31 de dezembro de 2009


FELIZ ANO NOVO


FELIZ ANO NOVO - UM 2010 CHEIO DE PAZ - SUCESSO - SAÚDE - PRINCIPALMENTE AS TODOS QUE PASSARAM AQUI NESSE MEU ESPAÇO - QUE ESTIVERAM COMIGO - QUE ME APOIARAM - QUE DE CERTA FORMA ME VISITARAM E DEIXARAM SEU APOIO - FOI O CARINHO DE TODOS QUE ME FEZ UMA PESSOA FELIZ - TENHO CERTEZA QUE NESSE ANO NOVO ESTAREMOS TODOS ERGUENDO A TAÇA NOVAMENTE AQUI - VOLTE SEMPRE QUE PUDER - SINTAM-SE EM CASA - OBRIGADO - ALBERTO

FELIZ ANO NOVO






FELIZ 2010 COM MUITA PAZ SAUDE E PROSPERIDADE

Ano novo é uma
primavera nascendo
em cada coração que tem
esperança que a vida
seja um jardim o ano todo....

Que fique esquecido
como um passado
este ano que se despede
levando as frustrações
mas deixando as conquistas
que crescerão com
com o passar do ano novo...

Use todas as cores
seja o arco íris de sua vida
e faça de cada dia uma conquista
e uma vitória e festeje como
um ano novo...

Festeje todos os dias
contemplando o céu do sucesso
que te espera para comemorar
sonhos de uma vida que te
espera para agradecer
por mais um dia e seja sempre
um feliz ano novo

Rogério Miranda
poeta da paz

ENSINAR COM SABEDORIA



ENSINAR COM SABEDORIA



Você já teve alguma dificuldade para convencer seu filho a fazer alguma coisa que ele não desejava ou se sentia incapaz de fazer?

Em caso afirmativo, qual foi a tática usada para esse convencimento?

As respostas são as mais variadas possíveis, mas, geralmente, não usamos estratégias eficientes porque a nossa paciência não o permite.

Todavia, para que consigamos um resultado satisfatório na educação dos filhos, é preciso ensinar com sabedoria.

Uma pequena história de dois irmãos nos dará mostra disso.

O menino, parado diante da alta montanha, disse à irmã mais velha:

"Não consigo subir este morro. É impossível! O que vai acontecer comigo? Vou passar a vida inteira aqui no pé do morro? Isso é terrível demais!"

"Que pena!" Disse a irmã. "Mas olhe, maninho, descobri uma brincadeira ótima!"

No mesmo instante, pisou com força no solo e desafiou o irmão: "Duvido que você consiga deixar uma pegada tão nítida, na terra, quanto a minha."

O menino aceitou o desafio e deu um passo à frente. Colocou o pé no chão e respondeu com alegria:

"Veja! A minha pegada está igual à sua!"

"Você acha?" Perguntou a irmã. "Olhe a minha de novo. Agora eu vou pisar mais fundo, porque sou mais pesada que você.

Tente outra vez, e veja se consegue pisar mais forte", continuou a irmã.

"Agora a minha está tão funda quanto a sua", gritou o menino com alegria.

E, com satisfação continuou a dar passos e fazer pegadas cada vez mais fortes.

"Olhe, mana! Esta, esta e esta, estão o mais fundo possível."

"É, está muito bom mesmo", disse a irmã. "Mas agora é minha vez, deixe eu tentar de novo e vamos ver."

E eles continuaram, passo a passo, comparando as pegadas e rindo da nuvem de poeira que deixavam para trás.

Não demorou muito tempo e o menino olhou para cima.

"Ei", disse ele, "nós estamos no alto do morro."

"Nossa!" Disse a irmã. "Estamos mesmo."

A garota, usando a sabedoria, conseguiu convencer o irmão que não estava disposto a enfrentar a caminhada morro acima.

Sua tática foi a de caminhar à sua frente e desafiá-lo a fazer o mesmo, em forma de brincadeira.

Mas, ao contrário da sua atitude, muitos de nós usamos a maneira mais difícil, que é a do empurrão. Desejamos que os filhos vençam as dificuldades e as limitações na base da chantagem ou do tradicional "sopapo".

Talvez esse seja o motivo pelo qual nossas tentativas muitas vezes não dão bom resultado.

Por essa razão, vale a pena pensar na melhor forma de conduzir nossos educandos para que eles consigam chegar ao ponto que desejamos, sem cicatrizes e sem traumas.

Pensemos nisso!




Redação do Momento Espírita, com base no cap. O morro, de Laura E. Richards, de O livro das virtudes, v. 2, de William J. Bennett, ed. Nova Fronteira.

30 de dezembro de 2009

LEGENDA







Legenda


No princípio
Houve treva bastante para o espírito
Mover-se livremente à flor do sol
Oculto em pleno dia.
No princípio
Houve silêncio até para escutar-se
O germinar atroz de uma desgraça
Maquinada no horror do meio-dia.
E havia, no princípio,
Tão vegetal quietude, tão severa
Que se estendia a queda de uma lágrima
Das frondes dos heróis de cada dia.

Havia então mais sombra em nossa via.
Menos fragor na farsa da agonia,
Mais êxtase no mito da alegria.

Agora o bandoleiro brada e atira
Jorros de luz na fuga de meu dia —
e mudo sou para contar-te, amigo,
O reino, a lenda, a glória desse dia.

(De O Homem e sua hora)

MÁRIO FAUSTINO – POETA PIAUIENSE












HINO À TERRA



Hino à Terra


Terra!
Mãe pura,
Mãe que encerra
Junto à criatura
O criador e o incriado,
Todos no mesmo seio,
No mesmo ventre sagrado,
De onde nos vem, de onde nos veio
O eterno instinto de amar a vida;
Mãe que, gerando, cria nas entranhas.
Sua prole imensa que erra difundida
Nos rios e vulcões, nos vales e montanhas;
Mães que nos dá o abrigo e o pão de cada dia;
Tálamo das flores, berço das sementes;
Mãe fecunda, prolífera e sadia,
Que és a um só tempo para os teus entes
Lar, alimento, luz, repouso;
Mãe dos homens e dos brutos,
Perdoa a mão com que ouso
Roubar-te os teus frutos,
Violar-te o colo:
Ver que encerra
O solo,
Terra!


DA COSTA E SILVA- POETA PIAUIENSE

29 de dezembro de 2009

POETA FRANCISCO MIGUEL DE MOURA


FRANCISCO MIGUEL DE MOURA




Estreou-se na poesia, em 1966, com o livro “Areias”, 1966, publicando mais os seguintes: “Pedra em Sobressalto”, 1972; “Universo das Águas”, 1979; “Bar Carnaúba”, 1983; “Quinteto em mi(m)”, 1986; “Sonetos da Paixão”, 1988; “Poemas Ou/tonais”, 1991; “Poemas Traduzidos”, 1993; “Poesia in Completa”, 1998, comemorando os 30 anos de “tensa comunhão com a palavra”, no experiente dizer da Profª Nelly Novaes Coelho; Vir@gens, 2001, e Sonetos Escolhidos, 2003, na área da poesia. Participou da antologia “A Poesia Piauiense do Século XX”, organizada por Assis Brasil, e de outras antologias poéticas, inclusive no exterior (Estados Unidos, França, Cuba e Portugal). Em prosa é autor de “Os Estigmas” (1984, reeditado em 2004), “Laços de Poder” (1991) e “Ternura” (1993). No ano passado ganhou o prêmio Fontes Ibiapina de romance, com o seu inédito “D. Xicote”, prêmio que, aliás, já lhe tinha sido conferido pela Fundação Cultural do Piauí ao romance “Laços de Poder”, nos idos de 1980.
Praticou também o conto inovador em “Eu e meu Amigo Charles Brown” (1986), “Por que Petrônio não Ganhou o Céu” (1999) e “Rebelião das Almas”, 2001.
É cronista (E a Vida se Fez Crônica, 1996) e crítico literário de renome (Linguagem e Comunicação em O. G. Rego de Carvalho, 1972/1997, 1ª e 2ª edição, respectivamente, e A Poesia Social de Castro Alves, 1979), tendo recebido prêmios em todos os gêneros literários que pratica. Além desses, devem ser considerados na mesma área “Piauí: Terra, História e Literatura” (1980) e “Literatura do Piauí” (2001). São ainda inéditos, esperando publicação, além do já citado romance “D. Xicote”, dois de poemas: “Itinerário de Passar a Tarde” e “O Coração do Instante”, mais uma biografia de seu pai: “Miguel Guarani

26 de dezembro de 2009

A VIDA


A Vida

Madre Teresa de Calcutá


A vida é uma oportunidade, aproveite-a...
A vida é beleza, admire-a...
A vida é felicidade, deguste-a...
A vida é um sonho, torne-o realidade...
A vida é um desafio, enfrente-o...
A vida é um dever, cumpra-o...

A vida é um jogo, jogue-o...
A vida é preciosa, cuide dela...
A vida é uma riqueza, conserve-a...
A vida é amor, goze-o...
A vida é um mistério, descubra-o...
A vida é promessa, cumpra-a...
A vida é tristeza, supere-a...
A vida é um hino, cante-o...
A vida é uma luta, aceite-a...
A vida é aventura, arrisque-a...
A vida é alegria, mereça-a...

ESPERANÇA




Mário Quintana


Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...


Poema recitado pela as atrizes Lolita Rodrigues e Lília Cabral na novela Viver a vida da Rede Globo

23 de dezembro de 2009

VISITA DE NATAL






Ah! Juventude, aonde foste?
O que faço de mim agora?
Pele enrugada, cabelos brancos
Olhos senis perdidos na saudade...

Foram-se embora os amores
Filhos crescidos e com família
Esquecem da gente em qualquer lugar
Melhor mesmo neste depósito de gente...

E nós envelhecidos não querendo incomodar
Pedimos só um pouco de carinho
É triste mas a maioria quer negar
Se possível nem contam que existimos...

E o tempo passa e eu ganhei paciência
Tenho agora que conviver com quem não tem paciência comigo
No peito meu amor é cada vez maior
Cresce tanto quanto a minha solidão
Neste lugar que chamam de Lar (para idosos)...

Mário Feijó
22.12.09

http://clubedeautores.ning.com/profiles/message/listInbox?xg_source=msg_mes_private

ENTREVISTA COM O CIRURGIÃO DR.HEHMET OZ





A especialidade do cirurgião cardíaco turco Mehmet Oz, de 47 anos, é retardar ao máximo os efeitos da idade em seus pacientes. Diretor do Programa de Medicina Integrada da Universidade Colúmbia, em Nova York, ele é consultor da famosa clínica antienvelhecimento do médico Michael Roizen, criador do conceito de que é possível manter o organismo mais jovem do que aponta a idade cronológica. Oz e Roizen também assinam a quatro mãos uma série de livros de sucesso que ensinam como manter um estilo de vida que adia a velhice. O mais recente deles, You Staying Young (Você Sempre Jovem), lançado há um mês nos Estados Unidos, já vendeu meio milhão de exemplares. Nos últimos quatro anos, Oz se tornou uma celebridade ao participar de um quadro fixo no programa de TV da apresentadora Oprah Winfrey. Ele também apresenta documentários no Discovery Channel. Nos dois casos, dá dicas aos telespectadores sobre como viver mais com boa saúde. Esse é justamente o tema da entrevista que ele deu a VEJA.
BREVE BIOGRAFIA
DO DR.OZDr.Mehmet Oz, casado e pai de quatro filhos. Ele se formou da Harvard Univesity em 1982, depois fez mestrado e MBA na Universidade de Pennsylvania.Ele é autor de mais de 350 publicações e vários livros. Em maio de 2005 estava na lista de New York Times Bestseller.
ENTREVISTA DA VEJA:
Veja - Existe uma fórmula para se manter jovem por mais tempo?
Oz - Sim.Há catorze agentes principais envolvidos no envelhecimento. Sete retardam o processo, como os antioxidantes, e sete nos enfraquecem, como a atrofia muscular. É preciso manter esses agentes sob controle. O primeiro passo para alcançar esse objetivo é pensar não na possibilidade de ficar doente, mas na necessidade de manter o organismo saudável. Deve-se tirar o foco da prevenção dos males e direcioná-lo para a preservação da saúde. Se ninguém mais morresse de câncer e de doenças cardiovasculares, a expectativa de vida média do ser humano subiria apenas nove anos. Isso mostra que, para aumentar consideravelmente a expectativa de vida, não basta evitar doenças. É preciso cuidar do corpo para que ele não enfraqueça. Quando uma pessoa envelhece, doenças potencialmente fatais, como o câncer e o infarto, não aparecem de imediato. Antes que elas se instalem, o corpo torna-se mais frágil e vulnerável.
Veja - O que fazer para evitar que o corpo se torne frágil e vulnerável?
Oz - Meu novo livro, You Staying Young (Você Sempre Jovem, ainda sem previsão de lançamento no Brasil), trata exatamente desse tema. Os exercícios físicos são uma ferramenta essencial. Eles combatem o primeiro sinal do envelhecimento, que é a perda de força muscular. Outros recursos importantes são alimentar-se bem e meditar. Uma boa recomendação é a prática do tai chi chuan, exercício oriental que combina equilíbrio, coordenação motora e também meditação. Se todos adotassem essas medidas, a vida média da população poderia subir para 110 anos. Quanto à alimentação, não podem faltar nutrientes como o resveratrol da uva e o licopeno do tomate, que são poderosos antioxidantes. O principal, mas também o mais difícil, é controlar a quantidade dos alimentos. De qualquer forma, todo mundo deve comer um pouco menos do que tem vontade.
Veja - Fazer várias pequenas refeições por dia, como recomendam alguns médicos, faz bem para a saúde?
Oz - Deve-se comer de três em três horas. Se o intervalo é maior, a taxa de hormônio grelina, que estimula a fome, começa a subir. O problema é que, após uma refeição, ainda demora trinta minutos para que a taxa desse hormônio volte a baixar. Em conseqüência disso, acaba-se comendo mais do que se deveria. O mais importante, além de comer alguma coisa a cada três horas, é trocar as refeições grandes por pequenas, intercaladas por lanchinhos. Esse conceito não foi criado por mim. É o que mostram as pesquisas científicas.
Veja - O que o senhor considera refeições grandes e pequenas?
Oz - Uma refeição grande ultrapassa 1 000 calorias. Uma pequena tem, no máximo, 500. Quem consome por volta de 2000 calorias diárias pode fazer duas refeições de 300 calorias cada uma e outra maior, de até 800. Os lanchinhos podem ter até 250 calorias.
Veja - O que deve ficar de fora do cardápio?
Oz - Existe uma regrinha fácil de ser usada, a regra dos cinco. Para isso, é preciso examinar o rótulo dos alimentos. Cinco ingredientes não podem estar entre os primeiros listados no rótulo. São eles: gorduras saturadas, gorduras trans, açúcar simples, açúcar invertido e farinha de trigo enriquecida. Dois desses nutrientes são gorduras, dois são açúcares. Os dois tipos de gordura podem estimular processos inflamatórios no fígado que forçam a produção de substâncias deletérias, como o colesterol. Também fazem com que o fígado fique menos sensível à insulina, aumentando o risco de diabetes. Os açúcares listados fazem mal por estimular a produção de insulina, o que aumenta o depósito de gordura corporal. O pior é que esses cinco itens são os mais comuns nas dietas atuais.
Veja - O cardápio básico do brasileiro, composto de arroz, feijão, carne e salada, é saudável?
Oz - A princípio, sim. Esse cardápio contém exatamente os nutrientes para os quais a digestão humana está preparada. Mas os brasileiros comem carnes muito gordas, o que é errado. Antigamente, no mundo inteiro, quando os métodos de criação do gado eram mais simples, a porcentagem de gordura dos melhores cortes da carne bovina era, em média, de 4%. Hoje é de 30%. Outro problema dos hábitos alimentares do brasileiro é que ele come arroz em excesso, o que não traz nenhum benefício. Melhor seria adotar o arroz integral. Os alimentos integrais têm mais fibras, o que os mantém mais tempo no intestino e diminui a absorção de açúcar pelo organismo. Uma vantagem dos brasileiros é ter à disposição enorme variedade de frutas e vegetais maravilhosos, por preço razoável.
Veja - Os hábitos que o senhor propõe para prolongar a vida são relativamente simples, mas exigem controle estrito sobre as atividades do dia-a-dia. Como exercer esse controle?
Oz - A palavra-chave é automatizar. Ou seja, fazer desses hábitos uma rotina, sem precisar pensar muito neles. Acordar, escovar os dentes e passar o fio dental, para reduzir a quantidade de bactérias prejudiciais à saúde. Beber muito líquido ao longo do dia, principalmente água e chá verde. Dormir ao menos sete horas por noite. Durante o sono se produz o hormônio do crescimento, essencial mesmo para quem já é adulto, pois prolonga a juventude. Caminhar meia hora por dia e praticar exercícios que façam suar, três vezes por semana. Meditar cinco minutos diariamente, o que pode estar embutido na prática de ioga ou tai chi chuan. Evitar alimentos que estejam na regra dos cinco, que mencionei anteriormente. Uma última coisa: estreitar o relacionamento com as pessoas próximas e abster-se de julgá-las. Em vez de julgar os outros, é melhor tomar conta de si próprio.
Veja - Abster-se de julgar os outros ajuda a manter a juventude?
Oz - Sim, da mesma forma que resolver situações de conflito. O conflito não traz nada de positivo. É apenas desgastante. Costumo recomendar a meus pacientes que procurem as pessoas com quem mantêm uma relação de animosidade e tentem resolver o impasse. Essa é uma atitude para o bem-estar próprio. Não há nada de altruísta nela. É uma atitude egoísta.
Veja - O que o senhor acha das dietas para emagrecer que surgem e viram moda a cada seis meses?
Oz - Essas dietas fazem sucesso, mas são péssimas para a saúde. A alimentação não deve ser encarada como uma maratona para a perda de peso. Uma dieta que tenha como chamariz o emagrecimento rápido não é confiável. Comer menos do que o corpo necessita é uma agressão à fisiologia. Ou seja, aos processos químicos que fazem o organismo funcionar. Quando a fisiologia é desprezada, os resultados das dietas são transitórios.Veja - Por que o senhor recomenda cuidados com o jantar?Oz - Na verdade, há uma única regra a observar: deve-se jantar pelo menos três horas antes de dormir. Deitar logo após a refeição facilita o acúmulo de gordura, principalmente na cintura. Além disso, comer muito tarde prejudica o sono.
Veja - O senhor recomenda beber muita água durante o dia.. Quanto se deve beber exatamente?
Oz - Deve-se beber uma quantidade suficiente para que a urina esteja sempre clara. Isso varia de um dia para o outro. Em dias quentes, sua-se muito e, por isso, é preciso beber mais água. Para quem não abre mão da cafeína, sugiro chá verde. Em lugar de quatro cafezinhos por dia, beba quatro copos de chá verde. Essa bebida concentra muitos antioxidantes e nutrientes bons para a saúde.
Veja - Muitos ambientalistas condenam o consumo de água engarrafada. Do ponto de vista da saúde, ela é melhor que a água da torneira?
Oz - Eu acho um erro beber água engarrafada. Há dois problemas principais com ela. O primeiro é que, se a garrafa plástica não for reciclada, pode contaminar os mares e os rios..Isso prejudica o meio ambiente e, indiretamente, a saúde. O plástico das embalagens vai parar nos peixes que comemos. O resultado é que 97% das pessoas apresentam resíduos de plástico no organismo, o que interfere no sistema hormonal. Esses resíduos estimulam os receptores de estrogênio, o hormônio feminino. Em excesso, o estrogênio pode causar câncer e outros problemas. As toxinas contidas no plástico também aceleram o envelhecimento. O segundo problema é que, como a água engarrafada não apresenta vantagens com relação à água da torneira, trata-se de um desperdício de dinheiro.
Veja - O senhor recomenda exercícios físicos que provoquem suor. Exercícios leves são inúteis?
Oz - Essas recomendações visam à saúde cardiovascular. Para essa finalidade, apenas os exercícios moderados ou intensos, que fazem suar, apresentam benefícios. Mas os exercícios suaves e de baixo impacto têm valor. Mesmo a caminhada movimenta grandes músculos, como os das coxas e dos quadris, que consomem muita energia. Como o gasto calórico muscular é maior durante o exercício, a queima de calorias aumenta.
Veja - Os suplementos vitamínicos são criticados em muitos estudos científicos. O que o senhor acha deles?
Oz - Eles são eficazes, mas prometem mais do que cumprem. Na verdade, os médicos saem da faculdade sem conhecimentos suficientes sobre os suplementos e são forçados a tirar suas próprias conclusões. De modo geral, uma suplementação só é necessária quando as vitaminas não são obtidas naturalmente com a alimentação. Por outro lado, acredito que determinadas vitaminas podem melhorar a qualidade de vida e a longevidade. Entre elas estão as vitaminas A, B, C, D e E, além de cálcio, magnésio, selênio e zinco. A vitamina D é importantíssima, pois previne câncer e osteoporose. Principalmente nos países mais frios, onde a exposição solar é restrita, os suplementos são essenciais.
Veja - Além dos procedimentos já descritos nesta entrevista, o que mais o senhor faz para adiar o envelhecimento?
Oz - Minha receita principal de juventude é brincar com meus filhos..Também procuro descobrir coisas novas todos os dias. Aprendo ao conversar com os outros e, apesar de ser muito assediado para responder a perguntas, por causa de minha atuação na TV, prefiro perguntar, saber como é a vida das pessoas, como elas trabalham. Isso faz minha mente exercitar-se.
Veja - Nos últimos anos, o aperfeiçoamento do tratamento clínico fez cair o número de cirurgias cardíacas. Essa é uma tendência em outras especialidades médicas além da cardiologia?
Oz - Sem dúvida. Os recursos clínicos tornaram-se mais eficazes tanto para a prevenção de doenças quanto para seu tratamento. Por isso, assim como na cardiologia, a cirurgia deixou de ser a primeira opção em outras áreas. Há poucos anos, quando o paciente machucava o joelho, ia direto para a sala de operação. Agora, ele vai para a sala de fisioterapia. Essa tendência também é evidente nos casos de diverticulite, uma inflamação do intestino, que passou a ser tratada com o consumo de fibras. O mesmo acontece com pacientes que apresentam doença arterial obstrutiva periférica. Antes eles iam para a faca. Agora, recebem como orientação deixar de fumar e caminhar. Mesmo que sintam dor num primeiro momento, essa é uma maneira de estimular o crescimento de novos vasos sanguíneos para substituir os danificados.
Veja - O senhor já esteve no Brasil. Como foi sua experiência no país?
Oz - Visitei o Brasil há muitos anos, quando ainda era estudante de medicina. Fui ao Rio de Janeiro e conheci o doutor Ivo Pitanguy. Também fiquei deslumbrado com as frutas brasileiras e com as lojas de sucos. Elas misturam frutas e outros vegetais, uma combinação pouco convencional. Conheci o AÇAÍ, que até hoje está no meu cardápio. Compro açaí em Nova York mesmo. É um dos alimentos com maior concentração de antioxidantes. Planejo voltar ao Brasil em meados do ano que vem para gravar um programa. Quero muito ir à Amazônia e conhecer as plantas medicinais da região.

22 de dezembro de 2009

JESUS DE NAZARÉ



Aqueles eram dias em que Roma dominava o mundo...

Sua águia sedenta de sangue sobrevoava o cadáver das civilizações e povos vencidos.

Os valores éticos eram esquecidos...

A desconsideração moral permitia que os ideais da humanidade fossem manipulados pelas estruturas políticas odientas que levavam por terra as construções filosóficas e espirituais do passado.

Foi nessa paisagem que Jesus veio apresentar a doutrina de amor, propondo uma nova ordem fundamentada na solidariedade fraternal.

Surgiu na Terra o Homem-Luz para modificar a arcaica estrutura do homem-fera.

Tratava-se de Personalidade inconfundível e única. Deixava transparecer nos olhos, profundamente misericordiosos, uma beleza suave e indefinível.

Longos e sedosos cabelos molduravam-Lhe o semblante compassivo, como se fossem fios castanhos, levemente dourados por luz desconhecida.

Sorriso divino, revelando ao mesmo tempo bondade imensa e singular energia.

Irradiava da Sua melancólica e majestosa figura uma fascinação irresistível.

Sua palavra, Seus feitos, Seus silêncios estóicos dividiram os tempos e os fatos da história.

Conviveu com a ralé, e, trabalhando-a logrou fazer heróis e santos, servidores incansáveis e ases da abnegação...

Utilizando-se do cenário da natureza, compôs a mais comovedora sinfonia de esperança. Na cátedra natural de um monte, apresentou a regra áurea para a humanidade, através dos robustos e desafiadores conceitos contidos nas bem-aventuranças.

Dignificou um estábulo e sublimou uma cruz...

Exaltou um grão pequenino de mostarda e repudiou a hipocrisia dourada dos poderosos em trânsito para o túmulo, quanto a covardia mofa, embora disfarçada, dos déspotas da ilusão mentirosa.

Levantou paralíticos.

Limpou leprosos.

Restituiu a visão a cegos.

Reabilitou mulheres infelizes.

Curou loucos.

Reanimou desalentados e sofredores.

Em troca do amor que dedicou foi alçado à cruz...

Seus pés, que tanto haviam caminhado para a semeadura do bem, estavam ensangüentados.

Suas mãos generosas e acariciadoras eram duas rosas vermelhas, gotejando o sangue do suplício.

Sua fronte, em que se haviam abrigado os pensamentos mais puros do mundo, se mostrava aureolada de espinhos.

O Mestre, todavia, que vivera e falara da Boa Nova que é toda uma cascata de luz e de alegria, prenunciando a vitória da vida sobre a morte, do bem sobre o mal, da bondade sobre a perversidade, roga a Deus com extrema sinceridade:

"Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem!..."






***



O amor é o perene amanhecer, após as sombras ameaçadoras.

A palavra de Jesus, na tônica do amor, é a canção sublime que embalou Sua época e até hoje constitui o apoio e a segurança das vidas que se Lhe entregam em totalidade.






Livros consultados: 1) Trigo de Deus - Amélia Rodrigues pág.140, cap. Trigo de Deus. 2) Há dois mil anos - cap. O Messias de Nazaré. 3) Boa Nova cap. 16 - O Testemunho de Tomé. 4) Estudando o Evangelho - Martins Peralva.

21 de dezembro de 2009

DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DO AMOR



Artigo 1º
O Amor pode apropriar-se de todo e qualquer coração, com ou sem anuência do dono.

Artigo 2º
Em presença de sentimentos inferiores, tais como a raiva, o ódio e o ressentimento, ao Amor são permitido julgá-los e extraditá-los sem direito a reconsideração da pena.

Artigo 3º
O Amor deve ser respeitado em todas as suas formas, sejam elas dirigidas a pessoas, coisas, vegetais ou animais.

Artigo 4º
Ao Amor é sempre permitida a companhia do perdão, pois que sem este Ele está falsificado.

Artigo 5º
O Amor tem o direito de ficar cego, surdo e mudo quando em presença de maledicências e pode apresentar-se como agente de paz diante de desarmonias e atos prejudiciais a todos os seres do Planeta.

Artigo 6º
O Amor tem licença plena para manifestar-se livremente, independente de raça, credo ou religião.Ele é incondicionalmente livrepara viver em seu habitat natural:
O Coração.

Artigo 7º
O Amor é bússola que aponta o caminho para a Felicidade e assim deve ser indiscutivelmente reconhecido.

Artigo 8º
A todo aquele que banir o Amor do seu coração será imputada a pena de solidão, isolamento e sofrimento perpétuos.

Artigo 9º
O Amor nunca deverá ser responsabilizado por dores, perdas ou danos e tem amplos poderes para neutralizar todas as batalhas, sejam elas emocionais familiares ou sociais.


Artigo 10º
Ao Amor não se aplicam Leis Trabalhistas:Ele pode exercer suas funções 24h por dia durante TODOS os dias do ano.

Artigo 11º
Quando o Amor entra em corações, deve ser bem recebido, bem tratado, bem nutrido e absolutamente livre para agirem prol de todos os envolvidos por Ele.

Artigo 12º
Em nenhuma hipótese o Amor deverá ser álibi para atitudes de más intenções, tais como usá-locomo desculpa para enganar, iludir ou controlar corações. Também nunca poderá ser instrumento de brincadeira com o sentimento do homem ou da mulher.

Artigo 13º
Toda e qualquer tentativa de matar o Amor será tratada pelo Universo como crime contra a vida do próprio mandante.

Artigo 14º
O Amor é partidário da Lei de Causa e Efeito:Ele pode partir em definitivo da Vida daqueles que optam pelo sofrimento diante das adversidades, e também daqueles que se deixam cair em abandono.


Artigo 15º
Ao Amor nada deve ser acrescentado e Dele também nada retirado, posto ser o mais perfeito de todos os sentimentose manifestação absoluta de Deus.


Parágrafo Único:
Os Direitos do Amor sempre protegerão
os legítimos Direitos de Todos os Seres.
REVOGUEM-SE TODAS AS DISPOSIÇÕES EM CONTRÁRIO
Silvia Schmidt

19 de dezembro de 2009

NOMES DE PESSOAS CONSIDERADAS LUZILANDENSES



As sucessivas administrações públicas de Luzilândia negligenciaram homenagear personalidades ilustres que contribuíram
substancialmente à constituição do tecido histórico luzilandense, negando-lhes os nomes a logradouros públicos
municipais.
Quando o fizeram, no geral, optaram por homenagear pessoas das próprias famílias e lideranças políticas ligadas ao
grupo dominante à época de batismo de tais logradouros, preterindo intelectuais, oposicionistas e membros de classes
populares.
Em momentos de rara inspiração - e iluminação, resolveram proceder de forma diferente. Vejamos alguns exemplos: 1- A
homenagem do então prefeito Santil (1963) ao ex-prefeito João José Filho dando-lhe o nome à praça central da cidade
(consideramos João José Filho o maior e melhor administrador luzilandense, pois foi o responsável pelo projeto de
reforma urbanística da cidade na sua primeira gestão (1947 a 1951), fez os primeiros calçamentos em ruas, projetou a
Praça Santa Luzia, o patamar, e a própria praça que leva seu nome, construiu os primeiros prédios públicos com
arquitetura diferente, lutou pela instalação da agência local do Banco do Brasil, dentre outras realizações). 2- A
homenagem do ex-prefeito Zé Marques quando deu o nome do antigo colégio CNEC à saudosa guerreira da educação
luzilandense, professora Mundica Pimentel. 3- A homenagem recente da prefeita Janaína às ilustres professoras Araci
Carvalho e Conceição Reis dando seus nomes ao centro de ação social e à biblioteca comunitária, respectivamente.
Também há que se ressaltar que existem homenagens em excesso para alguns ex-prefeitos, caso de Joca Marques
(nome de colégio, do edifício da câmara municipal e é até nome de município); Raimundo Marques (nome de conjunto
habitacional, de praça, de avenida e do estádio); e para datas, como o Sete de Setembro (nome de rua e de escola).
Ainda, há homenagens para desmerecedores delas, como é o caso de Domingos Marques (nome da principal avenida
da cidade que sempre viveu no antigo Mocambinho/Joca Marques- lá, sim, ele é merecedor; o ex-presidente Getúlio
Vargas (nome de avenida), que já é homenageado em demasia no país inteiro, etc.
Porém, onde estão as homenagens para personalidades como: João Bernardino Souto Vasconcelos (fundador do
Estreito); Nemésia Pires de Carvalho (primeira professora do Estreito); Mulato Carvalho (prefeito que mais tempo
governou o município); Doca Carvalho (comerciante); Capa Bode (funcionário da antiga usina de energia elétrica);
Nonato Vale (autor do Hino de Luzilândia); Gérson Carneiro ( sanitarista, pintor, dramaturgo e médico homeopata);
Jaime de Oliveira Lopes (ex-promotor da cidade que lutou acirradamente pela fundação do antigo Ginásio Luzilandense);
Vicente Sabóia de Meneses (ex-coletor municipal); Otílio Veras (Comerciante); Rui Uchôa e Valdir Rodrigues (poetas);
Antenor Carvalho (ex- diretor do antigo Ginásio Luzilandense); João Melo de Carvalho (tabelião); José Henrique Braga
(professor e ativista cultural); Ubiratan Meneses (ex-vereador e ex-secretário municipal); Yara Teles, Esmeralda Pinto,
Arlete Meneses –vivas- e Bernadete Leão -falecida (professoras); Plínio Oliveira, Antonio Ferreira e Bilozinho
(violeiros); Simplício Batista Lopes (grande comerciante nos anos de 1930 e 1940); João de Jesus Pinheiro
(comerciante); Waldemar de Brito (pintor e funileiro); dentre outros?
Há quem defenda homenagear Murilo Braga, homem público brasileiro que apenas passou a infância no antigo Porto
Alegre, mas nem é luzilandense . Sua naturalidade é de Santa Quitéria, no vizinho Maranhão, e não há registro que
tenha contribuído para o desenvolvimento do município.
É bom lembrarmos que Barras (PI) teve o nome de vários logradouros públicos mudados para homenagear seus
patrícios e, aqui em Luzilândia, por iniciativa do líder comunitário CUIA, os bairros Coroa e Cajueirão têm em suas ruas e
colégio nomes de moradores antigos que lá fizeram história.
Propugnamos para que se mude os nomes de algumas ruas e logradouros públicos para homenagear nossas
personalidades, como é o caso da Avenida Presidente Vargas (idéia nossa) ou da Rua 28 de Julho (idéia de terceiros)
para monsenhor Jonas Pinto, baluarte religioso e grande incentivador da cultural e educação municipais.
Resgatar nomes de personalidades históricas e homenageá-las é contribuir decisivamente para a preservação do nosso
Patrimônio Histórico Material e Imaterial. Pensemos nisto!
Ivanildo di Deus
professor e pesquisador da História de Luzilândia

AI DE TUAS PEDRAS





ai de tuas pedras




intendência
poema-mor
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incendiou
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funesto
Ivanildo di Deus - Poeta Luzilandense

O HOMEM JESUS






O homem Jesus

Dezembro é um mês muito especial. Como são todos os meses de dezembro. As casas, as ruas, as avenidas se enchem de luzes. Cantos, cantigas, dramatizações do nascimento de uma criança singular se reprisam em escolas, templos e associações. Em nome de um menino, os corações se sensibilizam e cada qual procura tornar muito bom o dia do Natal. Eclodem emoções. E ante tanta sensibilidade que desfila ao longo desses dias, é de nos indagarmos: Quem é essa criança cujo nascimento é evocado, mesmo após decorridos mais de vinte séculos da sua morte? Porque afinal, costumamos comemorar o aniversário na terra dos que estão conosco. Depois que realizam a grande viagem, rumo ao invisível, nós lembramos outras datas. Mas ninguém pensa em realizar festa de aniversário para aquele que já se foi. E outro detalhe muito significativo. No dia em que se comemora o aniversário dessa criança, quem recebe os presentes são os que promovem a festa, numa alegre troca de embrulhos, lembranças e mimos. Só mesmo um Espírito tão grande quanto o do Cristo poderia atravessar os séculos e prosseguir lembrado. Foi tal a revolução que promoveu no Espírito humano que a Terra O recorda, ano após ano. Sua revolução não utilizou armas de fogo, ferro ou aço. Foram, no entanto, as mais invencíveis armas do amor e da bondade. Desde o nascimento, exemplificou. Rei das Estrelas, Senhor dos Espíritos, tornou-Se criança, adolescente, homem e viveu com os homens. Demonstrando, através de pouco mais de três décadas que não importam as circunstâncias, quem deseja ser bom pode sê-lo. Viveu em período em que a política romana comandava o mundo, em que a hipocrisia farisaica imperava e, no entanto, manteve-Se puro. Lecionando humildade ao nascer em um berço de palha, traduziu a lição do trabalho na carpintaria de Seu pai José. Ele, que moldara, junto com o Pai Supremo as formas da Terra que habitamos, não Se envergonhou de domar a madeira e transformá-la em bancos, mesas, utensílios domésticos outros. Senhor e Mestre, em cada momento de Sua vida, ensinou pelo exemplo, testificando que o bem vence o mal, a luz vence a treva. Mais de dois mil anos são passados, desde Sua vinda à Terra. Quando nos decidiremos por Lhe seguir a excelsa doutrina, que conjuga o verbo amar e que utiliza os substantivos doação, renúncia, abnegação?
* * *
Jesus é nosso Modelo e Guia. Por isso mesmo, nenhum de nós deve se dizer desiludido com essa ou aquela postura equivocada de seguidores de qualquer credo. Porque afinal o que importa mesmo, é a conduta do nosso Mestre Jesus que, em nenhum momento, abandonou as linhas do dever e do amor sem limites.


Redação do Momento Espírita.

17 de dezembro de 2009

A EDUCAÇÃO PELA PEDRA

A EDUCAÇÃO PELA PEDRA


Uma educação pela pedra: por lições;
para aprender dapedra, frequenta-la;
captar sua voz inefática, impessoal
(pela de dicção ela começa aulas).
A A lição de moral, sua resistencia fria
ao que flui e a fluir, a ser maleada;
a de poética, sua carnadura concreta;
a de economia, seu adensar-se compacta:
lições de pedra ( de fora para dentro,
cartilha muda),para quem soletrá-la.


JOÃO CABRAL DE MELO

16 de dezembro de 2009

TORQUATO NETO


Torquato Pereira de Araújo Neto (Teresina PI, 1944 - Rio de Janeiro RJ, 1972). Cursou Jornalismo no Rio de Janeiro, por volta de 1966, mas não chegou a concluir a faculdade. Nos anos seguintes compôs letras musicadas por Gilberto Gil ("Geléia Geral", "Louvação"), Caetano Veloso ("Deus Vos Salve a Casa Santa", "Ai de Mim", "Copacabana", "Mamãe, Coragem") e Edu Lobo ("Lua Nova", "Pra Dizer Adeus"). Entre 1970 e 1972 atuou nos filmes Nosferatu no Brasil e A Múmia Volta a Atacar, de Ivan Cardoso, e Helô e Dirce, de Luiz Otávio Pimentel. No período também criou e redigiu a coluna Geléia Geral no jornal carioca Última Hora. Em 1973 ocorreu a publicação póstuma de seu livro de poesia Os Últimos Dias de Paupéria, organizado por Ana Maria S. de Coraújo Duarte e Waly Salomão. Três anos depois, foram incluídos alguns de seus poemas na antologia 26 Poetas Hoje, organizada por Heloísa Buarque de Hollanda em 1976. Em 1997 foram publicados quatro de seus poemas na antologia bilíngüe Nothing the Sun Could Not Explain, organizada por Michael Palmer, Régis Bonvicino e Nelson Ascher. Torquato Neto foi um dos compositores mais inovadores da canção popular dos anos de 1970. Fonte: www.itaucultural.org.br
Veja também:
http://www.torquatoneto.com.br/






A RUA

toda rua tem seu curso
tem seu leito de água clara
por onde passa a memória
lembrando histórias de um tempo
que não acaba

de uma rua de uma rua
eu lembro agora
que o tempo ninguém mais
ninguém mais canta
muito embora de cirandas
(oi de cirandas)
e de meninos correndo
atrás de bandas

atrás de bandas que passavam
como o rio parnaíba
rio manso
passava no fim da rua
e molhava seu lajedos
onde a noite refletia
o brilho manso
o tempo claro da lua

ê são joão ê pacatuba
ê rua do barrocão
ê parnaíba passando
separando a minha rua
das outras, do maranhão

de longe pensando nela
meu coração de menino
bate forte como um sino
que anuncia procissão

ê minha rua meu povo
ê gente que mal nasceu
das dores que morreu cedo
luzia que se perdeu
macapreto zé velhinho
esse menino crescido
que tem o peito ferido
anda vivo, não morreu

ê pacatuba
meu tempo de brincar
já foi-se embora
ê parnaíba
passando pela rua
até agora
agora por aqui estou
com vontade
e eu vou volto pra matar
essa saudade

ê são joão ê pacatuba
ê rua do barrocão.

TORQUATO NETO. Os últimos dias de paupéria: do lado de dentro. Org. Ana Maria S. de Araújo Duarte e Waly Salomão. 2.ed. rev. e aum. São Paulo: M. Limonad, 1982

ALVINA GAMEIRO



ALVINA GAMEIRO - POETISA HOMENAGEADA NO 7º SALIPI

Escritora e poeta piauiense, nasceu em Oeiras em 1917.

Livros: 15 contos que o destino escreveu (Conto 1970); A Vela e o temporal (Romance e Novela 1957), Chico Vaqueiro no meu Piauí (Poesia cordel 1971); Contos do sertão do Piauí (Conto 1988), Curral de serras (Romance e Novela 1980); O Vale das Açucenas (Romance e Novela 1963);
Orfeão de sonhos (Poesia 1967).

De
CHICO VAQUEIRO DO MEU PIAUÍ
Fortaleza: Editora Henriqueta Galeno, 1971

VI

O Vaqueiro de pé, tem ares de um vigia,
erguido no terreiro, amarrado à magia,
de um sonho fascinante, eivado de poesia...

Em palor o clarão da tarde se resume;
já começa a dançar no espaço o vaga-lume;
as estrelas no céu acenderam seu lume
até que o dia surja entre os braços da aurora.
Diáfana beleza empolga o campo a fora
e o concerto do vento está parando agora.

A noite vai tomando o coração da mata;
a gentil açucena em néctar se desata.
Apenas, no silêncio, há notas de sonata,
que os sapos, em mil sons, rouquejam sem parar,
pois têm cada vivente em meio de saudar,
mostrando aos corações um jeito de agradar...

O esplendor do luar, que mais e mais fulgura,
de prata banha inteira a máscula figura,
tão imóvel que até nos lembra uma escultura
de guerreiro lendário ou místico profeta...
É que o Vaqueiro escuta em meio à noite quieta,
sua alma que se dá a cantares de poeta...

Tem BA boca apagado o coto do cigarro;
ouve atento o cri-cri desse grilo bizarro,
cantador do gramado ou da frincha de barro,
e lhe vem à cabeça a existência suprema
de um Deus que fez o amor, que da vida é o emblema,
como a rima de luz é a essência de um poema...

Falando à Natureza, ele pergunta apenas,
por que foi que o <> molhou com tantas penas
as delícias do amor nas estradas terrenas?
Com que fim acordou a estranha comoção
que sente sem querer, tomar-lhe o coração
e é misto de prazer e de atribulação?!...

E Chico sabe, sim, que este amor vinga e cresce
e se o tenta esconder, tanto mais aparece
e quanto mais na sombra, então, é que floresce...


XI

Quando o inverno chegou, alastrou-se a fartura;
o campo se cobriu inteiro de verdura,
e a chuva que fecunda a terra e a planta cria,
no peito pastoril, desabrocha a alegria.

E chove sem parar, e chove noite e dia.
a lavoura crescida ao toque da invernia,
rebenta em floração, e os imensos trançados
cobrem de jitirana as cercas dos roçados.
Emboneca-se o milho, o arrozal cacheia,
e de grandes melões a roça se faz cheia,
maxixe e melancia estendem cabeleiras
na estrada que ficou entre os seios das leiras.

Os rio colossais a essa hora já transbordam
sobre várzeas sem fim, onde as reses engordam.
Há lagoas brilhando entre o verde capim,
e reúnem-se ali, em perene festim,
comendo a trabalhar, pássaros ribeirinhos,
para o ninho fazer e esperar os filhinhos,
mostrando, na lição, a sábia Natureza
que antes da geração se faz o abrigo e a mesa.

Na alcatifa do campo há milhares de flores
desiguais em tamanho, em feitio e nas cores;
é a toalha pintada em estilo divino,
a dizer o <>, na grandeza do ensino,
que não fez distinção semeando os engodos,
no banquete do mundo onde o assento é de todos,
e do néctar do amor, que é o pólen da criação,
Deus serviu a toda a alma um brinde de emoção.

Que beleza é a pupila azul do firmamento,
lacrimejando amor, vazando o juramento
do verde que em fartura espraia, nasce e cresce
no campo, nos vergéis, na caatinga e na messe!...


XIV

E junho veio enfim, e como ele a moagem,
o ruído do engenho e as cheirosas tachadas.
E junho veio enfim, concedendo a hospedagem
aos que costumam vir brindar as vaquejadas.

Convidam-se ao redor, os vizinhos amigos,
e os vaqueiros que vêm testar a valentia.
Agregados se dão ao preparo de abrigos
Que vão dar cobertura aos heróis da porfia...
Entrega-se à alegria o povo da Fazenda.
Há latidos de cães no paio da morada
e os homens conversando, enquanto armam a tenda,
põem-se a rememorar casos de vaquejada.

Adiante, esfolam bois para fazer tassalhos
e o machado golpeia, enquanto o facão talha.
Na cozinha, onde alguém resmuninha entre ralhos,
rude não de pilão, sobre a paçoca, malha.
E do forno de barro, arrastam cinza e brasa
para enfiar ali, muitas flandres de bolo:
cariri, caridade, e os sequilhos de casa,
pamonha, manauê, a peta, o engana-tolo.

Visitas da cidade os carros vêm trazer.
Chega o compadre branco e também chega o preto,
que as honras têm iguais no trato a receber,
e a carne vai servir aos dois no mesmo espeto.
Feliz o fazendeiro, exige na festança
tudo que há de melhor, fartura sem rival,
porque sempre viveu e vive na abastança,
que tributar desvelo é dom patriarcal.

E junho se derrama, alegrando as Fazenda
como o dinheiro do gado após a apartação,
transportando o Divino, a colher oferendas,
trazendo o boi-bumbá na festa de São João.



CASOS E DESCASOS


Casos e descasos

Com mãos e pés cortados não me sinto!

Mas me sinto infestado pelo absinto

Com cheiro de hélio, vômito e patê!

Suflê, não! Suflê tem cheiro? Bem, doce

É ...e bom, verdade venha sempre, infrene!

Mas morrer por sushi e pouca higiene?

E assim, antes de ouvir: – É o Fim, danou-se...

Fogo ao disco furado: o Mundo é vasto!

Cd? Nem pensar: Mancha a folha e o pasto!

Não! O "casto" calendário quis dizer...

Versos que, de tão "fofos", são macios!

Por isto, amigos, não sigam o exemplo

De mim que a mim em mar bravio contemplo

(Se é modelo quem vive de elogios)! a 03/02/09




Luciano Almeida
Publicado no Recanto das Letras


em 04/02/2009Código do texto: T1421353



Poeta do Piauí morre afogado em balneário em Caxias(MA)
Luciano Almeida era estudante de Letras da Ufpi. Ele estava com a namorada e um casal de amigos.
Um estudante de Letras da Universidade Federal do Piauí(Ufpi) morreu afogado na madrugada deste domingo(8), no município de Caxias(MA). Luciano Roberto Almeida, 30 anos, estava na companhia da namorada e de um casal de amigos, no banho Canaã, situado no povoado Brejinho.
Segundo informações colhidas junto ao 1º Distrito Policial da cidade, as quatro pessoas iriam passar a noite no local. Luciano Almeida logo entrou na água e afogou-se. De acordo com a polícia, os amigos fizeram uso de bebida alcoólica, o que pode ter provocado a morte.

A família da vítima esteve no início da tarde de hoje no município para prestar queixar e solicitar a remoção do corpo. Ele será trazido para Teresina e velado no bairro Mocambinho, na zona Norte, onde o rapaz residia.

Luciano Almeida cursava Letras Inglês e Português na Ufpi. O estudante se dedicava à produção de textos literários e mantinha uma página de poesias no site nacional UOL.




Foto: Arquivo Pessoal





PERDIÇÃO


Perdição



Por mares de sargaços

e enganos perdi-me na rota

de estranhos portulanos

feitos por arcanos d’antanho.

Por causa de lábios

que falavam de amor

seguindo incertos astrolábios

soçobrei nas tormentas

de algum cabo Bojador.

Egresso de Sagres

dancei a Dança dos Sabres

no mapa de meu destino.

Nas garras da ventania

joguei um jogo de morte

em que tudo se perdia.

No derradeiro naufrágio

encontrei enigmas e presságios

nos búzios que no abismo havia.

E tudo se findou num veleiro encalhado

em mar de absoluta calmaria.


ELMAR CARVALHO - POETA PIAUIENSE

HOMEM AZUL NUM RIO MAGRO


POEMA DO LIVRO: A PROFISSÃO DOS PEIXES,

3ª EDIÇÃO, REVISTA E DIMINUÍDA
HOMEM AZUL NUM RIO MAGRO

LIDA COM EMBARCAÇÃO QUEBRADA

Rubervam Du Nascimento





comemos pão

à mesa

comemos depois

a mesa

bebemos rios

de dentes

vida se assusta

com tanta ternura

MENSAGEM DE DALAI LAMA

"Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e, principalmente, viver!"
Dalai Lama

PENTAGRAMA DE NATAL




PENTAGRAMA DE NATAL


FELIZ NATAL!
PRÓSPERO ANO DE 2010!



Quando o vento sopra as estrelas

sopra os frutos

tudo o que se guarda

se move

pois quem traçou o caminho dos ventos

também deixou seus rastros

escritos na via das estrelas

e um pentagrama de gaivotas...

Assim como é em cima

é embaixo diz a Lei!

Desde a primeira pedra te espero

à beira do rio onde nasce o milho

lá onde se multiplicam as palavras

e os peixes de sangue e jade

e a aurora esparge o pólenA

pedra foi revolvida

Ele é nascido todos os dias...



É NATAL!



Lillian Reinhardt - poetisa

http://www.facebook.com/friends/?ref=tn#/notes/lilian-reinhardt/um-pentagrama-de-natal/237233266275

JESUS SABE






Quantas lágrimas você já verteu a sós, sem ninguém para lhe estender um ombro amigo, sem uma palavra de alento, sem nenhum consolo... Considere, no entanto, que Jesus sabe... Quando você descobre que seus amigos, nos quais você depositava a mais sincera confiança, lhe traem, e a amargura lhe visita a alma dolorida, no silêncio das horas... Jesus sabe. Jesus conhece os mais secretos pensamentos e sentimentos de cada uma das ovelhas que o Pai Lhe confiou. Jesus sabe das noites mal-dormidas, quando você se debate em busca de soluções para os problemas que lhe preocupam a mente... Das dores que lhe dilaceram a alma, quando a solidão parece ser sua única companheira fiel, Jesus sabe... Dos imensos obstáculos que você já superou, sem nenhuma estrela por testemunha, Jesus sabe... Da sua sede de justiça, Jesus sabe. Da sua luta para ser cada dia melhor que o dia anterior, Jesus sabe. Jesus, Esse Irmão Maior, a quem o Pai confiou a Humanidade terrestre, conhece cada um dos Seus tutelados. Se você sofreu algum tipo de calúnia, de injustiça, alguma punição imerecida, Jesus sabe. Jesus conhece as suas horas de vigília ao lado do leito de um familiar enfermo... Sabe da sua dedicação aos filhos, tantas vezes ingratos, ao esposo ou à esposa problemática. Jesus sabe dos seus auto-enfrentamentos para vencer os próprios vícios e as tendências infelizes. Jesus conhece suas fraquezas, seus medos, suas chagas abertas, suas inseguranças... Jesus sabe das muitas vezes que você persiste em caminhar, mesmo com os pés sangrando... Jesus sabe o peso da cruz que você leva sobre os ombros... Jesus sabe quantas gotas de lágrimas você já derramou por compaixão, sofrendo a dor de outros corações... Jesus conhece suas muitas renúncias... Suas amarguras não confessadas... Jesus sabe das esperanças que você já distribuiu, dos alentos que você ofertou, das horas que dedicou voluntariamente a benefício de alguém... Jesus conhece suas ações nobres e percebe o desdém daqueles que só notam e ressaltam suas falhas. Jesus entende seu coração dorido de saudade, dilacerado pela solidão, amargurado pelas dificuldades que, às vezes, parecem intransponíveis... Jesus sabe que todas as situações pelas quais você passa, são para seu aprendizado e para seu crescimento na direção da grande luz. O Sublime Pastor conhece cada uma de Suas ovelhas e sabe o que se passa com cada uma delas. Por isso Ele mesmo assegurou: Nunca estareis a sós. Jesus é o Divino Amigo que nos segue os passos desde sempre e para sempre. E nos momentos em que suas forças quiserem abandoná-lo, aconchegue-se junto ao Seu coração amoroso e ouça Sua voz a lhe dizer, com imensa ternura: Meu filho trace o seu sulco; recomece no dia seguinte o afanoso labor da véspera. O trabalho das suas mãos lhe fornece ao corpo o pão terrestre; sua alma, porém, não está esquecida. E eu, o jardineiro divino, a cultivo no silêncio dos seus pensamentos. Quando soar a hora do repouso e a trama da vida se lhe escapar das mãos e seus olhos se fecharem para a luz, sentirá que surge em você, e germina, a minha preciosa semente. Nada fica perdido no reino de nosso Pai e os seus suores e misérias formam o tesouro que o tornará rico nas esferas superiores, onde a luz substitui as trevas... E onde o mais desnudo dentre vós será talvez o mais resplandecente.


Redação do Momento Espírita, com base no item 6, do cap. VI do livro O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. Feb. item 6.

13 de dezembro de 2009

CRITICAS INFUNDADAS

Em Chicago, uma estação de TV transmitia, diariamente, da porta do principal cinema da cidade, um programa de entrevistas que duravam 15 minutos. Certa noite, o tempo integral do programa foi usado para entrevistar duas meninas, uma de 13 e a outra de 11 anos. Os telespectadores ficaram indignados com as frivolidades tratadas na entrevista. Afinal, o assunto girava em torno de como haviam passado as férias, se ajudavam a mãe nos trabalhos de casa, como iam os estudos etc. As pessoas que foram assistir ao programa no local da transmissão, não compreendiam porque os coordenadores deixaram as meninas monopolizar inteiramente os 15 minutos. Vários telespectadores, impacientes, chegaram a telefonar para a emissora para expressar seu descontentamento. Todavia, o motivo era muito justo e digno de aplausos. É que o pai das duas meninas, Joseph Fetzer, estava morrendo num leito do sanatório municipal de tuberculosos, onde fora internado 14 meses antes. Durante todo esse tempo não pudera receber a visita das filhas, devido ao rigoroso regulamento do hospital, que proíbe a entrada de menores de 16 anos na enfermaria dos casos graves. Sentindo a proximidade da morte, Joseph fez seu último pedido: Ver as filhas pela derradeira vez, lembrando ele próprias o recurso da televisão. Os diretores da TV concordaram imediatamente em entrevistar as meninas durante os 15 minutos, que seria a única chance para que aquele pai as pudesse contemplar e despedir-se, no isolamento de seu leito de morte. E foi graças aos corações generosos daqueles diretores, que Joseph teve a felicidade de ver, uma vez mais, as filhas queridas, um dia antes de falecer.
***
Hoje, quando percebemos os meios de comunicação, ávidos por faturar, e faturar cada vez mais, salvo raríssimas exceções, ficamos a imaginar se teria espaço para se fazer uma caridade desse porte. Há algum tempo atrás, um amigo procurou um periódico para que fosse veiculado um artigo de otimismo, com intuito de levar às pessoas uma mensagem de esperança, e o responsável lhe falou que não havia espaço nem tempo para isso, pois estava saindo, naquele exato momento, em busca de uma entrevista com um famoso bandido que havia recebido condicional. Infelizmente, poucas pessoas, pois são as pessoas que dirigem os veículos de comunicação, estão dispostas a divulgar o bem e o belo. A divulgação do bem não dá IBOPE, dizem. No entanto, quando a dor bate à nossa porta, não é ao mal que nós buscamos, mas a alguém que nos mostre uma luz no fim do túnel, uma chama de esperança, uma mensagem de otimismo...

História adaptada da revista Seleções do Reader’s Digest 12/1966

11 de dezembro de 2009

AMOR PERFEITO




Mulheres são rosas
Que sangram todos os meses
Homens boca de leão
Que rugem até para o vento...

Passam-se os anos
As rosas embranquecem
As bocas de leões
Perdem seus dentes...

Rosas atraem borboletas
E delas abelhas
Extraem o mel
(seu alimento)...

Boca de leão amadurece
Torna-se amor perfeito
É o tipo de amor
Que todas as rosas merecem...

Mário Feijó
09.12.09




Mário Feijó


10 de dezembro de 2009

COMEMORAÇÃO DO NATAL




Excelso Amigo! Neste dia de Natal, desejamos honrar-Te a celeste figura. Na nossa humana pequenez, idealizamos festejos profanos que, em vez de Te louvar, por vezes ultrajam a mensagem de que és portador. Celeste Menino! Fizeste-Te tão pequeno, para servir aos homens e nós nos cremos tão portadores de grandeza e sabedoria. Deixaste as estrelas e vieste viver entre nós. Nós vivemos na Terra e nos acreditamos detentores de todo poder. Chegamos a este Teu Natal um tanto cansados. Os dias que o antecederam foram demasiadamente exaustivos. Precisamos consultar preços, fazer contas e empréstimos, selecionar os amigos que nos receberão os mimos. E, relegamos, naturalmente, ao esquecimento aqueles que não se constituem benévolos aos nossos corações. Deixamos de lado os que não apreciamos, os que nos desapontaram e os que desejamos desagradar. Ah, Celeste Menino! Como estamos longe de comemorar-Te o natalício como devido. Esquecemos de Te convidar para os festejos e de preparar-Te a festa. Preparamo-la para nós somente. Os manjares serão aqueles que mais nos agradam. Também nos requisitaram tempo a escolha do melhor cardápio, a procura pelo melhor bufê. Até passamos algumas horas na cozinha. As bebidas foram selecionadas com todo esmero. É possível que algumas delas nos levem à inconsciência dos atos ou a cometer tolices. Os presentes serão para locupletar as nossas paixões... Endividamo-nos por muitos meses para que hoje os presentes fossem muitos. E tudo, tudo será para nós. Doce Menino! Quando aprenderemos que a festa deve ser Tua, e os Teus desejos é que deveriam ser satisfeitos? Por isso, Jesus, neste Natal, permite que despertemos. Permite que seja este Natal, o Natal da nossa consciência desperta. Então, Jesus, no próximo Natal, Tu serás o Excelso Homenageado, o Celeste Convidado que honraremos na intimidade do próprio coração. As luzes que verás, então, estarão palidamente representando a luminosidade das nossas mentes e corações, plenos de amor. Teremos a mesa farta, mas não somente a nossa. Teremos pensado na dos nossos irmãos. Teremos sorrisos, trocas de presentes, mas sobretudo muitos abraços e reconciliações. Recordaremos da mensagem do perdão, da humildade, da caridade. Ouvirás a música festiva do nosso lar acolhedor, onde estará a nossa família Te aguardando a honrosa visita. Jesus, como aguardaremos este Natal!


Redação do Momento Espírita.

9 de dezembro de 2009

QUERO SER TEU AMOR


QUERO SER TEU AMOR


Para tomar conta de ti em tua passagem
Ser a chave que abrirá a sela que te aprisiona
Nos calabouços mal cheirosos da vida

Quero ser teu sonho maior...
Ser uma muralha a te fortalecer
Protegendo-te das setas que voam em escuridão
Quero acordá-lo pela manhã com sinfonia
De pássaros silvestres

Quero ser teu amor...
Arrebatando-te em noites frias...
Ser o sol que aquece o teu coração
Ser a luz iluminando o teu dia
A fragrância que perfuma os teus sonhos
Ornar o teu céu de estrelas brilhantes
Na noite de luar se a brisa leve que vem de longe

Quero ser teu desejo no leito nupcial...
Caminhar ao teu lado por caminhos que andares
Ser tua estrada grandiosa que te conduz para o alto
Ser o elo que sustenta a tua felicidade


TUELA LIMA -POETISA RIO DE JANEIRO-RJ
07-12-2009

8 de dezembro de 2009

REFLEXÃO




Os sinais da matriz bimbalham alto


Conclamando os amantes da oração


Em pouco tempo e sem sobressalto


Eles desfilam em longa procissaõ.


Cismando fico, e num simples salto


Transponho o misticismo da razão


E chego a alcançar num sobressalto


A estratosfera da religião.


Ao atingir minh'alma a eternidade


com a sombria rejeição que flui


da dúvida de sua humanidade;


Duas coisas me enchem de amargor


Chegar ao mundo sem saber quem fui


Voltar ao nada sem saber quem sou!...



Waldir Rodrigues - Poeta Luzilandense

O AMOR





O AMOR - CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE


Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção. Pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e neste momento houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante e os olhos encherem d'água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e o último pensamento do dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente divino: o amor.
Se um dia tiver que pedir perdão um ao outro por algum motivo e em troca receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.
Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura, que coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer momento de sua vida.
Se você conseguir em pensamento sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado... se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados...
Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que está marcado para a noite... se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado...
Se você tiver a certeza que vai ver a pessoa envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela... se você preferir morrer antes de ver a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida. É uma dádiva.
Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. Ou às vezes encontram e por não prestarem atenção nesses sinais, deixam o amor passar, sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.
É o livre-arbítrio. Por isso preste atenção nos sinais, não deixe que as loucuras do dia a dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o amor.

7 de dezembro de 2009

O GRITO


Uma boa palavra auxilia sempre. É lamentável se observar como estamos nos esquecendo de cultivar a boa palavra. Nosso atual vocabulário empobreceu-se muito e, face aos dissabores que nos envolvem a vida, primamos por expressar, pela fala, o mau humor e o desânimo que nos assola. Basta permaneçamos alguns minutos em uma fila de mercado, de ônibus, de banco, para logo se perceber o início das lamentações, das queixas e o desfilar do rosário da infelicidade. Quanta vez, em plena rua, alguém nos aborda, rosto transtornado a solicitar uma informação. Onde fica o Hospital, a Delegacia, o Posto de Saúde? De forma mecânica, indicamos a direção correta ou por vezes, alegando pressa, nos escusamos de perder tempo e desviamos da criatura. E, no entanto, é um ser que sofre e talvez bastasse uma palavra amiga, a gentileza de explicar em pormenores, de seguir com ele um trecho do caminho, para lhe amenizar a dor. Recordamos que, certa vez, um homem ouvia em um templo religioso as advertências do orador: "Falar é dom de Deus. Se abrimos a boca para dizer algo, saibamos dizer o melhor. É preciso aproveitar todas as oportunidades porque, às vezes, desajudamos quando podíamos ajudar." O homem saiu dali e agasalhou a mensagem. Alguns dias depois, nas funções de pedreiro-chefe inspecionava um grande recinto, em fase final de construção, junto com o engenheiro. O enorme salão estava muito bonito. Acabamento esmerado e pintura, primorosa. Vamos experimentar a acústica. - sugeriu o engenheiro. E, virando-se para o pedreiro, lhe pediu: Grite alguma coisa. Saulo, esse era o nome do pedreiro, recordou as lições de dias antes a respeito da palavra e enchendo os pulmões, bradou alto: Confia em Jesus! O som estava muito bem distribuído e agradou a ambos. Passados alguns minutos, adentra a sala um homem de cabelos em desalinho, perturbado, revólver à mão. Quem gritou? Pergunta. Quem mandou confiar em Jesus? Saulo é apontado e o homem a ele se dirige. Percebe-se-lhe no olhar a angústia e o desespero. Joga-se nos braços do pedreiro e chora: Obrigado, obrigado, amigo. E porque ninguém conseguisse entender o que estava acontecendo, explica: Eu estava no terreno da construção. Queria morrer. Estava encostando o cano do revólver ao ouvido, quando escutei seu apelo. Sustei o gesto. Estou desempregado há muito tempo e sou pai de oito filhos. Confiar em Jesus. Sim. Eu confiarei. É sempre importante falarmos o bem. Mesmo quando pensemos que estamos sós, pois em verdade não estamos. Feliz foi o poeta que disse que o homem tem na garganta uma flauta mágica que pode emitir as mais doces melodias. É a voz, talento divino que nos foi dado para o nosso progresso e crescimento dos nossos irmãos. * * * A guerra nasce da linguagem dos interesses criminosos, insatisfeitos. A língua guarda a centelha divina do verbo através do qual o homem pode erguer o monumento da paz. Assim, podemos utilizar a palavra para consolar e edificar os nossos irmãos.
Redação do Momento Espírita.

6 de dezembro de 2009

MENSAGEM

POR: Affonso Romano de Sant'Anna

"Às vezes, você perde vários poemas, porque sente uma frase, sente algo murmurado no seu espírito e não presta atenção porque está ocupado com os ruídos da vida. É necessário apurar o seu ouvido, ter a humildade de anotar a coisa mesmo quando ela não é muito boa. Pode, de repente, um texto meio nebuloso, meio esquisito, meio simplório demais, dar raiz a um poema posteriormente interessante."

3 de dezembro de 2009

SOB A SOMBRA DE UM CARVALHO


"Não há como substituir um velho companheiro. Nada vale o tesouro de tantas recordações comuns, de tantos momentos difíceis vividos juntos, tantas desavenças e reconciliações; tantas emoções compartilhadas. Não se reconstroem essas amizades. É inútil plantar um carvalho na esperança de poder, em breve, se abrigar sob a sua sombra." O belo pensamento é de Saint-Exupéry, em seu texto "Terra dos homens", e nos remete a uma temática deveras importante: a construção de nossas relações com os outros. Convidamos você, neste momento, a lembrar de um grande companheiro de sua vida: um velho companheiro, um amigo, um pai, uma mãe, um irmão, irmã, etc. Passe uma revista rápida pelos anos de convívio e tente perceber como esta relação se formou e se consolidou ao longo do tempo. Lembre-se das tantas emoções compartilhadas, dos momentos felizes e dos momentos tristes. Certamente a cumplicidade, a amizade, o devotamento, não surgiram prontos, acabados. Certamente a confiança e o profundo apreço não nasceram repentinamente. Muito trabalho foi empregado aí, entre esses dois mundos de tantas afinidades, mas também de tantas diferenças. O carvalho plantado precisou de rega constante, esperançosa. Precisou de tempo, de sol e de chuva. Ambos hoje se abrigam sob sua sombra, depois de anos e mais anos de investimento mútuo. Assim, parece simples de se entender a afirmação de Exupéry, de que é inútil plantar um carvalho na esperança de, logo em seguida, imediatamente após o plantio, já poder desfrutar de sua sombra. A árvore leva tempo para se tornar frondosa. Porém, o tempo apenas não é suficiente. Que adiantam cem anos de solo infértil, de estiagem, de falta de sol? Não, um carvalho não cresce sem o cuidado da natureza, assim como uma relação de companheirismo não sobrevive se não for cuidada de perto, todos os dias. Por isso, se desejamos poder deitar e curtir a sombra de um belo carvalho, lembremos de tratá-lo todos os dias com toda nossa dedicação. O velho e bom companheiro de amanhã poderá ser o irmão das lutas de hoje, aquele com quem temos dificuldades, mas que temos tolerado, compreendido. O carvalho moço ainda tem pouca e vacilante sombra. Ora está aqui, ora está acolá, sacudido pelos ventos das tempestades. O carvalho moço ainda não se vê árvore, não se crê capaz de quebrar a luz do sol gritante. Mas se bem cuidado vai se fortalecendo, agigantando a copa, e se tornando frondosa árvore. O velho e bom companheiro de amanhã é o amigo que nos estende a mão hoje, e não permanece muito tempo na espera de outra que o ampare.
* * * "Velho companheiro, de mil aventuras;
Quantas experiências, vivemos os dois.
... Coisas que me ensinaste, para nada serviam...
Mas bem me dizias: servirão depois.
Sempre me aconselhaste: na justa medida,
Vai gozando a vida... Sem nunca esqueceres,
De praticar o bem. Porque a gente só goza,
na justa medida, Se ajudarmos outros, a gozar também."

Redação do Momento Espírita com base em citação de Saint-Exupéry, do livro "Felicidade, Amor e Amizade", ed. Sextante e de trecho de poema de Olímpio C. Neves, poeta de Luanda.