6 de janeiro de 2011

O EXTREMO DA POESIA



O extremo da poesia




Desde que a cidade
virou uma flor dilatada
a face do meu silencioso rio
tornou-se um galho bordado
dos ossos a atmosfera

confesso que nunca vi nada igual;
os cabelos
os gestos
a lâmina do punhal
a poesia, a minha eterna cratera

tudo, tudo se interligaram
nas águas do meu cotidiano
e sua abotoadura
virou uma fábrica
de sorriso
e primavera


ALBERT ARAÚJO
06-01-11
postado também no meu site oficial:

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