14 de abril de 2017

VIA SACRA - CAMINHO DA CRUZ - AS 15 ESTAÇÕES.

 


 
 
 
 
Via Sacra - As 15 estações
 
 

A VIA SACRA (caminho da cruz) é o trajeto seguido por Jesus carregando a cruz, que vai do Pretório até o Calvário. O exercício da Via-Sacra, como também é chamada, consiste em que os fiéis percorram, mentalmente, a caminhada de Jesus a carregar a Cruz desde o Pretório de Pilatos até o monte Calvário, meditando simultaneamente na Paixão de Cristo.
 
Tal exercício, muito usual no tempo da quaresma, teve origem na época das Cruzadas (do século XI ao século XIII): os fiéis que, então, percorriam, na Terra Santa, os lugares sagrados da Paixão de Cristo, quiseram reproduzir, no Ocidente, a peregrinação feita ao longo da Via Dolorosa em Jerusalém.
 
O número de estações, passos ou etapas dessa caminhada foi sendo definido paulatinamente, chegando à forma atual, de quatorze estações, no século XVI.
 
O exercício da Via-Sacra tem sido muito recomendado pelos Sumos Pontífices, pois ocasiona frutuosa meditação da Paixão de Jesus Cristo.
 
Quando associado à Via Crucis, Jesus é especialmente venerado sob o nome de Nosso Senhor dos Passos.
Esta reflexão é baseada nas tradicionais quatorze estações ou etapas, em que cada uma apresenta uma cena da Paixão a ser meditada pelo discípulo de Cristo:
 
1.Estação: Jesus é condenado à morte
2.Estação: Jesus carrega a cruz às costas
3.Estação: Jesus cai pela primeira vez
4.Estação: Jesus encontra a sua Mãe
5.Estação: Simão Cirineu ajuda a Jesus
6.Estação: Verônica limpa a face de Jesus
7.Estação: Jesus cai pela segunda vez
8.Estação: Jesus encontra as mulheres de Jerusalém
9.Estação: Jesus cai pela terceira vez
10.Estação: Jesus é despojado de suas vestes
11.Estação:  Jesus é pregado na cruz
12.Estação: Jesus morre na cruz
13.Estação: Jesus é descido da cruz
14.Estação:  Jesus é Sepultado
15.Estação: Ressurreição de Jesus
 
O Papa João Paulo II sugeriu uma décima quinta estação na Via Sacra para recordar a Ressurreição de Cristo, ela é opcional e não entra na estrutura tradicional da Via-Sacra assim como os Mistérios Luminosos no Rosário.
 

 Oração Inicial

Dirigente: Senhor Jesus,
queremos nesta via-sacra seguir vossos passos
no caminho para o Calvário.
Neste longo e tenebroso trajeto, suportastes
dores, injúrias e humilhações.
Ajudai-nos a meditar estas estações com
muita fé e devoção.
Queremos aprender de vós a fidelidade a Deus,
mesmo diante das dificuldades
que nos cercam ao longo da vida.
A “via dolorosa” é
essencialmente um exercício
de piedade e devoção, um caminho que nos
permite purificar nossos passos
no vosso seguimento. Que esta via crucis
aumente em nós o amor a Deus e aos irmãos.


 PRIMEIRA ESTAÇÃO

 Jesus é condenado à morte

Dirigente: Nós vos adoramos,
ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz
remistes o mundo.
Leitor: Quando o “povo”
pediu a crucificação de Jesus,
Pilatos pediu água
e lavou as mãos, dizendo:
“Não sou responsável pelo
sangue deste homem.
É um problema de vocês”.
Depois de mandar açoitar Jesus,
entregou-o para ser crucificado.
Pai-nosso... Ave-Maria... Glória ao Pai.

A morrer crucificado,
Teu Jesus é condenado
por teus crimes, pecador.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.




SEGUNDA ESTAÇÃO
Jesus carrega a sua cruz

Dirigente: Nós vos adoramos,
ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz
remistes o mundo.
Leitor: Jesus recebe sobre seus
ombros a cruz e se dirige ao monte
Calvário ou Gólgota, onde será crucificado.
A cruz era um antigo
instrumento de suplício,
usado para executar os condenados à morte.
Pai-nosso... Ave-Maria... Glória ao Pai.

Com a cruz é carregado
e do peso acabrunhado,
vai morrer por teu amor.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.
 


 TERCEIRA ESTAÇÃO

 Jesus cai pela primeira vez

Dirigente: Nós vos adoramos,
ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz
remistes o mundo.
Leitor: Jesus caminha cansado e
abatido sob o peso da cruz. Seu corpo
está coberto de sangue,
suas forças esmorecem, e ele cai.
Com chicotes,
os soldados o forçam a se levantar
e continuar o caminho para o Calvário.
Pai-nosso... Ave-Maria... Glória ao Pai.

Pela cruz tão oprimido
cai Jesus desfalecido
pela tua salvação.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.
 


 QUARTA ESTAÇÃO
Jesus se encontra com sua mãe

Dirigente: Nós vos adoramos,
ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz
remistes o mundo.
Leitor: Mãe e filho se encontram e
se abraçam em meio à dor. Eles tudo
partilham, até a cruz, até o fim.
Sem palavras, a dor leva-nos a compartilhar
este momento sofrido, expresso em seus rostos.
Pai-nosso... Ave-Maria... Glória ao Pai.

De Maria lacrimosa,
sua mãe tão dolorosa,
vê a imensa compaixão.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.
 


 QUINTA ESTAÇÃO

 Simão ajuda Jesus a carregar a sua cruz

Dirigente: Nós vos adoramos,
ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz
remistes o mundo.
Leitor: Enquanto levavam Jesus
para ser crucificado, Simão de Cirene,
que voltava do campo, foi obrigado
a carregar a cruz para que Jesus não
desfalecesse pelo caminho,
pois tinha de permanecer vivo até a crucifixão.
Pai-nosso... Ave-Maria... Glória ao Pai.

Em extremo desmaiado,
deve auxílio tão cansado,
receber do Cirineu.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.



 

 SEXTA ESTAÇÃO


Verônica enxuga o rosto de Jesus

Dirigente: Nós vos adoramos,
ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz
remistes o mundo.
Leitor: Uma mulher que assistia
à passagem de Jesus se comove ao ver a
cena e decide limpar a face do
condenado tingida de sangue. No pano
usado por Verônica ficou gravado
o rosto de Jesus.
Pai-nosso... Ave-Maria... Glória ao Pai.

O seu rosto ensanguentado,
por Verônica enxugado
eis no pano apareceu.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.
 
 


 SÉTIMA ESTAÇÃO

 Jesus cai pela segunda vez

Dirigente: Nós vos adoramos,
ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz
remistes o mundo.
Leitor: Jesus sabia do fim que o esperava.
Seu espírito estava preparado,
mas seu corpo estava esgotado e abatido.
Por isso, caminhava com
dificuldade e pela segunda vez cai sob a cruz.
Pai-nosso... Ave-Maria... Glória ao Pai.

Outra vez desfalecido,
pelas dores abatido,
cai em terra o salvador.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.
 
 


 OITAVA ESTAÇÃO

 Jesus consola as mulheres de Jerusalém

Dirigente: Nós vos adoramos,
ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz
remistes o mundo.
Leitor: Já estavam próximos do monte
Calvário. Jesus, abatido pela dor e
vendo suas forças esgotadas,
ainda tem ânimo para consolar as mulheres
que, chorando, lamentavam o sofrimento dele.
Pai-nosso... Ave-Maria... Glória ao Pai.

Das matronas piedosas,
de Sião filhas chorosas,
é Jesus consolador.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.
 
 


 NONA ESTAÇÃO
Jesus cai pela terceira vez

Dirigente: Nós vos adoramos,
ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz
remistes o mundo.
Leitor: Jesus já não suporta
o cansaço e a dor, por isso cai pela terceira
vez sob o peso da cruz. Quiseram dar-lhe vinho misturado com fel para
aliviar a dor, mas ele não quis beber.
Pai-nosso... Ave-Maria... Glória ao Pai.

Cai, terceira vez, prostrado
pelo peso redobrado dos pecados e da cruz.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.
 

 
DÉCIMA ESTAÇÃO

 Jesus é despojado de suas vestes

Dirigente: Nós vos adoramos,
ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz
remistes o mundo.
Leitor: Os soldados tomaram as
roupas de Jesus e fizeram um sorteio, para
ver a parte que cabia a cada um.
Assim se cumpre a profecia:
“Repartiram
entre si minhas vestes e lançaram
sorte sobre a minha túnica”.
Pai-nosso... Ave-Maria... Glória ao Pai.

Dos vestidos despojado,
por verdugos maltratado,
eu vos vejo, meu Jesus.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.
 
 


 DÉCIMA PRIMEIRA ESTAÇÃO
Jesus é pregado na cruz

Dirigente: Nós vos adoramos,
ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz
remistes o mundo.
Leitor: Jesus é crucificado.
São cravados pregos de ferro
que lhe rasgam a
carne, dilacerando mãos e pés.
A cruz é erguida, Jesus fica suspenso entre
o céu e a terra. Agora é o fim,
ele está definitivamente condenado.
Pai-nosso... Ave-Maria... Glória ao Pai.

Sois por mim à cruz pregado,
insultado, blasfemado
com cegueira e com furor.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.
 
 


 DÉCIMA SEGUNDA ESTAÇÃO

 Jesus morre na cruz

Dirigente: Nós vos adoramos,
ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz
remistes o mundo.
Leitor: Depois de longa agonia,
Jesus lança seu último grito do alto da
cruz: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”.
Em seguida, inclinou a
cabeça e entregou o espírito a Deus.
Pai-nosso... Ave-Maria... Glória ao Pai.

Por meus crimes padecestes,
meu Jesus, por mim morrestes
como é grande a minha dor.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.
 
 

 DÉCIMA TERCEIRA ESTAÇÃO

 Jesus é descido da cruz

Dirigente: Nós vos adoramos,
ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz
remistes o mundo.
Leitor: Às vésperas do sábado,
José de Arimateia foi a Pilatos e pediu o
corpo de Jesus. Com a permissão de Pilatos,
José comprou um lençol de
linho, desceu o corpo da cruz
e o enrolou no lençol. Maria, sua mãe,
recebeu-o em seus braços.
Pai-nosso... Ave-Maria... Glória ao Pai.

Do madeiro vos tiraram
e nos braços vos deixaram
de Maria, que aflição.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.


 


 DÉCIMA QUARTA ESTAÇÃO

 Jesus é sepultado

Dirigente: Nós vos adoramos,
ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz
remistes o mundo.
Leitor: Depois de envolvê-lo num lençol,
José de Arimateia colocou o corpo
de Jesus num túmulo escavado na rocha,
onde ninguém ainda tinha sido
sepultado, e rolou uma grande pedra
para fechar a entrada do túmulo.
Pai-nosso... Ave-Maria... Glória ao Pai.

No sepulcro vos deixaram,
enterrado vos choraram,
magoado o coração.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.





 DÉCIMA QUINTA ESTAÇÃO

 A ressurreição de Jesus

Dirigente: Nós vos adoramos,
ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz
remistes o mundo.
Leitor: No Domingo de madrugada,
as mulheres foram ao túmulo e viram
que estava vazio.
Dois homens com vestes claras
e brilhantes lhes
perguntaram:
“Por que procuram entre os mortos
quem está vivo? Ele não
está aqui, mas ressuscitou”.
Pai-nosso... Ave-Maria... Glória ao Pai.

Meu Jesus, por vossos passos,
recebei em vossos braços,
a mim, pobre pecador.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus



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 ORAÇÃO FINAL

Dirigente: Senhor Jesus,
terminamos o percurso da via-sacra, onde
meditamos e rezamos sobre
as principais dificuldades que enfrentastes no
caminho até o Calvário.
Sobre vossa cruz resplandece
a luz da esperança,
que não nos permite voltar atrás.
A vossa cruz se torne para nós sinal de
vitória. Ajudai-nos a abraçá-la
com amor para que possamos vislumbrar o
brilho da vossa ressurreição.
Vós que viveis e reinais para sempre.

Todos: Amém.

Dirigente: Louvado será nosso
Senhor Jesus Cristo.

Todos: Para sempre seja louvado.
 
 
 

 


 
Obs. As 14 imagens da Via-Sacra foram feitas na Catedral de São João Batista, em Niterói-RJ. Exceto a 15ª, é uma pintura antiga do pintor italiano Rafael.
 
 
 

Crédito Fotografias:
ALBERTO ARAÚJO
Focus Portal Cultural
 

Um comentário:

  1. Percorrer este caminho sagrado através de um processo de profunda meditação pode nos fazer próximos das dores de Cristo e revelar-nos as mazelas do mundo. Mas é preciso trazer aos nossos dias a investigação sobre a razão do sofrimento das grandes massas humanas.
    Não podemos lavar as mãos e ignorar, silenciosamente, o genocídio bárbaro praticado pelos 'donos das armas' em seus testes desvairados das super-bombas 'não nucleares'. Eles estão, novamente, crucificando nosso Senhor em nome da eficácia tecnológica. As quinze estações do calvário não foram suficientes para lhes desconstruir a ganância. Eles seguem, massacrando Cristo Deus, dia após dia, obstinadamente.

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