16 de novembro de 2016

OFÉLIA DE WILLIAM SHAKESPEARE.


 

Ofélia: Pintura de Alexandre Cabanel.
 
 

 
O Focus Portal Cultural e Alberto Araújo & Amigos valorizam também personagens secundários da dramaturgia universal. Acreditamos que essas figuras também são muito importantes nas obras. Por isso trouxemos para você:
 
A OFÉLIA DE WILLIAM SHAKESPEARE.
 
OFÉLIA
 
Ofélia é uma das personagens secundárias da peça Hamlet. Na referida peça, a personagem Ofélia morre afogada, num provável suicídio. A bela Ofélia, que amava Hamlet, vê-se privada do seu amor, passa a dar mostras de loucura após a morte do seu pai, Polônio, que fora assassinado por Hamlet. Enquanto Ofélia enlouquece, Hamlet apenas finge perder o juízo para conseguir vingar a morte do falecido Rei Hamlet, seu pai; e a sua melancolia forjada atinge tal grau que o leva a divagar sobre o suicídio.
 
A personagem Ofélia ao mesmo tempo em que é secundária, é fundamental à trama. Shakespeare através da morte trágica e dúbia da doce e jovem cria um espaço para uma discussão apreciativa, porém sutil sobre o suicídio um tema delicado a ser discutido devido a predominação da igreja católica na época.
Fora da conjuntura da obra de Shakespeare a personagem Ofélia foi ainda mais louvada, ela se transformou na figura de uma ninfa das águas caudalosas de um rio rodeado por árvores e flores, uma bela jovem que foge de sua loucura entregando-se a um sono tranquilo enquanto jaz deitada num berço de águas. Ofélia representa uma alma atormentada que foge de si mesma entregando-se a um sono que a conduz ao esquecimento, a morte.
A seguir um trecho do poema "Ophelia" de Arthur Rimbaud, considerado um dos mais belos poemas sobre esta personagem Shakespeariana:
 
Morreste sim, menina que um rio carrega,
 Ó pálida Ofélia, tão bela como a neve!
- É que algum vento montanhês da Noruega
 Contou que a liberdade é rude, mas é leve;
 
-É que um sopro, liberta a cabeleira presa,
 Em teu espírito estranhos sons fez nascer
 E em teu coração logo ouviste a Natureza
 No queixume da árvore e do anoitecer.
 
- É que a voz do mar furioso, tumulto impávido,
 Rasgou teu seio de menina, humano e doce;
- E em manhã de abril, certo cavalheiro pálido,
 Um belo e pobre louco, aos teus pés ajoelhou-se.
 
 
 E aí o céu, o amor: - que sonho, que pobre louca!
 Ante ele eras a neve, desmaiado à luz;
 Visões estrangulavam-se a fala na boca,
 O Infinito aterrava os teus olhos azuis!
 
Desde 1740, quando se teve notícia das primeiras ilustrações da peça, Ofélia foi retomada pelas artes plásticas como o arquétipo da donzela indefesa. Derivada do tipo feminino da noiva ou amada morta em plena juventude – tipo caro aos poetas românticos – representava um modelo espiritualizado e espectral de mulher.
Ao longo dos tempos o interesse de diversos pintores recaiu sobre Ofélia, mais precisamente sobre a sua loucura e morte nas águas. A predileção pela personagem, em detrimento de outras, é considerável: não há outra personagem de Shakespeare que tenha sido mais retratada na pintura.
 
 
 
Ofélia - Pintura de Arnaldo Quintella
 
 
UM POUCO SOBRE "HAMLET"



 

 



Hamlet é um drama de William Shakespeare, escrita por volta de 1601. A história do príncipe dinamarquês dramatizada na obra de Shakespeare tem raízes nos registros lendários do norte da Europa. Através de Hamlet, Shakespeare ampliou a questão das afinidades entre a ação e o pensamento.
 


Hamlet é a peça mais longa de Shakespeare, e provavelmente a que mais trabalho lhe deu, mas encontrou nos tempos um espaço que a consagrou como uma das mais poderosas e influentes tragédias em língua inglesa: durante o tempo de vida de Shakespeare, a peça estava entre uma das mais populares da Inglaterra e ainda figura entre os textos mais realizados do mundo, no topo, inclusive, da lista da Royal Shakespeare Company desde 1879.




É considerada a obra mais densa de Shakespeare, devido à intensidade dramática da trama e da profundidade de seus personagens. O personagem principal é, obviamente, o jovem príncipe Hamlet que recebe a visita do espírito de seu pai recém-falecido que vem lhe contar que foi assinado pelo seu próprio irmão Claudio, tio de Hamlet, o qual desposou sua mãe Gertrude em menos de dois meses do falecimento de seu pai. A revelação do assassínio é feita a Hamlet pelo fantasma do pai numa altura em que Cláudio já usurpou o trono do irmão.


A culpa de Cláudio é transmitida ao público indiretamente, através de Hamlet, que partilha a verdade com o seu companheiro Horácio. Atormentado pelo conhecimento dos fatos e desconfiado de todos à sua volta, Hamlet acaba por causar a morte da sua amada Ofélia e de seu pai, Polônio. É o caráter de Hamlet que o impossibilita de cumprir a vingança e lhe prolonga um complexo sofrimento. O adiamento da morte de Cláudio e as constantes hesitações de Hamlet refletem a complexidade do seu caráter e a subtileza da análise proporcionada por Shakespeare.

A hostilidade de Hamlet desencadeia outra vingança: Laertes, irmão de Ofélia, associa-se a Cláudio para vingar a morte do pai e da irmã.

Os críticos debruçaram-se mais sobre esta do que sobre qualquer outra personagem das suas peças. Sobretudo a partir do Romantismo multiplicaram-se os estudos em torno da figura de Hamlet. Procuraram-se as razões que levaram Hamlet a hesitar e gerou-se uma controversa irresolúvel. Para além de conter uma das mais notáveis análises psicológicas de toda a obra de Shakespeare, Hamlet revela ainda o conhecimento que o autor tinha das condições específicas de produção dramática. Do ponto de vista da linguagem, trata-se de uma das mais sugestivas peças de William Shakespeare.

 
Escrita para o Lord Chamberlain's Men, calcula-se que sobre Hamlet já se escreveram cerca de 80.000 volumes, muitos deles certamente são obras de grandes nomes que foram influenciados pela tragédia shakespeariana, como Machado e Goethe e Dickens e Joyce, além de ser considerada por muitos críticos e artistas de todo o planeta como uma obra rica, aberta, universal e muitas vezes perfeita.
 

Acredita-se que Shakespeare escreveu Hamlet baseado na lenda de Amleto, preservada no século XIII pelo cronista Saxo Grammaticus em seu Gesta Danorum e, mais tarde, retomada por François de Belleforest no século XVI, e numa suposta peça do teatro isabelino, conhecida hoje como Ur-Hamlet.
 


 
 
Hamlet - Filme drama de 1990 inspirado na tragédia teatral homônima de William Shakespeare. Dirigido por Franco Zeffirelli, o filme é estrelado por Mel Gibson como o personagem-título. O filme também possui a participação de Glenn Close, Alan Bates, Paul Scofield, Ian Holm, Helena Bonham Carter, Stephen Dillane e Nathaniel Parker. É notável por ser o primeiro filme da Icon Productions, uma empresa co-fundada por Gibson.



Mel Gibson - Hamlet

Glenn Close (Rainha Gertrudes).
 

Helena Bonham Carter (Ofélia).
 



 
SINOPSE
Hamlet (Mel Gibson), Príncipe da Dinamarca, retorna ao seu país-natal quando seu pai, o rei, morre. Ao chegar, já encontra sua mãe (Glenn Close) casada com seu tio (Alan Bates), que se tornara rei. Mas logo o fantasma do pai de Hamlet surge e conta ao filho que seu tio e sua mãe o tinham assassinado. Hamlet passa então a ser atormentado pela decisão de vingar a morte do pai ou ter uma atitude passiva em relação ao fato.
 

 
FONTE:
 

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