7 de março de 2026

HOMENAGEM DO FOCUS PORTAL CULTURAL – DIA INTERNACIONAL DA MULHER



No dia 08 de março, o Focus Portal Cultural presta sua homenagem à Mulher, sob a curadoria do jornalista Alberto Araújo, Não como mero elogio, mas como reflexão sagrada e cultural, como reconhecimento da essência que atravessa os séculos e se manifesta na história da humanidade. 

Desde os primórdios da humanidade, a essência feminina se apresenta como símbolo de origem, de continuidade e de resistência. Eva, na história bíblica, é a primeira mulher, marcada pela dualidade entre a fragilidade humana e a força da criação. Sua presença inaugura o papel da mulher como resguardadora da vida, ainda que envolta em dilemas existenciais que atravessam séculos.

No início, Eva, o princípio da condição humana. A primeira mulher, a primeira presença. Em seu ser, a humanidade descobre a dualidade: a fragilidade diante da tentação e a força de ser matriz da vida. Eva é mais que personagem bíblica; é metáfora da condição feminina, tantas vezes responsabilizada, tantas vezes silenciada, mas sempre vital. Ela inaugura a jornada da mulher como resguardadora da existência, como raiz que sustenta o tronco da humanidade. 

Eva carrega em si o peso da escolha e a grandeza da continuidade. Sua narrativa é o primeiro capítulo de uma história que não se encerra, mas que se prolonga em cada geração, em cada mulher que nasce, vive e resiste. 

Séculos depois, Maria. A Virgem, a escolhida, a que diz “sim” ao mistério. Maria é arquétipo da entrega absoluta, da fé que não vacila, da maternidade que transcende o humano e se torna sagrada. Sua imagem não se limita ao campo religioso; ela é símbolo universal da esperança, da compaixão, da coragem silenciosa.

Maria é ponte entre o humano e o divino, entre o terreno e o eterno. É mãe, discípula e testemunha. Sua presença é discreta, mas decisiva. Em sua figura, a mulher se revela como força que acolhe, que suporta, que permanece firme diante da dor. 

Entre Eva e Maria, a história da mulher se desenha em múltiplos cenários: na filosofia, na arte, na literatura, na política e na vida cotidiana. A mulher é presença que se reinventa, que enfrenta as estruturas sociais e que, mesmo silenciada em muitos momentos, nunca deixou de ser protagonista da própria história. 

No campo cultural, a mulher é um baluarte da memória e transmissora de valores. Nas tradições populares, é ela quem preserva os cantos, os ritos, as narrativas que sustentam a identidade de um povo. No campo sagrado, é a mulher que simboliza a ligação entre o humano e o divino, entre o terreno e o espiritual.

Hoje, no século XXI, a mulher se apresenta como semblante resiliente, comprometida com a verdade e com os ensinamentos que moldam a sociedade. É aquela que luta pela moral ilibada, pela ética e pelo amor, não como abstrações, mas como práticas cotidianas que sustentam a vida em comunidade. A mulher educa, forma, transmite. Sua presença é discreta, mas decisiva. Sem ela, não há continuidade, não há cultura, não há humanidade. 

O Dia Internacional da Mulher, portanto, não é apenas uma data comemorativa. É um marco de reflexão sobre a essência feminina, que atravessa o tempo e se manifesta em diferentes formas: na coragem de Eva, na fé de Maria e na determinação da mulher contemporânea. 

A mulher de hoje carrega em si a herança simbólica desses modelos exemplares, também constrói novos caminhos. Ela é cientista, artista, líder, mãe, filha, avó. É aquela que, diante das adversidades, mantém-se firme, comprometida com a verdade e com a justiça. 

Assim, o Focus Portal Cultural, sob a curadoria do jornalista Alberto Araújo, cumprimenta a criatura divina: Mulher. Neste 08 de março, reconhecendo não apenas sua presença, mas sua essência. 

A mulher é, em sua essência, resguardadora da verdade, da ética e do amor. É aquela que, desde Eva até Maria, e até a mulher resiliente de hoje, sustenta a humanidade com sua presença firme, silenciosa e decisiva.


© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural




 

ORAÇÃO DO PADRE ALEX – PARÓQUIA SÃO JUDAS TADEU NO FINAL DA COMUNHÃO

O Mistério que se faz Voz. A Unção de um Jardineiro da Fé. Há momentos em que o sagrado parece tocar a terra com uma suavidade singular, e na Paróquia São Judas Tadeu, em Icaraí, esse encontro ganha um rosto e uma voz. Padre Alex não apenas preside a liturgia; ele a vive como um "jardineiro da fé", cultivando com ternura e precisão cada alma que se aproxima do mistério divino. Suas homilias transcendem a reflexão teórica para se tornarem convites vibrantes à conversão e à escuta genuína do Espírito. É uma presença expressiva, onde a palavra se une ao gesto para despertar o amor cristão de forma autêntica e dinâmica. 

Recentemente, ao celebrar cinco anos de sacerdócio, Padre Alex reafirma que sua trajetória não é apenas uma contagem de tempo, mas um testemunho vivo de entrega e renúncia. Ao final da comunhão, quando o silêncio na nave da igreja se torna denso e sagrado, sua voz se ergue em uma oração de profunda unção. É uma súplica que toca o coração do fiel como a brisa suave do Espírito Santo, transformando a Paróquia em um pedaço do céu. Mais que um mensageiro, ele é o guia que, em Icaraí, nos ensina a anunciar o Evangelho com a própria vida, provando que a missão de consolar e acolher é a mais bela forma de serviço ao Reino. 

A ORAÇÃO 

"Hoje, em respeito ao nosso Senhor Jesus, com a grande alegria de que somos feitos, com amor proporcional que se entrega ao nome d’Ele, ao nome do Pai, cada um de nós, a fim de saciar a nossa sede espiritual e a nossa busca. A sensação de que o grande sentido da nossa vida, da nossa existência, vem daqui. Agradeço à Palavra, aos preceitos evangélicos que compõem esse cenário, onde cada um de nós, com a sua sede, pode se colocar aqui hoje na presença d'Ele. Trazendo também a sede que Ele tem de cada um de nós, fazendo-nos parte do Seu poder, fazendo em nós um novo caminho. 

Hoje, somos bem-vindos a participar da sorte de nosso Senhor Jesus Cristo. Nesse cenário onde o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade estão presentes em nosso meio, confortando o nosso coração. Que uma vez mais, Ele nos encha de esperança; que uma vez mais, a gente vá sentindo a nossa vida, vivendo hoje no Caminho do Pai. Podemos nos colocar hoje na presença d'Ele e reconhecer a nossa vocação, a nossa missão e a nossa necessidade de viver." 

REFLEXÃO: O ENCONTRO DAS SEDES

A oração proferida pelo Padre Alex na Paróquia São Judas Tadeu ressoa profundamente com a mística do encontro. No silêncio após a comunhão, o texto nos conduz por três pilares fundamentais: 

1. A Sede Humana e a Sede Divina 

O ponto mais belo desta oração é o reconhecimento de que não somos apenas nós que buscamos a Deus. Existe uma reciprocidade: trazemos a nossa "sede espiritual", mas encontramos um Deus que também tem "sede de cada um de nós". É um eco do diálogo de Jesus com a Samaritana, lembrando que a vida cristã não é um esforço unilateral, mas uma resposta a um desejo divino que nos precede.

2. A Presença Real como Alento 

Ao citar "Corpo, Sangue, Alma e Divindade", o Padre reforça o dogma da presença real na Eucaristia. No contexto de Icaraí, em uma missa no final de tarde, essa fala transforma o altar no "cenário" onde a esperança é renovada. A Eucaristia é apresentada não como um rito estático, mas como o combustível que dá sentido à existência e "conforta o coração". 

3. Vocação e Missão

A oração termina com um chamado à ação. O "novo caminho" e o reconhecimento da "vocação" indicam que a experiência do sagrado dentro da igreja deve se desdobrar na vida cotidiana. Reconhecer a "necessidade de viver" sob a presença d'Ele é o que transforma o fiel de um mero espectador em um discípulo missionário. 

© Alberto Araújo

Jornalista e escritor

Sábado, 07 de março de 2026