O POETA NÃO MORRE...
O Poeta não morre...
ausenta-se de letras
de sentimentos,
de inspiração.
O poeta anestesia a alma
pelo cansaço da dor,
pela solidão constante.
Guarda no peito as marcas
dos dissabores, das cores
opacas de um outono vazio.
O Poeta amassa
o branco infinito
sem versos, sem nexo,
sem nada a dizer.
O poeta apaga a chama
da inspiração, vastidão
de noz na garganta
a esperar o golfar
de um poema.
O poeta adormece,
debruça no leito...
adoece febril
o sono mal dormido,
nas horas de espera
d'um sonho rasgado
p'la metade.
O poeta enlouquece,
gira, desnorteia
n'um buraco negro
da ausência dos versos.
O Poeta não morre...
Ele arrefece.
POEMA DA POETISA E DECLAMADORA ANNA MÜLLER
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Anna Müller |
BIOGRAFIA:
Anna Muller, 41 anos, nascida e criada em São Caetano do Sul. Casei-me aos 24 anos, onde vivi e aprendi que a anulação é o pior mal a um ser humano.
Hoje, separada há 6 anos, me sinto uma vencedora. Como muitos, foi às duras penas que enxerguei o brio interior, a força que tenho para enfrentar os obstáculos que a vida nos impõem. Descobri a liberdade de ser o que sou, e acreditar que tudo posso dentro dos meus limites. Muitos escritos se perderam, porque eu acreditava quando me diziam que eu não era capaz.
Sempre gostei da poesia, e já há algum tempo, venho expressando o que sinto e vivo em palavras. Tenho alguns poemas editados em uma antologia 'TERRA LATINA'; e vários poemas em sites de amigos, onde recebo atenção e amizade de vários Poetas. Gosto de falar de amor, dos momentos bons e dos momentos que também me fizeram chorar, mas sempre me ensinando que até mesmo na dor amadurecemos. Além de escrever, e artesã, faço gravações de Poesias e várias mensagens festivas. Como artesã, trabalho com madeira pirografada e bordado em ponto de cruz, mas minha paixão pela Poesia é incondicional..
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