2 de maio de 2025

DESPERTAR PARA A GRATIDÃO: A DÁDIVA DE MAIS UM AMANHECER REFLEXÃO DE ALBERTO ARAÚJO



A imagem nos saúda com um caloroso "Bom dia! SEXTA" e nos lembra, com singela profundidade, de um dos mais belos milagres que vivenciamos: "Um dos milagres mais lindos é podermos acordar todos os dias e recebermos de Deus o maior presente: A vida!".  A data de hoje, 02.05, marca mais um ciclo que se inicia, mais uma oportunidade de respirar, sentir e vivenciar. 

A mensagem ecoa um sentimento essencial para uma jornada plena: a gratidão. "Gratidão por mais um dia!" - essa simples frase carrega em si um reconhecimento poderoso do dom da existência. Em meio à rotina e aos desafios, parar para contemplar a dádiva de acordar, de ter a chance de experimentar o mundo e de interagir com ele, é um exercício que nutre a alma e ilumina o caminho.

Cada amanhecer é um novo começo, uma tela em branco onde podemos pintar novas histórias, aprender lições valiosas e fortalecer os laços que nos unem. A vida, em sua essência, é um presente inestimável, repleto de nuances, aprendizados e momentos únicos. 

Que esta sexta-feira, 02 de maio, seja um convite à reflexão sobre a beleza da vida e à prática da gratidão. Que possamos reconhecer a grandiosidade de cada novo dia e vivê-lo com alegria, propósito e apreço por cada instante. Que a nossa jornada seja marcada pela consciência do presente que recebemos a cada despertar. Um bom dia e uma sexta-feira abençoada!

 

© Alberto Araújo

02 de maio de 2025.

 

 

 

 


 

SEXTA-FEIRA ABENÇOADA: A RIQUEZA QUE MORA EM NÓS REFLEXÃO DE ALBERTO ARAÚJO


 

Por intermédio da imagem que a companheira Dulce Mattos postou em nosso grupo foculistas. 

A imagem nos presenteia com uma verdade simples, mas profunda: "Ser feliz não é obter todas as riquezas do mundo e sim acreditar que você é a maior delas." Que epígrafe inspiradora para iniciarmos esta sexta-feira! 

Em meio à agitação da vida e à constante busca por conquistas materiais, muitas vezes nos esquecemos do valor intrínseco que reside em cada um de nós. A verdadeira riqueza não se acumula em cofres ou se exibe em bens, mas floresce na aceitação e no reconhecimento do nosso próprio ser. 

Acreditar em si mesmo é o alicerce sobre o qual construímos a felicidade genuína. É reconhecer nossas qualidades, celebrar nossas conquistas e aprender com nossos desafios. Quando cultivamos essa autoconfiança, o mundo ao nosso redor se transforma. As dificuldades se tornam degraus para o crescimento, os obstáculos se mostram oportunidades disfarçadas e a jornada da vida se torna mais leve e significativa.

Nesta sexta-feira abençoada, que possamos internalizar essa poderosa mensagem. Que a nossa maior busca seja a de fortalecer o amor-próprio e a fé em nosso potencial. Ao reconhecermos a riqueza que já possuímos em nosso interior, estaremos mais preparados para apreciar as belezas do mundo e para construir uma felicidade que transcende o material.

Que este dia seja repleto de momentos que reforcem a sua crença em si mesmo e que a felicidade seja a sua maior e mais valiosa conquista. Uma sexta-feira abençoada para você!

Crédito da imagem

Compartilhada por Dulce Mattos, obrigado! 

© Alberto Araújo

02 de maio de 2025

 


 

23 de abril de 2025

FLORES PARA MARIA OTILIA CAMILLO SONETO DE ALBERTO ARAÚJO



FLORES PARA MARIA OTILIA CAMILLO

SONETO DE ALBERTO ARAÚJO

 

Que doce melodia agora ascenda,

Por Maria Otília, ser de luz infinda,

Cujo exemplo de conduta nos prenda,

Com altruísmo e respeito, alma tão linda.

 

Carinho, amor, amizade em você reside,

Neste abril que sua vida nos revela,

Alberto Araújo sua gratidão decide,

Por sua amizade, tão sincera e bela.

 

Que Deus lhe abençoe em cada aurora nova,

E a paz, a saúde, o amor sempre a envolva,

Fazendo seu coração feliz sem prova.

 

Hoje a alegria em nós também se mova,

Pois sua festa é de quem bem a estima,

Ó Maria Otília, prezada alma prima!

 

Homenagem de © Alberto Araújo

Em 23 de abril de 2025, Dia do aniversário de Maria Otilia Camillo.

 

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MARIA OTÍLIA CAMILLO: UM PILAR DE INSPIRAÇÃO EM NOSSO CONVÍVIO 

No limiar de mais um ciclo solar, quando o 23 de abril floresce em cores vibrantes, nossos pensamentos e corações se voltam para uma amiga singular que estrutura nossa confraria: Maria Otília Camillo. hoje, não será apenas um dia no calendário, mas a celebração da vida de uma companheira que tece em seu cotidiano fios de bondade, respeito e um altruísmo que nos inspira profundamente. 

Maria Otília personifica a gentileza em cada gesto, a sabedoria em cada palavra e a lealdade em cada laço que constrói. Sua conduta exemplar não é apenas um ideal a ser admirado, mas uma prática constante que enriquece o tecido de nossas relações. A amiga é o carinho que acolhe, o amor que nutre e a amizade sincera que fortalece os elos que nos unem. 

Neste dia que marca sua chegada ao mundo, reconhecemos o presente inestimável que Deus nos concedeu ao nos permitir compartilhar a jornada com Maria Otília. Sua vida é um testemunho de generosidade, e sua presença, um bálsamo para os corações que a conhecem. 

Que este novo ano que se inicia para você, querida Maria Otília, seja repleto de alegrias transbordantes, saúde inabalável e paz que acalma a alma. Que a felicidade seja sua constante companheira, e que o amor que você irradia retorne em ondas ainda mais intensas. 

Hoje, a festa é sua, mas a celebração é de todos nós que temos o privilégio de admirar a luz que emana de sua essência. Feliz Aniversário, nossa querida confreira Maria Otília Camillo! Que seu dia seja tão especial quanto a pessoa extraordinária que você representa em todo a nossa comunidade cultural 

Shirley & Alberto Araújo

23 de abril de 2025








21 de abril de 2025

FELIZ SEMANA A TODOS OS AMIGOS FOCULISTAS!



FELIZ SEMANA A TODOS OS AMIGOS FOCULISTAS! 

Que a semana floresça com alegria, conquistas e muita energia positiva, e que recebamos essa dose extra de ânimo para cada dia. Uma semana extraordinária para todos nós! 

Alberto Araújo.

 

O SILÊNCIO DO PASTOR A HERANÇA DE FRANCISCO, ENTRE O LUTO E A NOVA AURORA. TEXTO JORNALÍSTICO/LITERÁRIO POR ALBERTO ARAÚJO


No dia 21 de abril de 2025, o silêncio ecoa na Praça de São Pedro, um vazio palpável que se estende pelas ruas de Roma e pelos corações de mais de um bilhão de fiéis. O anúncio oficial ressoa como um trovão: o Papa Francisco não está mais entre nós. A notícia, embora esperada, golpeia com a força de uma onda, deixando um rastro de incredulidade e tristeza. 

Não é apenas a morte de um homem, mas a partida de um líder que ousou desafiar convenções, um pastor que buscou aproximar a Igreja dos marginalizados, um pontífice que clamou por justiça e sustentabilidade em um mundo em crise. A sua voz, tantas vezes um bálsamo para os aflitos e um alerta para os poderosos, agora silenciou, deixando um eco profundo. 

O luto se espalha como uma névoa densa, envolvendo cada catedral, cada igreja, cada lar católico. Orações silenciosas se elevam, súplicas por conforto e esperança em meio à dor. Os "nove dias de luto" se iniciam, um período de introspecção e memória, onde a figura do Papa Francisco será recordada em missas e homenagens solenes.

Enquanto isso, nos corredores do Vaticano, o tempo parece suspenso. O Cardeal Camerlengo, com a solenidade de um guardião de segredos ancestrais, confirma a partida do líder. A Capela Sistina se prepara para receber os cardeais eleitores, os homens que terão a missão de escolher o sucessor de Francisco. O conclave, um ritual milenar, se inicia. A fumaça, um símbolo de esperança, será o sinal para o mundo: branco, a confirmação de um novo Papa; negro, a continuidade da espera.

A eleição do novo pontífice não é apenas um evento religioso, mas um momento de reflexão global. O mundo observa, com expectativa e apreensão, o desenrolar de um processo que moldará o futuro da Igreja Católica e, de certa forma, influenciará o curso da história. A partida do Papa Francisco deixa um legado de compaixão e mudança, e a escolha de seu sucessor definirá se esse legado continuará a inspirar a humanidade, ou se um novo capítulo será escrito nas páginas da fé. 

A Igreja Católica tem cerca de aproximadamente 1.406 milhões, em 2023 seguidores em todo o mundo estatística feita 2023, e contempla 17% da população mundial, segundo dados do Vaticano. A América concentra o maior número de católicos do mundo são mais de 660 milhões de fiéis e é o continente com maior proporção de seguidores da religião em sua população (64%). 

© Alberto Araújo

21 de abril de 2025, Dia em que o Papa Francisco faleceu. Ele nasceu em 17 de dezembro de 1936, faleceu aos 89 anos.




20 de abril de 2025

O SILÊNCIO ESTRONDOSO DAS OMISSÕES



A imagem em preto e branco nos confronta com uma súplica visceral: "tira da minha vida, Deus... tudo aquilo que me impede de prosperar." Mas, por um instante, desviemos o olhar da prece explícita e mergulhemos no abismo silencioso das omissões.

Quantas vezes a verdadeira barreira para a nossa prosperidade não reside no que clamamos para ser retirado, mas sim naquilo que evitamos confrontar? Nos medos paralisantes que nos confinam em zonas de conforto estagnadas? Nas verdades inconvenientes que varremos para debaixo do tapete da ilusão?

Essa imagem, com sua atmosfera carregada de fervor religioso, paradoxalmente nos lança um desafio laico e urgente: a coragem de olhar para dentro e identificar os sabotadores invisíveis que residem em nossas próprias escolhas e inações.

Não são apenas os obstáculos externos que nos detêm. Muitas vezes, são as âncoras internas forjadas pela procrastinação, pela autocrítica implacável, pela recusa em assumir riscos e pela teimosa insistência em padrões autodestrutivos.

A prece por remoção se torna, então, um espelho que reflete a nossa própria responsabilidade. Deus, ou qualquer força superior em que acreditemos, pode até ouvir o clamor, mas a verdadeira transformação reside na nossa disposição de desenterrar as raízes profundas daquilo que nos impede de florescer.

Este não é apenas um pedido de ajuda divina; é um chamado à ação humana. É um convite a romper o silêncio ensurdecedor das nossas próprias omissões, a encarar as sombras que projetamos em nosso caminho e a assumir a árdua, mas libertadora, tarefa de nos desvencilharmos daquilo que, sutilmente, nos aprisiona. A verdadeira prosperidade começa no instante em que ousamos confrontar o que realmente nos impede de avançar.

 



 

NESTE SIMBÓLICO OVO DE PÁSCOA, O PLANETA PULSA EM UM UNÍSSONO DESEJO: A PAZ QUE FLORESCE EM CADA NAÇÃO.


Na imagem, o mundo se apresenta como um ovo frágil e precioso, clamando por um futuro onde a paz não seja apenas um sonho, mas uma realidade compartilhada por todas as suas cores e culturas. Um mosaico de identidades unidas em um único formato: o ovo, símbolo de renascimento, agora veste as cores do mundo em um eloquente pedido por paz.

Que esta mensagem germine em cada coração. Que este "ovo" de nações inspire uma ação global pela paz. Que o desejo aqui representado se manifeste em um mundo onde a harmonia prevaleça. Como é majestosa esta representação do mundo clama por uma paz que envolva cada cultura, cada fronteira, cada ser humano.

FELIZ PÁSCOA!


 

O SOL DA ESPERANÇA RESSURGE - REFLEXÃO DE ALBERTO ARAÚJO

 


Na penumbra da Sexta-feira Santa, o mundo prendeu a respiração diante do sacrifício. A dor e a aparente derrota pairavam no ar, carregando o peso da humanidade. Mas a história não terminou ali. Assim como a aurora sempre vence a escuridão, a madrugada do domingo trouxe consigo a explosão de vida que mudaria para sempre o curso da existência.

A ressurreição de Jesus Cristo não foi apenas um milagre; foi a confirmação da vitória do amor incondicional sobre a morte, da esperança triunfando sobre o desespero. Aquele túmulo vazio ecoa através dos séculos, proclamando que as correntes que nos aprisionavam foram quebradas.

Hoje, celebramos essa luz que irrompeu na história, dissipando as sombras do pecado e da finitude. A Páscoa é a renovação da nossa fé, a certeza de que, assim como Jesus venceu, nós também podemos superar os desafios e encontrar a vida plena. É tempo de renascer com Ele, fortalecidos pela esperança que a ressurreição nos oferece.

Feliz Páscoa



DOMINGO DE PÁSCOA EM NITERÓI: A CELEBRAÇÃO DA VIDA QUE FLORESCE

A frase "Cristo ressuscitou" é um dos pilares centrais da fé cristã, celebrando o evento da ressurreição de Jesus Cristo após sua crucificação. Esta crença é fundamental para o cristianismo, representando a vitória sobre a morte e a promessa de vida eterna.

Neste radiante domingo de Páscoa, a brisa que sopra sobre as praias de Niterói parece carregar consigo a alegria da ressurreição. O sol da manhã ilumina o contorno do Rio, abençoando a cidade com a promessa de um novo começo.

Hoje, os corações niteroienses pulsam em uníssono com a fé renovada. Nas igrejas espalhadas por cada bairro, da Praia de Icaraí a Itaipu, a mensagem da vitória de Cristo sobre a morte ecoa, fortalecendo os laços de esperança e comunidade.

As famílias se reúnem, compartilhando não apenas o tradicional almoço pascal, mas também a alegria de um tempo de renovação. Nos olhares, a certeza de que a vida venceu, inspirando a seguir em frente com mais fé e amor.

Este Domingo de Páscoa em Niterói é mais do que um feriado; é a celebração da vida que se manifesta em cada sorriso, em cada abraço, na beleza natural que nos cerca. É a reafirmação de que, assim como a natureza se renova na primavera, nossos espíritos também são revigorados pela esperança que emana do Cristo ressuscitado.

Que a luz desta manhã de Páscoa continue a iluminar cada lar em Niterói, trazendo paz, saúde e a certeza de um futuro abençoado.

Feliz Páscoa!

 

FELIZ PÁSCOA MENSAGEM DE SHIRLEY & ALBERTO ARAÚJO


 

FELIZ PÁSCOA!

MENSAGEM DE SHIRLEY & ALBERTO ARAÚJO

 

Que a alegria da ressurreição de Cristo ilumine sua vida e a de seus entes queridos, trazendo paz, esperança e muito amor neste domingo de Páscoa! Que a renovação desta data inspire novos começos e fortaleça os laços que nos unem.

Feliz Páscoa!

Shirley & Alberto Araújo.

19 de abril de 2025

RESSURREIÇÃO, A AURORA DA ESPERANÇA PROSA POÉTICA DE ALBERTO ARAÚJO

 

O silêncio da tumba, outrora pesado e definitivo, cedeu ao brado silencioso da vida. A pedra rolou, não por força humana, mas pela irrupção divina que rasgou a mortalha da escuridão. O corpo que jazia inerte, alvo de dor e crucificação, vestiu-se de luz, rompendo as correntes da finitude. 

Naquele jardim banhado pelo orvalho da manhã, a fragrância das flores misturou-se ao aroma da eternidade. A morte, antes um espectro onipotente, curvou-se diante daquele que venceu o império do sepulcro. O medo se dissipou como névoa ao sol, substituído por uma certeza radiante, um farol aceso na vastidão do tempo. PORQUE ELE VIVE EU POSSO CRÊR NO AMANHÃ! Essa exclamação ecoa pelos séculos, um cântico de esperança que desafia as lágrimas e a desesperança. 

Não é uma vã filosofia, um consolo efêmero, mas a constatação palpável de um milagre que transformou a história. Se a morte foi tragada pela vitória, que temor pode resistir? Que sombra pode obscurecer a promessa de um novo amanhecer? 

A Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo não é apenas uma lembrança de um evento passado, mas a celebração viva de uma realidade presente e futura.

Em cada raio de sol que desponta, em cada flor que desabrocha, em cada suspiro de vida, reside a prova incontestável: Ele vive! E porque Ele vive, a esperança veste-se de certeza, e o amanhã se descortina como um horizonte de infinitas possibilidades. A fé não é um salto no vazio, mas um passo firme sobre a rocha da ressurreição. Que a luz desta verdade ilumine cada coração, renovando a crença em um futuro pleno de paz e vida eterna. 

FELIZ PÁSCOA! 

© Alberto Araújo 






13 de abril de 2025

A SEMANA SANTA



SEMANA SANTA

 

A Semana Santa é um período de profunda reflexão e celebração para os cristãos, marcando os últimos dias de Jesus Cristo, sua paixão, morte e ressurreição.

 

A semana se inicia no Domingo de Ramos, que comemora a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém.

 

Na Segunda-Feira Santa, recorda-se o momento em que Maria unge Jesus com perfume, e Judas a repreende.

 

A Terça-Feira Santa marca o anúncio de Jesus sobre a traição de um dos doze apóstolos e a negação de Pedro.

 

Na Quarta-Feira Santa, Jesus confirma a traição de Judas Iscariotes.

 

A Quinta-Feira Santa é um dia significativo, pois Jesus institui a Eucaristia e a Ordem Sacerdotal.

 

A Sexta-Feira Santa é dedicada à Paixão e morte de nosso Senhor Jesus Cristo.

 

O Sábado Santo é um dia de espera e reflexão, lembrando que Jesus desceu ao inferno e triunfou sobre a morte. À noite, celebra-se a Vigília Pascal.

 

Finalmente, o Domingo de Páscoa celebra a vitória de Jesus sobre a morte, com a proclamação: "Jesus triunfou sobre a morte. Verdadeiramente ressuscitou. Aleluia, aleluia!"

 

Crédito da imagem

A pintura que você mostrou é "Cristo Carregando a Cruz" (Via Sacra) de Giovanni Battista Tiepolo.

 

8 de abril de 2025

O ECO DE TRÊS "SINS" NA ANUNCIAÇÃO TEXTO DE ALBERTO ARAÚJO – BLOG ALBERTO ARAÚJO & AMIGOS

 

No dia 25 de março, o calendário cristão nos convidou a reviver um instante singular, um ponto de inflexão na trajetória da humanidade: a Anunciação. É o momento solene em que o Arcanjo Gabriel, mensageiro divino, irrompe na singela vida da Virgem Maria com palavras que carregam o peso da eternidade: 

"Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo; o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim.” (Lc 1,30-33) 

Diante de tal anúncio, o coração de Maria poderia ter vacilado. A magnitude da missão, a ousadia do plano divino, poderiam ter gerado dúvidas e receios. Contudo, seu espírito, profundamente enraizado na fé e na confiança em Deus, não hesitou. Sua entrega foi total, um eco de humildade e coragem que reverberaria pelos séculos:

"Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra!" (Lc 1,38)

A Anunciação do Senhor ressoa em nossos corações, lembrando-nos de três grandes "sins" que moldaram a nossa salvação: 

Primeiramente, o Sim de Deus, um ato de amor incondicional que o impeliu a descer ao nosso encontro, a romper a distância entre o divino e o humano. Como o próprio Jesus expressou: “O meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e realizar plenamente sua obra.” (Jo 4,34) Sua vinda ao mundo, a Encarnação, é a prova máxima desse "sim" eterno. 

Em segundo lugar, o Sim de Maria, a porta pela qual a salvação adentrou a história. Sua aceitação da vontade do Pai, seu "faça-se", permitiu que o Verbo Divino se fizesse carne e habitasse entre nós, cumprindo a promessa de redenção. Como bem resume a fé cristã: “E o Verbo Divino se fez carne. E habitou entre nós.” 

Por fim, a Anunciação nos interpela sobre o nosso Sim. Deus, que nos criou livres, espera também a nossa resposta de amor e entrega. Santo Agostinho, com sua profunda sabedoria, nos lembra: “Aquele que te criou sem ti, não te salvará sem ti.” Nossa colaboração, nosso "sim" cotidiano, é essencial para acolher a graça divina em nossas vidas. 

A Encarnação, portanto, foi um gesto de humildade sem precedentes do próprio Deus, que se despojou de sua glória para se fazer homem e caminhar ao nosso lado. E Maria, com sua fé inabalável e seu "sim" incondicional, não apenas se tornou a Mãe de Deus, mas também um modelo inspirador de fé e entrega para todos nós. 

Neste tempo presente, somos convidados a refletir: como podemos dizer nosso "sim" a Deus hoje? De que maneiras podemos abrir nossos corações à Sua graça, a exemplo da Virgem Maria? Que ecos do "sim" divino e do "sim" de Maria podemos fazer ressoar em nossas próprias vidas? A resposta reside em nossa disposição em acolher a vontade de Deus com humildade, coragem e um coração inteiramente voltado para Ele. 

A IMAGEM RETRATA A CENA BÍBLICA DA ANUNCIAÇÃO, ONDE O ANJO GABRIEL VISITA A VIRGEM MARIA para anunciar que ela conceberá e dará à luz Jesus. 

A pintura A Anunciação do artista francês Ary Scheffer, datada de 1850. 

A imagem captura o momento crucial em que a mensagem divina é entregue a Maria, um evento central na fé cristã. A postura e a expressão dos personagens, juntamente com os símbolos e a luz, visam transmitir a importância, a solenidade e a natureza sagrada da Anunciação. A composição geralmente busca um equilíbrio entre o divino (representado por Gabriel e a luz) e o humano (Maria e o ambiente terreno). 

Anjo Gabriel. Ele é mostrado à direita, ajoelhado ou em movimento em direção a Maria. Ele veste uma túnica verde clara e tem grandes asas brancas. Em sua mão, ele segura um lírio branco, frequentemente associado à pureza e à Virgem Maria. Uma auréola dourada circunda sua cabeça, indicando sua natureza celestial. Seu braço direito está erguido em um gesto de saudação ou bênção. 

Virgem Maria. Ela está à esquerda, sentada ou ajoelhada em um ambiente que parece ser um interior, talvez sua casa. Ela veste uma túnica rosa e um manto azul, cores tradicionalmente associadas a Maria. Uma auréola dourada também adorna sua cabeça. Sua expressão é de humildade e talvez um pouco de surpresa ou contemplação, com as mãos juntas sobre o peito. 

A cena se passa em um espaço interior, sugerido pela arquitetura ao fundo com colunas e cortinas escuras. Uma mesa pequena com um tecido branco e algo que parece ser uma cesta de costura está entre os dois personagens. 

Uma luz divina, geralmente representando o Espírito Santo, irradia do céu, banhando a cena. Raios de luz dourada descem, frequentemente direcionados a Maria, simbolizando a concepção divina. Nuvens brancas e luminosas cercam a fonte de luz. Além do lírio, outros elementos podem ter significado simbólico dentro da tradição cristã, como as cores das vestes e a própria luz.

© Alberto Araújo

 


Ary Scheffer nasceu em Dordrecht, 10 de fevereiro de 1795 e faleceu em Argenteuil, 15 de junho de 1858 foi um pintor francês de ascendência neerlandesa e do movimento do Romantismo. Era irmão do também pintor Henry Scheffer. As suas obras denotam inspiração mística e onírica. Foi aluno de Pierre-Narcisse Guérin e professor de Auguste Bartholdi, Claudius Popelin, Jean-Baptiste-Ange Tissier, German von Bohn e Thomas de Barbarin, entre outros.




31 de março de 2025

A SINFONIA URBANA E MARINHA. UM ENCONTRO DE DIVERSIDADES E BELEZA NO RIO DE JANEIRO


A imagem é dominada pela presença vibrante de árvores frondosas, com folhagem verdejante que ocupa grande parte do quadro. As folhas, em tons variados de verde, criam uma textura rica e um efeito de moldura natural para a cena. A densidade da vegetação sugere um local com abundante vida natural, possivelmente um parque ou área de preservação urbana. A luz do sol que incide sobre as folhas realça a sua vivacidade e cria um jogo de luz e sombra, adicionando profundidade à imagem.

No plano intermediário, a paisagem se transforma em um cenário urbano, com uma rua movimentada e carros em circulação. A presença de um semáforo indica um cruzamento, sugerindo um ponto de conexão entre diferentes áreas da cidade. 

A calçada, com seu padrão de ladrilhos claros, contrasta com o asfalto escuro da rua, criando um interessante jogo de texturas. 

Pessoas caminhando na calçada adicionam um toque humano à cena, mostrando a interação entre a natureza e a vida urbana. 

No horizonte, a imensidão do mar se estende até onde a vista alcança, com tons de azul que se misturam com o céu claro.

A presença do Pão de Açúcar, um dos cartões postais mais icônicos do Rio de Janeiro, adiciona um toque de grandiosidade e beleza à paisagem. A faixa de areia clara da praia, com pessoas desfrutando do sol, cria um contraste com o azul profundo do mar. 

A imagem foi capturada em um dia ensolarado, com poucas nuvens no céu, o que permite uma visão clara e nítida da paisagem. A imagem captura a coexistência harmoniosa entre a natureza exuberante, a vida urbana agitada e a beleza da paisagem marinha.

O contraste entre o verde das árvores, o cinza da cidade e o azul do mar cria uma composição visualmente interessante e equilibrada. A imagem transmite uma sensação de tranquilidade e beleza, convidando o espectador a apreciar a diversidade da paisagem carioca.

 

23 de março de 2025

A PACIÊNCIA DIVINA E O CHAMADO URGENTE AO ARREPENDIMENTO

 


Como todos os domingos, eu e minha esposa participamos da missa das 17 horas na Paróquia e Santuário São Judas Tadeu de Icaraí.

No dia 23 de março, o Padre Carmine celebrou a missa, e o tema da homilia foi a Parábola da Figueira, com a marcante frase: "Deixe a figueira ainda este ano" (Lucas 13:8-9). Essa parábola nos confronta com a urgência do arrependimento e a paciência divina.

A figueira estéril, símbolo da nossa própria fragilidade, nos convida a refletir sobre a nossa existência. Quantas vezes negligenciamos os frutos que Deus espera de nós? Quantas oportunidades desperdiçamos, deixando a vida passar sem florescer em amor, bondade e justiça?

A paciência divina, personificada na figura do vinhateiro, nos oferece um último ano, uma derradeira chance de transformação. Deus, em sua infinita misericórdia, não desiste de nós, mesmo quando merecemos ser cortados pela raiz. Ele nos concede tempo para cavar em volta de nós mesmos, para remover as pedras do egoísmo e da indiferença, e para adubar o solo do nosso coração com arrependimento e humildade. 

Mas atenção, o tempo da graça não é infinito. A morte, inevitável para todos nós, marca o fim da espera. E então, seremos julgados pelos frutos que produzimos. Teremos respondido ao chamado divino, florescendo em amor e bondade, ou seremos encontrados vazios, estéreis, dignos de serem cortados e lançados ao fogo?

A parábola da figueira é um convite urgente à reflexão. Que possamos aproveitar este tempo precioso que nos é concedido, buscando o arrependimento e produzindo frutos que glorifiquem o nome de Deus. Que a misericórdia divina nos inspire a amar, perdoar e servir, para que, no último dia, possamos ser encontrados dignos da vida eterna.



PADRE CARMINE PASCALE


Padre Carmine Pascale é um o Vigário Geral da comunidade da Paróquia e Santuário São Judas Tadeu, em Icaraí, Niterói. Ele é conhecido por sua dedicação e liderança espiritual, desempenhando um papel fundamental na vida dos fiéis locais. É o pároco da Igreja de São Judas Tadeu em Icaraí, função que assumiu em 2004. Possui raízes italianas, com origens na região da Basilicata, o que influencia sua forte ligação com a comunidade local. 

Além de pároco, exerce outras funções na Arquidiocese de Niterói, como Vigário Geral Arquidiocesano, Coordenador Arquidiocesano das Leigas Consagradas e Orientador Arquidiocesano dos Grupos de Canto Coral. É reconhecido por seu trabalho dedicado à comunidade, sendo um padre respeitado e querido pelos fiéis. 

PARÓQUIA E SANTUÁRIO SÃO JUDAS TADEU

Localizada no bairro de Icaraí, em Niterói, a paróquia é um importante centro de fé e devoção na região. É dedicada a São Judas Tadeu, o santo das causas impossíveis, atraindo muitos fiéis em busca de esperança e auxílio. A paróquia tem uma vida comunitária ativa, com diversas atividades religiosas e sociais, desempenhando um papel relevante na vida dos moradores de Icaraí. É um local de encontro para a comunidade local, onde as pessoas se reúnem para celebrar a fé, buscar apoio espiritual e fortalecer os laços comunitários.

 

 

Editorial

Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 

















11 de março de 2025

O VOO DA BORBOLETA: ANA CLARA E A SINFONIA DA LUZILÂNDIA

 

Lembro-me de Ana Clara, quando nasceu, foi uma alegria para os seus pais e toda a nossa família. Uma menininha linda, com olhos brilhantes e um sorriso que iluminava qualquer ambiente. Uma borboleta inquieta, sempre a explorar o mundo com curiosidade e alegria. Quem diria que aquela criança travessa se transformaria na mulher forte e admirável que é hoje?

A memória da minha partida para o sul quando tinha quatro anos ainda ecoa em meu coração. Ana Clara era apenas uma criança, mas já demonstrava a força e a determinação que a acompanhariam ao longo da vida. Acompanhei de longe seu crescimento, sua dedicação aos estudos, sua paixão pelos animais. A inteligência e a bondade que sempre a caracterizaram floresceram, transformando-a em um exemplo para todos nós.

Desde a infância, o amor de Ana Clara pelos animais era evidente. Era comum encontrá-la cuidando de animais de rua, resgatando pássaros caídos ou brincando com os animais de estimação da família com uma ternura incomum. Essa conexão especial com o reino animal era evidente para todos ao seu redor. 

A decisão de seguir a Medicina Veterinária foi uma escolha natural, impulsionada pelo desejo de dedicar sua vida a cuidar e proteger os animais. Ela via na profissão a oportunidade de unir sua paixão com seu talento, transformando seu amor em um trabalho gratificante. 

Ana Clara reside na acolhedora Luzilândia, a cidade luz, banhada pelas águas serenas do Velho Monge, o Rio Parnaíba. Lá, ela está pronta para exercer a  sua profissão com amor e dedicação, cuidando dos animais com a mesma ternura que sempre demonstrou. 

Como médica veterinária, Ana Clara demonstrará o mesmo cuidado de outrora. Ela trata cada animal com respeito e carinho, dedicando tempo para entender suas necessidades e oferecer o melhor tratamento possível. Sua compaixão e empatia a tornará uma profissional admirada e querida pelos animais e seus tutores. 

Certamente, a Ana Clara se envolverá em projetos de proteção animal, participando de campanhas de conscientização e buscando constantemente formas de contribuir para o bem-estar dos animais em sua comunidade. Sua dedicação vai além do trabalho, refletindo um compromisso genuíno com a causa animal. 

Temos orgulho de ter Ana Clara como sobrinha. Ela é uma filha obediente, uma jovem inteligente e dedicada, um exemplo a ser seguido. Sua história nos inspira a acreditar no poder da transformação, na força da dedicação e na beleza da bondade. 

Ana Clara, que sua jornada continue sendo iluminada pela luz da sua paixão e que sua vida seja tão bela quanto a sinfonia que emana das águas do Velho Monge. E que a distância física jamais diminua o amor e a admiração que sentimos por você. 

Crônica de Alberto Araújo

11 de março de 2025, dia do aniversário natalício da sobrinha Ana Clara. 




ACRÓSTICO ANA CLARA

Amorosa, em cada gesto e olhar,
Nobre alma, que sabe amar e cuidar,
Amiga leal, em quem podemos confiar.
Compaixão, sua marca registrada,
Luz que irradia, nunca apagada,
Alma generosa, sempre dedicada,
Radiante sorriso, que a todos encanta,
Amor pelos animais, que a vida levanta.