2 de junho de 2013

CANÇÃO PARA UMA CIGARRA APAIXONADA POR ALBERTO ARAÚJO


 
 
 
 
 
Canção para uma cigarra apaixonada
 
 
Ouvi-te uma vez
logo o fogo da tua paixão
a fotografia e a flor bondosa me sorriram...
 
Tu em véus sorrateiros.
E o meu contentamento
projeta-te em inúmeros arco-íris.
 
Enquanto o solo produz flores azuis
em conformidade a fosforescência.
O meu gesto doce, a lira dourada, a lua de prata,
todos perdidos estão de encanto por ti.
 
 
 
 
 
 
By  © Alberto Araújo
02-06-13
 

21 de abril de 2013

ESTAMOS COM FOME DE AMOR... PELO JORNALISTA ARNALDO JABOR

 

Estamos com fome de amor...



(JORNAL O DIA! Arnaldo Jabor)



O que temos visto por ai ???. Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes.
Com suas danças e poses em closes ginecológicos, cada vez mais siliconadas, corpos esculpidos por cirurgias plasticas, como se fossem ao supermercado e pedissem o corte como se quer... mas???                                  



Chegam sozinhas e saem sozinhas... Empresários, advogados, engenheiros, analistas, e outros mais que estudaram, estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos... Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dancer", incrível.
 
 

E não é só sexo não!



Se fosse, era resolvido fácil, alguém dúvida? Sexo se encontra nos  classificados, nas esquinas, em qualquer lugar, 
mas apenas sexo! Estamos é com carência de passear de mãos dadas,


 dar e receber carinho, sem necessariamente, ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico na cama ... sexo de academia . . .

Fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçadinhos, 


 
sem se preocuparem com as posições cabalísticas... Sabe essas coisas simples, que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção... Tornamos-nos máquinas, e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós...



Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada nos sites de relacionamentos "ORKUT", "PAR-PERFEITO" e tantos outros, veja o número de comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra viver sozinho!" Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários, em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase                                 

 



etéreos e inacessíveis, se olharmos as fotos de antigamente, pode ter certeza de que não são as mesmas pessoas, mulheres lindas se plastificando, se mutilando em nome da tal "beleza"...
 

 



 
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento, e percebemos a cada dia mulheres e homens  com cara de bonecas, sem rugas, sorriso preso e cada vez  mais sozinhos...

Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário... Pra chegar a escrever essas bobagens?? (mais que verdadeiras) é preciso ter a coragem de encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa...
 






                                  


Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia isso é julgado como feio, démodê, brega, familias preconceituosas...

Alô gente!!! Felicidade, amor, todas essas emoções fazem-nos parecer ridículos, abobalhados...

Mas e daí?  Seja ridículo, mas seja feliz e não seja frustrado... "Pague mico", saia gritando e falando o que sente, demonstre amor... Você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais...


Perceba aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, ou talvez a pessoa que nada tem haver com o que imaginou mas que pode ser a mulher da sua vida...

E, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois...
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza ?

 


Um ditado tibetano diz: "Se um problema é grande demais, não pense nele...  E, se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele?" Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo, assistir desenho animado, rir de bobagens e ou ser um profissional de sucesso, que adora rir de si mesmo por ser estabanado... O que realmente, não dá é para continuarmos achando que viver é out... ou in...



 
 



Que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo, que temos que querer a nossa mulher 24 horas, maquiada, e que ela tenha que ter o corpo das frutas tão em moda, na TV, e também na playboy e nos banheiros, eu duvido que nós homens queiramos uma mulher assim para viver ao nosso lado, para ser a mãe dos nossos filhos, gostamos sim de olhar, e imaginar a gostosa, mas é só isso, as mulheres inteligentes entendem e compreendem isso.


 



Queira do seu lado a mulher inteligente: "Vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois, ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida"...




Porque ter medo de dizer isso, porque ter medo de dizer: "amo você", "fica comigo", então não se importe com a opinião dos outros, seja feliz!
Antes ser idiota para as pessoas que infeliz para si mesmo!



Para ler, divulgar e . . . praticar !
 
 
 
Arnaldo Jabor (Rio de Janeiro, 12 de dezembro de 1940) é um cineasta, roteirista, diretor de cinema e TV, produtor cinematográfico, dramaturgo, crítico, jornalista e escritor brasileiro.
Carioca nascido em 1940, filho de um oficial da Aeronáutica e uma dona de casa,2 o cineasta e jornalista Arnaldo Jabor já foi técnico de som, crítico de teatro, roteirista e diretor de curtas e longas metragens.
Formado no ambiente do Cinema Novo, participou da segunda fase do movimento, que buscava analisar a realidade nacional, inspirando-se no neorrealismo italiano e na nouvelle vague francesa. Seu primeiro longa metragem foi o inovador documentário Opinião Pública (1967), uma espécie de mosaico sobre como o brasileiro olha sua própria realidade.
No início dos anos 70, com o recrudescimento da repressão política e da censura, os antigos autores cinema novistas procuram caminhos metafóricos, alegóricos, para driblar a ação do governo e poder expor suas propostas. Jabor faz o mesmo com Pindorama (1970). Mas aqui o excesso de barroquismo e de radicalismo contra o cinema clássico comprometem a qualidade da obra, como o próprio Jabor admitiria mais tarde.
Seu próximo filme o redime completamente e se converte num dos grandes sucessos de bilheteria do cinema brasileiro: Toda Nudez Será Castigada (1973), adaptado da peça homônima de Nelson Rodrigues, possui um enfoque mais humano, mas ainda assim não poupa implacáveis críticas à hipocrisia da moral burguesa e de seus costumes, na história do envolvimento da prostituta Geni (Darlene Glória, no papel que lhe valeu o Urso de Prata de Melhor Atriz no Festival de Berlim) com o viúvo Herculano (Paulo Porto).
O filme seguinte, dessa vez adaptado de um romance de Nelson, é ainda mais forte nas suas investidas contra as deformidades comportamentais e sexuais da sociedade: O Casamento (1975), último filme da atriz Adriana Prieto, também foi bem recebido por crítica e público e rendeu a atriz Camila Amado o Kikito de ouro de melhor atriz coadjuvante. Com Tudo Bem (1978), inicia a chamada "Trilogia do Apartamento", talvez seu filme mais célebre que investiga, num tom de forte sátira e ironia, as contradições da sociedade brasileira já vitimada pelo fracasso do milagre econômico, isso no espaço restrito de um apartamento de classe média. A obra ganhou o prêmio de Melhor Filme no Festival de Brasília e proporcionou a Paulo Gracindo e Fernanda Montenegro, entre outros, grandes desempenhos.
A película seguinte se dedica mais a uma análise intimista e sexual: Eu Te Amo (1980), obra que consagrou Paulo César Pereio e Sônia Braga no cinema, concentrando-se nas crises amorosas e existenciais de um homem e uma mulher.
 
O próximo filme, Eu Sei que Vou Te Amar, com os jovens Fernanda Torres (ganhadora do prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes na ocasião) e Thales Pan Chacon na pele de um casal em crise, guarda semelhanças de forma e conteúdo com Eu Te Amo. Ambos os filmes se consagraram como grandes sucessos de bilheteria.
Na década de 1990, por força das circunstâncias ditadas pelo governo Fernando Collor de Mello, que sucateou a produção cinematográfica nacional, Jabor foi obrigado a procurar novos rumos e encontrou na imprensa o seu ganha-pão. Estreou como colunista de O Globo no final de 1995 e mais tarde levou para a Rede Globo, no Jornal Nacional, Jornal da Globo e no Bom Dia Brasil, Jornal Hoje, Fantástico e também para a Rádio CBN, o estilo irônico com que comenta os fatos da atualidade brasileira. Seus dois últimos livros Amor É prosa, Sexo É poesia (Editora Objetiva, 2004) e Pornopolítica (Editora Objetiva, 2006) se tornaram best-sellers instantâneos.
Abordando os mais variados temas (cinema, artes, sexualidade, política nacional e internacional, economia, amor, filosofia, preconceito), suas intervenções "apimentadas" na televisão e em suas colunas lhe renderam admiradores e muitos críticos.

Diversos textos que circulam pela internet são falsamente assinados por Arnaldo Jabor. No dia 3 de novembro de 2009, o próprio autor escreveu uma coluna negando essas autorias e fazendo uma crítica sobre o assunto, reclamando que a era digital não era para ele.3 E no jornal O Sul, escreveu na sua coluna "A paranoia esta batendo", no dia 5 de outubro de 2011, dizendo que iPhones e outros aparelhos modernos lhe deixam com sentimento de solidão devido a escrever para uma pessoa e nem saber onde ela está.
 
Filmografia
1965 - O Circo (curta-metragem)
1967 - A Opinião Pública
1984 - Eu Sei que Vou Te Amar
1990 - Carnaval (curta-metragem)
2010 - Suprema Felicidade
 
 
 
Livros
Os canibais estão na sala de jantar (Editora Siciliano, 1993)
Sanduíches de Realidade (Editora Objetiva, 1997)
A invasão das Salsichas Gigantes (Editora Objetiva, 2001)
Amor É Prosa, Sexo É Poesia (Editora Objetiva, 2004)
Pornopolítica, (Editora Objetiva, 2006)
Eu Sei Que Vou Te Amar, (Editora Objetiva, 2007)
Amigos Ouvintes, (Editora Globo, 2009) - coletânea de comentários gravados para a Rádio CBN


 

DIVULGAÇÃO

12 de abril de 2013

AMOR ENTRE ANJOS - POESIA DO ATOR E ADVOGADO ANDRÉ SANTA ROSA

 
 
 
Amor Entre Anjos
 
 
Não, não há dor maior
Mas de lá
No lugar onde pousam os anjos
Em sua retirada da Terra,
A dor de cá
Se faz sentir mais forte
Tanto quanto seu sofrer
Não cessa de crescer
É preciso seguir
Crendo que um dia
Na curva do tempo que não se finda
O reencontro acontecerá.
Então, a dor, que parecia eterna,
Cessará de doer.
E o amor, saudoso, nestes dois corações,
Finalmente vai morar.
 
 
 
 
André Santa Rosa, ator e advogado
(para Júlio Cesar Tani)

 
 
 
 
Obrigado amigo André Santa Rosa...

ATÉ HOJE EU NÃO SEI... POR SÍLVIA TANI

 
 

Até hoje eu não sei...

 

Não sei como um ser humano pode resistir à perda de um filho. É antinatural, é cruel, é inexplicável. Quanto mais conheço gente que passou por isso, mais me dou conta da minha pequenez e do quanto é preciso ser realmente forte para, como dizia Drummond, ter “os ombros que suportam o mundo”. É o tipo de sofrimento impossível de ser disfarçado ou relativizado. É como me disse certa vez uma mãe que perdeu o filho com leucemia, “a dor de uma amputação. Você não tem mais aquela perna e aprenderá a caminhar sem ela. Mas a caminhada nunca mais será a mesma e, muitas vezes, o membro que não está lá vai latejar”. Ou então, como me disse uma mãe há um ano, num encontro que tivemos: “Quem perde o marido fica viúva, quem perde a mãe fica órfã, mas quem perde o filho fica o quê?”, me questionava ela, numa angústia que saltava aos olhos.  Não sei que nome se dá a essa dor! Não sei o quê fazer dela, o que apreender dessa experiência. O que tenho presenciado no convívio com pais e mães que perderam seus filhos é que essa é a maior prova de desapego à qual podemos ser submetidos. Desapego não apenas do ser gerado, amado e acalentado, mas de uma vida que terá de ser completamente reinventada.


A dureza da vida que se conhecia até então, as pequenezas que nos faziam sofrer, os sofrimentos que pareciam tão grandes e intransponíveis tornam-se todos, de repente, pequenos e irrisórios. Há que se aprender que o amor não se encontra mais do lado de fora, no semblante do filho querido, mas do lado de dentro, no coração onde ele estará para sempre guardado. É preciso coragem redobrada para entregar à vida o pedaço que ela nos tomou de volta. É necessário ter força extrema para enfrentar a falta mais dolorida que existe, aquela que Chico Buarque cantou nos versos: “Oh, pedaço de mim/ Oh, metade arrancada de mim/ Leva o vulto teu/ Que a saudade é o revés de um parto/ A saudade é arrumar o quarto/ Do filho que já morreu... ”   


 

Saudades de você, meu querido e eterno menino...


Sílvia Tani (Santa Rosa)

Niterói, 08/04/2013
 
                                                                
                                                 
 
Saudades de você, minha querida e eterna mãezinha...
 

30 de março de 2013

8 de fevereiro de 2013

É PRECISO ESFORÇO





É PRECISO ESFORÇO
 
 
 
 
 
Hoje eu estava aqui no meu canto, pensando na vida, quando
resolvi conversar com o meu Anjo da Guarda.

-Meu querido e amado Anjo, como é a vida ai em cima?

Respondeu-me, o Anjo:
-Querido amigo sonhador, quem foi que te disse, que vivo aqui em cima?

-Mas, Anjos não vivem no céu, ao lado de Deus?

-Sim? Os Anjos de luzes vivem no céu ao lado de Deus, mas eu sou
um Anjo da Guarda, e Anjos da Guarda, vivem ao lado de quem nós protegemos.

-Hum, então tu caminhas lado a lado comigo, nas minhas aventuras,
no meu dia-a-dia?


 

-Exatamente, eu não descuido um só segundo da tua vida, dos teus afazeres, vivo iluminando o teu caminho, estou sempre a tua frente, preparando a tua chegada, desviando você dos perigos que ora,
estejam em sua passagem.

-E como é o meu dia-a-dia, dou-lhe, muito trabalho?

-Meu caro amigo, desde que, foi me dada esta missão, procuro cumprir
a risca todos os ensinamentos do mestre, para proteger-te, das horas difíceis, dos momentos tristes, de sua louca vida de aventuras, e quando recolhes para o teu sono, ainda dou-lhe, um beijo em seu coração, sem que uma palavra sua, venha-me, agradecer.

-Mas, meu amado Anjo, todas as noites quando eu vou deitar-me,
faço minhas orações aos céus, agradecendo a graça recebida, por
ter respirado em mais um dia.

-É Verdade, tu agradece aos céus, mas, esquece-se, de que
eu não vivo lá, vivo aqui, o agora, ao teu lado.

-Como faço então, para agradecê-lo?

-Simples, coloque a sua mão direita no coração, feche os olhos,
e diga comigo:

Meu Anjo da Guarda, fazei com que eu não sofra nenhum tipo de
ameaça, protege-me, dos ciúmes, e dos olhos do mal, amém.

Meu amado Anjo, só mais uma pergunta.
Quando um Anjo da Guarda, passa a ser um Anjo de luzes?

Meu amado amigo, quando tu subires aos céus,
eu serei o teu Anjo de Luzes.


 
 
 
 
 
FONTE: BELAS MENSAGENS
 
 

30 de janeiro de 2013

SANTA MARIA CHORA - POESIA DA FILÓLOGA DIONILCE FARIA


 
Santa Maria - RS 



Santa Maria é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Com 262.368 habitantes, segundo o censo IBGE/2011, é considerada uma cidade média e de grande influência na região central do estado. É a 5ª cidade mais populosa do Rio Grande do Sul e, isoladamente, a maior de sua região que possui quase 1 milhão de habitantes.
 
Santa Maria é considerada cidade universitária, graças a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), criada por José Mariano da Rocha Filho.
 



A cidade foi criada a partir de acampamentos de uma comissão demarcadora de limites entre terras de domínio espanhol e português que passavam pela região, e montaram acampamento onde atualmente está situada a Praça Saldanha Marinho, em 1797.
Durante a Revolução Farroupilha chegaram os primeiros imigrantes alemães, provenientes de São Leopoldo, buscando se afastar dos combates.

 
A cidade conserva prédios históricos de valor como a Catedral de Nossa Senhora da Conceição, o Theatro Treze de Maio, a Catedral do Mediador da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, o Clube Caixeiral de Santa Maria, o Banco Nacional do Comércio, a Sociedade União dos Caixeiros Viajantes e a Vila Belga.
 
Santa Maria sedia uma das maiores universidades públicas do Brasil, a Universidade Federal de Santa Maria. A UFSM conta atualmente com quase 27 mil alunos em seus cursos de graduação e pós-graduação.
Por abrigar uma grande quantidade de instituições de ensino a cidade é conhecida como Cidade Cultura.
Santa Maria também é denominado o município Coração do Rio Grande (devido a sua localização Geográfica). O centro geográfico do Rio Grande do Sul fica na Unidade Residencial Arenal, no bairro Passo do Verde, a 18,62 km em linha reta do marco zero da cidade, no bairro Centro.
 
No dia 27 de janeiro de 2013, uma grande tragédia abalou a cidade de Santa Maria. Um incêndio na boate Kiss matou mais de 230 pessoas e deixou mais de 130 feridos. Na boate acontecia uma festa de universitários e o incêndio começou devido a um show pirotécnico. Faíscas teriam atingido o teto da boate, que possuía material de isolamento acústico, que é altamente combustível.

A maioria das vítimas morreram por asfixia ou pisoteamento, devido ao grande número de pessoas dentro da boate na hora da tragédia. Testemunhas dizem que alguns seguranças da boate haviam impedido a saída de pessoas por não terem pagado a comanda. Essa tragédia está sendo considerada a segunda maior tragédia do Brasil.
 
Em 2013 a Prefeitura assinou um convênio com a Caixa Econômica Federal para a obra de implantação de um Trem Turístico.

 
 
 
 

Saiba sobre a autora da poesia - Santa Maria Chora - Dionilce Faria


 
Dionilce Silva de Faria, natural do Estado do Rio de Janeiro, Tecnóloga Educacional, cultora da língua, da gramática e da filologia portuguesa, jornalista, pesquisadora e revisora de textos. Homenageada diversas vezes pela sua contribuição à cultura da Língua Portuguesa, com esforço inteligente para esclarecer dúvidas, transmitir conhecimentos sobre as mudanças em nosso idioma, com intensa publicação literária e, em especial, pela sua postura exemplar.
      Exerceu o magistério, mediante concurso público, em Brasília e no Estado do Rio de Janeiro, lecionando Didática da Linguagem, Filosofia e Matemática. Manteve cursos preparatórios para concursos e vestibulares, ensinando Português e Matemática. É autora dos livros: Língua Portuguesa e 160 Dicas Gramaticais de Dionilce. Em 2009, fez o lançamento da  Gramática É Fácil Aprender Português com a nova ortografia, já na segunda edição. Atualmente, lança o livro Vocabulário de Palavras Hifenizadas e Pluralizadas com prefácio da ilustre professora Alda Corrêa e do literato Álvaro Lontra.
      Dionilce é escritora, poetisa, filóloga, declamadora e autora dos livros poéticos: O Amor Faz Milagres, O Minuto do Ver, Colhendo Morangos, O Fluir das Trovas e Aplausos. Participante de inúmeras antologias poéticas.
     Premiada com autora e como intérprete, tendo seus trabalhos publicados em revistas, jornais e sites. Entrevistada em vários canais de TV.

Membro do Cenáculo Fluminense de História e Letras. 
Membro da Academia Pan-Americana de Letras e Artes,           
Membro da União Brasileira de Trovadores e da Associação dos Jornalistas e Escritoras do Brasil onde ocupa o cargo de oradora oficial.
      Pertencente ao Grupo Mônaco de Cultura e à Associação   Niteroiense de Escritores. Patrona da Biblioteca da AMARFA.


 

15 de janeiro de 2013

UMA FOLHA QUE TOMBA (OU QUE CAI)







UMA FOLHA QUE TOMBA
(OU QUE CAI)
                                                                                     
Numa bela manhã de maio, passeando, cheio de felicidades, pelo calçadão da praia de Icaraí, tive a alegria de acompanhar o bailado de uma folha que se desprendera de uma das muitas amendoeiras que sombreiam aquele agradável local.
Subitamente parei para contemplar a tal cena sem me importar com as pessoas que por mim passavam e, certamente, me viam naquela posição estática e abobalhada no meio da calçada. Ilhado pelas pessoas e absorto, eu fixava meus olhos naquele espetáculo que a natureza me proporcionava e que nem sempre dou valor.
Confesso que muita coisa passou pela minha cabeça naquele momento de grata enlevação enquanto a folha dançava de um lado para outro até deitar ou repousar tranqüilamente na calçada. Inicialmente pensei: a folha caiu. Depois, rebuscando uma melhor palavra descobri que a folha tombou. Não gostei muito da palavra caiu, pois significa perdeu o equilíbrio, indo ao chão, ao passo que tombou soava melhor para mim, pois significa derrubou, deitou ao chão.
Após essa pequena desavença literária resolvi projetar somente para mim a cena que acabara de presenciar: uma simples folha de amendoeira oscilando no ar ao se desprender da árvore mãe. Era uma folha amarronzada clara que, certamente, tinha cumprido a sua missão neste maravilhoso teatro universal do qual somos todos protagonistas.
Aquela folha, talvez, não tenha, ao longo de sua vida, deixado transparecer a muitos que ela também foi importante no plano do Criador.
Quantos, hoje, se sensibilizam, com a utilidade das plantas, dos animais, dos rios, dos mares, do ar atmosférico e de tudo o que circunda o homem e que foram engenhosa e estrategicamente dispostos no universo pelo Criador? No Livro do Gênesis encontramos no Cap. 1: Então Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança . Que ele reine sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos e sobre toda a terra, e sobre todos os répteis que se arrastam sobre a terra. Deus Criou o homem à sua imagem.... ..Criou o homem e a mulher. Deus os abençoou: “ Frutificai, disse ele, e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a . Dominai sobre ..... Deus disse: “Eis que vos dou toda a erva que dá semente sobre a terra, e todas as árvores frutíferas que contem em si mesmas a sua semente, para que vos sirvam de alimento ..... Deus contemplou toda a sua obra, e viu que tudo era muito bom....”
Mas voltando àquela singela folha que tombara aos olhares de poucos (?): Quantas pessoas das muitas que passavam pelo local se tocaram de que aquela folhinha integrava esse maravilhoso quadro que dá vida e nos encanta pela sua beleza, pela sua grandiosidade e pela certeza da exclusividade inimitável, de autoria do nosso Criador?
 
 
 
Aquela folha saiu da terra e cumpriu a sua missão. Enquanto pode, participou da vida da árvore à qual estava ligada, embelezou a natureza, a nossa cidade e serviu de sombra e abrigo para as pessoas e os pássaros. Terminado o seu ciclo de vida, voltou à terra e servirá de adubo para a mesma, colaborando de várias maneiras para a manutenção de outras formas de vida e conseqüentemente, de novo, com a harmonia da natureza.
Quanta beleza, gratuita, à nossa disposição.
Será que damos a devida atenção a tudo isto? Ou será que, insensíveis, nada enxergamos, nada ouvimos e nada divulgamos?
Espero que o episódio narrado acima possa levar os meus queridos leitores a algumas reflexões sobre a beleza da vida e o papel que cada um deve desempenhar no trato com as coisas que o Criador - ao cria-las achava que eram boas – nos deu de graça, sem que nada fizéssemos por merece-las.
 
 
 
 
 
cedido gentilmente por