16 de junho de 2008












ETERNO ABRIGO II



Cai a tarde
E a minha garganta está
Num relento abismal
Trazes os restos da
Minha existência

Meu amor, o que tu encontrares,
Podes trazer-me
As algas, rochas e pássaros...

Nada de ficares em dissabores
As alturas dos céus eu te trarei
Em um ramo de lírio orvalhado

Deixas que eu voe até o infinito...
Eu te trarei o céu azul

E nesse instante
A lua radiosa está me sorrindo

Dá-me o teu amor
A primazia do outono
As águas encantadas dos
Lagos aprendizes
E na aurora
Quero o sabor de ti
Quero sabor do teu ar puro

Ensinas-me o caminho de como
Chegar aos teus beijos
Seguirei sozinho
Rolando qual a chuva ao cair na terra
E tal qual a primavera
Que ofertas flores no amanhecer

Despertarei a tua boca
Com meus beijos
E da tua intima vida
Farei o meu eterno abrigo.
ALBERT ARAÚJO – 14-06-08

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