Mais do que um rito religioso, o dia de hoje é um espetáculo sensorial. Nas igrejas, o verde das folhas de palmeira e oliveira desenha um cenário de triunfo; nas ruas, o povo carrega esses ramos como símbolos de esperança e resistência. O grito de "Hosana" ecoa não apenas como uma saudação messiânica, mas como um pedido de paz para os tempos atuais.
Culturalmente,
o Brasil transforma essa data em arte: As mãos habilidosas que trançam a palha
em formas de cruz. O teatro de rua espontâneo que ocupa as ladeiras das cidades
históricas. O costume de guardar o ramo bento atrás da porta para
"espantar as tempestades", unindo a fé cristã ao misticismo protetor
do nosso povo.
É
o dia em que o divino entra na cidade montado na humildade, lembrando-nos que a
verdadeira grandeza não precisa de tronos, mas de propósitos. Que os ramos de
hoje tragam a renovação necessária para a semana que se inicia.
© Alberto Araújo
Focus Portal Cultural

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