30 de maio de 2010

ABRALI Edições Internacionais

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26 de maio de 2010

LA MER - MIREILLE MATHIEU

Vagalume Letras de Músicas

Vagalume Letras de Músicas

Irena Sendler



Irena Sendler em 1942. Nascimento 15 de fevereiro de 1910Varsóvia, Congresso da Polónia, Império Russo Morte 12 de maio de 2008 (98 anos)Varsóvia, Polónia Nacionalidade Polaca Ocupação Ativista dos Direitos Humanos, enfermeira e assistente social Irena Sendler (em polaco Irena Sendlerowa née Krzyzanowska; (15 de fevereiro de 1910 - 12 de maio de 2008), também conhecida como "o anjo do Gueto de Varsóvia," foi uma activista dos direitos humanos durante a Segunda Guerra Mundial, tendo contribuido para salvar mais de 2.500 vidas ao levar alimentos, roupas e medicamentos às pessoas barricadas no gueto, com risco da própria vida.
A Mãe das crianças do Holocausto“ A razão pela qual resgatei as crianças tem origem no meu lar, na minha infância. Fui educada na crença de que uma pessoa necessitada deve ser ajudada com o coração, sem importar a sua religião ou nacionalidade. - Irena Sendler ”
Quando a Alemanha Nazi invadiu o país em 1939, Irena era enfermeira no Departamento de bem estar social de Varsóvia, que organizava os espaços de refeição comunitários da cidade. Ali trabalhou incansavelmente para aliviar o sofrimento de milhares de pessoas, tanto judias como católicas. Graças a ela, esses locais não só proporcionavam comida para órfãos, anciãos e pobres como lhes entregavam roupas, medicamentos e dinheiro.
Em 1942, os nazis criaram um gueto em Varsóvia, e Irena, horrorizada pelas condições em que ali se sobrevivia, uniu-se ao Conselho para a Ajuda aos Judeus, Zegota. Ela mesma contou:
"Consegui, para mim e minha companheira Irena Schultz, identificações do gabinete sanitário, entre cujas tarefas estava a luta contra as doenças contagiosas. Mais tarde tive êxito ao conseguir passes para outras colaboradoras. Como os alemães invasores tinham medo de que ocorresse uma epidemia de tifo, permitiam que os polacos controlassem o recinto."
Quando Irena caminhava pelas ruas do gueto, levava uma braçadeira com a estrela de David, como sinal de solidariedade e para não chamar a atenção sobre si própria. Pôs-se rapidamente em contacto com famílias, a quem propôs levar os seus filhos para fora do gueto, mas não lhes podia dar garantias de êxito. Eram momentos extremamente difíceis, quando devia convencer os pais a que lhe entregassem os seus filhos e eles lhe perguntavam:
"Podes prometer-me que o meu filho viverá?". Disse Irena, "Que podia prometer, quando nem sequer sabia se conseguiriam sair do gueto?" A única certeza era a de que as crianças morreriam se permanecessem lá. Muitas mães e avós eram reticentes na entrega das crianças, algo absolutamente compreensível, mas que viria a se tornar fatal para elas. Algumas vezes, quando Irena ou as suas companheiras voltavam a visitar as famílias para tentar fazê-las mudar de opinião, verificavam que todos tinham sido levados para os campos da morte.
Irena Sendler em Varsóvia, 2005Ao longo de um ano e meio, até à evacuação do gueto no Verão de 1942, conseguiu resgatar mais de 2.500 crianças por várias vias: começou a recolhê-las em ambulâncias como vítimas de tifo, mas logo se valia de todo o tipo de subterfúgios que servissem para os esconder: sacos, cestos de lixo, caixas de ferramentas, carregamentos de mercadorias, sacas de batatas, caixões... nas suas mãos qualquer elemento transformava-se numa via de fuga.
Irena vivia os tempos da guerra pensando nos tempos de paz e por isso não fica satisfeita só por manter com vida as crianças. Queria que um dia pudessem recuperar os seus verdadeiros nomes, a sua identidade, as suas histórias pessoais e as suas famílias. Concebeu então um arquivo no qual registava os nomes e dados das crianças e as suas novas identidades.
Os nazis souberam dessas actividades e em 20 de Outubro de 1943; Irena Sendler foi presa pela Gestapo e levada para a infame prisão de Pawiak onde foi brutalmente torturada. Num colchão de palha encontrou uma pequena estampa de Jesus Misericordioso com a inscrição: “Jesus, em Vós confio”, e conservou-a consigo até 1979, quando a ofereceu ao Papa João Paulo II.

WILKIPÉDIA

19 de maio de 2010


Filho-problema Um dia desses conversava com os pais de um jovem portador de uma enfermidade que o encarcerou numa cadeira de rodas, tornando-o dependente dos cuidados dos familiares. Quando tivemos o primeiro contato com a família, o garoto ainda era senhor dos próprios passos, corria, jogava, brincava como qualquer criança. Um dia surgiram alguns sintomas e os especialistas deram a triste notícia aos pais: o agravamento era inevitável. Mas o que impressiona naquela família, é a forma com que enfrenta a situação. O irmão mais novo é todo atenção e carinho. A irmã mais velha é a presença constante do afeto. A mãe é o eixo central que dá o tom do equilíbrio e instaura a disciplina. É como uma flor a espalhar o perfume da ternura em notas de afago e firmeza. O pai é a segurança, o grande amigão, o companheiro que assiste o futebol e torce junto, embora para times diferentes. O jovem tem dificuldades para pronunciar as palavras, mas tem um notável senso de humor. Não deixa passar as oportunidades de comentar, de forma jocosa, as pequenas falhas do pai. Quando o pai o esquece no banheiro, por longo tempo, ele diz que já está acostumado, por isso tem sempre ao lado do vaso uma revista ou um livro de sua preferência. "Você não é o pai que eu desejo, mas é o pai que eu preciso", comenta de vez em quando, com um sorriso maroto. Um dia, uma vizinha perguntou à sua mãe: "É você que tem um filho-problema?" E a mãe respondeu, sem hesitar: "Não, eu não tenho nenhum filho-problema." Um dia, comentando esse episódio, essa mãe-ternura dizia: "Não vejo em meu garoto um filho-problema. Ele é parte importante para a alegria do nosso lar. Ensina-nos tantas coisas. É valioso tesouro que o Criador nos emprestou. Creio que filho-problema é aquele que provoca pranto e infelicita os pais... É o filho criminoso, violento, que crava no coração dos pais o punhal do desgosto, da ingratidão. Filho-problema é o filho esbanjador, explorador de seus pais, corrupto e corruptor, insensível, irresponsável. Portanto, meu garoto não é um filho-problema, embora tenha sérias limitações físicas." * * * Sem dúvida aquela mãe tem razão. Existem pais e mães que carregam a pesada cruz construída por filhos-problema. Enquanto cuida, com desvelo e carinho, do seu tesouro imobilizado numa cadeira de rodas, aquela mãe pensa nas outras mães que morrem aos poucos nas madrugadas à espera de filhos indiferentes. Propiciar bem-estar ao seu jovem-rapaz, fazer-lhe a higiene, alimentá-lo, renunciar à profissão para se dedicar ao seu tesouro, não é problema nem sofrimento para aquela amorável mãe. No entanto, há outras mães que amargam seus filhos-problema, que não têm nenhuma limitação física, mas cujos corações são de pedra. Por tudo isso, é importante pensar a respeito do que seja realmente um filho-problema. E estejamos seguros de que as limitações físicas de um filho não são, necessariamente, fonte de dificuldade para os pais, assim como a saúde física não é garantia de felicidade. * * * Todo filho é empréstimo sagrado que o Criador concede aos pais para que seja burilado com o cinzel do amor. Quase sempre o filho rebelde é alguém que necessita de carinho e firmeza para que possa reencontrar o caminho para Deus. Assim sendo, não importa o quanto custe de sacrifício e esforço, o melhor investimento que os pais podem fazer é devolver ao Genitor Celeste essas jóias com mais brilho na alma.
ESPECIAL:
Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita