21 de dezembro de 2017

MOSTRA WOODY ALLEN LEVA PARA AS TELAS CINCO FILMES DO DIRETOR AMERICANO.

 
 
 
 
De 21 a 26 de dezembro no Rio de Janeiro. O próximo longa do diretor Woody Allen, Roda Gigante, chega aos cinemas do Brasil dia 28 de dezembro e, pensando nisso, o cinema Estação NET Gávea, no Rio de Janeiro, decidiu fazer uma mostra com os trabalhos recentes do cineasta. Serão exibidos ao todo cinco filmes, que passarão nas telonas de 21 a 26 de dezembro.

 
As produções a serem exibidas incluem o premiado Vicky Cristina Barcelona (2008) e os quatro últimos filmes realizados pelo cineasta: Café Society (2016), Homem Irracional (2015), Magia ao Luar (2014) e Blue Jasmine (2013).


 
 

 
 

 
Dos longas mencionados, dois deles renderam estatuetas do Oscar para suas atrizes. A produção de 2008 consagrou Penélope Cruz como Melhor Atriz Coadjuvante, enquanto a obra de 2013 agraciou Cate Blanchett com o prêmio de Melhor Atriz.
 

 
 
 
 
 
 

UM POUCO SOBRE WOODY ALLEN
Nascido no dia 1º de dezembro de 1935, Allan Stewart Konigsberg desde pequeno já se envolvia no mundo do entretenimento. Aos 15 anos, já como Woody Allen, o jovem começou a escrever para colunas de jornais e programas de rádio. Ao mesmo tempo, frequentava a Universidade de Nova York, mas nunca chegou a se formar. Em 1964, Woody já era um respeitável comediante, tanto que um disco chamado Woody Allen, com as gravações de seus shows, foi indicado ao Prêmio Grammy. Sua primeira experiência cinematográfica aconteceu no ano seguinte, quando em uma dessas apresentações conquistou um produtor de cinema que o chamou para escrever e estrelar O que é que há, gatinha?. Como diretor estreou em 1969, com "Um assaltante bem trapalhão", e de lá para cá foram mais de 30 filmes, mantendo uma média de um filme por ano.

 
O primeiro filme premiado de Woody Allen foi Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, que recebeu quatro Óscares (três para Allen, de melhor filme, roteiro e direção, e um para Diane Keaton, de melhor atriz).

 
Apesar de não ter comparecido em nenhuma das cerimônias em que estava concorrendo, Woody conquistou outro prêmio de melhor roteiro original, por Hannah e suas Irmãs, e recebeu outras 18 indicações em diversas categorias. Em 2002, no Oscar seguinte aos atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos, Allen finalmente compareceu à cerimônia para fazer uma homenagem à cidade de Nova York.

 
Nova York é o cenário de praticamente todos os seus filmes e lá é rodado outro clássico do cineasta, Manhattan, que recebeu diversos prêmios e conta com as presenças de Meryl Streep e, novamente, Diane Keaton, com quem teve um relacionamento.


 
Fã de Ingmar Bergman, Groucho Marx, Federico Fellini, Cole Porter e Anton Chekhov, já trabalhou com Carrie Fisher, Michael Caine, Max Von Sydow, Martin Landau, Gene Wilder, Angelica Huston, Meryl Streep, Sydney Pollack, Judy Davis, Liam Neeson, Juliette Lewis, Alan Alda, Goldie Hawn, Edward Norton, Drew Barrymore, Julia Roberts, Tim Roth, Natalie Portman, Helen Hunt, Charlize Theron, Dan Aykroyd, Danny DeVito, entre outros.

 
Allen também é conhecido por lançar atrizes. Seu último lançamento de destaque foi Mira Sorvino, que conquistou o Oscar de melhor atriz coadjuvante pelo papel dado a ela por Allen em Poderosa Afrodite.

 
Dirigindo, escrevendo e atuando a maioria de seus filmes, Woody Allen encarna, na maioria das vezes, um judeu nova-iorquino neurótico e fracassado. Com alguns filmes otimistas e outros nem tanto, o cineasta consegue repetir os temas sem parecer repetitivo. Nesta linha, dirigiu filmes como: Sonhos Eróticos Numa Noite de Verão, Crimes e Pecados, Um Misterioso Assassinato em Manhattan, Todos Dizem Eu te Amo, Desconstruindo Harry, Tiros na Broadway, A Rosa Púrpura do Cairo, além dos já supracitados.


 
Em 2000, iniciou um contrato com a DreamWorks que correspondeu com o que a crítica julgou ser sua pior fase. Allen realizou aqueles que são considerados pela crítica como os seus piores filmes, como Trapaceiros, O Escorpião de Jade, Dirigindo no Escuro e Igual a Tudo na Vida.


 
Depois do fim de seu contrato com a empresa de Steven Spielberg, Allen decidiu reatar o namoro com o drama. Primeiro veio a aproximação com o gênero, com o Melinda e Melinda, seguido de Match Point, que foi o primeiro drama do cineasta em 16 anos, que arrebatou muitos elogios da crítica. O longa recebeu quatro indicações ao Globo de Ouro, inclusive para Melhor Filme – Drama, e uma indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Original. Match Point marca ainda por ser o primeiro filme de Allen passado em Londres e também o primeiro com a atriz Scarlett Johansson. Os seus filmes seguintes não foram bem recebidos pela crítica.

 
Além de comediante, diretor, roteirista e ator de cinema, Woody Allen toca clarinete semanalmente num bar de Nova York. Sua ligação com a música, principalmente com o Jazz, pode ser conferida em todos os seus filmes, dos quais é responsável também pela escolha da trilha sonora. Em 2002 participou, pela primeira vez, do Festival de Cannes, onde ganhou uma Palma de Ouro pelo conjunto de sua obra.

 
Woody Allen se descreve da seguinte maneira "As pessoas sempre se enganam em duas coisas sobre mim: pensam que sou um intelectual (porque uso óculos) e que sou um artista (porque meus filmes sempre perdem dinheiro)".

 
Premiações

 
Ganhou o Oscar de Melhor Diretor por "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa". Recebeu mais 6 indicações nessa categoria por "Interiores", "Broadway Danny Rose", "Hannah e Suas Irmãs", "Crimes e Pecados", "Tiros na Broadway" e "Meia-Noite em Paris".


 
Recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator, por "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa".

 
Ganhou 3 Oscars na categoria de Melhor Roteiro Original por "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa", "Hannah e Suas Irmãs" e "Meia-Noite em Paris". Recebeu mais 12 indicações nessa categoria por "Interiores", "Manhattan", "Broadway Danny Rose", "A Rosa Púrpura do Cairo", "A Era do Rádio", "Crimes e Pecados", "Simplesmente Alice", "Maridos e Esposas", "Tiros na Broadway", "Poderosa Afrodite", "Desconstruindo Harry" e "Ponto Final - Match Point".
 
 
"PENA QUE NÃO ESTÁ NA RELAÇÃO O MELHOR FILME DE WOODY ALLEN: "MEIA NOITE EM PARIS", ESTA OBRA JÁ ASSISTIMOS PARA MAIS DE 15 VEZES. ALBERTO ARAÚJO.


 
 
 

 

 

 
 
Gil (Owen Wilson) sempre idolatrou os grandes escritores americanos e sonhou ser como eles. A vida lhe levou a trabalhar como roteirista em Hollywood, o que fez com que fosse muito bem remunerado, mas que também lhe rendeu uma boa dose de frustração. Agora ele está prestes a ir a Paris ao lado de sua noiva, Inez (Rachel McAdams), e dos pais dela, John (Kurt Fuller) e Helen (Mimi Kennedy).


 
John irá à cidade para fechar um grande negócio e não se preocupa nem um pouco em esconder sua desaprovação pelo futuro genro. Estar em Paris faz com que Gil volte a se questionar sobre os rumos de sua vida, desencadeando o velho sonho de se tornar um escritor reconhecido.
 
 
 
 
 
 
 
Gil Pender (Owen Wilson) é um roteirista bem sucedido de Hollywood que considera suas obras um verdadeiro lixo. Seu sonho é largar tudo e se tornar um escritor. Visitando Paris com a noiva (Rachel McAdams) e o rascunho de uma romance pra lá de saudosista, tudo é pretexto para lembrar do passado e dos que fizeram arte ao respirar a Cidade Luz. Um dia, andando pelas ruelas parisienses sob o efeito de algumas doses de vinho, ele acaba "viajando" no tempo e vai parar na década de 20, onde poderá descobrir uma grande verdade.
 

Meia Noite em Paris tem ritmo crescente e os questionamentos típicos do cineasta muito bem vividos pelo personagem principal e coadjuvantes de peso, como
Kathy Bates, Marion Cotillard, Adrien Brody e Michael Sheen.

 
 
 
 
 
 
 
 

Nesta viagem entram em cena famosos escritores, como Scott Fitzgerald, Ernest Hemingway, os artistas plásticos Picasso, Matisse, entre outros, além dos surrealistas Salvador Dalí e Luís Buñuel. E na medida que esses encontros vão acontecendo, é legal ver que surpreendem não somente o protagonista, mas também o espectador. PERFEITO!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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