15 de dezembro de 2012

NATAL - POESIA DE JOSÉ PAIS DE MOURA SIMÕES

 
 

 
 
NATAL
É Natal...
O Universo festivo, luzidio.
Sobre árvores verde musgo,
Ruas, avenidas...
Luzes coloridas continuamente.
Dos campanários os sinos repicam,
E o zunir estridente que ecoa pelo horizonte
Abrange o casario;
Palacetes, casebres...
Os templos repletos
E sem distinção
De raças, crenças...
Os cânticos divinos, natalícios.
Lá, nas alturas, nas abóbadas.
“A fé move montanhas”
Vindo dos confins gélidos, no trenó,
O velhinho de barbas brancas
E vergado do peso,
Acena, dá as boas-vindas...
O povo apenhado nas lojas...
Não, de mãos vazias.
São sacos, sacolas...
E ao momento, no relógio,
A hora exata.
Expostas as oferendas uma a uma.
O regozijo transborda,
A criançada exalta,
Adultos sorridentes,
Beijos, abraços constantes.
Corações felizes tão ternamente!...
Devotos, curiosos, na simples capelinha...
No presépio simbólico, imaginário,
O Deus Menino, a Mãe Celestial,
A manjedoura, os pastorzinhos, os Reis Magos...
No lar, sobre a mesa farta ou não,
O pão, vinho e iguarias.
O Onipotente
Jamais estará, estará ausente!...
Que pena, que pena, o Natal num só dia!
Que bom seria
Muitos e muitos dias... Natais.
Guerras... Ódios... Cobiças...
Não, não... Não mais!
 
         José Pais de Moura Simões
(Poeta, Trovador da Vila de Soure - Portugal)
 
 
(Deseja aos amigos Boas Festas,
e um próspero ANO NOVO-2013).
 
 

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