27 de fevereiro de 2012



Fé inabalável

A fé é o maior tesouro da alma.  É a grande luz que ilumina nossos destinos, enriquece nossa inteligência e exalta o nosso coração. A fé é o emblema da perfeição e a insígnia do poder. Por isso, Jesus disse aos Seus discípulos: "se tivésseis fé do tamanho de uma semente de mostarda, diríeis a este amoreira: transplanta-te para o mar e ela vos obedeceria." A fé é um cabedal que valoriza a alma, tal como o ouro no mundo valoriza o homem. Na esfera material o homem tem sido considerado pelo que tem. Na esfera espiritual cada vale pela fé que possui. Para se possuir legalmente bens materiais, na Terra, é necessário trabalho, raciocínio e esforço. Para se adquirir a verdadeira fé também é indispensável o trabalho, o raciocínio, o estudo e o esforço. A prosperidade material é produto do trabalho. A prosperidade espiritual é uma conquista do espírito humano. O dinheiro facilita o bem estar físico. A fé, por sua vez, felicita o homem, não só espiritualmente, mas também atinge o seu físico. A fé não se compra nos templos de mercadores, nem nas feiras. Não se dá por esmola, nem se adquire por herança. A fé adquire-se especialmente pela aquisição de conhecimento. Sobre esse assunto, Allan Kardec, deixou-nos o seguinte ensinamento: "fé verdadeira é a que pode encarar a razão face a face, em qualquer época da humanidade." Deus tem concedido aos homens as mais variadas bênçãos, menos a fé. Por essa razão, veem-se em todas as religiões, pessoas capazes de nos cativar pela bondade, maravilharem-nos por sua paciência, atraírem-nos pela sua caridade. Entretanto, facilmente notamos também nelas a ausência da verdadeira fé.  Por quê?
Porque a fé não se adquire sem estudo, sem trabalho, sem o exercício do livre-arbítrio.
Muitos homens ainda encontram-se cegos em face da luz e surdos em relação aos sons. São, ainda, pessoas sem fé. Têm o entendimento encoberto pelos véus dos dogmas e dos preconceitos. A fé verdadeira é poderosa, mas não se impõe pela força. A cada um de nós foi dada a liberdade para buscar a verdade e abandonar o engano. A fé é o alimento que sustenta o espírito. É a água pura que dessedenta a alma. E assim, como o comer e o beber exigem um esforço dirigido da vontade, também a fé não se conquista sem a aplicação de meios adequados a sua obtenção. A fé é a sabedoria consubstanciada no amor que nos conduz a Deus.  Esta sim, a fé raciocinada, é a fé que efetivamente há de nos salvar.
Pense nisso!
Não é a repetição automática de palavras decoradas que nos aproximam de Deus. Não é a oferta de valores e de bens que nos concederá a paz que tanto almejamos. Não serão rituais, nem trajes específicos que garantirão às nossas almas o consolo e a orientação de que necessitamos. Deus dispensa fórmulas para estender seus braços amorosos em nossa direção. Somente a fé verdadeira, que deve ser conquistada por cada um de nós, individualmente e à custa de esforço e dedicação, é que nos oferecerá tais bênçãos de forma efetiva e permanente.

 Pensemos nisso!