportare E alla parte con me un sorriso, Uno abbraccio forte sincero e. Prego, lo aiutano a vivere! Non desidero morire! …
ALBERT ARAÚJO
Luzilândia - pi - fev/2007


Inglês


RIO PARNAIBA ASKS FOR AID… (Old monge)
I am born distant, Between rochedos and masses of weeds. I have haste, I have that to run… Necessary to give to eat to who it has hunger! Necessary to give to drink to who it has headquarters! I know the hour to arrive! I am young good, in me you pods to sail. I have name, Identity, I have until nickname, in the privacy. As much and as many times I cry When in me you are drowned, Therefore it wants at this moment To have hair of Sansão To hold you. Of me you will have food, Good water, They can until if bathing, Pods not to sleep in my chest Therefore my stream bed is very deep. However, I am so defenseless! The cowards, They deposit in me its imundícies, Dejections… All type of garbage! Therefore I am sick, I have a pain in the chest… I still want to see your son to grow, Your grandson to be born E to share with me a smile, One I hug sincere fort and. Please, they help me to live! I do not want to die! …
ALBERT ARAÚJO
Luzilândia - PI - fev/2007

Francês


RIO PARNAIBA DEMANDE AIDE… (Vieux moine)
Je né éloigné, Entre des rochers et des brousses. J'ai de la rapidité, ai qu'il courra… Précis donner de manger qui il a faim ! Précis donner de boire qui il a siège ! Je sais l'heure d'arriver ! Je suis jeune bon, dans moi tu peus naviguer. J'ai nom, Identité, J'ai jusqu'à nom, dans l'intimité. Tant et autant fois je pleures Quand dans moi tu te noies, Donc il a voulu au ce moment Avoir des cheveux de Sansão Pour que te tiennent. De moi tu auras de la nourriture, Eau bonne, Ils peuvent même se baigner, Tu ne peus pas dormir dans ma poitrine Donc est très profond mon lit. Néanmoins, je suis aussi désarmé ! Les lâches, Ils déposent dans moi leurs imundícies, Déjections… Tout type de déchets ! Donc je suis malade, J'ai une douleur dans la poitrine… Je veux encore voir ton fils grandir, Ton petit-fils né Et partager avec moi un sourire, Une accolade forte et sincère. S'il vous plaît, ils aident vivre ! Je ne veux pas mourir ! …
ALBERT ARAÚJO

Luzilândia - PI - fev/2007

A IMPORTÂNCIA DO ENSINO DA POESIA NA ESCOLA

Importância do ensino da poesia na escola
Não se vê mais o ensino da poesia na escola. O professor de hoje não está buscando recursos e apoio para que os alunos tenham acesso a este conhecimento fascinante, porque não dizer, a esta bela arte que é a poesia. Esquecem que através deste tipo de atividade em sala de aula pode-se estar alimentando o hábito para a leitura.O universo da poesia é muito rico e encantador, e o professor é o mediador e o iniciador das crianças neste mundo maravilhoso da leitura. E sabemos que o trabalho com leitura deve ser lúdico, prazeroso e bastante agradável.Alguns educadores questionam: “ Ah, é difícil ensinar poesia na escola! Como devo fazer? Como iniciar? Como introduzir e como incentivar o estudo da poesia e criação de textos poéticos com os nossos alunos? Eu não entendo nada de poesia! E para escrever poesia não é necessário inspiração, dom?” Sim, em parte, mas eu diria, como muitos admiradores da poesia e poetas profissionais, que precisamos contar com os conhecimentos poéticos, como também com um pouco de inspiração e outro pouco de transpiração! O que vimos são questões levantadas por nossos colegas que não se sentem capacitados para este tipo de trabalho com os alunos em sala de aula. Acredito que não há regra ou uma fórmula pronta para escrever o que sentimos, e poesia é puro sentimento, é usar a sensibilidade para colocar através dos poemas de forma poética o que acontece em nosso dia-a-dia, injustiças, a paixão, a perda, a ilusão, a morte, a esperança, o amor, enfim, imaginação e graça.Mas é possível, sim, ensinar poesia na escola; só é necessário que o professor se interesse e queira trabalhar o novo com empenho e dedicação em prol do aluno; assumir esse desafio para melhorar sua prática pedagógica. É muito importante e interessante, pois além de incentivar a leitura, leva o mesmo a mergulhar nesse mundo maravilhoso do poema, como forma de se expressar, reivindicar, falar ao mundo do mundo ou do seu próprio mundo.O professor necessita de novas ferramentas, precisa trabalhar este tema com cuidado para que possa encontrar subsídios de como passar esse conhecimento para os alunos, de como encantá-los sem desanimá-los. Mas tudo depende da criatividade do professor com boa dose de capacitação no tema abordado.Eu poderia até dar algumas dicas aos interessados, com um pouco de ousadia: por que não começar brincando com as palavras? Interessante, como também usar a seqüência didática, pois é uma técnica viável e acessível a todos. É necessário realizar muitas atividades com os alunos; ler muitos livros, utilizar pesquisas, descobrir coisas novas, como também sair das quatro paredes da sala de aula e ir ao campo ou pátio, sentir a natureza, quem sabe isso ajudará a incentivar os alunos ao mundo da poesia, porque - de repente - eles se sentem inspirados, contagiados e motivados a verem com outros olhos aquilo que sempre viram e que nunca perceberam o quanto é belo e encantador!A partir daí, os alunos poderão dar início as suas produções que deverão ser examinadas e avaliadas com cautela e valorização, podendo o professor utilizar de várias técnicas para este fim, como permitir que sejam lidas em sala, corrigidas pelo professor e pelos próprios alunos, pois ao ensinar aos alunos a revisarem e aperfeiçoarem seus textos, o professor estará auxiliando-os a criarem o hábito de serem leitores de si mesmos, e daí para frente, quem sabe, publicar e expor suas produções em jornais da escola, do bairro ou da cidade, murais, literatura de cordel, na internet – blogs, etc. Assim, eles perceberão a importância do seu trabalho e se sentirão compensados.Como vimos, qualquer pessoa pode produzir poemas com seus encantos poéticos, sem necessariamente se prender a rima, musicalidade, sílabas contadas, etc. e tal, pois sabemos que isto é motivo suficiente para que os professores não queiram introduzir o ensino da poesia na escola.Escrever com o coração é desafiar a própria razão! Todos nós podemos produzir poemas belíssimos, é claro que não podemos esquecer que há pessoas que já nascem com esse dom, mas podemos trabalhar, exercitar, basta querer, sentir vontade e coragem, afinal, a poesia lida com o que é de humano, é uma comunicação especial, própria de cada um, com seus encantos e desencantos, mas belos e profundos.Então, caros colegas professores, perceberam como é importante o ensino da poesia na escola?
Profª Emiliana Maria de Sousa Teixeira é pedagoga, especialista em Metodologia do Ensino.
Para entrar em contato com a autora, mande um e-mail para

sábado, 23 de maio de 2009


MAR AMIGO




O mar sobrevoa
Meu pensamento
E invade o cardume
E viaja até o fim da rua


O mar escuta
A minha voz
E com suas pegadas
Apagam o intervalo
Da saudade e da aflição


O mar é meu amigo
O meu corpo se lança
E traz a montanha
Na palma da mão


ALBERT ARAÚJO
LUZILÂNDIA-PI
24-05-09

O Poema MAR AMIGO-Traduzido para outros idiomas

Italiano

AMICO DEL MARE

Il sobrevoa del mare
Il mio pensiero
La E invade il banco dei pesci
La E viaggia fino all'estremità della via

Ascoltare del mare
La mia voce
E con le relative orme
Cancellano l'intervallo
Del homesickness e dell'afflizione

Il mare è il mio amico
Il mio corpo se lanci
La E porta la montagna
Nella palma della mano

ALBERT ARAÚJO
LUZILÂNDIA-PI
24-05-09


Inglês


SEA FRIEND

The sea sobrevoa
My thought
E invades the shoal of fish
E travels until the end of the street

The sea listening
My voice
E with its footprints
They erase the interval
Of the homesickness and the affliction

The sea is my friend
My body if launches
E brings the mountain
In the palm of the hand

ALBERT ARAÚJO
LUZILÂNDIA-PI
24-05-09


Francês



MER AMI

La mer survole
Ma pensée
Et il envahit le banc de poissons
Et il voyage jusqu'à la fin de la rue

La mer auditeur
Ma voix
Et avec leurs empreintes de pas
Ils effacent l'intervalle
De la nostalgie et de l'affliction

La mer est mon ami
Mon corps se lance
Et apporte la montagne
Dans la palme de la main


ALBERT ARAÚJO
LUZILÂNDIA-PI
24-05-09


site oficial:
www.albertaraujo.recantodasletras.com.br

segunda-feira, 17 de novembro de 2008


SAUDADE



Saudade
É uma ausência acinzentada
Que atropela o coração
Deixando uma crosta dolorosa
E emudecida no canto do peito esquerdo


Saudade
É uma efígie fria que se acortina
No chão da alma
É uma coisa torrificante
Que dilacera a região ladrilhada
Por onde percorre a cachoeira
Sanguínea


Saudade
É uma angústia espiralizada
Que enlaça os dias que faltam
Para se ver a pessoa amada
É a irmã gêmea da tristeza
Que vem em instante em instante
E não sabemos quando findará


Saudade
É um beijo estéril esquivado em soluço
Que o céu somente aflama
Quando quem se ama aparece.


ALBERT ARAÚJO
16-04-08
site: www.albertaraujo.recantodasletras.com.br

quinta-feira, 28 de agosto de 2008







MUDO


Se a boca
Beija
Também
Pode ficar muda
- entre a saliva
E o fosso (transborda)
Da laringe – garganta
(mordaça)
Paladar sem prazer
Sem língua.
Albert Araujo
28-08-08

terça-feira, 12 de agosto de 2008

ESPAÇOS






ESPAÇOS


Sinto-me
Um pássaro sem asa
Quando abro o armário
E não encontro o espaço
(do sorriso sorridente)

Vou pelas ruas
No dia seguinte
E minhas roupas
Estão nuas

Não tenho documentos
E diante da porta do armário
Eu não encontro o espaço
(do amor verdadeiro)
Da gravidade
Da verdade compartilhada
Do véu da juventude.

ALBERT ARAÚJO
07-08-08
SITE: www.albertaraujo.recantodasletras.com.br

MOINHO DE VENTO








MOINHO DE VENTO

“Terrível! Esta fronteira de pedra ergue-se...
Ofende/ os que desejam ir para onde lhe prouver/
Não para túmulo de massa/ um povo de pensadores.”
Volker Braun, 1965.

Vento,
Ventania
Leva-me daqui
De preferência
Para aquele arranha céu
Da esquina
Porque lá é forte
É capaz de amar
Vento, ventania...
Meus papéis escritos
Minha costa larga
Minhas veias
E o meu olhar inteligente
Se não obtiver repostas
Lembre-se do muro de Berlim.


ALBERT ARAÚJO
07-08-08
SITE: www.albertaraujo.recantodasletras.com.br

GRAFITE






GRAFITE


O teu nome
Nos capítulos do livro
Centenas de hieróglifos incoerentes
Quero as vogais
As consoantes
Para formar
O teu nome
No grafite do banheiro
É bom é gostoso rimar
Fecundarei teus olhos
No poema.

ALBERT ARAÚJO
07-08-08

SITE: http://www.albertaraujo.recantodasletras.com.br/


PENSO










PENSO


Vida,
Luz de fogo
Uma taça sem esperança

Conheço os passos
Dessa estrada
Cada veia
Cada capítulo

Nervos tristes
Cabeças espatifadas
No asfalto
Da minha solidão

Penso na dor
Na pessoa amada
Na minha pessoa
Na Adriana Calcanhoto.


ALBERT ARAÚJO
07-08-08

SITE: http://www.albertaraujo.recantodasletras.com.br/.

sábado, 9 de agosto de 2008

NOTURNO








NOTURNO


Amargo sem fim, uma
Rua mergulhada
No mergulho da chuva

A chuva cai
Atravessa a vida
Atravessa a calçada
E vai andando

Cai diante de mim
Uma noite vermelha
E os olhos da alma
Molha-se na chuva

A lua nova vai pela
Beira do céu
A lua cheia aparecerá
Logo após a noite
De domingo.



ALBERT ARAÚJO
07-08-08

site: http://www.albertaraujo.recantodasletras.comb.r/

quarta-feira, 30 de julho de 2008

NOITE BRILHANTE









NOITE BRILHANTE



Uma doce canção
Fiz do meu canto
De cima para baixo a
Bordei de luz crepitante

Uma beleza outonal surgiu
No crepúsculo de outono
Um animal luzente
De grandes asas a bater
Pelo céu...

Noite brilhante
Capturada pelo broto das acácias

Monumentos de intemporais brilhos...
Noite, noites...
Gemidas brisas nas colinas...
E um carro correndo contra mão.

De repente o que era brilho
Fez-se chama ardente
Do mundo um caminho
Para os meus errantes pés
Caminharem.
ALBERT ARAÚJO
30-07-08
htpp://omelhordaweb.com.br/

terça-feira, 29 de julho de 2008

UM MUNDO MELHOR







UM MUNDO MELHOR



Vastos pensamentos
Vêm-me numa noite clara
Pura caminhada que me leva
A profundidade de meus sonhos
Sonhos coloridos que paira sobre
A tela de minha memória

As nações, os animais...
Hão de serem livres
E com grandeza ativa
Para serem compreendidos
Nas suas amplidões carnais

Meus olhos hei de verem
Se transformarem em símbolos
Ressonantes na natureza

Coisas que não vemos
E nem sentimos devido
A covardia de déspotas

E quando eu sair por aí
Quero ver o amor abri
Perspectivas cheias de
Claridades novas
Nos corações dos animais
E nações...

Este é meu anseio
Este é o meu pensamento
Que se adéqüe ao mundo...


ALBERT ARAÚJO
29-07-08

UM GRANDE AMOR











UM GRANDE AMOR



O meu amor...
Hei de crescer como as águas
Que tecem a natureza
Como o calor dos ninhos
Que aquecem os pássaros
O meu peito transformar-se-á
Em feltro absoluto
O meu intimo tragam ao mundo
Matérias vergônteas sólidas
Considerar o meu corpo como
Tua moradia
E o meu amor a tua felicidade
Intimidades...
Vidas vividas,
Escritas no livro da eternidade.


ALBERT ARAÚJO
29-07-08

sábado, 19 de julho de 2008

DEZEMBRO


DEZEMBRO


Não adianta essa tua
Serena fúria
Chegar-me grávida
Está claro, bem claro
Que o teu mistério
Sempre pinta em dezembro
E nos outros meses se cala

Traduzi o rumor sombrio
Das cortinas de ferro
Mas fiquei sem antídoto

Investiguei...
Urrei diante da tua porta
Mas algo me contagiou
Por dentro
De sangue fresco
Arrastei a poltrona
Aveludada de meu âmago
E com ares de um grande Deus
Escrevi versos com palavras de luz
E interpretei o gosto de teus
Olhos negros.
ALBERT ARAÚJO
19-07-08

sexta-feira, 18 de julho de 2008

LÂMPADA NOTURNA










LÂMPADA NOTURNA


Sabe-se que o Sol é o grande iluminador
Do mundo...
Mas de certo a lâmpada noturna gera
O centro gravitacional poético
A lua, ah... A lua é sem dúvida uma musa
Dos poetas.

Tudo pode ser flexível
Tudo pode se correlacionar no mundo
Por assim dizer;
O céu a terra nos alimentam
De imagens belas
E no coração dos que amam acende
O sol – lâmpada – lâmpada – lua
E por fim
Quando amamos o nosso semelhante
Tudo se torna iluminado.
ALBERT ARAÚJO
18-07-08

quarta-feira, 16 de julho de 2008





CONCEITOS VIVIDOS


Digas-me falas-me de teu conceito
Da tua transcendência
Simplesmente quero desenhá-los
Na palma da minha mão

Os caminhos mudam com o tempo
E o coração constrói o mundo

Todos os dias nós precisamos
De uma página escrita de céu
De vida e de morte

No mundo a imaginação os conceitos
São absorvidos pela a geometria do tempo

Mas o ninho a moradia nunca acaba
Evidentemente o sol vai embora todos os dias
No fim da tarde.
Albert Araújo
15-07-08

sábado, 12 de julho de 2008










O FIM DO MUNDO

Pensem no que poderá acontecer...
Com essas flores sem perfume
Com essas montanhas esfarrapadas
Com essas areias desérticas... Rios mortos.

Onde estará o encanto?
Das quatro estações...
Da sombra da árvore milenar
As planícies e planaltos

Poderemos perder essa chama!...
Os signos da dimensão da luz
(luz inexata)
A secura te afogará no futuro!...

Lembras quando?
A água fluía naturalmente e tinha
Uma espécie de doçura no coração
As imagens tomavam contas dos lugares
E toda luz era refletida do sol...
O espaço era o amigo nas horas difícieis
O habitat uma constelação...
Ouro e diamantes eram guardados na natureza.

ALBERT ARAUJO
11-07-08

sexta-feira, 27 de junho de 2008

CIDADE CONCRETA








Vago segredo
Prisioneiro das sombras
Desenho de giz
E o mundo inteiro
Que carrego no peito

O jogo do inquieto silêncio
É a armadilha que me perco

Recupero o meu alento
E há dentro de mim
Um sagrado contentamento

A cidade é concreta...
O tempo atravessa o vento
E mergulha em meu pensamento

Há dentro de mim
Um rio que ordeno, governo

Agora
O que me alegra mesmo
É o desejo
Que minha cidade nunca envelheça.
ALBERT ARAÚJO
27-06-08

quinta-feira, 19 de junho de 2008

SANGUE, VÔO E PAZ...







Sangue...
As pedras pulsando
No azul do mar

Vôo...
Os pássaros pousando
Na árvore milenar

Paz...
O coração pedindo
Abrigo na manhã grená

Sangue...
Os verdes olhos fitando
A imensidão crepuscular

Paz...
O amor repousando
No peito dos imortais

Sangue
Vôo
Paz...


ALBERT ARAÚJO
16-06-08
SITE: www.albertaraujo.recantodasletras.com.br

quarta-feira, 18 de junho de 2008

AMO A VIDA





Amo essa minha capacidade
De amar a vida
Essa infinita amizade sincera

Amo o sol...
Esse repouso noturno das aves
Esse som celeste
Esse sentimento poético

Amo esse diálogo cotidiano das pessoas
Essa minha curiosidade de cinema
Essa terrível coragem diante do medo

Amo esse meu desejo de ser feliz
E essa minha loucura de te amar.



ALBERT ARAÚJO
16-06-08

terça-feira, 17 de junho de 2008

O AMOR ME QUEIMA...









O AMOR ME QUEIMA...





A tua língua
É como uma espada
Vejas como ela me dilacera
Pelo mar, pelo o céu...
Levando-me a loucura
Indicas-me o teu caminho,
Por esta sorridente noite
Quero chegar ao teu leito
Antes que a chuva rompa
Esta estrada silenciosa
Escuta o meu coração
Ele te chega galopando
E quer te levar para longe
O amor me queima...
Deixas que minha boca
Coroe a tua boca
Com meus beijos deliciosos
Prometo que por esta noite
Debaixo de teus olhos azuis
Descansarei...
ALBERT ARAÚJO
17-06-08
SITE/BLOG:www.albertaraujo.recantodasletras.com.br

segunda-feira, 16 de junho de 2008












ETERNO ABRIGO II



Cai a tarde
E a minha garganta está
Num relento abismal
Trazes os restos da
Minha existência

Meu amor, o que tu encontrares,
Podes trazer-me
As algas, rochas e pássaros...

Nada de ficares em dissabores
As alturas dos céus eu te trarei
Em um ramo de lírio orvalhado

Deixas que eu voe até o infinito...
Eu te trarei o céu azul

E nesse instante
A lua radiosa está me sorrindo

Dá-me o teu amor
A primazia do outono
As águas encantadas dos
Lagos aprendizes
E na aurora
Quero o sabor de ti
Quero sabor do teu ar puro

Ensinas-me o caminho de como
Chegar aos teus beijos
Seguirei sozinho
Rolando qual a chuva ao cair na terra
E tal qual a primavera
Que ofertas flores no amanhecer

Despertarei a tua boca
Com meus beijos
E da tua intima vida
Farei o meu eterno abrigo.
ALBERT ARAÚJO – 14-06-08

sábado, 14 de junho de 2008

ASSIM QUE TE AMO











ASSIM QUE TE AMO






Mesmo com essa distância férrea

Posso alcançar a tua estrela


Mesmo com esse vazio, mas jubilar...

Posso descrever o amor


Mesmo com essa alma cega

Posso atravessar o fosso


Aprendi que posso ir o mais

Profundo possível

Das imediações terráqueas

E fisgar os teus olhos

Da cor do mar

Se me crucifico para

Dá-te o firmamento

Eu não me importo!...

Afinal para ti;

Sou o principio e fim

E é assim que te amo...
Albert Araújo-11-06-08



FLOR VERMELHA




No mundo...
Tira-me a comida, a água...
Se quiseres tira o ar que me nutre
Mas não me tiras,
A delicadeza e a maciez
Dessa flor vermelha...
Minha boca precisa de beijos
Meus olhos dessa fonte...
Minha vida toda eu andei procurando-a
Entre jardins e constelações
Subi escadas,
Cruzei montanhas...
Até que o mar me trouxe cansado
E tu chegaste a mim
Com essas asas de flor madura
Reconheci no exato momento
Essa tua pele de camélia,
E agora que te encontrei
Não te largarei jamais
Quero sentar a beira do cais
Contigo olhar a imensidão dos oceanos
Sairmos distribuindo
Palavras verdadeiras pelo mundo afora
E com as minhas mãos sonoras
Desenhar o amor
Até que tua beleza
Enchas a primavera...



ALBERT ARAÚJO
11-06-08

SITE: http://www.albertaraujo.recantosdasletras.com.br/


ETERNOS BEIJOS










ETERNOS BEIJOS





Entrei no quarto
Acendi o abajur
O fio da navalha
Tremia como o coração
Do frio ao fogo

Um clima de ouro
Caia as margens
Do oceano branco
Algas, rochedos e matagais...
Grafitaram em minha mente

Um gato pode ter sete vidas
E um pássaro cantar
A noite inteira
Sem pedir dinheiro

Mas...
O que pode ser concreto
Ou até mesmo irreal
São os teus beijos...
Que para mim serão eternos.

sexta-feira, 13 de junho de 2008







MULHER III



Plena e absoluta...
Claridades e relâmpago primoroso
Eterna paixão sonora
Virgem...
Deusa...
Luz suprema...

O amanhã te espera...
E as flores te festejam...

Talvez tu consumas todo meu universo
Com este te raio selvagem
Mas, amo-te...
E o teu amor rouba a chave
Do meu sossego

Hoje;
As minhas manhãs
São de carne e osso

As tardes
De beijos doces e oceano branco

As noites
De desejos ardentes
Frutas maduras e fogo.

sábado, 19 de abril de 2008

SLIDE SHOW DE ALBERT ARAÚJO

http://www.slide.com/r/eO-G95SK1T__AGGhlEiqOQJKSLs34IT6?previous_view=lt_embedded_url

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

DESEJO DE AMAR



ALBERT ARAÚJO
29-02-08

ROMÂNTICO




segunda-feira, 14 de janeiro de 2008







CANTO, CANTAR... CANTIGAS...



Canto
Cantar
Cantigas
Quero cantar cantigas num canto...

Hoje vejo o amor aos meus pés
E o seu desejo é maduro
Ele tem as portas abertas
Para um mundo verde

Quero cantar cantigas num canto...
Celebrando o teu cantar
Ouvindo tuas cantigas
Embalando todo o meu pranto

Ando um velho triste
Varando os pedregais da tua noite
Mas quero continuar a ouvir teus cantos

Levar comigo tuas cantigas
Na eternidade do tempo
Eternamente vida afora...







O POEMA ETERNO


O beijo da noite
Molhou o meu sorriso triste
O olfato da madrugada
Farejou o meu mundo de asfalto

O véu do amanhecer
Tateou o meu livro do silêncio
E todo o universo
Nas horas mais impróprias

Devolveu o mistério
Onde tu em silêncio
Costumas devorar
Minhas palavras

Foram tantos os minutos
Que eu te esperei
Que na brisa da tarde
Eu vi o poeta recitar meus poemas

Degustando meus poros deslumbrado
Que quando minha voz calar
Lá pelas tantas
Milhas de vidas serão vividas

Minhas palavras serão
O consolo das tuas horas insanas
Ou até quem sabe das tuas horas de solidão

Só assim estarei em paz
Aspirando teu incomparável perfume
E encharcado do teu ser
Serei eterno nesta poesia...



sábado, 12 de janeiro de 2008


UM NOVO AMOR

Tudo bem
Meu coração está alhures
Na madrugada sinto teus olhos
Feito a lua a me vigiar

Só não posso te seguir
Tive loucuras
Insanidades, e até desvario
Então estou de ti partindo

Desancorando da tua aventura
Estou ancorado em outro cais
Na verdade, outra lua me ilumina
Acordando a minha madrugada

Esperarei
Amanhã acordar mais cedo
E olhar o sol que disperso
Espalhará todo seu brilho na minha janela

Não quero adormecer na dor
Quero permanecer no amor puro
Que acabou de chegar...







O APELO...


Não sejas mau
Não me fale de sofrimentos
Se todo o meu ser está eternizado
No porta-retrato da tua sala

Não sejas mau
Não me fale de angústias
Se todo o meu ser está azulejado
No solo da tua cozinha

Não sejas mau
Não me fale de tristezas
Se todo o meu ser está emoldurado
No espelho do teu quarto

Não sejas mau
Não me fale de feridas
Se todo o meu ser está cicatrizado
Nas pirâmides do teu ser....
Então não sejas mau...







PARA QUE EU POSSA MORRER FELIZ



O vôo do pássaro cantante

A pérola de um beijo hermético

O habitat das esmeraldas



Tenho comigo guardado

Para dar-te em delícias e doçuras

Minha janela está aberta

Aguardando o teu bom dia



Minha porta tem

O sorriso eterno e inefável

A água que bebes

Reabilita minha morada



E no eflúvio das ondas dos mares

Entre o céu e terra

Se expressa um espetáculo

Do teu mundo concreto



Só assim

Quase no fim da primavera

Trazes tua pele aveludada

Para que eu possa beijar e morrer feliz...
albertaraujo.recantodasletras.com.br/








A SEMENTE CHAMADA AMOR





Uma semente do amor

Germinou em meu peito

Era um dia de nuvens cinzentas



Chegou a tarde acesa e sorridente

E meu ser se fez feliz

Debruçando-se em águas mansas



Os meus olhos ficaram em festa

Ganhando um brilho intenso

Que parecem sorrir para o nada



Tudo em mim fala de flores

De películas românticas

De coisas comuns

De novos amores



Quando à noite a lua banha minha pele

Reverberando a química do meu farol

Sempre aceso ilumina teus caminhos

Que tomara te traga para mim...


ALBERT ARAUJO -03-08-08