14 de janeiro de 2008








O POEMA ETERNO


O beijo da noite
Molhou o meu sorriso triste
O olfato da madrugada
Farejou o meu mundo de asfalto

O véu do amanhecer
Tateou o meu livro do silêncio
E todo o universo
Nas horas mais impróprias

Devolveu o mistério
Onde tu em silêncio
Costumas devorar
Minhas palavras

Foram tantos os minutos
Que eu te esperei
Que na brisa da tarde
Eu vi o poeta recitar meus poemas

Degustando meus poros deslumbrado
Que quando minha voz calar
Lá pelas tantas
Milhas de vidas serão vividas

Minhas palavras serão
O consolo das tuas horas insanas
Ou até quem sabe das tuas horas de solidão

Só assim estarei em paz
Aspirando teu incomparável perfume
E encharcado do teu ser
Serei eterno nesta poesia...



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