7 de janeiro de 2026

1 CORÍNTIOS 13 – O HINO AO AMOR - A CARTA DE SÃO PAULO AOS CORÍNTIOS

A CARTA DE SÃO PAULO AOS CORÍNTIOS 13 é um famoso capítulo da Primeira Epístola aos Coríntios, conhecido por sua celebração do amor (ágape) como o maior dos dons espirituais, descrevendo-o como paciente, bondoso, sem inveja, sem orgulho, e eterno, contrastando-o com dons temporários como profecia e línguas, e concluindo que fé, esperança e amor permanecem, mas o amor é o maior deles. 

O capítulo 13 da Primeira Carta de Paulo aos Coríntios é considerado um dos textos mais belos e profundos do Novo Testamento. Nele, o apóstolo apresenta o amor (ágape) como o maior dos dons espirituais, superior a qualquer manifestação extraordinária como profecia, línguas ou conhecimento. Paulo escreve à comunidade de Corinto, marcada por divisões e disputas, para mostrar que o verdadeiro fundamento da vida cristã é o amor.

A SUPREMACIA DO AMOR (VERSÍCULOS 1–3)

Paulo inicia afirmando que todas as habilidades espirituais e até mesmo os maiores atos de fé ou sacrifício não têm valor se não forem acompanhados pelo amor. Falar línguas, conhecer mistérios, mover montanhas ou entregar bens e a própria vida são inúteis sem essa essência. 

A NATUREZA DO AMOR (VERSÍCULOS 4–7)

O apóstolo descreve as qualidades do amor de forma poética e prática: 

É paciente e bondoso.

Não inveja, não se vangloria, não se orgulha.

Não maltrata, não busca interesses próprios, não se irrita facilmente, não guarda rancor.

Não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade.

Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

Essa descrição mostra que o amor é ativo, generoso e perseverante. 

A PERMANÊNCIA DO AMOR (VERSÍCULOS 8–13) 

Paulo ressalta que o amor nunca acaba. Diferente das profecias, das línguas e do conhecimento, que são temporários e imperfeitos, o amor é eterno. Ele compara o conhecimento atual a um reflexo obscuro, prometendo que, quando vier o “perfeito”, veremos face a face e conheceremos plenamente, assim como Deus nos conhece. 

A TRÍADE DA FÉ, ESPERANÇA E AMOR (VERSÍCULO 13)

O capítulo conclui com uma síntese memorável: “Agora permanecem a fé, a esperança e o amor. Mas o maior destes é o amor.” Essa tríade resume a vida cristã, destacando o amor como o valor supremo que deve orientar todas as ações.

Paulo ensina que o amor é a base indispensável da vida comunitária e espiritual. Ele transcende dons, supera diferenças e permanece como o maior dom de Deus à humanidade. 

CONTEXTO

Paulo escreveu esta carta à igreja em Corinto para resolver problemas de divisão, imoralidade e mau uso dos dons espirituais, enfatizando que o amor deve ser a base de todas as ações e interações na comunidade cristã. 

1 CORÍNTIOS 13

O mais importante é o amor 

Se eu for capaz de falar todas as línguas dos homens e dos anjos e não tiver amor, as minhas palavras são como o badalar de um sino ou o barulho de um chocalho. Se eu tiver o dom de declarar a palavra de Deus, de conhecer os seus mistérios e souber tudo; e se eu tiver uma fé capaz de transportar montanhas e não tiver amor, não valho nada. Ainda que eu dê em esmolas tudo o que é meu, se me deixar queimar vivo e não tiver amor, de nada me serve. 

O amor é paciente e prestável. Não é invejoso. Não se envaidece nem é orgulhoso. O amor não tem maus modos nem é egoísta. Não se irrita nem pensa mal. O amor não se alegra com uma injustiça causada a alguém, mas alegra-se com a verdade. O amor suporta tudo, acredita sempre, espera sempre e sofre com paciência. O amor é eterno. As profecias desaparecem; as línguas acabam-se; o conhecimento passa. Pois tanto as nossas profecias como o nosso conhecimento são imperfeitos. Quando chegar aquilo que é perfeito, tudo o que é imperfeito desaparece. Quando eu era criança, falava como criança, sentia como criança e pensava como criança. Depois tornei-me adulto e deixei o modo de ser de criança.

Agora vemos as coisas como num espelho e de maneira confusa. Naquele dia, iremos vê-las frente a frente. Agora o meu conhecimento é imperfeito, mas naquele dia vou conhecer como Deus me conhece a mim. Agora existem três coisas: fé, esperança e amor. Mas a mais importante é o amor.

 

SOBRE A IMAGEM DA POSTAGEM

 

SÃO PAULO

Pintura em óleo sobre tela, com dimensões de 103 cm de altura por 76 cm de largura. A obra esteve provavelmente na coleção dos Conti Guidi di Cesena no início do século XIX. Posteriormente, passou pela galeria Colnaghi, em Londres, em 1976, e pela Walpole Gallery, também em Londres, de onde foi adquirida pelo último proprietário. Foi exibida na mostra Italian Paintings 1550-1780, realizada pela Colnaghi em Londres entre 26 de maio e 2 de julho de 1976, sob o número 15. A referência fotográfica e de fonte é o catálogo da Sotheby’s, Londres, leilão de 8 de julho de 2009, lote 28.

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Giovanni Francesco Barbieri, mais conhecido como Guercino ou Il Guercino nasceu em Cento, 1591 e faleceu na Bolonha, 1666, foi um pintor do Barroco italiano, natural da região da Emília-Romanha e ativo em Roma e na Bolonha. "Guercino" é a palavra italiana para "estrábico", apelido que lhe foi dado por conta de seu desvio ocular. Tornou-se especialmente célebre por conta de seus caprichosos desenhos.

 

© Alberto Araújo

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