23 de março de 2025

A PACIÊNCIA DIVINA E O CHAMADO URGENTE AO ARREPENDIMENTO

 


Como todos os domingos, eu e minha esposa participamos da missa das 17 horas na Paróquia e Santuário São Judas Tadeu de Icaraí.

No dia 23 de março, o Padre Carmine celebrou a missa, e o tema da homilia foi a Parábola da Figueira, com a marcante frase: "Deixe a figueira ainda este ano" (Lucas 13:8-9). Essa parábola nos confronta com a urgência do arrependimento e a paciência divina.

A figueira estéril, símbolo da nossa própria fragilidade, nos convida a refletir sobre a nossa existência. Quantas vezes negligenciamos os frutos que Deus espera de nós? Quantas oportunidades desperdiçamos, deixando a vida passar sem florescer em amor, bondade e justiça?

A paciência divina, personificada na figura do vinhateiro, nos oferece um último ano, uma derradeira chance de transformação. Deus, em sua infinita misericórdia, não desiste de nós, mesmo quando merecemos ser cortados pela raiz. Ele nos concede tempo para cavar em volta de nós mesmos, para remover as pedras do egoísmo e da indiferença, e para adubar o solo do nosso coração com arrependimento e humildade. 

Mas atenção, o tempo da graça não é infinito. A morte, inevitável para todos nós, marca o fim da espera. E então, seremos julgados pelos frutos que produzimos. Teremos respondido ao chamado divino, florescendo em amor e bondade, ou seremos encontrados vazios, estéreis, dignos de serem cortados e lançados ao fogo?

A parábola da figueira é um convite urgente à reflexão. Que possamos aproveitar este tempo precioso que nos é concedido, buscando o arrependimento e produzindo frutos que glorifiquem o nome de Deus. Que a misericórdia divina nos inspire a amar, perdoar e servir, para que, no último dia, possamos ser encontrados dignos da vida eterna.



PADRE CARMINE PASCALE


Padre Carmine Pascale é um o Vigário Geral da comunidade da Paróquia e Santuário São Judas Tadeu, em Icaraí, Niterói. Ele é conhecido por sua dedicação e liderança espiritual, desempenhando um papel fundamental na vida dos fiéis locais. É o pároco da Igreja de São Judas Tadeu em Icaraí, função que assumiu em 2004. Possui raízes italianas, com origens na região da Basilicata, o que influencia sua forte ligação com a comunidade local. 

Além de pároco, exerce outras funções na Arquidiocese de Niterói, como Vigário Geral Arquidiocesano, Coordenador Arquidiocesano das Leigas Consagradas e Orientador Arquidiocesano dos Grupos de Canto Coral. É reconhecido por seu trabalho dedicado à comunidade, sendo um padre respeitado e querido pelos fiéis. 

PARÓQUIA E SANTUÁRIO SÃO JUDAS TADEU

Localizada no bairro de Icaraí, em Niterói, a paróquia é um importante centro de fé e devoção na região. É dedicada a São Judas Tadeu, o santo das causas impossíveis, atraindo muitos fiéis em busca de esperança e auxílio. A paróquia tem uma vida comunitária ativa, com diversas atividades religiosas e sociais, desempenhando um papel relevante na vida dos moradores de Icaraí. É um local de encontro para a comunidade local, onde as pessoas se reúnem para celebrar a fé, buscar apoio espiritual e fortalecer os laços comunitários.

 

 

Editorial

Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 

















11 de março de 2025

O VOO DA BORBOLETA: ANA CLARA E A SINFONIA DA LUZILÂNDIA

 

Lembro-me de Ana Clara, quando nasceu, foi uma alegria para os seus pais e toda a nossa família. Uma menininha linda, com olhos brilhantes e um sorriso que iluminava qualquer ambiente. Uma borboleta inquieta, sempre a explorar o mundo com curiosidade e alegria. Quem diria que aquela criança travessa se transformaria na mulher forte e admirável que é hoje?

A memória da minha partida para o sul quando tinha quatro anos ainda ecoa em meu coração. Ana Clara era apenas uma criança, mas já demonstrava a força e a determinação que a acompanhariam ao longo da vida. Acompanhei de longe seu crescimento, sua dedicação aos estudos, sua paixão pelos animais. A inteligência e a bondade que sempre a caracterizaram floresceram, transformando-a em um exemplo para todos nós.

Desde a infância, o amor de Ana Clara pelos animais era evidente. Era comum encontrá-la cuidando de animais de rua, resgatando pássaros caídos ou brincando com os animais de estimação da família com uma ternura incomum. Essa conexão especial com o reino animal era evidente para todos ao seu redor. 

A decisão de seguir a Medicina Veterinária foi uma escolha natural, impulsionada pelo desejo de dedicar sua vida a cuidar e proteger os animais. Ela via na profissão a oportunidade de unir sua paixão com seu talento, transformando seu amor em um trabalho gratificante. 

Ana Clara reside na acolhedora Luzilândia, a cidade luz, banhada pelas águas serenas do Velho Monge, o Rio Parnaíba. Lá, ela está pronta para exercer a  sua profissão com amor e dedicação, cuidando dos animais com a mesma ternura que sempre demonstrou. 

Como médica veterinária, Ana Clara demonstrará o mesmo cuidado de outrora. Ela trata cada animal com respeito e carinho, dedicando tempo para entender suas necessidades e oferecer o melhor tratamento possível. Sua compaixão e empatia a tornará uma profissional admirada e querida pelos animais e seus tutores. 

Certamente, a Ana Clara se envolverá em projetos de proteção animal, participando de campanhas de conscientização e buscando constantemente formas de contribuir para o bem-estar dos animais em sua comunidade. Sua dedicação vai além do trabalho, refletindo um compromisso genuíno com a causa animal. 

Temos orgulho de ter Ana Clara como sobrinha. Ela é uma filha obediente, uma jovem inteligente e dedicada, um exemplo a ser seguido. Sua história nos inspira a acreditar no poder da transformação, na força da dedicação e na beleza da bondade. 

Ana Clara, que sua jornada continue sendo iluminada pela luz da sua paixão e que sua vida seja tão bela quanto a sinfonia que emana das águas do Velho Monge. E que a distância física jamais diminua o amor e a admiração que sentimos por você. 

Crônica de Alberto Araújo

11 de março de 2025, dia do aniversário natalício da sobrinha Ana Clara. 




ACRÓSTICO ANA CLARA

Amorosa, em cada gesto e olhar,
Nobre alma, que sabe amar e cuidar,
Amiga leal, em quem podemos confiar.
Compaixão, sua marca registrada,
Luz que irradia, nunca apagada,
Alma generosa, sempre dedicada,
Radiante sorriso, que a todos encanta,
Amor pelos animais, que a vida levanta.










10 de março de 2025

ASCENSÃO DA ALMA: A JORNADA DA FELICIDADE. ANÁLISE



Em um cenário onde a natureza se encontra com a aspiração humana, uma imagem captura a essência da busca pela felicidade. No topo, uma águia, símbolo de força e visão, observa a jornada que se desenrola abaixo. Um homem, figura de perseverança, segue por um caminho que se estende ao infinito, um convite à exploração dos próprios limites e à descoberta de novos horizontes. 

O caminho, embora desafiador, é iluminado por um lago brilhante, um espelho da alma que reflete a esperança e a promessa de um futuro radiante. A água, elemento de purificação e renovação, convida à introspecção, à superação de medos e à busca pela paz interior. 

No horizonte, outra águia, ou um pássaro que se assemelha a ela, ecoa a mensagem de liberdade e superação. Essa dualidade alada nos lembra de que a jornada da felicidade exige tanto a busca por ideais elevados quanto a conexão com a realidade que nos cerca.

'Não existe obstáculo para a sua felicidade siga em frente. Não desista!' Essa frase, ressoa como um mantra, um lembrete de que a felicidade é um direito, não um privilégio. Os obstáculos são apenas desafios a serem superados, degraus que nos levam a um patamar mais elevado de realização.

Essa imagem é um convite à 'Ascensão da Alma', um lembrete de que a jornada da felicidade é um processo contínuo, uma sinfonia de superação, um voo em direção à liberdade. Que cada passo dado nesse caminho seja guiado pela coragem, pela esperança e pela certeza de que a felicidade é um destino alcançável. 

Alberto Araújo

Focus Portal Cultural


 

8 de março de 2025

A FRASE "E O VERBO SE FEZ CARNE"



É um trecho bíblico encontrado no Evangelho de João, capítulo 1, versículo 14. Essa passagem é central para a fé cristã e possui um significado profundo:

Significado: E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. 

"Verbo" (Logos em grego): Refere-se a Jesus Cristo, a Palavra de Deus que existia desde o princípio com Deus. Representa a razão divina, a expressão e comunicação de Deus com a humanidade.

"Se fez carne": Significa que Jesus, que era divino, assumiu a natureza humana, encarnando-se e habitando entre nós. Indica a vinda de Deus ao mundo na forma de um ser humano, Jesus de Nazaré. 

Interpretações: 

A frase enfatiza a divindade de Jesus Cristo e sua encarnação. Demonstra o amor de Deus pela humanidade, ao enviar seu filho para se tornar um de nós. Revela que Jesus é a manifestação visível de Deus, a ponte entre o divino e o humano. "E acampou entre nós" (Jo 1, 14) faz referência ao pedido feito a Moisés, para que fosse construído um tabernáculo em forma de tenda, para que Deus habitasse em meio a seu povo (Cf. Ex 25, 8-9).

"E o Verbo se fez carne" é uma declaração da crença cristã de que Jesus Cristo é Deus encarnado, vindo ao mundo para trazer salvação e reconciliação. 

A Morte de Jesus: 

Sacrifício: A morte de Jesus na cruz é vista como um sacrifício expiatório, onde ele tomou sobre si os pecados da humanidade. Esse sacrifício é considerado o cumprimento das profecias do Antigo Testamento sobre o Messias sofredor. 

Significado: A morte de Jesus é vista como um ato de amor e redenção, que oferece a possibilidade de perdão dos pecados e reconciliação com Deus.

A Ressurreição de Jesus:  Triunfo sobre a morte: A ressurreição de Jesus, três dias após sua crucificação, é considerada a prova de sua divindade e o triunfo sobre a morte. 

Esse evento é a base da esperança cristã na vida eterna.

Significado: A ressurreição de Jesus é vista como a garantia da ressurreição dos crentes e da vida eterna com Deus. A ressurreição é o ponto central da fé cristã, pois demonstra o poder de Deus sobre a morte e a promessa de vida eterna para aqueles que creem. 

Conexão com a Encarnação: A encarnação, morte e ressurreição de Jesus são vistas como eventos interligados no plano de salvação de Deus. A encarnação permitiu que Jesus vivesse uma vida humana e experimentasse o sofrimento e a morte. 

A ressurreição demonstrou que, mesmo tendo assumido a natureza humana, Jesus manteve sua natureza divina e poder sobre a morte.

Em resumo, a morte e ressurreição de Jesus são eventos cruciais na fé cristã, que confirmam sua divindade e oferecem a esperança da salvação e da vida eterna.

 

5 de março de 2025

CINZAS E RENASCIMENTO: UM ENCONTRO COM A FÉ NA QUARTA-FEIRA SAGRADA

 


"Porque tu és pó e ao pó hás de voltar" (Gn 3,19). As palavras ecoaram na Paróquia São Judas Tadeu, marcando o início da Quaresma com a solenidade da Quarta-feira de Cinzas, às 9h, a data marca os 40 dias que antecedem a Semana Santa. 

Minha esposa e eu, paroquianos de longa data, nos unimos à comunidade para um ritual sagrado de renovação, guiados pelo Padre André Oliveira Teixeira, Vigário da Catedral São João Batista.

As cinzas, vestígios dos ramos bentos do Domingo de Ramos anterior, carregavam consigo o peso da nossa mortalidade e o chamado à penitência. Ao recebermos a marca da cruz em nossas testas, fomos lembrados da nossa fragilidade humana e do convite à conversão, a uma jornada de transformação interior.

Nossa longa jornada como paroquianos nos conecta profundamente a essa comunidade de fé, um lugar onde encontramos apoio, conforto e inspiração. A celebração do Padre Carmine Pascale, com sua sabedoria e devoção, elevou a solenidade da missa, tornando-a um momento de profunda conexão com o divino.

Em um mundo repleto de incertezas, a fé nos oferece um porto seguro, um caminho de esperança, amor e compaixão. A missa de Quarta-feira de Cinzas nos convida a desacelerar, a olhar para dentro e a cultivar a nossa espiritualidade, fortalecendo a nossa ligação com Deus e com o próximo.

Que esta Quaresma seja um tempo de paz, oração, reflexão, respeito, doação, perdão e união. Tempos de fé, tempos de amor. É tempo de renovação. Que a mensagem da Quarta-feira de Cinzas continue a ecoar em nossos corações, guiando-nos em uma jornada de transformação e renovação. 

Texto de Alberto Araújo

05 de março de 2025

 

 














23 de fevereiro de 2025

A VOZ QUE ELEVA A FÉ NA PARÓQUIA E SANTUÁRIO SÃO JUDAS TADEU

Josiane Rodrigues e Silva Landim - Cantora Música Litúrgica

Na Paróquia e Santuário São Judas Tadeu, no coração do bairro Icaraí, reside um tesouro musical que transcende o trivial e eleva a fé dos fiéis: a voz de Josiane, a cantora litúrgica que encanta e emociona a todos que a ouvem. 

Josiane Rodrigues e Silva Landim integra a dedicada Pastoral da música Litúrgica, um grupo que, sob a orientação do pároco geral, o pastor de ovelhas de Cristo Padre Carmine Pascale, administrador e diretor espiritual da comunidade, e Vigário Geral Arquidiocesano, desempenha um papel fundamental nas celebrações. 

Com uma voz suave e delicada, Josiane preenche o templo com hinos litúrgicos que se entrelaçam com as palavras das escrituras, criando uma atmosfera de profunda conexão espiritual. Seu dom é um presente divino que ela compartilha com generosidade, guiando os corações dos presentes em direção à comunhão com o sagrado. 

O que torna Josiane ainda mais especial é sua capacidade de escolher os hinos perfeitos para cada momento da celebração. Seja durante a comunhão, quando sua voz entoa canções que acalmam a alma e convidam à reflexão, ou em outros momentos da liturgia, suas escolhas musicais sempre ressoam com o tema do dia, aprofundando a experiência religiosa dos fiéis. 

E como se sua voz angelical não bastasse, Josiane ainda domina o violão com maestria. As cordas do instrumento dançam em suas mãos, criando harmonias que se fundem com sua voz, elevando a experiência musical a um nível transcendental. 

Josiane não é apenas uma cantora, mas sim uma serva da fé que utiliza seu dom agraciado por Deus para tocar os corações e despertar a espiritualidade na igreja São Judas Tadeu. Sua música é um bálsamo para a alma, um convite à introspecção e um elo que une os fiéis em um só propósito: louvar e agradecer a Deus. 

A comunidade de São Judas Tadeu é abençoada por ter Josiane como parte de sua família religiosa. Sua voz é um fanal de esperança, um oásis de serenidade em meio ao turbilhão da vida moderna. 

Que a voz de Josiane continue a ser um farol de esperança, um oásis de paz e um elo que une os fiéis em um só propósito: louvar e agradecer a Deus. Que sua música continue a ecoar por muitos anos, inspirando e emocionando gerações de fiéis, elevando a fé na Igreja São Judas Tadeu a patamares ainda mais altos. Que sua voz seja sempre um instrumento de Deus, guiando os corações em direção à luz divina e à comunhão com o sagrado. 

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A MÚSICA E O CANTO LITÚRGICO são elementos basilares na composição da ritualidade litúrgica, ajudando a elevar a oração comunitária e a unir a assembleia em um só corpo em louvor a Deus. Escolher corretamente os cantos litúrgicos requer discernimento e um bom entendimento da ação ritual a ser celebrada e do papel da música, para que verdadeiramente cumpra seu propósito de glorificar a Deus e edificar os fiéis. 

O que é o canto e a música na liturgia? 

O canto e a música na liturgia têm um papel essencial na vida da Igreja, servindo como meio de expressar a fé, elevar a alma em oração e facilitar a participação ativa dos fiéis nas celebrações. No Antigo Testamento, encontramos como conhecido exemplo o livro dos Salmos, que são cânticos de louvor, súplica e ação de graças, utilizados no culto israelita.

Embora haja funções específicas para o desempenho do canto e da música litúrgica, como as dos cantores, instrumentistas e ministros, todo o povo é chamado a louvar a Deus, por meio do rito, com o canto e a música. 

Um canto litúrgico é especificamente composto para ser utilizado dentro do contexto da celebração litúrgica, como a missa, a Liturgia das Horas ou outros sacramentos e ofícios. Ele está sedimentado nos textos e nas ações da liturgia, sendo elaborado para expressar e realçar a sacralidade dos ritos e deve ter grande valor nas celebrações (IGMR nº 20). 

Para discernir sobre isto, é importante avaliar a adequação do canto ao contexto da celebração, à ação ritual proposta e à fórmula ritual. Um canto não é litúrgico se não estiver em harmonia com o rito que acompanha, ou se seu texto não estiver diretamente relacionado às Sagradas Escrituras, à doutrina da Igreja ou às orações próprias da liturgia (SC nº 121).

Por outro lado, os cantos pastorais, embora possam tratar de temas religiosos e espirituais, não são necessariamente destinados ao uso litúrgico, podendo ser usados em encontros de oração, retiros, catequeses ou outros contextos pastorais. Enquanto os cantos litúrgicos seguem normas específicas quanto à sua adequação à liturgia, os cantos pastorais têm maior liberdade criativa e temática. 

INFORMAÇÕES SUPLEMENTARES: 

A principal diferença entre canto pastoral e música litúrgica é o contexto e a finalidade. A música litúrgica é composta para ser usada em celebrações litúrgicas, como missas e sacramentos. Já o canto pastoral pode ser usado em outras situações. 

MÚSICA LITÚRGICA 

É composta para ser usada em celebrações litúrgicas, como missas e sacramentos

Deve manifestar a fé católica

Deve ser sentida e ter formas corretas

Deve ser baseada na liturgia, em seus ritos e formas de expressão

Deve possibilitar a participação da comunidade

Deve ser um louvor a Deus em linguagem da comunidade em oração

 

CANTO PASTORAL

 

Pode ser usado em outras situações que não as celebrações litúrgicas

A Pastoral da Música Litúrgica auxilia a comunidade a participar melhor das celebrações

Os músicos (cantores e instrumentistas) desenvolvem os conhecimentos litúrgicos necessários

A música litúrgica é um meio de entrar em contato com os mistérios da fé, rezar e entrar em contato com Deus.


Crédito foto Padre Carmine: Paula Gãneme

Crédito foto Josiane: Compartilhada pela homenageada.

 

Editorial

Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

 

 


 

22 de fevereiro de 2025

CRÔNICA SOBRE A CÁTEDRA DE SÃO PEDRO. A CADEIRA E O TEMPO

 

Hoje, 22 de fevereiro, o calendário nos convida a um mergulho no tempo, a contemplar a Cátedra de São Pedro. Mais do que um móvel, uma relíquia, ela é o símbolo de uma jornada, um elo entre o passado e o presente, entre o humano e o divino. 

Imagino Pedro, o pescador, o homem de fé vacilante, mas de coração ardente, sentado ali, talvez um pouco desconfortável, sob o peso da responsabilidade que lhe foi confiada. A cadeira, testemunha silenciosa de suas pregações, de suas dúvidas, de suas lágrimas, guarda em sua madeira a história de um homem que se tornou pedra fundamental. 

Séculos se passaram, impérios ruíram, o mundo se transformou, mas a Cátedra permanece firme como a fé que representa. Ela nos lembra de que, apesar das turbulências da história, há uma chama que nunca se apaga, uma voz que ecoa através dos tempos, guiando a humanidade. 

Hoje, não celebramos apenas um objeto, mas a continuidade de uma missão, a presença de um pastor que, através de seus sucessores, continua a conduzir o rebanho. A Cátedra, mais do que um trono, é um convite à humildade, ao serviço, ao amor. 

Que neste dia, possamos refletir sobre o legado de Pedro, sobre a força da fé que transcende o tempo, sobre a importância de construir pontes em vez de muros, de semear a esperança em vez do desespero. Que a Cátedra, símbolo de unidade, nos inspire a construir um mundo mais justo, mais fraterno, mais humano. 

Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 

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HOJE, 22 DE FEVEREIRO, É O DIA DA CÁTEDRA DE SÃO PEDRO. 

Essa data celebra a missão de São Pedro como líder da Igreja Católica, simbolizada pela "Cátedra", que representa o lugar onde o Papa, como sucessor de Pedro, reside e governa. 

Aqui estão alguns pontos importantes sobre essa celebração: 

Significado:

A festa destaca a autoridade do Papa como sucessor de Pedro e líder da Igreja. 

A "Cátedra" simboliza o ensinamento e a autoridade papal.

História:

A celebração remonta ao século III.

Antigamente, a festa era celebrada em 18 de janeiro, além do dia 22 de fevereiro.

Simbolismo:

A Cátedra de São Pedro, localizada na Basílica de São Pedro no Vaticano, é uma obra de arte barroca que guarda uma relíquia da cadeira usada por São Pedro.

A cadeira é sustentada por quatro Doutores da Igreja e iluminada por uma janela com a imagem do Espírito Santo. 

Origens e História:

A festa tem suas raízes no século IV, com registros de celebrações em Roma já nessa época. 

Originalmente, havia duas datas de celebração: 18 de janeiro e 22 de fevereiro. Isso se devia à associação de São Pedro com duas cidades: Antioquia (18 de janeiro) e Roma (22 de fevereiro).

A celebração em 22 de fevereiro acabou se tornando a data principal, focando na presença de São Pedro em Roma, onde ele foi martirizado. 

Significado Teológico:

A Cátedra de São Pedro simboliza a autoridade de ensino do Papa, que é considerado o sucessor de São Pedro. Essa autoridade é vista como uma garantia da unidade e da fidelidade da Igreja ao ensinamento de Cristo. A frase "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja" (Mateus 16:18) é central para a compreensão dessa autoridade. 

A Cátedra de São Pedro, que se encontra na Basílica de São Pedro no Vaticano, é uma obra de arte criada por Gian Lorenzo Bernini no século XVII. Ela envolve uma cadeira de madeira antiga, que a tradição acredita ter sido usada por São Pedro. A obra de Bernini é um complexo conjunto de esculturas e elementos arquitetônicos que expressam a glória e a autoridade do papado.

A celebração da Cátedra de São Pedro continua sendo um momento importante para a Igreja Católica, reforçando a importância do papel do Papa como líder espiritual. Ela também serve como um lembrete da continuidade da tradição apostólica, que remonta aos primeiros seguidores de Jesus Cristo.

A Cátedra de São Pedro é um trono de bronze localizado na Basílica de São Pedro em Roma, Itália. É um dos símbolos mais sagrados do cristianismo. 

O que é a Cátedra de São Pedro?

É a marca da autoridade de São Pedro, o primeiro Papa da Igreja

É o reconhecimento da missão que Jesus confiou a Pedro

É o lugar onde o Bispo de Roma reside e governa

É um símbolo da autoridade e do magistério do bispo 

A festa da Cátedra de São Pedro

Comemora as contribuições do Apóstolo para a Igreja Cristã

Celebra sua autoridade e seus esforços para construir uma comunidade forte em torno dos ensinamentos de Cristo

Remonta ao século III

Distingue-se do martírio de Pedro, em 29 de junho 

A Cátedra de São Pedro na Basílica de São Pedro

É um grande trono de bronze, sustentado pelas estátuas de quatro doutores da Igreja. A obra é do escultor italiano Gian Lorenzo Bernini

31 de janeiro de 2025

VISITA DE ANA REGINA SEIXAS A UPPES E USO DO ELEVADOR PANORÂMICO

 

A acadêmica Ana Regina Seixas presenteou a todos nós do nosso grupo de WhatsApp com sua visita a UPPES, proporcionando momentos de alegria e interação. Durante sua presença, teve a oportunidade de desfrutar da vista panorâmica da cidade através do elevador, elogiando a iniciativa e a beleza do local. Compôs até uma poesia. 

A visita de Ana Regina Seixas evidenciou a importância da UPPES como espaço de lazer e cultura para a comunidade. A acadêmica destacou a importância de projetos como esse para a valorização da cultura local e o desenvolvimento social da região.

 

UPPES-RJ

Nosso desejo antigo

Tornou-se realidade

Há tempos prometido

Agora, que felicidade!

 

Vejam só que beleza,

Na nossa entidade

Veio com presteza

O prof. entendeu a necessidade.

 

Ao novo presidente

Vamos então reivindicar

Que esteja sempre presente.

E aos poucos novos planos realizar

 

*************

Parabéns, Ana Regina Seixas por ser uma das primeiras pessoas do nosso grupo, claro, depois do presidente Stelling a usar o elevador panorâmico da UPPES! Essa aventura produziu até uma poesia. 

O ELEVEDOR PANORÂMICO É um marco importante para a UPPES e para todos os seus membros. O elevador panorâmico é um símbolo de progresso e de acessibilidade, que permite que todos desfrutem da vista da sede estadual da UPPES e das belezas naturais do Rio de Janeiro.

A Ana Regina Seixas como uma grande defensora da educação pública e dos direitos dos professores. Sua presença inaugurando o elevador panorâmico é um testemunho de seu compromisso com a UPPES e com a comunidade. Parabéns, Presidente Stelling, a Ana Regina Seixas e a todos os envolvidos nesta importante conquista!






O APÓSTOLO PAULO E O AMOR: UM PILAR DA FÉ CRISTÃ

 


O apóstolo Paulo escreveu cartas para as comunidades que visitou, com o objetivo de aconselhar e consolá-las. As cartas de Paulo são conhecidas como Epístolas Paulinas e estão no Novo Testamento da Bíblia. 

Algumas das cartas escritas pelo apóstolo Paulo são: 

2 Timóteo

A última carta de Paulo, escrita quando ele estava preso em Roma.

Gálatas

Paulo escreveu esta carta para se defender de acusações de falsos mestres. 

1 Coríntios

Paulo escreveu esta carta à igreja de Corinto, alertando sobre a conduta dos cristãos. 

Romanos

Paulo escreveu esta carta aos santos que moravam em Roma, com a ajuda de Tércio, um escrevente.

As cartas de Paulo tinham como objetivo ensinar as máximas cristãs, como a fé, o amor e a santidade.

 

1 CORÍNTIOS 13: UM ESTUDO SOBRE O CONCEITO DE AMOR ÁGAPE. 

O apóstolo Paulo dedicou uma parte significativa de seus escritos a explorar o tema do amor. Ele é considerado um dos maiores teólogos da Igreja Primitiva e suas cartas, que fazem parte do Novo Testamento da Bíblia e são ricas em ensinamentos sobre o amor de Deus, o amor ao próximo e o amor como fruto do Espírito Santo. 

Uma das passagens mais conhecidas sobre o amor, escritas por Paulo, encontra-se em 1 Coríntios 13. Nela, o apóstolo descreve o amor de forma poética e profunda, destacando suas características:

Paciência: O amor é capaz de esperar e suportar as dificuldades.

Bondade: O amor se manifesta em atos de bondade e generosidade.

Não inveja: O amor não se alegra com o mal do outro.

Não se vangloria: O amor não busca a própria glória.

Não se orgulha: O amor é humilde.

Não age indecorosamente: O amor respeita aos outros.

Não busca os seus próprios interesses: O amor se coloca a serviço dos outros.

Não se irrita: O amor é paciente e não se deixa levar pela raiva.

Não guarda rancor: O amor perdoa e esquece as ofensas.

Não se alegra com a injustiça: O amor se regozija com a verdade.

Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 

Paulo também enfatiza o profundo amor de Deus por nós, um amor incondicional e sacrificial, revelado na morte de Jesus Cristo na cruz. Ele nos convida a amar a Deus sobre todas as coisas e a amar ao próximo como a nós mesmos. 

Para Paulo, o amor é o fundamento da comunidade cristã. Os cristãos devem se amar uns aos outros, servindo de exemplo para o mundo.

O apóstolo Paulo nos apresenta um conceito de amor que transcende os sentimentos humanos e se torna um modo de vida. O amor, segundo Paulo, é um dom do Espírito Santo que nos capacita a viver em harmonia com Deus e com o próximo. 

1 CORÍNTIOS 13 COMPLETO: O HINO AO AMOR 

1 Coríntios 13 é um dos capítulos mais conhecidos e amados da Bíblia, considerado um hino ao amor. Nele, o apóstolo Paulo descreve de forma poética e profunda o que é o verdadeiro amor. Em 1 Coríntios 13 é um hino à mais bela e sublime das virtudes: o amor. É um texto que nos inspira a amar mais profundamente, a servir aos outros e a buscar a perfeição em Cristo.

TEXTO COMPLETO 

1 Se eu falar as línguas dos homens e dos anjos, e não tiver amor, sou como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.

 2 E, se eu tiver o dom de profecia, e conhecer todos os mistérios e toda a ciência, e tiver toda a fé, de modo que transporte montanhas, e não tiver amor, nada sou.

 3 E, se eu distribuir todos os meus bens para alimentar os pobres, e se entregar o meu corpo para ser queimado, mas não tiver amor, nada disso me aproveita.

4 O amor é paciente, o amor é bondoso. O amor não tem inveja, o amor não se vangloria, não se orgulha.

5 Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor.

6 O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade.

7 Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

8 O amor nunca falha. Mas os dons de profecia acabarão, as línguas cessarão e o conhecimento será aniquilado.

9 Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos.

10 Mas, quando vier o que é perfeito, o que é parcial acabará.

11 Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; mas, quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino.

12 Agora, vemos por espelho, em enigma, mas então veremos face a face. Agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido.

13 Agora permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; mas o maior deles é o amor. 

Paulo afirma que todos os dons espirituais, por mais impressionantes que sejam, são inúteis sem o amor. O amor é o fundamento de tudo. O amor é paciente, bondoso, não invejoso, não se vangloria, não se orgulha, não é rude, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor, não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Ele sofre, crê, espera e suporta tudo. Enquanto os dons espirituais são temporários, o amor é eterno. O amor é o maior dos dons espirituais.

 


UM POUCO SOBRE PAULO

Paulo nasceu na Cilícia c. 5 – c. 67, comumente conhecido como Paulo de Tarso ou São Paulo, foi um dos mais influentes escritores, teólogos e pregadores do cristianismo, cujas obras compõem parte significativa do Novo Testamento. A influência que exerceu no pensamento cristão, chamada "paulinismo", foi fundamental por causa do seu papel como preeminente apóstolo do Cristianismo durante a propagação inicial do Evangelho pelo Império Romano. Paulo também exerce uma grande influência na filosofia cristã, tendo Agostinho de Hipona e Tomás de Aquino usufruído de seu pensamento. 

Conhecido também como Saulo, se dedicava à perseguição dos primeiros discípulos de Jesus na região de Jerusalém. De acordo com o relato na Bíblia, durante uma viagem entre Jerusalém e Damasco, numa missão para que, encontrando fiéis por lá, "os levasse presos a Jerusalém", Saulo teve uma visão de Jesus envolto numa grande luz, ficou cego, mas teve a visão recuperada após três dias por Ananias, que também o batizou. Começou então a pregar o Cristianismo. Juntamente com Simão Pedro e Tiago, o Justo, ele foi um dos mais proeminentes líderes do nascente cristianismo. Era também cidadão romano, o que lhe conferia uma situação legal privilegiada. A questão de sua cidadania romana gera certa curiosidade. Paulo afirma em Atos 22, 28 ser romano "de nascimento". Tal declaração parece indicar que o apóstolo herdou essa posição de seu pai.

Treze epístolas no Novo Testamento são atribuídas a Paulo, mas a sua autoria em sete delas é contestada por estudiosos modernos. A interpretação de Martinho Lutero das obras de Paulo influenciou fortemente sua doutrina de sola fide.

A conversão de Paulo mudou radicalmente o curso de sua vida. Com suas atividades missionárias e obras, Paulo acabou transformando as crenças religiosas e a filosofia de toda a região da bacia do Mediterrâneo. Sua liderança, influência e legado levaram à formação de comunidades dominadas por grupos gentios que adoravam o Deus de Israel, aderiam ao código moral judaico, mas que abandonaram o ritual e as obrigações alimentares da Lei Mosaica por causa dos ensinamentos de Paulo sobre a vida e obra de Jesus e seu "Novo Testamento", fundamentados na morte de Jesus e na sua ressurreição.