15 de agosto de 2017

DIA DOS PAIS, TEXTO DO PROFESSOR E ESCRITOR ANTONIO VELOSO, NOS ENVIADO GENTILMENTE, DA EUROPA.

 

 
 
 
 
 
 
Amigos, aproveitando que ao festividade do Dia dos Pais, ainda está nos embalando, selecionei a poesia do professor e escritor Antônio Veloso, para ilustrar a página do Alberto Araújo & Amigos, de hoje 15 de agosto. O texto do intelectual é muito reflexivo e tem tudo a ver com a comemoração do DIA DOS PAIS, esses nossos queridos Mestres e Amigos. O nosso querido colaborador está viajando nos momento pela EUROPA e nos enviou gentilmente, o texto que você lerá a seguir.
 
Boa leitura!
 






 
 
DIA DOS PAIS
 
 
 
 
Quando eu for apenas uma lembrança
Um retrato que alguém guardou na gaveta
Entre papéis velhos que nada valem
Uma imagem mental que poucos recordam
No orbe terrestre há muito não me encontrar
Pois estarei num universo insondável
E nenhuma de tuas súplicas ou perguntas
Tiver de mim a mais leve resposta
Fica certa que continuarei olhando por ti
Sussurrarei à tua mente palavras de carinho
Sorrirei contigo quando estiveres feliz
E na tristeza, chorarei através dos teus olhos
Fitar-te-ei indo ou vindo do trabalho
Ou quando descansares após as tarefas
Em meu carinho repousa todo teu cansaço
Minha alma se une à tua, meu amor te aconchega
Ouvirás as sinfonias cósmicas do tempo e espaço
Por um inefável carinho que não se explica
Murmurarei a teus ouvidos palavras de amor
Como um suave acalanto te acompanhando
Penetrarei na tua consciência para te consolar
Para que tua alma sinta minha presença secreta
Eternamente contigo no âmago do teu ser.
 Orientar-te-ei usando tua razão e consciência
Amarei a todos através do teu, do nosso amor
Falarei contigo sem que escutes, mas percebas
Tu não poderás me falar abertamente
Mas sentirás minha presença a teu lado
Porque andarei a teu lado protegendo-te
Dos perigos com meus braços invisíveis
 Talvez me reconheças ouvindo minha voz
No silêncio da noite ou durante o sonho
Pois é a mesma de quando vivia na Terra
Mesmo que seja apenas um sonho para ti
Lembra que és também um sonho para mim
Embora estejamos despertos no amor
Não posso interagir fisicamente contigo
Mas nem imaginas como te amo tanto, tanto
E quando compreenderes como compreendo
Que somos apenas um sonho divino
Eu sou aquele viajante que retornou para casa
Mas meus pensamentos e meu ser continuam
Abençoados por um amor que ama sem nome
Senti-los-ás onde quer que estejas em tua jornada
Que meu amor seja o acalanto secreto de teu viver
Permitindo que minha alma junte-se à tua
Vivendo despertos num sonho, encanto de amor
Onde a família se reúna no infinito espaço
                  Dirás: Eu e minha família, somos apenas UM.
 
 
By Antonio Veloso – 2015
        

 





Antônio Veloso - escritor e professor




Antônio Joaquim Gonçalves Veloso nasceu em Póvoa de Lanhoso, Freguesia de Sobradelo da Gama, em Portugal, no dia 3 de fevereiro de 1942. Iniciou a carreira no magistério em 1972, na Universidade Federal Fluminense (UFF), aposentando-se em 2004, como professor Adjunto IV, na Universidade, exerceu vários cargos, como chefe do Departamento de Geografia e coordenador do curso de Geografia e membro titular do Conselho de Curadores.
Atuou também como professor da Academia do Corpo de Bombeiros/RJ para o CFO e no Curso de Aperfeiçoamento de Oficinas (CAO) do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro. Dentre seus títulos: É Bacharel e Licenciado em Geografia(UFF), defendeu Tese de Mestrado em Geociências com o tema Geomorfologia e Sedimentologia da Lagoa de Araruama (1978), na mesma instituição.
Conquistou o Proficiency in English, pela Universidade of Michigan em 1968, é Diplomado em Altos Estudos de Política Econômica, pela Escola Superior de Guerra (2002), apresentando a monografia Recursos Hídricos das Regiões Brasileiras, com ênfase aos do Estado do Rio de Janeiro.
Foi consultor de vários projetos em Niterói, contribuindo com pareceres e laudos técnicos sobre o solo e rochas do Mirante da Boa Viagem (1992), onde foi edificado o Museu de Arte Contemporânea (MAC); sobre a encosta de Itacoatiara, trabalho solicitado pela comissão de Meio Ambiente da ALERJ (2003); sobre o deslizamento na Enseada do Bananal, na Ilha Grande (2010) e sobre o deslizamento no morro do Bumba, em Niterói (2010).

Foi ainda coautor do Projeto NitGeo, da Fundação Geotécnica de Niterói (entregue à Prefeitura de Niterói em 2009). Além destas atividades, o professor Antonio Veloso é autor de Treasures of Brazil (Pedras preciosas do Brasil), produzido para a H. Stern Joias e lançado em 2004, na Brasileia, Suíça.
No campo da literatura, escreveu as obras: Sobreviver sem perder a Esperança - reflexões e aspectos psicológicos, Ed. Atheneu, 1998, 300 páginas, Ecologia Espiritual, uma História do Corpo de Bombeiros no Brasil, Ed, Atheneu, 2008, 195 páginas. Memórias da Infância (Vida rural nos anos 60), ED. DM2JR-2015, Niterói,RJ,250 páginas.


 
 



NO ANO DE 2014, A MINEIRA CHAMES SALLES ROLIM COM 97 ANOS, FORMOU-SE NA FACULDADE DE DIREITO. QUE EXEMPLO DE VIDA!

 
 
 

Chames Salles Rolim - formatura

 
 
 
No ano de 2014, a mineira Chames Salles Rolim, 97, concretizou uma façanha de poucos. Beirando os cem anos de vida, a comerciante de origem libanesa se formou em direito em agosto, em Ipatinga (MG). Agora, a faculdade onde a mãe de dez filhos, com 28 netos e 18 bisnetos, estudou quer que o Guinness Book verifique se ela é a mulher mais velha do mundo a se graduar.
 
 
Chames Salles Rolim
 
 
 
Não gosto de ser chamada de doutora. Sou apenas mais uma bacharelanda em direito. Esse diploma demorou quase uma vida inteira para chegar em minhas mãos. E só chegou porque nunca me poupei diante das circunstâncias da vida. Nasci em Santa Maria de Itabira (MG), em 1917. Meu pai era libanês e dizia que meu nome significa sol perfeito.
 
Na minha cidade conheci José, o meu grande amor.  Para dar conta dos dez filhos que tivemos, trabalhamos muito. José abriu uma farmácia e era minha função atender as pessoas. Foram 50 anos atrás de um balcão.
Sempre respondo que o excesso de amor do meu marido adiou o meu sonho de ir à faculdade. Um dia contei a ele que havia me matriculado no curso de filosofia. Não demorou muito, ele reuniu os meus filhos e disse que eu iria abandoná-lo. Ele cortou a minha asa quando ousei finalmente voar. Mas juro que eu não senti raiva dele.
 
José era extremamente ciumento, mas foi muito paciente no momento mais difícil, quando perdemos Ribamar, nosso segundo filho. Eu pedi a separação. Não queria ter mais filhos para não passar por aquela dor novamente. Mas ele permaneceu ali, firme. Foi a minha salvação.
 
Os anos foram passando, os filhos crescendo, saindo de casa e, enquanto o sonho não se realizava, encontrei na poesia o meu alento.
 
Publiquei três livros. O quarto já está pronto.  Depois de 63 anos juntos, José partiu no ano 2000.  Fiquei anos remoendo a sua ausência e pensando que entrar na faculdade seria um desrespeito à sua memória.
 
Um dia, meu filho chamou a minha atenção. Disse que não havia mais tempo para tanta espera e que eu precisava realizar o meu sonho.
Foi o que eu fiz. Prestei vestibular, aos 92 anos, na Fadipa (Faculdade de Direito de Ipatinga). Lembro da reação dos colegas no primeiro dia de aula. Foi um espanto!
Ingressei no curso com duas filhas, que desistiram, e mais uma neta, que se forma no final deste ano.
 
Para fazer a primeira prova dei um "sustinho" na família. Fui parar na UTI, por nervosismo, acho. Em casa, tive um princípio de infarto e derrame. A minha boca ficou meio torta e parte da visão, comprometida.
 
Mas não desisti. Não fui uma aluna brilhante, mas metódica. Era a primeira a chegar e a última a sair.
 
Durante o curso, consegui unir um casal em uma audiência de conciliação, aqui no fórum. Eles são meus amigos hoje. Estão felizes.
 
Se não fosse a minha idade avançada, abriria um consultório de conciliação gratuito para casais. Isso aliviaria a demanda na Justiça, não é mesmo? Escrevi minha monografia, à mão, sobre os direitos dos meninos de rua.
 
A minha colação de grau foi emocionante. Um filme de 97 anos passou na minha cabeça no momento em que peguei o meu diploma.
 
Ainda não pensei sobre a prova da OAB [Ordem dos Advogados do Brasil]. O meu coração está dolorido em razão das últimas perdas na família. Preciso jogar a minha dor nas ondas do mar para voltar a ser quem eu sou.
 
Aos 97, vejo que tenho muitas arestas. Ainda estou sendo lapidada. Mas sou feliz.
 
Chames Salles Rolim
recebendo o diploma da formatura.
 
 
 
Quero continuar tomando o meu uísque com água de coco e fazendo hidroginástica. Quem sabe, assim, com muita saúde, eu ainda consiga ver o nascimento do meu primeiro trineto?
 
 
 
 
 
 
Chames Salles Rolim.
Depoimento aDHIEGO MAIA DE SÃO PAULO
EM
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

11 de agosto de 2017

EM 11 DE AGOSTO, CELEBRAMOS A DAMA POBRE, SANTA CLARA DE ASSIS - ITÁLIA.

 
 
SANTA CLARA DE ASSIS - ITÁLIA
 
 
 
"Clara de nome, mais clara de vida e claríssima de virtudes!"




Neste dia, celebramos a memória da jovem inteligente e bela que se tornou a 'dama pobre'. Santa Clara nasceu em Assis (Itália), no ano de 1193, e o interessante é que seu nome vem de uma inspiração dada a sua fervorosa mãe, a qual inspiração lhe revelou que a filha haveria de iluminar o mundo com sua santidade.
 
Clara de Assis, em italiano Santa Chiara d'Assisi, nascida Chiara d'Offreducci  em Assis, 16 de julho de 1193 e faleceu em Assis, 11 de agosto de 1253, foi a fundadora do ramo feminino da ordem franciscana, a chamada Ordem de Santa Clara (ou Ordem das Clarissas).

Pertencia a uma família nobre e era dotada de grande beleza. Destacou-se desde cedo pela sua caridade e respeito para com os pequenos, tanto que, ao deparar-se com a pobreza evangélica vivida por São Francisco de Assis, foi tomada pela irresistível tendência religiosa de segui-lo.

Enfrentando a oposição da família, que pretendia arranjar-lhe um casamento vantajoso, aos dezoito anos Clara abandonou o seu lar para seguir Jesus mais radicalmente. Para isto foi ao encontro de São Francisco de Assis na Porciúncula e fundou o ramo feminino da Ordem Franciscana, também conhecido por "Damas Pobres" ou Clarissas. Viveu na prática e no amor da mais estrita pobreza.
 
SANTA CLARA DE ASSIS - ITÁLIA
 
 
O seu primeiro milagre foi em vida, demonstrando a sua grande fé. Conta-se que uma das irmãs da sua congregação havia saído para pedir esmolas para os pobres que iam ao mosteiro. Como não conseguiu quase nada, voltou desanimada e foi consolada por Santa Clara que lhe disse: "Confia em Deus!". Quando a santa se afastou, a outra freira foi pegar no embrulho que trouxera e não conseguiu levantá-lo, pois tudo havia se multiplicado.

Em outra ocasião, quando da invasão de Assis pelos sarracenos, Santa Clara apanhou o ostensório com a hóstia consagrada e enfrentou o chefe deles, dizendo que Jesus Cristo era mais forte que eles. Os agressores, tomados de repente por inexplicável pânico, fugiram. Por este milagre Santa Clara é representada segurando o Ostensório na mão.

SANTA CLARA DE ASSIS - ITÁLIA
 
 
 
 
Um ano antes de sua morte em 1253, Santa Clara assistiu a Celebração da Eucaristia sem precisar sair do seu leito. Neste sentido é que é aclamada como protetora da televisão.

Diversos episódios da vida de Santa Clara e São Francisco compõem as florinhas de São Francisco. Escritos muitos anos após a morte de ambos, é difícil atestar a correção destes relatos, mas, com certeza, retratam bem o espírito de ambos e os primeiros acontecimentos quando da criação das Ordens Franciscanas

Ao se dirigir para a igreja de São Damião, Clara – juntamente com outras moças – deu início à Ordem, contemplativa e feminina, da Família Franciscana (Clarissas), da qual se tornou mãe e modelo, principalmente no longo tempo de enfermidade, período em que permaneceu em paz e totalmente resignada à vontade divina. Nada podendo contra sua fé na Eucaristia, pôde ainda se levantar para expulsar – com o Santíssimo Sacramento – os mouros (homens violentos que desejavam invadir o Convento em Assis) e assistir, um ano antes de sua morte em 1253, a Celebração da Eucaristia, sem precisar sair de seu leito. Por essa razão é que a santa de hoje é aclamada como a "Patrona da Televisão".



Igreja de Santa Clara - Assis - Itália

 
Corpo de santa Clara incorrupto desde 1253 na igreja




  
 
Santa Clara, rogai por nós!
 
 
 
 
 
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SANTA CLARA DE ASSIS - FILME COMPLETO
 

 
 
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1 de agosto de 2017

A IDADE MÉDIA NA CIRANDA POPULAR DA PRAÇA. TEXTO DA ESCRITORA DALMA NASCIMENTO.

 
A IDADE MÉDIA
NA CIRANDA POPULAR DA PRAÇA
 
 
Texto de Dalma Nascimento
 
 


 
 
Na perfeita interlocução de música, dança e efeitos teatrais circenses, a Idade Média despediu-se de Niterói, domingo último, aclamada pelo público que lotou o jardim da Reitoria da UFF. Encerrou-se assim o "Festival Conexões Musicais” com fecho de ouro e a multidão demonstrando que a praça é mesmo do povo. Se Castro Alves, na Bahia do século XIX, tivesse sido convidado, ele vibraria com o poder do povo na praça, num Brasil tão conturbado. Mas mudaria parte de seus versos. O céu não é mais do condor, mas do drone que, soberano, assumiu o espaço e de cima fotografou a festa. Em flashes circulantes, o drone captou a esfuziante atmosfera coletiva da feira para o arquivo da memória oficial. O público, maravilhado, tirava fotos com o celular. A câmera jornalística de Alberto Araújo documentava as emoções do dia, e a de Cris Silva Costa também.
 
Foi um domingo de beleza visual e encantamento auditivo, além do sortilégio das danças medievais. Músicas folclóricas bem populares ou o tom palaciano dos menestréis e trovadores medievais fascinaram nas interpretações da Banda regida por Mario Orlando e do Coral da UFF sob a batuta de Marcio Selles. Este, fantasiado de curinga, foi o mestre de cerimônia do espetáculo. Com veste multicolorida e gorro de bicos pontudos com guizos nas pontas, ele encarnou o diabrete medieval, estereótipo do carnaval e da folia. O público vibrou quando Marcio regeu o Coral da UFF na toada africana e, na música seguinte, de raízes nordestinas.
 
Aliás, muitos foram os momentos pontuais dessa festa medieval. Consigno apenas alguns. Dentre eles, a interpretação de árias da época na bela voz da cantora Brigitta Grundig; o desempenho das equilibristas da trupe do Circo do Porto, circulando sobre pernas de pau entre o povo; a participação do artista malabarista Fábio Melo, a ensinar os presentes a caminhar sobre aquele artifício de madeira. Ao mesmo tempo, com hábil desempenho corporal, ele representava os funâmbulos medievos que seduzem, ainda hoje nosso imaginário. A batalha viking também eletrizou a plateia.
 
Barracas circundavam o gramado com brasões, estandartes e demais signos medievos. Outras, com comidas, bebidas e objetos do contexto. Ah! havia livros, “livros à mancheia”, como proclamara Castro Alves em O livro e a América: “Ó bendito o que semeia livros à mancheia e manda o povo pensar”. Eu, na minha banca, senti-me semeando livros, com o Idade Média: contexto, celtas, mulher, Carmina Burana e ressurgências atuais. Desconhecidos e amigos me visitaram. Revi alguns distantes no tempo. Novos entraram para a minha lista: Noely Denizot e Fábio Melo, que muito me honraram.
 
Com emoções concomitantes, a música enfeitiçava-me. Contaminada pelo ritmo, eu deixava a emoção fluir, sobretudo quando o som do tambor vibrante da musicista Lenora Mendes entrava em cena. Para coroar esse evento interativo, formou-se no jardim da Reitoria a grande roda de ressonâncias medievais, comandada pelo cirandeiro-mor Mario Orlando, membro do grupo da “Música antiga da UFF", além de exímio dançarino e regente. Vestido a caráter, ele convidava o público a entrar na roda e cada vez mais o círculo se ampliava. Estuante happing, em que diversas idades se deram as mãos.
 
Aquele visual cênico levou-me a pensar.
 
Primeiro: lembrei-me das efusões folclóricas do povo medieval na época das cirandas do prado. Quando o ciclo da natureza mudava o calendário, os camponeses reunidos dançavam em roda no meio do campo. Anunciavam assim a partida do rigoroso inverno, e saudavam a primavera, já com brotos e tufos na relva a surgirem, como se um novo mundo estivesse nascendo.
Segundo: ao presenciar a simbólica reunião de seres de diferentes raças, credos, saberes e idades, sem preconceitos e disputas, rodando, felizes na praça, pensei no poema de Paul Fort (1922-1958) “La ronde autour du monde" (A ronda/roda em torno do mundo) da obra Ballades françaises (Baladas francesas). Nele, o poeta simboliza o desejo de que todos entrem na Grande Roda da harmonia entre os povos. 
  
Se todas as jovens do mundo quisessem dar sua mão, em torno do mar, elas poderiam fazer uma ronda.
 
Se todos os rapazes do mundo quisessem ser marinheiros, eles fariam com suas barcas uma bela ponte sobre as ondas.
 
Então, poder-se-ia fazer uma roda em torno do mundo se todas as pessoas do mundo quisessem dar-se as mãos.
Agora, meus cumprimentos a todos - do mais simples funcionário ao mais graduado - pelo brilhantismo do acontecimento. Aplausos aos dois músicos Deivison Branco e Sérgio Barrenechea pela direção do espetáculo. Contudo, espero que a longínqua Idade Média saia de novo das brumas dos séculos e volte a circular com o povo de Niterói, na praça, porque ela é mesmo do povo, como versejara Castro Alves.
 
 
 
Artefatos do período medieval.
 
 
Livros da escritora Dalma Nascimento
e artefatos da Idade Média ilustram a mesa do evento.
 




Dalma Nascimento e Sergio Caldieri

Dalma Nascimento e Leonila Maria Murinelly Lima

Renato Augusto Farias de Carvalho e Dalma Nascimento


Dalma Nascimento e Marcio Selles

Dançarinos posam para fotógrafos.
 
 
 


 

 
 
APOIO CULTURAL
 
 
 
 
 
 
 
 
COMENTÁRIO ENVIADO POR E-MAIL
 
 
 
 
Senti-me em pleno século XIV, às voltas com os mistérios e as cores da idade média, sonhando, acordado. No olhar das pessoas, a alegria de uma visita inusitada à época heroica.

 Para quem não esteve lá, o relato de Dalma Nascimento descreve o brilho da fantasia medieval e a mágica de um inesquecível domingo na praça.
 
 
Luiz Carlos Lemme
Poeta e Presidente
do Instituto Esquina da Arte.
 
 
 
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Maravilha. Maravilha.
A Idade média foi uma época de saberes,lendas e prodígios. Tempos inolvidáveis do Rei Artur, menestréis, trovadores e juridicamente, a primeira Magna Carta, da qual temos notícias, que nos foi dada pelo filho de Alienor da Aquitânia e que foi a semente do chamado Mandado de Segurança. Viva, Viva a Idade Média!
 
Matilde.
 
 
Matilde Carone Slaibi Conti
é acadêmica, escritora e presidente
do Cenáculo Fluminense de História e Letras.
 
 
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31 de julho de 2017

AS MAIS LINDAS DECLARAÇÕES DE AMOR DA LITERATURA MUNDIAL.

 

 
 
 
Noites Brancas, Fédor Dostoiévski

Erguer uma nuvem escura sobre sua felicidade clara e serena; levar tristeza ao seu coração, acusá-lo e fazê-lo amargar um remorso secreto, obrigando-o a bater tristemente em um momento de júbilo; pisar em uma das flores ternas que adornarão suas madeixas negras quando for com ele ao altar… Oh, nunca, nunca! Que seja claro o seu céu, que seja luminoso e sereno o seu belo sorriso; abençoada seja você pelo momento de júbilo e alegria que concedeu a um coração agradecido. Meu Deus! Não será isso o bastante para uma vida inteira?”

 



 
 
1 - O Morro dos Ventos Uivantes, Emily Brontë
 
Não sei de que são feitas as almas, mas a minha e a dela são iguais […] Eu sou Heathcliff – sempre, sempre o tenho no meu pensamento. Não como um prazer, porque eu também não sou um prazer para mim mesma, mas como o meu próprio ser”.

2 - O Morro dos Ventos Uivantes, Emily Brontë
 
 
“Que ela desperte em tormento! Ela mentiu até o fim. Onde está ela? Não está aqui, não está no céu, não está morta – onde? Oh! Você disse que era indiferente aos meus sofrimentos, e eu faço uma única oração; repetirei-a até que minha língua se paralise: Catherine Earnshaw, que sua alma não encontre descanso enquanto eu estiver vivo. Você disse que eu a matei – assombre-me, então! […] Fique comigo para sempre, tome qualquer forma, enlouqueça-me! Apenas não em deixe nesse abismo onde não posso encontrá-la. Oh, Deus, é indescritível. Eu não posso viver sem a minha vida – eu não posso viver sem a minha alma!”

 




 
Um Conto de Duas Cidades, Charles Dickens
 
 
 
A senhorita foi o último sonho da minha alma. Desde que a conheci, fui perturbado por um remorso que pensei que jamais voltaria a me atingir, e ouço sussurros de vozes antigas que pensava ter silenciado eternamente impelindo-me para frente. Senti vontade de ambicionar outra vez, livrar-me da preguiça e da lascívia, recomeçar do zero e lutar a luta já abandonada. Um sonho… Somente um sonho, que não resultará em nada e deixará o homem que adormeceu no mesmo lugar onde se deitou, mas quero que saiba que foi você quem o inspirou”.



 
 
Persuasão, Jane Austen
 
 
“Não posso mais ouvir em silêncio. Devo falar-lhe com os meios que estão a meu alcance. Você partiu a minha alma. Sou metade agonia, metade esperança. Não me diga que é tarde demais, que sentimentos tão preciosos se foram para sempre. Ofereço-me uma vez mais, com um coração ainda mais seu do que quando quase o partiu, há oito anos e meio. Não ouse dizer que um homem se esquece mais depressa do que uma mulher, que o amor dele é o primeiro a morrer. Nunca amei outra pessoa. Injusto posso ter sido, fraco e rancoroso posso ter sido, mas nunca inconstante”.


 
 
O Conde de Monte Cristo, Alexandre Dumas
 
 
 
“Seu nome é encantador, e é a primeira vez em muitos anos que o pronuncio com tamanha distinção… Mercedes, eu sussurrei seu nome durante suspiros de melancolia, sussurrei-o gemendo de dor; chamei por você enquanto tremia de frio em minha prisão, enquanto rastejava no chão em meu calabouço. O que mais amei, depois de você, fui eu mesmo – isto é, a dignidade e a força que me tornaram superior aos outros homens. Essa força era a minha vida. Você a aniquilou com uma única palavra”.



 
 

 
 
 
Lolita, Vladimir Nabokov
 
“Tinha sido amor à primeira vista, à última vista, às vistas de todo o sempre”.


 
 

 
 
Grandes Esperanças, Charles Dickens
 
 
“Você é parte da minha existência, parte de mim. Você esteve em cada linha que li desde que vim aqui pela primeira vez, quando ainda era o garoto cujo coração você partiu. Você esteve em todos os projetos que fiz desde então – nos rios, nas velas dos navios, nos pântanos, nas nuvens, na luz, na escuridão, no vento, nos bosques, no mar, nas ruas. Você era a encarnação graciosa de todas as fantasias que minha mente já concebeu. Estella, até minha última hora de vida, você não tem escolha a não ser permanecer parte da minha natureza, parte do bem que existe em mim e parte do mal. Mas, nesta separação, eu a associo ao bem; e aí a manterei para sempre, pois você me fez mais bem do que mal, não importa a profunda angústia que eu possa sentir agora. Que Deus a abençoe, que Deus a perdoe”.


 
 
Mulheres, Eduardo Galeano
 
Vou confundi-la com outras. Procurarei seu nome e sua voz e seu rosto. Sentirei seu cheiro na rua. Vou me embebedar e não adiantará, se não é com saliva ou lágrimas dessa mulher.”



 
 
Romeu e Julieta, William Shakespeare


 
“É apenas o teu nome que é meu inimigo; tu és tu mesmo, e não um Montecchio. O que é um Montecchio? Não é uma mão, nem um pé, nem um braço, nem um rosto, nem qualquer outra parte que pertença a um homem. Qualquer outro nome! Que há em um simples nome? Aquilo que chamamos de rosa, sob uma outra designação, teria igual perfume. Assim, Romeu, ainda que não se chamasse Romeu, conservaria sua tão preciosa perfeição. Romeu, renuncia ao teu nome e, em vez dele que não faz parte de ti mesmo, apodera-te de mim”.



 
 
Ressurreição, Liev Tolstói


 
“Alegrava e elevava Nekhliúdov a consciência, em um grau que nunca experimentara antes, de que nenhuma ação de Máslova poderia alterar seu amor por ela. Que namorasse o enfermeiro – isso era problema dela. Ele não a amava para si mesmo, mas sim para ela e para Deus”.