12 de dezembro de 2020

EM 12 DE DEZEMBRO CELEBRAMOS NOSSA SENHORA DE GUADALUPE





EM 12 DE DEZEMBRO CELEBRAMOS NOSSA SENHORA DE GUADALUPE

 

 

 

NOSSA SENHORA DE GUADALUPE OU VIRGEM DE GUADALUPE é a denominação de uma aparição mariana da Igreja Católica de origem mexicana, cuja imagem tem como seu principal local de culto a Basílica de Guadalupe, localizada no sopé do monte Tepeyac, ao norte da Cidade do México.

 

De acordo com a tradição oral mexicana, e segundo textos de documentos históricos do Vaticano e outros encontrados ao redor do mundo em diferentes arquivos, acredita-se que a Virgem Maria, apareceu em quatro ocasiões ao índio São Juan Diego Cuauhtlatoatzin no monte Tepeyac, e em uma quinta ocasião a Juan Bernardino, tio de Juan Diego. O relato guadalupano conhecido como Nican Mopohua narra que na primeira aparição, a Virgem ordenou a Juan Diego que se apresentasse diante do bispo do México, Juan de Zumárraga. Juan Diego na última aparição da Virgem, e por ordem desta, levou em seu ayate algumas flores que cortou no Tepeyac. Juan Diego desdobrou sua tilma diante do bispo Juan de Zumárraga, deixando a descobrir a imagem da Virgem Maria, morena e com traços mestiços.

 

Segundo o Nican Mopohua, as mariofanias aconteceram no ano de 1531, ocorrendo pela última vez em 12 de dezembro do mesmo ano. A fonte mais importante que as relatou foi o próprio Juan Diego que contou tudo o que havia acontecido. Posteriormente esta tradição oral foi recolhida em um escrito no idioma náuatle mas escrita com caracteres latinos (técnica que nenhum espanhol sabia fazer e que só muito raramente usavam os indígenas); este escrito é chamado de Nican Mopohua, e é atribuído ao indígena Antonio Valeriano (1522-1605). Posteriormente em 1648 foi publicado o livro Imagen de la Virgen María Madre de Dios de Guadalupe (título traduzido para o português como: Imagem da Virgem Maria Mãe de Deus de Guadalupe) pelo presbítero Miguel Sánchez, contribuindo para recompilar tudo o que se sabia na época sobre a devoção guadalupana. Segundo diversos investigadores, o culto guadalupano é uma das crenças mais historicamente apegadas ao atual México e parte de sua identidade, e tem estado presente com o desenvolvimento do país desde o século XVI dentro de seus processos sociais mais importantes como na Independência do México, na Reforma, na Revolução Mexicana e na sociedade mexicana atual, onde conta com milhões de fiéis, e que alguns deles professam o guadalupanismo sem serem necessariamente católicos.

 

E em 11 de dezembro celebramos a memória do índio Asteca Juan Diego e hoje recordamos a festa de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira da América Latina, que apareceu a este simples homem em 1531, período da dominação espanhola em terras ameríndias.

 

A história nos conta que Nossa Senhora apareceu a Juan Diego várias vezes, pedindo que fosse construída uma igreja no local da aparição. Mas o bispo da região não acreditava no jovem índio. Um dia o bispo pediu um sinal concreto de que a Virgem aparecia-lhe naquela colina.

 

Aconteceu então o milagre. Juan Diego colhe rosas na colina e quando as entrega ao bispo, aparece no manto que envolvia as rosas a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe. Este sinal inegável da presença de Deus conseguiu reunir o povo mexicano ao redor do Cristo e da fé católica.

 

A fama do milagre se espalhou. Enquanto o templo era construído, o manto com a imagem impressa ficou guardado na capela do paço episcopal. Várias construções se sucederam na colina, ampliando templo após templo, pois as romarias e peregrinações só aumentaram com o passar dos anos e dos séculos.

 

O local se tornou um enorme Santuário abriga a imagem de Nossa Senhora. Nele está guardado o manto de Santo João Diego, em perfeito estado apesar de passados tantos séculos. Nossa Senhora de Guadalupe é a única a ser representada como mestiça, com o tom de pele semelhante ao das populações indígenas.

 

Foi declarada padroeira das Américas, em 1945, pelo Papa Pio XII. Em 1979, como extremado devoto mariano, o Papa João Paulo II visitou esse Santuário e consagrou solenemente toda a América Latina a Nossa Senhora de Guadalupe.

 

3 ensinamentos de Nossa Senhora de Guadalupe

 

Nossa Senhora de Guadalupe fez sua primeira aparição perante um índio chamado como Juan Diego. O encontro apareceu em 9 de dezembro de 1531, próximo à colina de Tepeyac, região conhecida como a atual Cidade do México.

 

O momento da aparição de Nossa Senhora de Guadalupe no México, teve um significado muito importante para a época. Afinal, habitavam inúmeras etnias no vale do Anahuac (Cidade do México) e, durante algumas décadas, esses povos sofreram intensamente com a tirania dos astecas. Eram comuns rituais sangrentos, que sacrificavam milhares de pessoas.

 

Diante de tanta violência e todas outras mazelas da época, missionários realizaram algumas tentativas de evangelização, porém sem sucesso. Com o contato de Nossa Senhora e o índio Juan Diego, passaram a ocorrer milagres e edificações que tornaram possível a evangelização dos povos que habitam a região.

 

Sem dúvidas, a imagem da Santíssima de Guadalupe teve extrema importância na conversão dos povos que habitavam o solo mexicano. Para tal feito, muitos símbolos foram utilizados para que os nativos conseguissem interpretar cada mensagem que era oferecida. Ou seja, a partir do primeiro contato, a conversão dos pagãos ao Cristianismo cresceu exponencialmente.

 

ALGUNS DOS PRINCIPAIS ENSINAMENTOS DEIXADOS PELA SANTÍSSIMA

 

1. Proteção das Famílias

 

A valorização e proteção da família é um dos ensinamentos de Nossa Senhora de Guadalupe. A Santíssima defende a importância de manter as relações familiares, como os casamentos, boas ações e, principalmente o respeito entre as diversidades existentes entre os membros de um núcleo familiar.

 

2. Defesa da vida

 

Na época de sua aparição ao índio Juan, os astecas realizaram bárbaros sacrifícios em seres humanos, independentemente do sexo ou idade. A Santíssima trouxe a ressignificação e a importância da vida e de valorizá-la. Práticas como o aborto, controle de natalidade e eutanásia não estaria de acordo com os ensinamentos de Nossa Senhora de Guadalupe.

 

3. O poder das trevas

 

Outro forte ensinamento de Nossa Senhora de Guadalupe toca na temática de problemas como falta de fé, bons costumes, proximidade com o mal e maior influência do demônio. Ações como exorcismos, grandes execuções, satanismo, aborto, uso de drogas apontam para um novo paganismo em desenvolvimento que vão contra os conceitos de família e vida em sociedade.

 

Agora que você já conheceu um pouco mais sobre alguns dos ensinamentos de Nossa Senhora de Guadalupe, aproveite para continuar acompanhando os conteúdos do blog da Ágape Moda e manter sempre a chama da fé acesa.

 

 

ORAÇÃO

 

Mãe Maria, Senhora de Guadalupe, abençoai nosso continente e conduzi-nos sempre ao encontro de Jesus Cristo. Olhai as populações pobres da América latina e ajudai-as a manter a fé e a fidelidade ao evangelho. Amém.

 




 



11 de dezembro de 2020

PIETÁ É A IMAGEM DA DOR MATERNA QUE NÃO TEM NOME. PIETÁ SÓ É BELA, PORQUE CONHECEMOS A SUA CONTINUIDADE



 

PIETÁ É A IMAGEM DA DOR MATERNA QUE NÃO TEM NOME. PIETÁ SÓ É BELA, PORQUE CONHECEMOS A SUA CONTINUIDADE.

 

A mulher parecia absorvida em sua dor, trazia no rosto as marcas de um acontecimento que não combina com o tempo. Os dois anos já passados pareciam estacionados em seus olhos, como se a vida não pudesse mais realizar o seu processo natural de prosseguir. Há acontecimentos que não cabem no tempo. Uma dor não dura o mesmo tempo que o fato que a provoca. Ela vai além, muito além. A dor é uma extensão da vida.

 

O fato foi terrível. Aquela mulher encontrou o seu menino morto na piscina de sua casa. Teve também que o retirar da água. Pegou-o ao colo, assim como tantas outras vezes. Aconchegou-o no peito, assim como nas noites em que o alimentava para que pudesse voltar a dormir tranquilo.

 

O amor é assim: é feito de madrugadas, feito de silêncios que atribuem sentidos, de olhares que contemplam os que amamos como continuidade do que somos. Aquela mulher sabia de tudo isso. Ao retirar das águas o seu menino já sem vida, aquela mulher parecia cumprir no tempo o prolongamento da escultura de Michelangelo, Pietà (1498), a Virgem que segura nos braços o seu Filho morto. Pietà é a metáfora da dor materna que não tem nome. A morfologia de um sofrimento agudo que nos retira a fala e nos dificulta as respostas.

 

Coragem para prosseguir

 

Tive oportunidade de ouvir o seu relato. Contou-me, com lágrimas teimosas, o acontecido. O cenário era sugestivo. Estávamos à beira do rio Jordão, lugar onde Jesus foi batizado. Ela se aproximou e eu tive a graça de renovar o seu batismo. Ao derramar água sobre a sua cabeça, foi inevitável o pensamento que me ocorreu. Um pensamento que, de alguma forma, já se estabelecia como prece. No meu coração, eu pedia a Deus que aquela mulher fosse capaz de retirar definitivamente o seu filho das águas. Pedi ao Senhor da vida que a ajudasse a sepultar o seu filho. Não o sepultamento do esquecimento, mas o que proporciona a ressurreição; aquele que nos dá coragem de olhar para a dor sem que ela nos sufoque.

 

“Retire o seu menino das águas!”, “Saia da beira da piscina e permita que a vida continue!”.

 

Logo depois do gesto, enchi-me de coragem e recomendei-lhe com ternura: “Retire o seu menino das águas!”, “Saia da beira da piscina e permita que a vida continue!”. Ela sorriu serena e disse que tentaria. Mais tarde, ela me pediu que escrevesse a frase dita. Eu escrevi. Mas resolvi escrever aqui também. Pode ser que essas palavras caiam nas mãos de pessoas que estejam com dificuldades de permitir o movimento da vida. Pode ser que, hoje, esse pequeno texto venha encontrar alguém que esteja paralisado pela dor, impossibilitado de prosseguir.

 

A Virgem da Piedade encontrou no Filho a causa do seu prosseguimento. Pietà só é bela, porque conhecemos a sua continuidade. O Filho ressurgiu. Aquele momento não é o definitivo. A dor é a ponte que a fez chegar ao lugar mais belo de seu coração, é a vida. E eu gostaria que não fosse assim, que meninos não morressem antes da hora, mas não posso mudar a ordem dos acontecimentos. O que posso é silenciar-me diante da cena e pedir que Deus nos encaminhe para o aprendizado que o acontecimento pode nos trazer.

 

Por Pe. Fábio de Melo,

Via Canção Nova

 

6ª FEIRA DA 2ª SEMANA DO ADVENTO, 11 DE DEZEMBRO DE 2020




 6ª FEIRA DA 2ª SEMANA DO ADVENTO, 11 DE DEZEMBRO DE 2020.

 

 

Cor: Roxo

 

1ª Leitura - Is 48,17-19

Ah! se tivesses observado os meus mandamentos!

Leitura do Livro do Profeta Isaías 48,17-19

17Isto diz o Senhor,

o teu libertador, o Santo de Israel:

Eu, o Senhor teu Deus, te ensino coisas úteis,

te conduzo pelo caminho em que andas.

18Ah, se tivesses observado os meus mandamentos!

Tua paz teria sido como um rio

e tua justiça como as ondas do mar;

19tua descendência seria como a areia do mar

e os filhos do teu ventre como os grãos de areia;

este nome não teria desaparecido

nem teria sido cancelado de minha presença.

Palavra do Senhor.

 

Salmo - Sl 1, 1-2. 3. 4.6 (R. CF.Jo 8,12)

R. Senhor, quem vos seguir, terá a luz da vida.

 

1Feliz é todo aquele que não anda*

conforme os conselhos dos perversos;

que não entra no caminho dos malvados,*

nem junto aos zombadores vai sentar-se;

2mas encontra seu prazer na lei de Deus*

a medita, dia e noite, sem cessar.R.

 

3Eis que ele é semelhante a uma árvore,*

que à beira da torrente está plantada;

ela sempre dá seus frutos a seu tempo,

e jamais as suas folhas vão murchar.*

Eis que tudo o que ele faz vai prosperar.R.

 

4Mas bem outra é a sorte dos perversos.

Ao contrário, são iguais à palha seca*

espalhada e dispersada pelo vento.

6Pois Deus vigia o caminho dos eleitos,*

mas a estrada dos malvados leva à morte.

R.

 

Evangelho - Mt 11,16-19

Não ouvem nem a João nem ao Filho do Homem.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo 

segundo São Mateus 11,16-19


Naquele tempo, disse Jesus às multidões:

l6Com quem vou comparar esta geração?

São como crianças sentadas nas praças,

que gritam para os colegas, dizendo:

17'Tocamos flauta e vós não dançastes.

Entoamos lamentações e vós não batestes no peito!'

18Veio João, que não come nem bebe,

e dizem: 'Ele está com um demônio'.

19Veio o Filho do Homem, que come e bebe,

e dizem: 'É um comilão e beberrão,

amigo de cobradores de impostos e de pecadores'.

Mas a sabedoria foi reconhecida com base em suas obras.'

Palavra da Salvação.








9 de dezembro de 2020

NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO: DIANTE DO MEDO, FIXEM OS SEUS OLHARES NA DIREÇÃO DE JESUS.





DIANTE DO MEDO, FIXA O SEU OLHAR NA PAIXÃO DE JESUS

 

 

Poucas coisas atingem o medo em nossos corações, como um obstáculo repentino no caminho do que mais desejamos, uma doença, uma crise financeira, um relacionamento rompido ou a perda de um ente querido. São circunstâncias difíceis, que podem nos manter presos ao medo e a raiva, se os deixarmos.

 

Mas para aqueles de nós que se esforçam para amar a Deus de todo o coração, todos os obstáculos são aparentes. Nada pode nos manter longe do amor de Cristo se fizermos da vontade de Deus o nosso objetivo mais elevado. E através da graça de Deus, as provações que passamos podem nos ajudar a nos transformar mais e mais à imagem de Cristo.

 

Então, vi a Virgem Santíssima, indizivelmente bela, que se aproximou de mim, vindo do altar até o meu genuflexório, estreitou-me ao seu Coração e disse-me estas palavras: Sou vossa Mãe pela infinita misericórdia de Deus. A alma que cumpre fielmente a vontade de Deus é a que mais me agrada. — Fez-me compreender que cumpro fielmente todos os desejos de Deus e dessa maneira encontrei graça aos Seus olhos. — Sê corajosa, não tenhas medo das dificuldades ilusórias, mas fixa o teu olhar na Paixão do meu Filho e, dessa maneira, vencerás.  (Diário de Santa Faustina, 449)

 

Julgamentos, é claro, doem. Ninguém quer sofrer. Mas Jesus e a Santíssima Virgem Maria nos ensinam a tirar proveito de nossos sofrimentos. Na passagem acima — número 449 do Diário, Maria nos chama para meditar na paixão de Cristo durante nossas provações. Ao sofrermos, Cristo, sofre dentro de nós, e a Virgem Maria chora por nós, assim como chorou com a morte de Jesus.

 

Se nos voltarmos para Cristo e para a Mãe Santíssima em meio às nossas provações, partes de nós que não glorificarem a Deus serão mortas. Mas, graças à ressurreição de Cristo, nos levantaremos de novo, depois da morte e do julgamento. Ao longo de nossas vidas, o Senhor nos permite experimentar pequenas mortes e pequenas ressurreições. É isso que significa crescer em santidade.

 

Então, durante qualquer obstáculo, devemos manter nosso objetivo em mente: lutar para amar a Deus e fazer a Sua vontade. Ele é a nossa saúde, nossa proteção, nossa libertação, nossa ressurreição, nesta vida e especialmente na vida que está por vir.

 

Jesus nos diz hoje:

 

Não se preocupe com nada. Esforce-se para fazer a Minha vontade e cumprirei os desejos mais profundos do seu coração. Siga o exemplo de Minha mãe, que chorou debaixo da minha cruz, esperando na ressurreição. Ninguém mais te ajudará a fazer a Minha vontade e a receber as minhas graças mais do que ela.

 

Minha oração:

 

Ó Maria, por favor, me consola neste dia e todos os dias diante de quaisquer obstáculos aparentes. Qualquer que seja a dor, seja qual for o desconforto, seja qual for a insegurança, ajude-me a ter em mente a Cruz de Cristo e a esperança da ressurreição. Através das minhas provações, ensina-me a amar a Cristo como você o ama. Amém.

 

**********************************

 

Para os bons filhos desta Virgem, que meditam suas glórias amiúde e Lhe devotam amor a todo instante, contarão esta passagem entre suas prediletas de todo o Evangelho. Ei-lo:

“Enquanto ele [Jesus] assim falava, uma mulher levantou a voz do meio do povo e lhe disse: ‘Bem-aventurado o ventre que te trouxe, e os peitos que te amamentaram!’. Mas Jesus replicou: ‘Antes bem-aventurados aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a observam’.” (S. Lucas 11, 27s) Onde Jesus parece rechaçar o elogio a sua mãe e tê-La como comum, na verdade, está Lhe dando a graça preciosa e ao mesmo tempo consoladora de ser humilhada por Deus.

 

Para nós, homens de alma tal como carne (cf. TVD §79), isso é difícil de entender, pois frequentemente gememos contra Deus ao menor sinal de contradição de nossa vontade. Como escrava (cf. S. Lucas 1, 38), a mãe de Nosso Senhor não se interessava em aparecer, mas fazer apenas Deus estar na consideração de todos, por meio de seu Filho Jesus. Pelo contrário, evitava qualquer atenção sobre Si, pois cria que qualquer atenção que causasse, seria atenção a menos a Deus. Considerando isso, então qual não seria o sentimento de Maria quando Nosso Senhor rebateu a exclamação daquela mulher? Ademais, Nossa Senhora recebe de seu Filho uma dupla medalha: corporal e espiritual.

 

Se por um lado Ela é corporalmente feliz por ter carregado em Si o Verbo eterno, também é espiritualmente, bem-aventurada porque ninguém observou a Palavra de Deus com a diligência d’Ela. Por fim, hoje já não subsistem as razões para se ocultar Nossa Senhora, já que, como diz a sã sabedoria, os santos são Evangelho vivo. São Luís Maria (cf. TVD §55) declara que nestes últimos tempos da história Maria deve ser mais conhecida e amada do que nunca; porque, como aurora (cf. Cânticos 6, 3.9), Ela precederá a vinda gloriosa de seu Filho.

 

Tal como na primeira vinda Cristo veio por Maria, também na segunda vez virá por meio d’Ela. A primeira vez veio de modo oculto, mas Maria deve refulgir nestes derradeiros dias (cf. TVD §49). Enquanto nós mesmos não fazemos caso do nosso estado espiritual e vivemos cada dia igual ao outro, o Diabo sabe que está a ficar sem tempo (cf. TVD §§50-51). Ele empenhará esforços para arrastar à perdição os últimos homens maiores que os nossos próprios em nos mantermos na justiça – isso nos deveria fazer entender quanto trabalho damos ao nosso Anjo particular. Contudo, para frustrar as ciladas dos demônios, Nossa Senhora há de formar e educar seus escravos para operar coisas extraordinárias (cf. TVD §35). E para fazer esta excelsa Senhora mais célebre e amada, seu exército de devotos deve, absolutamente, ser expandido. Façamos, portanto, neste mês de Maria, o propósito de conhecermos e difundirmos a Verdadeira Devoção a Nossa Senhora.







 

8 de dezembro de 2020

CÉU COR DE ROSA ENCANTA O PÚBLICO EM ICARAÍ, NITERÓI


Céu cor-de-rosa na tarde de 08 de dezembro de 2020 encanta público na orla de Icaraí, Niterói.

 

Quem passou na tarde de 08 de dezembro, na orla de Icaraí-Niterói, pôde apreciar um espetáculo fenomenal da natureza. Os raios solares em tons cor-de-rosa. UM ENCANTO.

 

 

08 DE DEZEMBRO CELEBRAMOS A IMACULADA CONCEIÇÃO DA SANTÍSSIMA VIRGEM. A RAINHA DE TODOS OS SANTOS



OU CLICAR NO LINK: https://youtu.be/2gECi9vyQr8




08 DE DEZEMBRO CELEBRAMOS A IMACULADA CONCEIÇÃO DA SANTÍSSIMA VIRGEM. A RAINHA DE TODOS OS SANTOS.

 

 

Hoje, a Igreja Católica vivencia a proclamação do dogma da Imaculada Conceição de Maria. Os dogmas da Igreja são as verdades da fé consideradas doutrinas da igreja, nas quais os fiéis devem crer. O da Imaculada Conceição foi defnido em 1854 pelo Papa Pio IX, através da Bula “Ineffabilis Deus” (inefábilis Deus).

 

A discussão sobre o nascimento Imaculado de Maria existia desde a Idade Média, mas foi o Beato franciscano Duns Scoto (scôto) que deu as bases teológicas para o dogma. Ele afirmou que o Filho de Deus não poderia ter nascido de alguém marcado pelo pecado. Assim, a mãe de Jesus foi desde sempre livre de qualquer mancha de pecado. Nas aparições de Lourdes o dogma foi confirmado. De fato, Maria dirigiu-se a Bernardete dizendo: "Eu sou a Imaculada Conceição".

 

 

IGREJA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DE NITERÓI. COMUNIDADE CATÓLICA. NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO.

 

 

A Igreja começou a ser construída em 1663, pelo generoso devoto Affonso Corrêa de Pina, com esmolas da população, num sítio oferecido pelos herdeiros de Martim Afonso de Souza, “ARARIBÓIA”. Em 17 de agosto de 1671 na pequena ermida de São Domingos foi lavrada a escritura da igreja de Nossa Senhora da Conceição de Niterói pelo tabelião Manoel Cardoso Leitão.

A partir desta data, formou-se a Irmandade de Nossa Senhora da Conceição, que administra o seu patrimônio, até os dias de hoje.

 

Em 1770, a pequena ermida foi derrubada e construída uma nova igreja.

O primeiro cemitério de Niterói ficava em torno da igreja.

 

No século XIX, os festejos em honra a Nossa Senhora da Conceição já eram os mais concorridos, com a presença do presidente da província, membros da corte que atravessavam a baía da Guanabara em vapores, a Guarda Nacional que em forma de parada acompanhava a procissão, além de um grande número de devotos que vinham das freguesias de Jurujuba, São Gonçalo, São Lourenço e Itaipu.

 

Em 1850, por provisão do Bispo do Rio de Janeiro D. Manoel do Monte Rodrigues de Araújo (Conde de Irajá), a Irmandade foi elevada com o título de Confraria de Nossa Senhora da Conceição da Imperial Cidade de Nictheroy, com direito a uso de hábito.

 

De 1839 a 1854, a Igreja da Conceição foi sede e matriz da cidade, guardando em seu Altar a imagem de São João Batista, padroeiro de Niterói, que foi levado em solene procissão no dia da inauguração da nova Catedral.

 

Com a elevação do Bispado de Niterói à Arcebispado, nossa Irmandade foi elevada com o título de Arquiconfraria de Nossa Senhora da Conceição de Niterói, em 24 de janeiro de 1964, por decreto assinado por D. Antonio de Almeida Morais Junior.

 

Todos os anos as festividades em honra a Nossa Senhora da Conceição no dia 8 de dezembro, revestem-se de grande gala, pois comemoramos mais de três séculos de existência. 









6 de dezembro de 2020

O ADVENTO, É POR EXCELÊNCIA, O TEMPO DA ESPERANÇA

 





O ADVENTO é o primeiro tempo do Ano litúrgico, o qual antecede o Natal. Para os cristãos, é um tempo de preparação e alegria, de expectativa, onde os fiéis, esperando o Nascimento de Jesus Cristo, vivem o arrependimento e promovem a fraternidade e a Paz. No calendário religioso este tempo corresponde às quatro semanas que antecedem o Natal. O Advento começa exatamente quatro domingos antes do Natal e vai até as primeiras vésperas do Natal de Jesus.

 

 

A primeira referência ao "Tempo do Advento" é encontrada na Península Ibérica, quando no ano 380, o Sínodo de Saragoça prescreveu uma preparação de três semanas para a Epifania, data em que, antigamente, também se celebrava o Natal. Na Gália, Perpétuo, bispo de Tours, instituiu setenta semanas de preparação para o Natal e, em Roma, o Sacramentário Gelasiano cita o Advento no fim do século V.

 

Há relatos de que o Advento começou a ser observado entre os séculos IV e VII em vários lugares do mundo, como preparação para a festa do Natal.

 

No final do século IV, na Gália, atual França e na Península Ibérica (atualmente, Portugal e Espanha), tinha caráter ascético com jejum, abstinência e duração de 6 semanas como na Quaresma, quaresma de S. Martinho. Este caráter ascético para a preparação do Natal se devia à preparação dos catecúmenos para o batismo na festa da Epifania.

 

Somente no final do século VII, em Roma, é acrescentado o aspecto escatológico do Advento, recordando a segunda vinda do Senhor, passando a ser celebrado durante 5 domingos.

 

Surgido na Igreja Católica, este tempo passou também para as igrejas reformadas, em particular a Anglicana, a Luterana, Metodista e a Batista dentre várias outras. A igreja Ortodoxa tem um período de quarenta dias de jejum como preparação para o Natal.

 

O tempo do Advento é para toda a Igreja, momento de forte mergulho na liturgia e na mística cristã. É tempo de espera e esperança, de estarmos atentos e vigilantes, preparando-nos alegremente para a vinda do Senhor, como uma noiva que se enfeita, se prepara para a chegada de seu noivo, seu amado.

 

O Advento começa exatamente quatro domingos antes do Natal e vai até as primeiras vésperas do Natal de Jesus.

 

Esse tempo possui duas características: Nas duas primeiras semanas, a nossa expectativa se volta para a segunda vinda definitiva e gloriosa de Jesus Cristo, Salvador e Senhor da história, no final dos tempos. As duas últimas semanas, dos dias 17 a 24 de Dezembro, visam em especial, a preparação para a celebração do Natal, a primeira vinda de Jesus entre nós. Por isto, o Tempo do Advento é um tempo de piedosa e alegre expectativa. Uma das expressões desta alegria é o canto das chamadas "Antífonas do Ó".

 

O início do advento é conhecido tradicionalmente como o dia "certo" para montar a árvore de natal.

 

Vários símbolos do Advento nos ajudam a mergulhar no mistério da encarnação e a vivenciar melhor este tempo. Entre eles há a coroa ou grinalda do Advento. Ela é feita de galhos sempre verdes entrelaçados, formando um círculo, no qual são colocadas 4 grandes velas representando as 4 semanas do Advento. A coroa pode ser, colocada ao lado do altar ou em qualquer outro lugar visível. A cada domingo uma vela é acesa; no 1° domingo uma, no segundo duas e assim por diante até serem acesas as 4 velas no 4° domingo. A luz nascente indica a proximidade do Natal, quando Cristo Salvador e Luz do Mundo, brilhará para toda a humanidade, e representa também, nossa fé e nossa alegria pelo Deus que vem. A cor roxa das velas nos convida a purificar nossos corações em preparação para acolher o Cristo que vem. A vela de cor rosa, nos chama a alegria, pois o Senhor está próximo. Os detalhes dourados prefiguram a glória do Reino que virá.

 

A COROA DE ADVENTO

 

A Coroa do Advento é decorada em função da devoção de cada pessoa.

A coroa está formada por uma grande quantidade de símbolos:

 

A FORMA CIRCULAR

 

O círculo não tem princípio, nem fim. É sinal do amor de Deus que é eterno, sem princípio e nem fim, e também do nosso amor a Deus e ao próximo que nunca deve terminar. Além disso, o círculo dá uma ideia de “elo”, de união entre Deus e as pessoas, como uma grande “Aliança”.

 

AS RAMAS VERDES

 

Verde é a cor da esperança e da vida. Deus quer que esperemos a sua graça, o seu perdão misericordioso e a glória da vida eterna no final de nossa vida. Bênçãos que nos foram derramadas pelo Senhor Jesus, em sua primeira vinda entre nós, e que agora, com esperança renovada, aguardamos a sua consumação, na sua segunda e definitiva volta. O ramos dos pinheiros permanecem verdes apesar dos rigorosos invernos, assim como os cristãos devem manter fé e a esperança apesar das tribulações da vida.

 

A FITA VERMELHA

 

A fita e o laço vermelho que envolvem a grinalda simbolizam o Amor de Deus ou o próprio Espírito Santo a embalar toda criação que é remida com a chegada de Jesus.

 

AS BOLAS

 

As bolas simbolizam os frutos do Espírito Santo que brotam no coração de cada cristão.

 

AS QUATRO VELAS

As quatro velas da coroa simbolizam, cada uma delas, uma das quatro semanas do Advento. No início, vemos nossa coroa sem luz e sem brilho. Nos recorda a experiência de escuridão do pecado. A medida em que se vai aproximando o Natal, vamos ao passo das semanas do Advento, acendendo uma a uma as quatro velas representando assim a chegada, em meio de nós, do Senhor Jesus, luz do mundo, quem dissipa toda escuridão, trazendo aos nossos corações a reconciliação tão esperada. A primeira vela lembra o perdão concedido a Adão e Eva. A segunda simboliza a fé de Abraão e dos outros Patriarcas, a quem foi anunciada a Terra Prometida. A terceira lembra a alegria do rei Davi que recebeu de Deus a promessa de uma aliança eterna. A quarta recorda os Profetas que anunciaram a chegada do Salvador. O mais adequado é que todas as velas da coroa do Advento sejam roxas, com exceção de uma que pode ser rosa para lembrar o Domingo Gaudete.

 

Neste ponto, temos que fazer uma cuidadosa distinção: as velas roxas são usadas na coroa do Advento, mas não fazem parte das velas para celebração do Santo Sacrifício da Missa, uma vez que a coroa do Advento surgiu da piedade popular. O segundo ponto é que as velas para a celebração da Missa não seguem a cor usada pelo celebrante. Portanto, é errado usarmos velas verdes durante o tempo Comum, ou vermelhas no Domingo de Ramos. As velas, como nos orientam os documentos da Igreja, devem ser de cera amarela ou de parafina branca, independente da cor litúrgica do dia. Somente o sacerdote manifesta a cor litúrgica do dia. Outra razão para não serem usadas as velas coloridas é que todos os símbolos da liturgia devem ser naturais, assim como a água, o vinho e etc.






O Advento é, por excelência, o tempo da esperança.








6 DE DEZEMBRO CELEBRAMOS SÃO NICOLAU



6 DE DEZEMBRO CELEBRAMOS SÃO NICOLAU

 

 

São Nicolau de Mira, dito Taumaturgo, também conhecido como São Nicolau de Bari, é o santo padroeiro da Rússia, Grécia e da Noruega. É o patrono dos guardas noturnos na Armênia e dos coroinhas na cidade de Bari, na Itália, onde estariam sepultados seus restos.

 

Nicolau é amado e muito querido por todos os cristãos do Ocidente e do Oriente. Sem dúvida alguma é o Santo mais popular da Igreja. Ele é Padroeiro da Rússia, de Moscou, da Grécia, das crianças, das moças solteiras, dos marinheiros, dos cativos e dos lojistas. Por tudo isso, os dados de sua vida se misturam às tradições seculares do cristianismo.

 

Filho de nobres, Nicolau nasceu na Ásia Menor, na metade do século III, provavelmente no ano 250. Foi consagrado Bispo de Mira, atual Turquia, quando ainda era muito jovem e desenvolveu seu apostolado também na Palestina e no Egito. Segundo alguns historiadores, o Bispo Nicolau esteve presente no primeiro Concílio, em Nicéia, no ano 325.

 

Após a morte dos seus pais, São Nicolau herdou uma grande fortuna a que começou a distribuir entre os pobres. Ele se empenhou em ajudar secretamente, para que ninguém pudesse agradecer-lhe. São inúmeras as histórias de milagres que cercam a vida de Nicolau.

 

Após a sua ordenação, São Nicolau resolveu: "Até agora eu pude viver para mim mesmo e para a salvação da minha alma, mas daqui em diante todo o momento da minha vida deve ser dedicado aos outros." E esquecendo a si mesmo, o Santo abriu a porta de sua casa a todos e tornou-se o verdadeiro pai dos órfãos e pobres, defensor dos oprimidos e benfeitor a todos.

 

Morreu no dia 06 de dezembro de 326, em Mira. O documento mais antigo sobre ele foi escrito por Metódio, Bispo de Constantinopla, que no ano de 842, relatou todos os milagres atribuídos a Santo Nicolau.

 

 

REFLEXÃO

 

A tradição diz que Nicolau, costumava fazer doações anônimas em moedas de ouro, roupas e comida às viúvas e aos pobres. Dizem colocava os presentes das crianças em sacos e os jogava dentro das chaminés à noite, para serem encontrados por elas pela manhã. Dessa tradição que veio a sua fama de amigo das crianças. São Nicolau é a figura do querido Papai Noel.

 

ORAÇÃO

 

Senhor, pelos méritos de São Nicolau, concedei-me a graça da bondade e zelo para com os mais aflitos, necessitados e em especial para com as crianças. Que eu saiba aprofundar em mim os dons que me destes, colocando-os em prática. Livrai-me da omissão e da preguiça. Amém.

 

O dia 6 de dezembro do ano de 350 é a data da morte de São Nicolau de Mira na Turquia, um bispo que ficou conhecido por sua caridade e afinidade com as crianças. Devido à sua imensa generosidade e aos milagres que lhe foram atribuídos, foi canonizado pela Igreja Católica e tornou-se um símbolo ligado diretamente ao nascimento do Menino Jesus. São Nicolau é considerado um dos santos mais conhecidos da cristandade.

 

É aceito que São Nicolau, seja proveniente de Patara, na Ásia Menor (Turquia), onde teria nascido na segunda metade do século III, e falecido no dia 6 de dezembro de 350. Sob o império de Diocleciano, Nicolau foi encarcerado por recusar-se a negar sua fé em Jesus Cristo. Após a subida ao poder de Constantino, Nicolau volta a enfrentar oposição, desta vez da própria Igreja. Diante de um debate com outros líderes eclesiásticos, Nicolau levanta-se e esbofeteia um de seus antagonistas, o heresiarca Ário. Isso o impede de permanecer como um líder da Igreja. Nicolau, porém, não se dá por vencido e permanece atuante, prestando auxílio a crianças e outros necessitados.

 

A ele foram atribuídos vários milagres, sendo daí proveniente sua popularidade em toda a Europa e sua designação como protetor dos marinheiros e comerciantes, santo casamenteiro e, principalmente, amigo das crianças. De São Nicolau, bispo de Mira (Lícia) no século IV, há um grande número de relatos e histórias, mas é difícil distinguir o que é autêntico e o que são lendas, que germinaram sobre este santo, cuja imagem foi tardiamente, relacionada e transformada no ícone do Natal, chamado de Papai Noel (português brasileiro) ou Pai Natal (português europeu) um velhinho corado de barba branca, trazendo nas costas um saco cheio de presentes. Nos Estados Unidos e Canadá e na maior parte dos países anglófonos é conhecido como Santa Claus, Father Christmas ou St. Nicholas.

 

É tido como acolhedor com os pobres e principalmente com as crianças carentes, se preocupando com a educação e a moral tanto das crianças como de suas mães.

 

Nicolau de Mira

 

Algumas Igrejas Ortodoxas, como a Igreja Ortodoxa Russa, o honram com a celebração litúrgica do último domingo do ano no calendário juliano. Os cristãos de ritos copta católicos e ortodoxos e de rito bizantino lhe dedicam grande relevância e a celebração de sua vida pastoral tem grande destaque. Os calendários romano e bizantino celebram o seu dia como sendo a 6 de dezembro.

 

Sua devoção difundiu-se na Europa quando as suas relíquias, roubadas de Mira por 62 soldados de Bari, e trazidas a salvo subtraindo-as aos invasores turcos, foram colocadas com grandes honras na catedral de Bari a 9 de maio de 1087. As relíquias eram precedidas pela fama do suposto "taumaturgo" ("fazedor de milagres") e pelas diversas lendas que cercavam sua figura, proporcionando o aumento sua fama.

 

Conta-se que teria conseguido converter hereges que querendo saquear a sua igreja, lá encontrando hóstias consagradas, e, ao tocá-las, elas viraram pão. A mais famosa destas lendas conta que uma família muito pobre não tinha como custear o "dote" para casar as suas filhas. O bispo Nicolau, à noite, jogou um saco de moedas de ouro e prata para ajudar a pagar o referido "dote". A São Nicolau é atribuído o dom de ressuscitar crianças em sua região (Mira), hoje a localidade de Demre na Turquia. Muitas são as histórias sobre supostas aparições suas; a mais famosa foi no Natal de 1583, na Espanha, quando atendendo às orações de algumas senhoras, teria auxiliado para que nenhum pobre deixasse de receber o seu pão bento. Os pobres, ao serem perguntados sobre a quem lhes teria dado alimento em meio a um "tão pesado inverno", estes teriam dito que foram socorridos por "um senhor de feições muito serenas e mãos firmes".

 

São estas lendas religiosas e a sua iconização, que fazem Nicolau de Mira ser muito conhecido, mas são também a razão de não se ter uma visão clara sobre a vida do mesmo. São Nicolau é igualmente padroeiro dos estudantes. E nessa condição é cultuado em Guimarães, Portugal. Pelo menos desde 1664 (ano da construção da Capela de São Nicolau) que existem indícios da realização das festas em sua honra, pelos estudantes daquela cidade, também chamados de nicolinos. Estudantes que pouco mais tarde, em 1691, constituíram a Irmandade de São Nicolau, nessa data tendo aprovado os seus estatutos.

 

Em honra a São Nicolau, padroeiro dos estudantes, realizam-se em Guimarães as Festas Nicolinas, uma das mais antigas celebrações acadêmicas do Mundo, que têm início no dia 29 de Novembro e têm como seu dia mais importante, precisamente, o dia 6 de Dezembro antigo dia dedicado a São Nicolau, por ser o dia do seu falecimento, em que se realizam as Maçãzinhas, número nicolino, claramente, inspirado na lenda de São Nicolau que salvou as filhas de um estalajadeiro.

 

O culto de São Nicolau é próprio dos países da Europa Central, conhecendo também a sua implantação na Península Ibérica.

 

São Nicolau é igualmente padroeiro dos estudantes.

 

E nessa condição é cultuado em Guimarães, Portugal. Pelo menos desde 1664 (ano da construção da Capela de São Nicolau) que existem indícios da realização das festas em sua honra, pelos estudantes daquela cidade, também chamados de nicolinos. Estudantes que pouco mais tarde, em 1691, aprovaram os estatutos da Irmandade de São Nicolau.

 

Na atualidade, realizam-se em Guimarães as Festas Nicolinas, uma das mais antigas celebrações acadêmicas de Portugal, que têm início no dia 29 de Novembro e tem como seu dia mais importante, precisamente o dia 6 de Dezembro (antigo dia dedicado a São Nicolau, por ser o dia do seu falecimento), em que se realizam as Maçãzinhas.