2 de fevereiro de 2020

DOM ALBERTO NAVARRO, 17 ANOS DE ETERNIDADE. HOMENAGEM DO ALBERTO ARAÚJO & AMIGOS








Dom Carlos Alberto Etchandy Gimeno Navarro compositor católico, deixando grande legado de músicas que ainda hoje são utilizadas em diversas celebrações litúrgicas. Bispo católico, terceiro arcebispo da Arquidiocese de Niterói. Nasceu no Rio de Janeiro, em 30 de outubro de 1931 faleceu em Niterói, em 02 de fevereiro de 2003.

Clicar no link para acessar a homenagem do ALBERTO ARAÚJO & AMIGOS.





Filho de João Gimeno Navarro e Maria do Carmo Etchandy Navarro. Entre 1939 e 1942, cursou parte de seu ensino fundamental - à época denominado primário - em escolas públicas do Rio de Janeiro. A segunda metade do ensino fundamental - antigo ginásio - foi cursada no Colégio Militar, sediado na cidade do Rio de Janeiro, entre os anos de 1943 e 1950. Já no período de 1951 e 1952 cursou o ensino médio - conhecido como colegial - naquela mesma escola. Ingressou na Academia Militar das Agulhas Negras em Resende/RJ em 1953, ano este em que pediu baixa para cerrar filas no exército de Nosso Senhor.

Ingressou no seminário arquidiocesano do Rio de Janeiro, seminário São José, em 1953, onde cursou filosofia e teologia.

Sua ordenação presbiteral se deu em 29 de junho de 1959, aos 27 anos, pelas mãos de Dom Jaime Cardeal de Barros Câmara na então Sé do Carmo, antiga catedral do Rio de Janeiro.

Durante sua vida de sacerdote exerceu diversos atividades, como Professor, Prefeito de Estudos e Diretor Espiritual do Seminário Menor de S. José, Rio de Janeiro (1960-1966); Assessor do Secretaria Nacional dos Seminários, da CNBB (1964-1971); Assessor do Secretaria Nacional das Vocações Sacerdotais (1970-1971); Diretor da Divisão de Educação Religiosa, na Secretaria de Educação da Guanabara, Rio de Janeiro (1967-1974); Assessor-Chefe da Secretaria de Educação e Cultura do Estado do Rio de Janeiro, RJ (1975); Capelão da Irmandade de Santo Antônio de Pádua e Nossa Senhora da Boa Vista (de 1964 até 1981); Coordenador Arquidiocesano de Pastoral (1971-1975).








Em 01 de julho de 1966, aconteceu na paróquia Nossa Senhora da Paz um evento polêmico, organizado pelo então padre Carlos Alberto Navarro. Uma ação litúrgica com citações dos Papas João XXIII e Paulo VI e a parte musical no ritmo das canções dos Beatles, executadas pelo Brazilian Bitles, cujos integrantes eram Luiz Toth, Jorge Eduardo Almeida, Fabio Block, Ely Barra e Vitor Trucco, este último com a palavra:

"As autoridades católicas decidiram realizar na Igreja Nossa Senhora da Paz em Ipanema (RJ), um ato litúrgico com citações dos Papas João XXIII e Paulo VI e a parte musical no ritmo das canções dos Beatles. A parte musical foi executada pelo Brazilian Bitles, na qual foram tocadas e cantadas as melodias “Canção da Paz” (versão de I Love you too, dos Beatles) “Anjo menino” e “Belo para mim”. As reações foram imprevisíveis, os Sacerdotes não podiam supor que na juventude ali presente, alguns jovens no auge do embalo da música executada pela banda se deixaria empolgar de tal maneira que chegasse ao exagero. As moças de mini saia subiram nos altares e se estabeleceu um empurra empurra pelos rapazes que estavam embaixo, e muitos subiram nos bancos, dificultando a leitura dos textos pelos sacerdotes. (Os sacerdotes acreditavam que os jovens entenderiam através do ritmo a mensagem da Igreja, como faz o Padre Marcelo Rossi hoje em dia). O ritmo frenético, porém, contagiou os jovens e o templo parecia um show de Rock, a pregação religiosa não podia mesmo surtir efeito, nem mesmo a Ave Maria (tocada também em ritmo musical de Rock) conseguiu acalmar aos jovens. O Iê Iê Iê provou a teoria dos estudiosos das reações humanas, que o define como “um estopim que liberta convulsões e impulsos incontroláveis nos jovens.”.

Reações de todos os tipos apareceram naquela ocasião. Alguns acreditavam que havia ocorrido um sacrilégio e que era uma lástima um sacerdote católico promover algo assim. Uma senhora com o escudo da Congregação de Nossa Senhora da Paz, quase em murmúrio, dizia: Isso é o fim do mundo, meu Deus. Que horror!" Já para os jovens, que pelas matérias da época foram contados em torno dos cinco mil, aquele espetáculo era o que de melhor poderia ter acontecido. Um garoto de 16 anos mascando chicletes fazia bola e de vez em quando berrava: "Help, Help, Help", fazendo alusão à música do quarteto de Liverpool. Já o padre Carlos Alberto se defendia: "Os jovens irão para a igreja se houver quem os atraia para lá.".

Em 24 de outubro de 1975 o Papa Paulo VI o designou bispo auxiliar da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, titular de Cenae, aos 44 anos de idade.

Recebeu a ordenação episcopal, em 12 de dezembro de 1975 - dia em que se comemora a festa de Nossa Senhora de Guadalupe, rainha e padroeira da América - pelas mãos de Dom Eugênio Cardeal de Araújo Sales, tendo como seu principal co-consagrador Dom José Alberto Lopes de Castro Pinto, bispo auxiliar do Rio de Janeiro. Sua divisa era: “Gratia et Apostolatu” (Rom. 15,1) (Pela graça e pelo apostolado). Ao longo deste período foi Vice-Secretário do Regional Leste 1; Presidente da Comissão Regional do Clero do Leste 1.

Foi transferido para Campos em 29 de agosto de 1981, sendo o 4º bispo daquela diocese. Nesse tempo foi Membro do Conselho Fiscal da CNBB, Representante dos Bispos na Comissão Regional de Seminários. Também nesse período foi eleito pelos Bispos do Regional Leste 1 para acompanhamento do Ensino Religioso no Estado do Rio, desde 1987.

Esteve à frente da Diocese de Campos durante um período conturbado no qual houve uma divisão do clero diocesano e de uma parte dos fiéis. Este tempo foi marcado por afrontas, das mais variadas, à igreja e ao senhor bispo, que foi injuriado, afrontado, desprezado, reprovado, condenado, ultrajado, vilipendiado, segundo suas palavras publicadas em jornal datado de 10 de julho de 1988.

A situação tensa em que vivia Dom Carlos Alberto teve seu clímax com o Motu Proprio Ecclesia Dei emitido por João Paulo II aos 2 de julho de 1988. O documento foi uma resposta à ordenação canonicamente irregular de quatro bispos por D. Lefebvre emérito da Diocese de Tulle, França e D. Antônio de Castro Mayer emérito da Diocese de Campos, Rio de Janeiro. Na época, a diocese da cidade enfrentava divergências de católicos tradicionais que não aceitavam as reformas do Concílio Vaticano II. Dom Navarro conseguiu reverter a situação, o que foi reconhecido pelo Papa.

Com a volta da paz em Campos, Dom Navarro foi novamente transferido pelo papa São João Paulo II e assumiu a Arquidiocese de Niterói.
Nomeado o terceiro Arcebispo de Niterói em 9 de maio de 1990, vindo a tomar posse em 2 de julho de 1990 e eleito Presidente do Regional Leste 1 da CNBB entre 1991 e 1995. Sua Divisa nesse período era: “Cum Maria Matre Jesus” (Com Maria Mãe de Jesus). (At. 1,14)
Sempre fiel à doutrina da Igreja, Dom Carlos Alberto, com muita humildade, conduzia as suas ovelhas para as quais sempre teve um olhar especial de Bom Pastor. Isso fez com que sempre buscasse estar próximo delas em todos os momentos de seu ofício, fosse nas Visitas Pastorais que fazia, nos compromissos a cumprir, na Arquidiocese, lugar onde passava o maior tempo de seu dia. Para ele, a celebração de uma Santa Missa só acabava após os cumprimentos aos fiéis, na porta das Igrejas, ato que marcou a vida de todos. Outra virtude do Arcebispo, reconhecida unanimemente por todo o Brasil, era o de ser “poeta maior”, autor de lindíssimas e famosas músicas religiosas desde quando era padre no Rio de Janeiro, dentre as quais: Sobe a Jerusalém, És Maria, Quando seu Pai revelou, Procuro abrigo nos corações, Não sei se descobriste, Sou bom Pastor e Muito alegre eu Te pedi.

A fim de dinamizar as Pastorais da Arquidiocese e dar uma autenticidade maior ao evangelizador leigo, apoiou as pastorais e os movimentos já existentes e diversificou-os para, desse modo, poder dar mais consubstancia ao trabalho evangelizador na arquidiocese onde, visando sempre garantir a assistência espiritual aos seus arquidiocesanos.

Com o clero, fazia questão de, uma vez no ano, ter um período de convivência para manter um laço paternal e familiar com os sacerdotes diocesanos e religiosos que atuam na Arquidiocese, além dos seminaristas.

Ao comemorar o Centenário da Arquidiocese de Niterói em 1992, redimensionou, a partir do método VER, JULGAR, AGIR, promovendo uma maior unidade à vida e missão de nossa Igreja Particular, através do entusiasmo apostólico com que interagiam.

Através de sua iniciativa e incentivo, foi lançado em 1991, o primeiro Anuário da Arquidiocese de Niterói além de outras diversas edições que são “o nosso tesouro”, para servirem de subsídio para a Catequese, Catecumenato, Crisma e tantas outras pastorais.

Incansável, foi um grande evangelizador que se fez ouvir propagar através de seus artigos de A Voz do Pastor (semanário) e outros Boletins. Ele era muito voltado para a orientação que se dava aos jovens.

Durante o seu governo, deu-se a criação de 2 Paróquias, a saber: Sant’Ana e Santa Rita de Cássia, em Armação dos Búzios (1997); Santíssima Trindade, na Trindade, município de São Gonçalo (2001), além da Quase-Paróquia de São José Operário, em Jardim Catarina, em São Gonçalo (2002).
Em 1996 idealizou uma nova Catedral para Niterói e se iniciou o projeto que foi repassado para Oscar Niemeyer e o Prefeito Jorge Roberto Silveira.

Em outubro de 1997 o projeto da Nova Catedral assinado pelo arquiteto Oscar Niemeyer foi abençoada pelo Papa João Paulo II em sua segunda visita ao Rio. Na ocasião o Santo Padre conheceu a planta e a maquete da catedral e abençoou a pedra fundamental da Nova Catedral de Niterói. A pedra fundamental foi lançada no ano de 1999 em uma grande festa no terreno, pelo inicio das obras do Caminho Niemeyer.

Foi o principal consagrante da ordenação episcopal de:
• Dom João Corso, SDB + Bispo de Campos dos Goytacazes - 1990
• Dom Roberto Gomes Guimaraes - Bispo emérito de Campos dos Goytacazes - 1996
Foi co-consagrante da ordenação episcopal de:
• Dom Elias James Manning, OFM - 1990
Dom Navarro esteve internado desde o dia 17 de janeiro de 2003, quando, por ocasião de um infarto, foi levado ao hospital Procordis. No dia seguinte, foi transferido para o Hospital Santa Cruz, em Niterói, onde foi submetido, na sexta-feira do dia 31 de janeiro de 2003, a uma cirurgia para colocação de marca-passo, realizada pela equipe chefiada pelo Dr. Luiz Gonzaga Pagnuzzi Amauto.

Faleceu às 06h55min do dia 02 de fevereiro de 2003, aos 71 anos, vítima de complicações cardiorrespiratórias, como choque cardiogênico, cardiopatia isquêmica e infarto agudo do miocárdio.

Dom Carlos Alberto veio a falecer, coincidentemente no Dia de Nossa Senhora da Luz e da Festa da “Apresentação do Senhor Jesus no templo”, justamente à qual ele se referia na música de sua autoria Sobe a Jerusalém, talvez a mais famosa das suas muitas composições.

Seu corpo foi transladado no início da tarde desse mesmo dia para a Catedral Metropolitana de São João Batista, em Niterói, onde pôde ser velado por todos os fiéis, até a manhã da segunda-feira, dia 03 de fevereiro de 2003.

Após a Missa Solene de Corpo Presente, celebrada às 10 horas e presidida pelo Cardeal Arcebispo Emérito do Rio de Janeiro, Dom Eugênio Cardeal de Araújo Sales, tendo ao lado o Núncio Apostólico, Dom Lorenzo Baldisseri, e o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Eusébio cardeal Scheid, concelebrada por 23 Bispos, de várias partes do Brasil, e mais de 100 padres, de todo o Clero da Arquidiocese de Niterói e de outras (arqui)dioceses, religiosos, religiosas e fiéis leigos da Arquidiocese de Niterói e de outras dioceses, seguiu-se o cortejo pela lateral da Catedral até à Capela do Santíssimo Sacramento (na própria Catedral) onde o corpo de Dom Carlos Alberto foi sepultado.



INAUGURAÇÃO DA REVITALIZAÇÃO 
PRAÇA DOM NAVARRO, ICARAÍ, NITERÓI
05 de agosto de 2018






Prefeito Rodrigo Neves e Padre Cármine Pascale.



Alberto Araújo - Praça Dom Navarro
Icaraí - Niterói - RJ.











1 de fevereiro de 2020

ALBERTO ARAÚJO EM GRAND HÔTEL MODERNE - LOURDES - FRANÇA




O GRAND HÔTEL MODERNE, que foi construído em 1896, é um belo exemplo da arquitetura Francesa do final do século XIX. Beneficia-se de uma localização privilegiada, em Lourdes, a 50 m dos Santuários.  21 Avenue Bernadette Soubirous, 65100 Lourdes, França.

A fachada barroca leva a interiores de estilo Art Nouveau, elegância, charme e conforto no coração de Lourdes e em uma localização conveniente perto dos principais pontos turísticos da cidade, fazem do Grand Hôtel Moderne uma base elegante em Lourdes.

O hotel oferece um bar agradável e restaurante acolhedor. O Le Majorelle serve cozinha Franco-Italiana típica em um ambiente elegante com paredes emolduradas decorativas, madeira e mármore Italiano de Carrara.

Os quartos espaçosos e elegantes estão decorados em estilo clássico Francês com camas grandes e confortáveis. Alguns também possuem varanda privativa.

O Grand Hôtel Moderne possui 2 salas de reuniões / funcionais totalmente equipadas para a sua reunião de negócios ou eventos privativos.

Esta é a parte de Lourdes de que os nossos hóspedes mais gostam, de acordo com avaliações independentes.

Hotel Lindo, ao lado do Santuário, equipe muito cordial e atencioso, restaurante muito bonito e que atende muito bem principalmente para quem vai à procissão.

Casais particularmente gostam da localização, eles deram nota 9,8 para viagem a dois. Espetacular o atendimento. Amamos nos hospedar neste Hotel.












15 de janeiro de 2020

DALMA NASCIMENTO, MESTRA E COMPANHEIRA NA LITERATURA E JORNALISMO. HOMEN...


 

VINICIUS DE MORAES, UM POETA ADMIRÁVEL - POETA E COMPOSITOR ADMIRÁVEL








Um dos poetas mais reconhecidos e admirados do Brasil, Vinícius de Moraes escreveu alguns dos versos mais populares da literatura lírica brasileira. Envolveu-se também com música, dramaturgia, jornalismo e, por 26 anos, trabalhou como diplomata. Mas primordialmente, era um POETA. Sua obra é vasta, passando pela literatura, teatro, cinema e música. Ainda assim, sempre considerou que a poesia foi sua primeira e maior vocação, e que toda sua atividade artística deriva do fato de ser poeta.


Em meio a um temporal, na madrugada de 19 de outubro de 1913, no Bairro da Gávea, no Rio de Janeiro, há exatos 107 anos, nascia o homem que marcaria a música brasileira para sempre com suas composições. Virou ícone e passava bem longe do padrão. Não era careta, falava de amor, era a favor do "eterno enquanto dure", definiu o que poucos conseguiram. O "POETINHA", como era conhecido, casou-se e fez isso com propriedade, amou nove mulheres oficialmente e diversas outras por toda a sua vida.

Vinicius de Moraes era um homem como poucos, teve parcerias felizes com Toquinho, Baden Powell, João Gilberto, Chico Buarque, Carlos Lyra, Tom Jobim, entre outros. Gostava de beber uísque, o qual garantia ser o melhor amigo do homem, o "cachorro engarrafado". Admirava as mulheres belas, a beleza (como um todo, é bom ressaltar) era fundamental. Sofreu um acidente grave de avião, um de carro, fez uma operação para instalar um dreno cerebral, mas não padeceu em nada disso. Vinicius morreria no seu lugar preferido: a banheira. Teve um edema pulmonar.


Faleceu em 09 de julho de 1980, com 66 anos de idade, mas ainda hoje os seus versos se mantêm bastante atuais e continuam populares, mesmo entre os mais novos.

Selecionamos os melhores poemas do autor que trazem um sopro de beleza e clareza aos nossos corações:


 SONETO DE FIDELIDADE


De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.


POEMA DOS OLHOS DA AMADA

Ó minha amada
Que olhos os teus

São cais noturnos
Cheios de adeus
São docas mansas
Trilhando luzes
Que brilham longe
Longe nos breus…

Ó minha amada
Que olhos os teus

Quanto mistério
Nos olhos teus
Quantos saveiros
Quantos navios
Quantos naufrágios
Nos olhos teus…

Ó minha amada
Que olhos os teus

Se Deus houvera
Fizera-os Deus
Pois não os fizera
Quem não soubera
Que há muitas eras
Nos olhos teus.

Ah, minha amada
De olhos ateus

Cria a esperança
Nos olhos meus
De verem um dia
O olhar mendigo
Da poesia
Nos olhos teus.


 TOMARA

Tomara
Que você volte depressa
Que você não se despeça
Nunca mais do meu carinho
E chore, se arrependa
E pense muito
Que é melhor se sofrer junto
Que viver feliz sozinho

Tomara
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz

E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...
 SONETO DO AMIGO


Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica…


SONETO DO AMOR TOTAL

Amo-te tanto, meu amor… não cante
O humano coração com mais verdade…
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade
Amo-te afim, de um calmo amor prestante,
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente,
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim muito e amiúde,
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.










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13 de janeiro de 2020

ALBERTO ARAÚJO EM VISITA À CASA DOS TRÊS PASTORINHOS- FÁTIMA -PORTUGAL






ALBERTO ARAÚJO EM VISITA À CASA DOS TRÊS PASTORINHOS- FÁTIMA -PORTUGAL


Casa dos Três Pastorinhos em Fátima. A história dessas crianças, às quais a Nossa Senhora de Fátima apareceu. As casas dos Três Pastorinhos ficam em Aljustrel, uma pequena aldeia perto de Fátima, a apenas 2 km do Santuário de Fátima. As três crianças são Francisco, Lúcia e Jacinta, sendo que Francisco e Jacinta eram irmãos e Lúcia prima deles. São na verdade duas casas a visitar, a casa onde moravam os irmãos e a casa da prima.

As duas casas são muito parecidas e ficam uma do lado da outra. A casa de Jacinta e Francisco foi construída em 1888 e a de Lúcia em 1885. Muito humildes e simples, em ambas as casas é possível ver os objetos pessoais que restaram e se mantiveram intactos dos pastorinhos e da vida que eles levavam. Próximo à Casa de Lúcia, há um museu que conta como era o cotidiano das pessoas daquela época, além de ensinar sobre o trabalho no campo e pastoreio.

As casas ficam na Rua dos Pastorinhos, em Aljustrel. Podem ser visitadas todos os dias das 9h às 13h e das 14h às 18h no inverno. No verão, as visitas ocorrem das 9h às 13h e das 14 h 30 min às 18 h 30 min.

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A Casa dos Três Pastorinhos em Fátima, uma dica importantíssima que reforçamos para todos que estão planejando ir a qualquer país da Europa é que não se esqueça de que fazer um Seguro Viagem Internacional é obrigatório para viajar para lá. Veja nossa matéria de Seguro Viagem para Europa com tudo o que você precisa saber sobre o assunto, quais são os melhores seguros e dicas para fazer um excelente seguro por um preço incrível economizando muito.

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Poder usar seu celular em Portugal, na Europa e em qualquer outro lugar do mundo é ótimo, pois ele acaba sendo muito útil. Você pode usar os aplicativos dos pontos turísticos e das cidades, os aplicativos de cupons de desconto, se for alugar um carro você economiza uns 100 euros por não precisar alugar um GPS pois poderá usar o do celular, pode pesquisar os endereços e horários dos lugares, ver a previsão do tempo para se planejar para os passeios e lógico ficar conectado com todo mundo através de aplicativos e postar suas fotos da viagem à Portugal nas redes sociais. Se quiser, veja nossas dicas de como usar o celular à vontade na Europa. É super barato e você vai poder usar seu celular o dia inteiro e em qualquer lugar. E usando a internet do seu celular você poderá pesquisar tudo sobre a Casa dos Três Pastorinhos em Fátima quando estiver lá.













10 de janeiro de 2020

DALMA NASCIMENTO, FELIZ ANIVERSÁRIO!






Amigos foculistas, vamos cirandar! Hoje é um dia muito especial, pois celebramos a data em que Deus presenteou o mundo com uma pessoa maravilhosa, a nossa admirável Mestra, Professora DALMA NASCIMENTO. Feliz aniversário!








6 de janeiro de 2020

FELIZ DIA DE REIS - A NOITE DO DIA 5 DE JANEIRO E MADRUGADA DO DIA 6 É CONHECIDA COMO “NOITE DE REIS”. HOMENAGEM DO BLOG ALBERTO ARAÚJO & AMIGOS.

 
 

 
 
OU CLICAR NO LINK DO CANAL YOU TUBE
DO FOCUS PORTAL CULTURAL

https://www.youtube.com/watch?v=sLuRmCjRK1k

 

Hoje, 06 de janeiro de 2020 (segunda-feira) homenageamos os REIS MAGOS segundo a tradição cristã, Jesus Cristo recém-nascido recebera a visita de três reis magos vindos de diversas partes do mundo, representando as três raças que compõem a Humanidade. Segundo o santoral, foram três Reis Magos, e que ocorrera no dia 6 de janeiro.

A data marca, para os católicos, o dia para a veneração aos Reis Magos, que a tradição surgida no século VIII converteu nos santos: Melchior, Gaspar e Baltazar. Nesta data, ainda, encerram-se para os católicos os festejos natalícios, sendo o dia em que são desarmados os presépios e, por conseguinte são retirados todos os enfeites natalícios.

Os três reis eram Gaspar, Baltazar e Melchior. O primeiro, vindo da Índia, presenteou o menino com incenso, simbolizando sua divindade. O segundo, da África, trouxe-lhe mirra, um arbusto usado para preparar medicamentos que geralmente era ofertado a profetas. O último veio da Europa e ofertou-lhe ouro, símbolo de nobreza.

A Folia de Reis é uma festa tipicamente portuguesa trazida ao Brasil na época da colonização, que criou fortes raízes no folclore brasileiro e continua sendo celebrada até hoje.

As comemorações são mais comuns nas cidades do interior do Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Os foliões percorrem as ruas da cidade em um animado desfile. Tocando instrumentos rústicos e entoando cânticos religiosos, levam uma bandeira enfeitada com fitas e flores que representa as bênçãos do Menino Jesus.

As famílias recebem os foliões em suas casas e oferecem comida, retribuída com muita música, dança e versos de improviso.

Em Portugal e na Galiza, o bolo-rei ou bolo de Reis possui grande tradição e é confeccionado com um brinde e uma fava. A pessoa que encontra a fava deve trazer o bolo de Reis no ano seguinte. Por todo o país, as pessoas costumam «cantar as janeiras», «cantar os Reis» ou as «reisadas», de porta em porta. São convidadas a entrar para o interior das casas, sendo-lhes oferecidas pequenas refeições como doces, salgados, charcutarias, vinhos, etc. Neste dia eram também muito comuns os autos dos Reis Magos, peças de teatro popular.

Em alguns países, como Espanha (e os geminados culturalmente), é estimulada entre as crianças a tradição de se deixar sapatos na janela com capim antes de dormir para que os camelos dos réis Magos possam se alimentar e retomar viagem. Em troca, os réis magos deixariam doces que as crianças encontram no lugar do capim após acordar. A tradição também consiste em comer o Bolo de Reis. De acordo com a tradição espanhola, o Dia de Reis é celebrado por uma boa parte da população. Neste dia as crianças recebem as prendas de Natal, porque de acordo com a tradição cristã, os réis magos é que trazem as prendas.

Na França e em Quebec (no Canadá), come-se o Galette des Rois (Bolo de Reis), que contém um brinde no seu interior. O bolo vem acompanhado de uma coroa de papel e quem encontrar o brinde na sua fatia, será coroado e terá de oferecer o bolo no ano seguinte.
 
 
 
 

27 de dezembro de 2019

NATAL DO SENHOR - CELEBRAÇÃO DO NASCIMENTO DE JESUS CRISTO.




Neste dia especial, em que toda a Igreja celebra o nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, acompanhemos o testemunho da Palavra de Deus a respeito deste acontecimento que transformou a história da humanidade:

“…José subiu da Galileia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à Cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e família de Davi, para se alistar com a sua esposa Maria, que estava grávida. Estando eles ali, completaram-se os dias dela. E deu à luz seu filho primogênito, e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria. Havia nos arredores uns pastores, que vigiavam e guardavam seu rebanho nos campos durante as vigílias da noite. Um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor refulgiu ao redor deles, e tiveram grande temor. O anjo disse-lhes: ‘Não temais, eis que vos anuncio uma boa nova que será alegria para todo o povo: hoje vos nasceu na Cidade Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor’.” (Lc 2,4-11)

Por isso hoje celebramos a eterna solidariedade do Pai das Misericórdias que, no seu plano de amor, quis o nascimento de Jesus, que é o verdadeiro Sol, a Luz do mundo. Este não é um dia de medo e nem de desespero, é dia de confiança e de esperança, pois Deus veio habitar no meio de nós, e assim encher-nos da certeza de que é possível um mundo novo. Solidário conosco, Ele nos quer solidários neste dia de Glória que refulge ao redor de cada um de nós!

Sendo assim, tudo neste dia só tem sentido se apontar para o grande aniversariante deste dia: o Menino Deus! Presépios, árvores, enfeites, banquetes e os presentes natalícios representam os presentes que os Reis Magos levaram até Jesus, mas não são estes símbolos a essência do Natal. O importante, o essencial, é que Cristo realmente nasça em nossos corações de uma maneira nova, renovadora, e que a partir daí, possamos sempre caminhar na sua luz solidária deste Deus Único e Verdadeiro, que nos quer também solidários uns com os outros!

Vivamos com muita alegria este dia solidário, que o Senhor fez para nós.










10 de dezembro de 2019

QUEM É O LEÃO DE JUDÁ?




JESUS CRISTO. O significado dessa expressão está relacionado à linhagem terrena, a tribo de Judá. Jesus Cristo é chamado na Bíblia de “Leão da tribo de Judá”. Então a designação “Leão da tribo de Judá” refere-se ao fato de que em Cristo se cumprem as promessas de um reino feito a essa tribo. Apesar de muito popular, a forma contraída “Leão de Judá” não aparece especificamente, na Bíblia.


O LEÃO DA TRIBO DE JUDÁ NA BÍBLIA


A frase “Leão da tribo de Judá” aparece uma única vez nas Escrituras. No capítulo 5 do livro do Apocalipse, lemos sobre o livro selado com sete selos. O texto bíblico diz que ninguém, no céu, na terra e nem debaixo da terra, podia abrir o livro ou mesmo olhar para ele. Então João, que recebeu da parte de Deus as revelações registradas no livro do Apocalipse, ficou desesperado.

Ele chorava muito porque havia percebido que ninguém era digno de abrir o livro e desatar os seus selos. Então um dos anciãos disse a João: “Não chores; eis aqui o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, que venceu, para abrir o livro e desatar os seus sete selos” (Apocalipse 5:5).

Esse versículo que designa Cristo como o Leão da tribo de Judá é uma clara referência a Gênesis 49:9,10. As palavras do ancião ecoam as palavras do patriarca Jacó. Antes de morrer, Jacó abençoou seus doze filhos. Esses filhos deram origem às doze tribos de Israel, que formavam o povo do Senhor.

Em sua bênção, Jacó disse: “Você é um leãzinho, ó Judá. Você vem subindo, filho meu, depois de matar a presa. Encurva-se e deita-se como um leão, e como um leão velho; quem o despertará? O cetro não se apartará de Judá, nem o bastão de comando de entre seus pés, até que venha aquele a quem ele pertence; e a obediência das nações é sua” (Gênesis 49:9,10).

A figura do leão significa força, valentia, coragem e ousadia (cf. Juízes 14:18; Provérbios 28:1). Nos tempos bíblicos os leões eram comuns nas regiões da Palestina. Dessa forma, os leões fizeram parte do simbolismo político e religioso da época.






Para os judeus o leão era a mais poderosa das feras. Por isso ilustrava a pessoa de um rei e representava a imponência de um governo (cf. Números 24:9; 1 Reis 10:19,20; Provérbios 30:29-31).

Considerando esse pano de fundo, fica fácil compreender o uso da figura do leão na bênção de Jacó. Ao dar sua benção sobre seus descendentes, Jacó distinguiu Judá, indicando que a tribo proveniente dele, seria aquela que governaria, isto é, o reino seria colocado em Judá. Por esse motivo, o patriarca designa Judá como filhote de leão.


A profecia de Jacó foi confirmada posteriormente pela aliança davídica, visto que o rei Davi pertencia à tribo de Judá (2 Samuel 7:16). Mas as palavras de Jacó encontram seu cumprido pleno somente em Cristo, o legitimo Leão da tribo de Judá.

Assim, a figura do leão era um símbolo adequado para representar a linhagem real davídica da tribo de Judá. Essa linhagem, finalmente, culminou no Messias, Jesus Cristo. Ele é o verdadeiro rei que haveria de vir através dessa tribo, o representante final da casa de Davi. Por isto Ele é adequadamente designado no Apocalipse como o Leão da tribo de Judá.

Portanto, a frase “Leão da tribo de Judá” pode ser entendida como significando um título messiânico. Ao dizer que Jesus é o Leão da tribo de Judá, o texto está indicando a realeza de Cristo e atestando sua condição régia.






Leão e Cordeiro




A sequência do texto de Apocalipse revela algo realmente maravilhoso. Cristo é apresentado como sendo o Leão da tribo de Judá. Mas simultaneamente Ele também é identificado como sendo o Cordeiro. Isso significa que como um cordeiro, Ele foi levado para o sacrifício. Seu sangue foi derramado pela transgressão de seu povo.

Por isto a Bíblia diz que Jesus é o Cordeiro de Deus, sem mácula e sem defeito, cujo precioso sangue redimiu aqueles que são seus (cf. João 1:29,36; 1 Pedro 1:19). Na cruz, em sua obra redentora, Cristo se mostrou ser o verdadeiro Cordeiro, bem como o verdadeiro Leão de Judá.

Ele levou sobre si todo o pecado de seu povo, suportou toda a ira de Deus até as últimas consequências, e venceu a morte impondo uma derrota esmagadora a Satanás. Com isso, Ele provou ser verdadeiramente o Leão da tribo de Judá. Ele conquistou o direito de ser o único que é digno de abrir o livro e desatar seus selos.

Ele é o Cordeiro que possui o livro da História em suas mãos. Ele governa o universo segundo o decreto eterno de Deus. Ele é o Leão da tribo de Judá, cujo governo jamais terá fim (Apocalipse 5:7-14).