10 de fevereiro de 2017

A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO MUSICAL NAS ESCOLAS.

A importância da educação musical nas escolas
 
 

 
 
 
Considera-se importante, antes de tudo pensarmos em linguagens e métodos que serão trabalhados em sala de aula, definir os critérios para a educação musical. Primeiro: O que queremos alcançar com as aulas de música. segundo: Quais os objetivos e qual a região que estamos trabalhando.
 
Torna-se mais do que necessário o mapeamento musical em escolas e projetos sociais existentes pelo Brasil. É preciso saber com que recursos contamos em cada região, em cada estado do País. E entender que tipo de método, ferramenta e linguagem é mais adequada a cada momento, em cada lugar.
 
 
 
 
O ideal é adaptar, utilizar um método mais melódico, mais afinado com a realidade da região. Mas, sempre buscando a qualidade, a excelência, o melhor que pode se extrair dos aprendizes.
 
É muito importante apoiarmos a educação musical nas escolas, porque ela busca garantir o pleno desenvolvimento das crianças, adolescentes e jovens.  Fazer com que seus alunos tenham o acesso a diferentes manifestações culturais e artísticas. 
 
 
 
 
Quem conhece a vida e a obra do Pe. Seraphim Rose sabe que ele recomendava a seus filhos espirituais que se familiarizassem com a música clássica, em especial Mozart, Tchaikovsky, Bach, Händel e Verdi.
 
 
 

 
 

Isso significa que a música clássica possui uma sequência que, para sua plena compreensão, exige audição completa.  Segundo o Dr. Johnson, este aspecto consciencioso da música clássica advém da música litúrgica.

 
Ninguém pensaria em ler um romance aos pedaços, de maneira entrecortada, seria impossível entender o texto, é a mesma maneira assim ninguém deve ouvir uma música.

 
 
A música clássica exige atenção concentrada para captar esse aspecto discursivo, enquanto a música popular dispensa totalmente esse tipo de acompanhamento.
 
 
Em outras palavras, a música clássica ao menos serve para que a alma do cristão, acostumada aos desequilíbrios e desvarios provocados pelos produtos da cultura moderna, possa se refinar, preparando-se assim para mais tarde absorver com a devida retidão e proveito a literatura espiritual ortodoxa.
 
 
 
 
 
 
A música, também pode ser utilizada para trabalhar outras culturas e tempos históricos, mas também dialoga com áreas do conhecimento nem sempre consideradas em abordagens mais tradicionais.
 
 
 
 
Cantar; utilizar instrumentos de percussão, teclas ou cordas; ou fazer uso de um instrumento de sopro trazem vantagens para a expressão pessoal, o desenvolvimento psicomotor e propiciam exercícios respiratórios, respectivamente.
 
 
Aprender ritmos, compassos e a notação musical, por exemplo, ajuda a desenvolver o raciocínio lógico e matemático.
 
Além disso, é possível agregar letras de canções a disciplinas como Língua Portuguesa e Literatura, estreitar os laços entre alunos e professores e propor uma multiplicidade de aprendizagens. Ensinar seus alunos os compassos e notas musicais será fascinante!
 
 
 
 
COMENTÁRIOS
 



Dizia o grande Heitor Villa-Lobos: "É preciso fazer o mundo inteiro cantar. A música é tão útil quanto o pão e a água.” E, numa demonstração de brasilidade, acrescentava: "Na minha música deixo cantar os rios e os mares deste grande Brasil. Eu não ponho mordaça na exuberância tropical de nossas florestas e dos nossos céus, que transporto instintivamente para tudo que escrevo. A música folclórica é a expansão, o desenvolvimento livre do próprio povo, expresso pelo som.”

Sua principal proposta educacional visava a implantação da disciplina Canto Orfeônico em todas as escolas brasileiras do ensino regular. Dessa forma, cantando canções, que para Villa, deveriam ser de alta qualidade, e que valorizassem os elementos musicais regionais e as tradições brasileiras, é que os alunos alcançariam o verdadeiro desenvolvimento sociocultural. 


Tal desenvolvimento, de acordo com os grandes educadores do mundo contemporâneo, implica, a médio e longo prazo, em um grande número de adultos musicalmente sensíveis e educados. Assim, o principal objetivo educacional não está na formação de uns poucos músicos virtuosos ou teóricos. Pelo contrário, os propósitos da moderna pedagogia concentram-se em propiciar às populações, em geral, o hábito e o cultivo do gosto pela música.


O acesso ao ensino de música é um direito de todos, dizia Villa-Lobos. E entendia que a educação musical é um componente fundamental para o desenvolvimento harmônico do ser humano. 


A voz cantada era considerada o melhor instrumento para o ensino/aprendizagem de música, principalmente por ser acessível a todos. A utilização de música regional de qualidade devia ser priorizada no ensino de música, e a familiarização do aluno com o som devia mesmo anteceder o ensino da teoria. 


Ao propor, na primeira metade do Século XX o canto coletivo como necessário ao desenvolvimento pleno do ser humano, Villa-Lobos certamente já enxergava o aspecto socializador do mesmo, bem como seu importante papel no desenvolvimento emocional, na formação da personalidade, sendo que, recentes pesquisas vêm comprovando ainda o estímulo de atividades cerebrais como a criatividade e o raciocínio, entre outros benefícios da música para o homem. 


Nos anos 70, durante o período ditatorial, em função de uma visão pragmática e tecnicista, o ensino da música na escolas brasileiras foi gradualmente desvalorizado e relegado a um plano secundário. Como as artes, em geral, dizia-se que a música não contribuía para a formação nem para a qualificação de técnicos e trabalhadores.


Assim, na contra mão dos países mais adiantados, nossos governantes esqueciam-se que a natureza sócio-pedagógica do ensino da música (e das artes) é o grande diferencial no desenvolvimento de uma sociedade criativa, disposta à paz e cujo caráter coletivo pode se tornar fecundo em todas as demais áreas do conhecimento humano.


Nos dias de hoje, estamos diante de uma proposta de reforma do ensino médio (Medida Provisória já aprovada no Senado, em 8/02/17) cujo conteúdo 'detona', mais uma vez, o ensino das artes no currículo básico, dando-lhe um cunho facultativo que o condenará, fatalmente, à extinção. 


Ainda há tempo de reagir! Ou presumimos que os países desenvolvidos (Suécia, Dinamarca, Inglaterra, EUA, França, Holanda, Itália, Canadá e Japão) estão todos equivocados em suas políticas educacionais?


Lamentavelmente, tem gente que acha que um “The Voice Kids” por mês resolverá o problema da educação musical da população infanto-juvenil brasileira. Tonta ilusão. Disse: Luiz Carlos Lemme-presidente do Instituto Esquina da Arte em Niterói.
 
 
 
 
 
 
FONTE:
 
 
 
 
 
 
 

Um comentário:

  1. Dizia o grande Heitor Villa-Lobos: "É preciso fazer o mundo inteiro cantar. A música é tão útil quanto o pão e a água.” E, numa demonstração de brasilidade, acrescentava: "Na minha música deixo cantar os rios e os mares deste grande Brasil. Eu não ponho mordaça na exuberância tropical de nossas florestas e dos nossos céus, que transporto instintivamente para tudo que escrevo. A música folclórica é a expansão, o desenvolvimento livre do próprio povo, expresso pelo som.”
    Sua principal proposta educacional visava a implantação da disciplina Canto Orfeônico em todas as escolas brasileiras do ensino regular. Dessa forma, cantando canções, que para Villa, deveriam ser de alta qualidade, e que valorizassem os elementos musicais regionais e as tradições brasileiras, é que os alunos alcançariam o verdadeiro desenvolvimento sócio-cultural.
    Tal desenvolvimento, de acordo com os grandes educadores do mundo contemporâneo, implica, a médio e longo prazo, em um grande número de adultos musicalmente sensíveis e educados. Assim, o principal objetivo educacional não está na formação de uns poucos músicos virtuosos ou teóricos. Pelo contrário, os propósitos da moderna pedagogia concentram-se em propiciar às populações, em geral, o hábito e o cultivo do gosto pela música.
    O acesso ao ensino de música é um direito de todos, dizia Villa-Lobos. E entendia que a educação musical é um componente fundamental para o desenvolvimento harmônico do ser humano.
    A voz cantada era considerada o melhor instrumento para o ensino/aprendizagem de música, principalmente por ser acessível a todos. A utilização de música regional de qualidade devia ser priorizada no ensino de música, e a familiarização do aluno com o som devia mesmo anteceder o ensino da teoria.
    Ao propor, na primeira metade do Século XX o canto coletivo como necessário ao desenvolvimento pleno do ser humano, Villa-Lobos certamente já enxergava o aspecto socializador do mesmo, bem como seu importante papel no desenvolvimento emocional, na formação da personalidade, sendo que, recentes pesquisas vêm comprovando ainda o estímulo de atividades cerebrais como a criatividade e o raciocínio, entre outros benefícios da música para o homem.
    Nos anos 70, durante o período ditatorial, em função de uma visão pragmática e tecnicista, o ensino da música na escolas brasileiras foi gradualmente desvalorizado e relegado a um plano secundário. Como as artes, em geral, dizia-se que a música não contribuía para a formação nem para a qualificação de técnicos e trabalhadores.
    Assim, na contra mão dos países mais adiantados, nossos governantes esqueciam-se que a natureza sócio-pedagógica do ensino da música (e das artes) é o grande diferencial no desenvolvimento de uma sociedade criativa, disposta à paz e cujo caráter coletivo pode se tornar fecundo em todas as demais áreas do conhecimento humano.
    Nos dias de hoje, estamos diante de uma proposta de reforma do ensino médio (Medida Provisória já aprovada no Senado, em 8/02/17) cujo conteúdo 'detona', mais uma vez, o ensino das artes no currículo básico, dando-lhe um cunho facultativo que o condenará, fatalmente, à extinção.
    Ainda há tempo de reagir! Ou presumimos que os países desenvolvidos (Suécia, Dinamarca, Inglaterra, EUA, França, Holanda, Itália, Canadá e Japão) estão todos equivocados em suas políticas educacionais?
    Lamentavelmente, tem gente que acha que um “The Voice Kids” por mês resolverá o problema da educação musical da população infanto-juvenil brasileira.
    Tonta ilusão.

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