15 de fevereiro de 2026

PADRE CARMINE PASCALE A HOMILIA QUE SE FAZ VIDA CRÔNICA-REFLEXIVA DE © ALBERTO ARAÚJO

14 de fevereiro de 2026. O 6º Domingo do Tempo Comum trouxe consigo não apenas uma celebração, mas uma experiência que se gravou no coração dos fiéis. A Paróquia e Santuário São Judas Tadeu estava repleta de vozes e expectativas, e foi sob esse clima que Padre Carmine Pascale presidiu a missa. Sua presença não é comum.  Sim, de um pastor que carrega consigo a serenidade de quem vive o Evangelho e a alegria de quem sabe que a fé é encontro e partilha. 

O sol de fevereiro iluminava Niterói como se fosse cúmplice da celebração. Ao entrar na igreja, cada fiel trazia consigo suas inquietações, suas dores e suas esperanças. Mas bastou o canto de entrada para que tudo se transformasse. Desde o canto inicial, “Eu creio em Deus...”, a assembleia foi envolvida por uma atmosfera de unidade. Padre Carmine entrou cantando, irradiando felicidade, convidando todos a participarem de uma festa espiritual. Não era apenas o início de uma liturgia; era o anúncio de que algo grandioso estava prestes a acontecer.

As leituras Eclesiástico (Eclo) 15, 16-21 — "Deus deixou ao homem o poder de escolher entre o bem e o mal...", o Salmo Responsorial 118-119 - “Feliz o homem sem pecado em seu caminho que na Lei do Senhor Deus vai progredindo”, da 2ª Leitura - Primeira Carta aos Coríntios (1Cor) 2, 6-10 e do Evangelho de Mateus (Mt) 5, 17-37. Em verdade eu vos digo, antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da lei, sem que tudo se cumpra... foram como pedras preciosas lapidadas pela sua interpretação. Ele não se limitou a explicá-las: viveu-as diante de nós. 

Sua homilia foi um convite à prática concreta da fé. E ao meditar sobre o Evangelho de Mateus, lembrou que a autenticidade é a marca dos discípulos de Cristo: que o “sim” seja sim, e o “não” seja não. Tudo o que for, além disso, vem do maligno... Não havia retórica vazia; havia verdade, havia vida. 

Padre Carmine não fala apenas com palavras. Ele fala com os olhos, com os gestos, com o silêncio que antecede cada frase. Sua voz é firme, mas doce; profunda, mas acessível. É como traduzir o mistério divino em linguagem humana, sem perder a sacralidade. Há nele uma unção que não se ensina nos livros, mas que se recebe como dom. Não é apenas eloquência, não é apenas conhecimento teológico. É a presença do Espírito que se manifesta em cada palavra. E é exatamente isso que acontece quando Padre Carmine fala: sentimos que algo se move dentro de nós, que somos chamados a ser melhores, a viver com mais amor e gratidão. 

Quando o Credo Niceno-Constantinopolitano foi proclamado e a oração da comunidade: “Deus de Amor, ouvir-nos”, elevou nossas súplicas, um sentimento coletivo de paz tomou conta da assembleia. Não era apenas uma missa; era um encontro com o sagrado, mediado por alguém que carrega consigo a missão de ser presença viva de Cristo entre nós. 

O ofertório trouxe um momento de beleza singular. Ao som do canto “Venho Senhor Oferecer”, cada gesto se tornava símbolo de entrega. E foi então que dois amigos de longa data, Marne e Licia Lucas, foram abençoados pelo Espírito Santos, ambos caminharam até o altar levando o pão e o vinho. Não eram apenas oferendas; eram vidas oferecidas, histórias partilhadas, talentos consagrados. 

Marne, engenheiro de profissão, homem de espírito generoso, e Licia, pianista consagrada e reconhecida internacionalmente, hoje Diretora Cultural do Teatro São Judas Tadeu, representaram naquele instante não apenas a si mesmos, mas toda a comunidade que se coloca diante de Deus. A emoção em seus rostos era testemunho de que o gesto simples de levar os dons ao altar pode se tornar um ato de profunda espiritualidade. 

E quando o canto da consagração ecoou “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus do Universo... Hosana nas alturas...” a igreja inteira suspensa entre o céu e terra. Certamente, no momento, os anjos se uniram ao coro humano, e cada voz era uma chama acesa em louvor. 

Mas havia ainda um instante reservado à surpresa, um gesto que tocou profundamente o coração deste cronista. Após a bênção final, quando a assembleia já se preparava para a saída. É costume que, nesse momento, se proclame: “A alegria do Senhor seja a nossa força”, recordando que a missão do cristão é levar ao mundo a luz e a esperança de Cristo. 

Porém, Padre Carmine, com a mesma alegria que o caracteriza, voltou-se para mim e disse algo que ficará gravado para sempre em minha memória. Com voz firme e sorriso radiante, disse em alto e bom tom: “Seus textos são ótimos, são muito inspirados.” Não foi apenas um elogio. Um reconhecimento público, feito diante de minha esposa Shirley, dos amigos Marne e Licia Lucas, e de tantos outros que estavam próximos. Senti naquele instante, o padre  estendendo a sua bênção também sobre minha missão de escrever, de registrar em palavras a beleza das celebrações da nossa paróquia. 

A emoção me tomou por inteiro. Eu, que tantas vezes narrei com devoção as missas em meu site, no Facebook e no Instagram, agora recebia do próprio celebrante a confirmação de que esses textos não são apenas relatos, mas sementes de fé que se espalham. 

Esse gesto simples, mas carregado de lirismo, fez pulsar meu coração com gratidão. Porque não se tratava apenas de mim; tratava-se da certeza de que cada palavra escrita pode ser instrumento de evangelização, pode ser ponte entre a experiência vivida e a memória que permanece. 

E assim, ao deixar a igreja, não carregávamos apenas a lembrança de uma missa, mas a certeza de termos sido tocados por algo que ultrapassa o tempo e a matéria. A homilia de Padre Carmine não se encerrou no altar; ela se prolonga em cada gesto de ternura, em cada escolha pelo bem, em cada palavra que nasce inspirada pela força do Espírito.

No íntimo deste cronista, pulsava uma gratidão imensa. Gratidão por ter ouvido a voz de um pastor que não apenas prega, mas vive o Evangelho; gratidão por ter sido reconhecido em minha missão de escrever e partilhar a fé; gratidão por sentir que minhas palavras, humildes e humanas, podem se tornar sementes de esperança. 

Padre Carmine, com sua alegria e sua graça, fez da missa não apenas um rito, mas um encontro transformador. E eu, ao sair, compreendi que cada texto que escrevo é também uma continuação de sua homilia, um eco daquilo que ele nos transmite: a certeza de que a alegria do Senhor é, e sempre será, a nossa força. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural


 
















14 de fevereiro de 2026

FELIZ ANIVERSÁRIO, BRUNA MONTEIRO!


BRUNA MONTEIRO,

Reveja o texto que preparei há dias, estas palavras não apenas para marcar o seu aniversário, mas para eternizar a admiração que sinto pela mulher, mãe, esposa e filha do coração que você é. Leia este texto com carinho, respire a doçura de cada linha e sinta o quanto sua presença é essencial em nosso meio. Parabéns por ser luz! 

BRUNA — BRUMA LEVE E CHEIRO DE VIDA

Além de transbordar sagacidade e perspicácia, Bruna se revela uma pessoa altruísta e reverente. Sua generosidade se manifesta em gestos cotidianos, sempre atenta às necessidades de quem está ao redor. Com respeito e admiração genuína pelo outro, Bruna constrói pontes e inspira confiança, sem jamais perder aquela leveza e essência de vida que contagia todos à sua volta. 

Sua observação é incontestável, sempre atenta aos detalhes partindo da observação do todo. 

Bruna? Por onde passa, deixa um rastro de atenção, generosidade, carinho, leveza e alegria. Carrega uma onda de luz contagiante. Sua família é prioridade.

Sua cara-metade, o Aldinho? Ela o cuida e exalta com brilho, sempre sinalizando o potencial dele com orgulho, como sendo o seu troféu ofertado por Deus. 

Bruna exala a sua fé com gestos simples, que nos fazem perceber o tamanho de sua consciência do poder divino na vida de sua prole, da qual ela sabe muito bem cuidar com atenção e carinho. 

Eu, Shirley, tenho muita gratidão a Deus por ter colocado Bruna e sua família em meu caminho nesta vida. Conhecer Bruna e sua família, não tenho dúvidas, é uma dádiva de Deus.

Amada Bruna, continue sendo essa pessoa que, no trato com seus semelhantes, extrapola o comum; você esbanja carinho, atenção e respeito ao outro que não é diferente, é um ser humano como você. 

Receba meus aplausos por ser um modelo fidedigno de pessoa admirável. Que Deus abençoe abundantemente essa família iluminada. 

Beijos iluminados em seus corações, da amiga que lhe admira muito no seu jeito de ser na vida.

Shirley S. Lopes

Icaraí – Niterói – RJ

 

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BRUNA -  ONDE O SOL DE FEVEREIRO ENCONTRA A DOÇURA DO SER 

Hoje, o calendário marca 14 de fevereiro, e enquanto o mundo tenta definir o que é o amor, nós apenas olhamos para você, Bruna Monteiro. Há datas que são apenas números, mas o dia do seu nascimento é uma celebração da luz que escolheu a Terra para morar. Você não apenas cumpre anos; você floresce, e ao florescer, perfuma a vida de todos nós com essa sua essência de bruma leve, que acalma as tempestades e traz o frescor da manhã.

 

Falar de você, Bruna, é falar de uma presença que não apenas ocupa espaços, mas que os transforma. Gostamos tanto, e aqui falo com a alma transbordando de ver a sua presença incrível em nosso meio. Há pessoas que passam, mas você permanece. Você tem o dom raro de fazer com que cada detalhe, por menor que seja, ganhe uma nova cor sob o seu olhar de sagacidade e perspicácia. É um privilégio testemunhar a sua trajetória, pois você é daquelas raras almas que "esbanjam" o que o mundo mais precisa: carinho, atenção e um respeito sagrado pelo outro. 

Neste dia tão seu, olhamos para a árvore frondosa que você se tornou e não podemos deixar de reverenciar as raízes. Aos seus pais, que trouxeram ao mundo uma pessoa tão encantadora e feliz, o nosso mais profundo agradecimento. Eles não apenas lhe deram a vida; eles entregaram ao mundo um presente. Em você, habita a alegria de quem sabe que a felicidade é um exercício diário de gratidão e fé. 

E como é bonito ver como o amor se multiplica ao seu redor! É visível, Bruna, é sentido por quem olha de fora e por quem vive de perto: a forma como seus sogros, Márcia Pessanha e Aldo Pessanha, a acolhem. Não há rótulos de "nora" que caibam ali, pois o que os olhos deles transmitem é o puro amor de pais. Percebemos, com clareza e ternura, que eles a têm como uma filha legítima do coração, um tesouro que a vida lhes deu e que eles guardam com o maior zelo do mundo. Esse pertencimento é o reflexo da pessoa fidedigna e admirável que você é. 

No centro desse seu jardim particular, brilha o Aldinho. Sua cara-metade, seu companheiro de destino. É lindo ver como você o cuida, como o exalta e como enxerga nele o seu "troféu ofertado por Deus". Essa união, selada pela luz, transborda no fruto mais doce da vida: os seus filhos, Bento e Benjamin. Eles são as promessas de Deus cumpridas em seus braços. Você, Bruna, cuida dessa prole com uma consciência divina, ensinando a eles, desde cedo, que o mundo pode ser um lugar de luz se tivermos a coragem de ser quem somos. 

Neste 14 de fevereiro, desejamos que a vida lhe retribua cada grama de altruísmo que você distribui. Que sua fé continue sendo essa bússola que nos faz perceber o poder de Deus através de gestos simples. Que você continue construindo pontes, inspirando confiança e sendo esse modelo de ser humano que extrapola o comum. 

Bruna, você é a prova de que a generosidade é a forma mais bonita de inteligência. Que o seu novo ciclo seja um desfile de bênçãos, onde a saúde, a paz e o riso frouxo sejam seus convidados de honra. Continue sendo esse rastro de luz, essa onda contagiante que nos faz acreditar que a vida, apesar de tudo, é uma dádiva divina quando compartilhada com pessoas como você.

Receba os nossos aplausos, o nosso abraço mais apertado e a certeza de que a sua existência é um motivo de festa diária para todos nós. 

Feliz Aniversário, Bruna Monteiro! Que Deus abençoe abundantemente você e sua família iluminada hoje e para todo o sempre.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural














9 de fevereiro de 2026

MENSAGEM DE ANIVERSÁRIO PARA NICOLE

 

Querida sobrinha-neta Nicole, 

Hoje, 09 de fevereiro de 2026, celebramos com alegria os seus 09 anos de vida. Que dia memorável! É impossível não se comover ao perceber como você cresce, floresce e ilumina os ambientes por onde passa. Você é uma garotinha extrovertida, cheia de simpatia, que conquista corações com a sua espontaneidade e com o brilho que carrega no olhar. 

Nós, seus tios-avós Shirley e Alberto, queremos registrar neste dia tão especial o quanto você é amada e admirada. Você é filha de nossos queridos sobrinhos Mahatma e Cíntia, que, como verdadeiros educadores cristãos, dedicam suas vidas a ensinar e a espalhar a Palavra de Cristo pelo mundo. Eles são missionários, evangelistas, mestres e semeadores da fé, e você, Nicole, já traz em seu coração essa mesma essência do amor de Cristo. 

Desde cedo, percebemos em você uma obediência doce e sincera aos seus pais, um reflexo da educação que recebe e da fé que já floresce em sua alma. É como se o Espírito Santo tivesse plantado em você uma sementinha que cresce em forma de bondade, alegria e amor. Você é um testemunho vivo de que a infância pode ser também um terreno fértil para a graça divina. 

Nicole, você é como uma pequena estrela que brilha no céu da nossa família. Sua presença é um presente, sua risada é música, sua simpatia é bálsamo. Que ao longo da vida você continue sendo essa menina que espalha luz, que acolhe com ternura, que inspira com simplicidade. 

Você é uma criança que já demonstra maturidade espiritual. Em seus gestos, em suas palavras e até em seus silêncios, vemos a marca do amor de Cristo. Você é obediente, respeitosa e ao mesmo tempo cheia de vida, com uma energia que contagia e uma alegria que se espalha como perfume suave.

Ao completar nove anos, você entra em uma fase de descobertas ainda mais intensas. É um tempo em que a curiosidade se expande, em que os sonhos começam a ganhar forma, em que a identidade se fortalece. E nós sabemos que você trilhará esse caminho com a mesma graça que já demonstra, porque sua vida está firmada em valores sólidos e em uma fé que floresce.

Desejamos que este aniversário seja marcado por momentos de felicidade pura, por abraços calorosos e por sonhos que começam a se desenhar. Que cada vela soprada seja um símbolo da fé que se fortalece, da esperança que se renova e do amor que se multiplica. 

Que Jesus Cristo, o Mestre dos mestres, continue guiando seus passos, protegendo seus caminhos e enchendo seu coração de paz. Que você cresça em sabedoria, graça e amor, sempre obediente e fiel, como já demonstra ser. 

Nicole, nossa oração é que você seja sempre um reflexo da bondade divina, que sua vida seja um testemunho da alegria que vem de Cristo, e que você nunca perca essa essência tão pura que já carrega. 

Parabéns, Nicole! Que os próximos anos sejam repletos de descobertas, conquistas e bênçãos. Que você continue sendo essa menina extrovertida, simpática e cheia da presença de Deus. 

Com todo o nosso carinho e afeto,

Seus tios-avós, Shirley e Alberto

09 de fevereiro de 2026

 

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ORAÇÃO PARA NICOLE

 

Senhor, neste dia tão especial,

Elevamos nossa gratidão.

Pela vida da Nicole, tão singular,

Pela sua risada que é canção.

 

Que os anjos guardem você em cada passo,

Que o Espírito Santo seja o seu abraço.

Que sua infância seja jardim florido,

Onde o amor de Cristo é sempre vivido.

 

Nicole é estrela que brilha no céu,

É doce perfume, é puro mel.

Que sua vida seja sempre luz,

Que seus caminhos sigam Jesus.

 

Que a obediência seja sua guia,

Que a esperança nunca se desvie.

Que a fé seja chama que não se apaga,

Que o amor seja ponte que nunca se rasga.

 

Senhor, abençoe esta menina querida,

Que aos nove anos já mostra a vida,

Como testemunho da Sua bondade,

Como promessa de eternidade.

 

Amém



BÊNÇÃO POÉTICA PARA NICOLE

 

Senhor, neste dia tão especial,

Elevamos nossa gratidão.

Pela vida da Nicole, tão singular,

Pela sua risada que é canção.

 

Que os anjos guardem você em cada passo,

Que o Espírito Santo seja o seu abraço.

Que sua infância seja jardim florido,

Onde o amor de Cristo é sempre vivido.

 

Nicole é estrela que brilha no céu,

É doce perfume, é puro mel.

Que sua vida seja sempre luz,

Que seus caminhos sigam Jesus.

 

Que a obediência seja sua guia,

Que a esperança nunca se desvie.

Que a fé seja chama que não se apaga,

Que o amor seja ponte que nunca se rasga.

 

Senhor, abençoe esta menina querida,

Que aos nove anos já mostra a vida,

Como testemunho da Sua bondade,

Como promessa de eternidade.

 

E quando os anos avançarem,

Que você nunca deixe de sonhar.

Que seus estudos sejam sementes,

E seus dons floresçam sem cessar.

 

Que você seja voz que consola,

Que você seja mão que acolhe.

Que sua juventude seja marcada

Por escolhas firmes e corajosas.

 

Que no futuro, quando olhar para trás,

Você veja caminhos de paz.

Que cada lágrima tenha sido regada

Por esperança que jamais se acaba.

 

Que sua vida seja como rio sereno,

Que leva frescor por onde passa.

Que sua fé seja como árvore forte,

Que resiste ao vento e nunca se abala.

 

Nicole, que você seja sempre lembrada

Como menina que espalha ternura.

Que sua história seja escrita

Com capítulos de amor e de cura.

 

E que, ao crescer, você seja aurora,

Que anuncia dias de esperança.

Que sua voz seja canto de alegria,

Que sua vida seja eterna aliança.

 

Amém.



7 de fevereiro de 2026

A HOMILIA DE DOM ALANO - LUZ E UNÇÃO NA COMUNIDADE


Entre a Palavra e o Testemunho - Marco Aurélio, um Amigo que Inspira pela Fé e pela Presença.

Crônica Reflexiva © Alberto Araújo 

O sino da igreja soou às 18h em ponto, anunciando não apenas o início da missa, mas também a abertura de um espaço sagrado onde o tempo parece suspenso. Sábado, 07 de fevereiro, e eu, acompanhado de minha Shirley, nos dirigimos à Paróquia e Santuário São Judas Tadeu. A celebração seria presidida por Dom Frei Alano Maria Pena, Arcebispo Emérito, cuja presença sempre traz consigo uma aura de serenidade e unção. 

Dom Alano não é apenas um celebrante; é um pastor que carrega consigo a experiência de uma vida dedicada ao Evangelho. Suas homilias têm o dom de confortar, de tocar o íntimo das pessoas, como se cada palavra fosse cuidadosamente escolhida para se encaixar na necessidade de cada coração presente. Há algo de especial em sua voz: firme, mas suave; profunda, mas acessível. É como se ele conseguisse traduzir o mistério divino em gestos humanos, em palavras que se tornam alimento espiritual.

O canto de entrada, “Deixa a luz do Céu entrar” já preparava o espírito para o que viria. O ato penitencial lembrava que o Senhor veio salvar os arrependidos, e o hino de louvor ecoava em uníssono: “Glória a Deus nas alturas”. Cada parte da liturgia se entrelaçou com a homilia que veio como um fio contínuo de fé e esperança. 

As leituras do dia falavam de partilha e solidariedade. Isaías anunciava que uma luz brilha nas trevas para os justos, e São Paulo, em sua carta aos Coríntios, reforçava a importância da união e da vida em comunidade. O Evangelho, por sua vez, trazia a metáfora que sempre nos desafia: “Vós sois o sal da terra... Vós sois a luz do mundo”.

Dom Alano, ao comentar essas passagens, não se limitou a explicá-las. Ele as viveu diante de nós. Sua homilia foi um convite à prática concreta da fé: ser sal que dá sabor à vida dos outros, ser luz que ilumina caminhos obscurecidos pela dor ou pela indiferença. Não havia espaço para teorias abstratas; tudo era colocado no chão da vida, na realidade cotidiana de cada fiel. 

O que torna suas homilias tão especiais é a unção que as permeia. Não é apenas eloquência, não é apenas conhecimento teológico. É a presença do Espírito que se manifesta em cada palavra. Há quem diga que a verdadeira homilia não é aquela que impressiona pela retórica, mas aquela que transforma silenciosamente quem a escuta. E é exatamente isso que acontece quando Dom Alano fala: sentimos que algo se move dentro de nós, que somos chamados a ser melhores, a viver com mais amor e gratidão.

Quando o credo foi proclamado e a oração da comunidade elevou nossas súplicas, havia um sentimento coletivo de paz. Não era apenas a missa de um sábado qualquer; era um encontro com o sagrado, mediado por alguém que carrega consigo a missão de ser presença viva de Cristo entre nós.

Um momento que merece destaque foi o ofertório, acompanhado pelo canto “Pão e Vinho... é teu esse milagre de amor”. Ali, cada gesto era carregado de significado. A patena, aquela pequena bandeja que acompanha o ministro da Eucaristia durante a comunhão, foi segurada por Marco Aurélio, amigo querido e homem de fé.

Marco Aurélio é um amigo daqueles que se tornou parte da nossa amizade e da própria paisagem da Igreja. Sempre que chegamos à Paróquia São Judas Tadeu aos sábado, lá está ele, sentado em silêncio, em atitude de oração, mas pronto para nos cumprimentar com simpatia e uma palavra afetuosa. Essa graciosa manifestação de carinho é tão rica que já faz parte da nossa experiência de chegar à Igreja. Ele nos confessou, em sua simplicidade, que nos admira muito, que nos considera um casal simpático. E nós, com igual verdade, respondemos que a recíproca é plenamente verdadeira: gostamos muito dele também, e sua presença nos alegra. 

Ele nos contou que sua ligação com a paróquia vem de longa data, desde os tempos em que a Igreja São Judas ainda estava sob a direção do Padre Abílio. 

Naquela época, o templo se localizava onde hoje funciona o Restaurante Tenore, em Icaraí. Marco Aurélio era levado pela mãe, ministra da Eucaristia e mulher dedicada aos necessitados. Foi dela que herdou não apenas o costume de frequentar as missas, mas também a devoção sincera e o compromisso com a comunidade. 

E até hoje, desde quando a Igreja mudou para a Rua Ary Parreiras, o diretor era o Wilde Padre Ricardo. Atualmente, o coordenador é o Padre Carmine e coauxiliado por Padre Alex e auxiliado às vezes pelo Padre André, que ele continuou a frequentar a Igreja. 

O que torna sua presença ainda mais admirável é o fato de morar na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. A distância é grande, mas isso nunca foi obstáculo. Ele consegue chegar a tempo para participar das missas aos sábados, demonstrando que a fé, quando é verdadeira, vence qualquer barreira geográfica. Esse esforço revela não apenas disciplina, mas amor profundo pela comunidade e pelo altar de São Judas Tadeu.

Sua história é um testemunho daquilo que Dom Alano sempre nos recorda em suas homilias: a fé se manifesta em gestos concretos, em atitudes de entrega e solidariedade. Marco Aurélio é parte desse mosaico que dá vida à Igreja, e sua trajetória mostra como a comunidade cristã é feita de pessoas reais, com histórias que se entrelaçam e formam um tecido de fé. 

Ao final da missa, Dom Alano nos presenteou com uma reflexão que ressoou profundamente em todos os presentes. Ele nos lembrou de que nossa fé não deve se limitar a imagens, fotografias ou estátuas, mas sim ao encontro vivo e verdadeiro com Jesus Cristo. É diante Dele, como pessoa e divindade, que devemos nos apresentar, entregando nossa alma e nosso coração aos seus ensinamentos e aos seus cuidados. Essa entrega não é apenas um gesto simbólico, mas uma atitude diária de confiança e amor, que nos convida a viver em comunhão com o Senhor.

Suas palavras foram como um chamado à autenticidade da fé: não basta admirar representações externas, é preciso mergulhar na essência do Evangelho e deixar que Cristo molde nossa vida. Assim, cada fiel saiu da celebração com a certeza de que a verdadeira devoção nasce do coração e se traduz em gestos concretos de amor e entrega. 

E assim, ao deixar a igreja, carregávamos conosco não apenas a lembrança de uma celebração, mas a certeza de que fomos tocados por algo maior. A homilia de Dom Alano não terminou com a missa; ela continua em cada atitude nossa, em cada gesto de amor que decidimos praticar.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

07 de fevereiro de 2026.





 

6 de fevereiro de 2026

ANA CLARA E O CORAÇÃO QUE ABRAÇA OS ANIMAIS

Quando penso em Ana Clara, não a vejo apenas como uma jovem que cresceu diante dos nossos olhos. Vejo-a como parte de uma paisagem maior, como se fosse uma árvore que nasceu pequena, mas que, ao longo dos anos, estendeu seus galhos em direção ao céu, oferecendo sombra e frutos a todos que se aproximam. 

Ana Clara sempre teve um coração que escutava. Escutava o chamado dos pássaros feridos, o miado tímido dos gatos abandonados, o olhar suplicante dos cães sem dono. Escutava também o silêncio dos animais que não podiam falar, mas que encontravam nela uma tradutora de suas dores e necessidades. Era comum vê-la recolhendo um filhote perdido, cuidando de um passarinho caído, ou simplesmente acariciando o cachorro da família com uma ternura que parecia infinita. 

Essa paixão não era apenas um gesto passageiro de infância. Era uma chama que crescia junto com ela, iluminando seus dias e guiando suas escolhas. Enquanto outras crianças sonhavam com castelos ou aventuras, Ana Clara sonhava com clínicas veterinárias, com livros de anatomia animal, com a possibilidade de transformar sua compaixão em profissão.

Desde pequena, sua presença irradiava bondade e curiosidade, como se o mundo fosse um livro aberto e cada página trouxesse uma nova oportunidade de aprender, cuidar e amar. 

Lembro-me de sua delicadeza e da forma como seus olhos brilhavam diante de qualquer ser vivo. Não era apenas uma menina que gostava de brincar com animais; era uma alma que se conectava profundamente com eles, como se pudesse escutar o que não era dito, traduzir o que não era falado.

 

Recordo-me de quando ela tinha apenas seis anos. Eu partia para longe, e ela ficava, com seus olhos atentos, como quem já pressentia que o futuro lhe reservaria grandes conquistas. Era pequena, mas já trazia no coração uma vocação: cuidar. Não apenas dos animais, mas de tudo o que respirava vida. 

Um episódio que sua mãe Adélia nos contou, que nunca saiu da minha memória aconteceu em um restaurante. Ana Clara chegou e viu um cachorrinho magro, magérrimo, quase invisível aos olhos apressados das pessoas. Mas não aos dela. Sem hesitar, entrou na cozinha, comprou carne e ofereceu ao animal. O gesto simples, mas imenso, revelou o que sempre esteve em seu coração: a incapacidade de ignorar a dor alheia, a urgência de socorrer, a compaixão que não se mede em palavras, mas em atitudes. 

Assim era também com Quirina, a cachorrinha um pinscher inglês miniatura nº 6 que ganhou dela carinho e atenção como se fosse parte da família. A ligação entre as duas era tão intensa que, quando Quirina morreu, Ana Clara entrou em desespero. A dor da perda foi profunda, mas também mostrou o quanto ela era capaz de amar. Para preencher o vazio, veio outro cachorro, e Ana Clara, com sua criatividade e ternura, deu-lhe o nome de Gerald, em homenagem ao personagem do filme piauiense Aí que vida. Era como se, ao nomear, ela desse ao novo amigo não apenas identidade, mas também história, memória e afeto. 

Os animais sempre foram parte de sua vida. Sempre se encantou com os passarinhos do tio, o saudoso professor Lima Neto. Ficava horas observando-os, como quem aprende com o canto e com o voo. Para Ana Clara, cada criatura tinha algo a ensinar, cada gesto da natureza era uma lição de beleza e resistência e muitos outros momentos em que não presenciei, mas que deixaram marcas indeléveis na alma de todos os seus familiares. 

Com isso, esses episódios não foram apenas momentos isolados; foram capítulos de uma história maior. Uma história de bondade, de dedicação, de paixão pelos animais. Uma história que se transformou em vocação. Desde cedo, Ana Clara sabia que queria ser veterinária. Não era apenas um sonho infantil, mas um chamado profundo, uma missão que ela abraçou com disciplina e alegria. 

Estudiosa, obediente, feliz, Ana Clara construiu sua trajetória com passos firmes. Cada livro aberto, cada noite de estudo, cada desafio vencido foi um degrau rumo à realização. E mesmo diante das dificuldades, nunca perdeu o sorriso. Sua felicidade vinha da certeza de estar caminhando na direção certa. 

Hoje, ao olhar para trás, vejo que sua vida é como uma canção composta de episódios marcantes: o cachorro magro que recebeu carne, a Quirina que foi amada até o último suspiro, o Gerald que ganhou nome e história, os passarinhos que encantam seus olhos. Tudo isso forma a melodia de quem nasceu para cuidar, proteger e amar. 

Mas para falar de Ana Clara, é preciso recorrer às metáforas da natureza. Ela é como um rio que nunca deixa de correr, mesmo diante das pedras que tentam interromper seu curso. É como uma estrela que brilha no céu, mesmo quando as nuvens tentam escondê-la. É como uma borboleta que, após a metamorfose, descobre que suas asas podem levá-la mais longe do que jamais imaginou. 

Ana Clara é árvore e raiz. É vento e brisa. É canto de pássaro e silêncio de madrugada. Sua vida é feita de ciclos, como as estações, e em cada ciclo ela floresce de novo, mais forte, mais bela, mais inteira.

E essa melodia chega agora ao seu ponto mais alto. No dia 06 de fevereiro de 2026, Ana Clara celebrará sua formatura em Medicina Veterinária. Não é apenas um diploma; é a concretização de um sonho que nasceu na infância e cresceu com ela. É a prova de que a dedicação, a bondade e a paixão podem transformar vidas, não apenas a dela, mas também a de todos os animais que cruzarem seu caminho. 

Ana Clara, que sua jornada continue sendo iluminada pela ternura que sempre te guiou. Que cada animal que encontrar em sua vida seja tratado com o mesmo carinho que você deu ao cachorrinho magro, a Quirina, ao Gerald, aos passarinhos do tio. Que sua profissão seja mais do que trabalho: seja missão, seja amor, seja poesia. 

Não posso finalizar este texto sem erguer um gigante megafone e pronunciar, em alto e bom som, os nomes daqueles que estiveram ao lado de Ana Clara em sua jornada acadêmica. 

Sua mãe, Adélia Araújo, que lhe deu não apenas a vida, mas também o exemplo de força e dedicação. O PAI Fábio Braga que sempre incentivou em seus estudos. Sua avó, Idvani Braga, que lhe ofereceu colo, sabedoria e amor incondicional. Sua tia, Sônia Lima, e seu esposo, Lima Neto (In memoriam), que marcaram sua trajetória com apoio e presença. Sua tia, Conceição Araújo, Arthur e Sthephany, que mesmo morando longe sempre esteve por perto, oferecendo carinho e incentivo. Os tios Lúcia e Luiz Quaresma. Seus tios, Alberto Araújo e Shirley, que vibraram com cada conquista, como se fossem deles também. Seus tios: Decy e sua esposa, Mica, Elias Neto, Iara Sousa, enfim a todos os que, de alguma forma, participaram dos momentos acadêmicos de Ana Clara, seja com palavras de incentivo, gestos de apoio ou simples presenças silenciosas.

Cada nome aqui pronunciado é parte da sinfonia que compôs a vida de Ana Clara. Sem eles, o caminho seria mais difícil; com eles, tornou-se mais leve, mais bonito, mais possível. 

E agora, com o coração cheio de orgulho, que expressamos a nossa alegria: no dia 06 de fevereiro de 2026, Ana Clara celebrará sua formatura em Medicina Veterinária. Um marco que não é apenas dela, mas de todos que a apoiaram. Uma conquista que honra sua infância, sua juventude e seu futuro. 

© Alberto Araújo

06 de fevereiro de 2026.