6 de janeiro de 2022

FELIZ DIA DE REIS





SABEDORIA SOBRE O DIA DE REIS -  que é celebrado em 06 de janeiro, é sobre os Três Reis Magos do Oriente Médio que visitaram o recém-nascido Jesus Cristo após uma longa jornada. Aqueles que originaram o Dia de Reis, os Três Reis Magos, vieram do oriente para adorar Jesus Cristo, que acabara de nascer. Trouxeram ouro, mirra e incenso; e são chamados de Melchior, Baltasar e Gaspar.

O começo do ano é um marco de renovação para todos nós e essa data especial vem para se unir à esse sentimento junto com os desejos de um ano cada vez melhor. Confira aqui a história, o significado e as tradições que envolvem esse momento que simboliza a gratidão e também a nossa renovação. Viva os Três Reis Magos!

Celebre o Dia de Reis. Um momento de gratidão e renovação!



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Prezados amigos! Que no Dia de Reis o coração de todos seja preenchido com esperança, assim como Jesus deu esperança aos Três Reis Magos quando nasceu. 

ALBERTO ARAÚJO -

06 de janeiro de 2022





 

5 de janeiro de 2022

IGREJA MATRIZ DE SÃO SEBASTIÃO NO BAIRRO BARRETO EM NITERÓI

 







IGREJA MATRIZ DE SÃO SEBASTIÃO DO BARRETO – FOTO EXTRAÍDA DO FACEBOOK DO NOSSO CONFRADE RUBENS CARRILHO FERNANDES. Minha musa e eu ficamos encantados com essa foto. Eu ainda não a conheço, mas minha musa conhece a Matriz de São Sebastião no bairro Barreto município de Niterói. Inclusive, informou-me que o seu irmão, isso, meu cunhado se casou há décadas nessa tradicional Igreja.

Endereço: Rua General Castrioto, 469 - Barreto - Niterói – RJ - Pároco: Padre José Marcelo Martins Gomes.

A arquidiocese de Niterói possui quatro paróquias de São Sebastião: duas em Niterói (Barreto e Itaipu), uma em São Gonçalo (Tribobó) e uma em Araruama.

Às vezes uma postagem tomando uma dimensão grande.

COMENTÁRIO MUITO RELEVANTE QUE LI:

Prezado Rubens Carrilho Fernandes - Câmara, bom dia! Chamo-me José Renato Bez de Gregório e há alguns anos sou um amante da história da minha amada cidade. Pesquiso a genealogia da minha família e me deparei com um livro publicado pela Câmara com os registros de imóveis da Freguesia de São Lourenço no século XIX e encontrei alguns, em nome de meu tataravô Manoel José Ribeiro, antigo proprietário no Fonseca. Seria possível acessar e fotografar esses registros arquivados na Câmara de Niterói? Seria sensacional para minha pesquisa. Meus ascendentes vieram de Portugal nos anos 1840 e se estabeleceram na antiga Rua do Fonseca E na São Januário. Eram oriundos de Celorico de Basto no norte de Portugal (Ribeiro) e da Ilha da Madeira (Figueira de Freitas). Se puder me ajudar, serei eternamente grato. Se puder, me contacte no privado.

CRÉDITO FOTOGRAFIA: RUBENS CARRILHO FERNANDES – Historiador e funcionário público Câmara Municipal de Niterói



3 de janeiro de 2022

“SÉRGIO CALDIERI, UM ESCAFANDRISTA DA MEMÓRIA NACIONAL” – DE AUTORIA DA ESCRITORA, ACADÊMICA DOUTORA DALMA NASCIMENTO. HOMENAGEM PÓSTUMA.

 




SÉRGIO CALDIERI, UM ESCAFANDRISTA DA MEMÓRIA NACIONAL

 

Jornalista e escritor, Sérgio Caldieri, com o escafandro da escrita, mergulhou nas águas da memória brasileira para trazer, à praia do presente tempo, lembranças de dois vultos submersos na consciência nacional: Edmundo Moniz, o guerreiro de eternas lutas políticas, e Alberto Cavalcanti, o cineasta do mundo, reconhecido pelos avatares da sétima arte europeia das primeiras décadas do século passado.

 

Desde seu início nas lides jornalísticas, em textos fluentes de naturalidade expressional, contudo com timbres combativos, Sérgio Caldieri é fiel escudeiro de Mnemosyne, a deusa grega da Memória. Pela árvore genealógica dos helenos, ela é irmã de Cronos, o Deus do Tempo, e de Okeanós, o Dono das Águas Profundas, águas da consciência, águas imemoriais. Além destes dons, Mnemosyne é também mãe da musa da História e, por intermédio desta, avó de Orfeu, o paradigma do artista do universo dos antigos clássicos.

 

Dotada de tal poder irradiador em tantas frentes, a Memória possibilitou a Sérgio Caldieri imergir no Tempo Histórico da cultura da Pátria. E, do fundo das águas fluidas, voláteis das reminiscências, ele recolheu vestígios perdidos. Naufragados. Engolidos pelas vagas do Letes, o rio do esquecimento…

 

Mas, a memória não pode perecer. Mesmo submersa, ela vive e pulsa, igual à catedral gótica, cujos sons e tons se fazem sempre ouvir na música impressionista de Debussy.

 

Com a força da palavra vinda da batalha e do coração, Caldieri recorda Orfeu, que, nas cordas da lira, memorava fatos de perenidade humana. Ainda que estraçalhado, destroçado pelas “bacantes” políticas, Sérgio, similar a Orfeu, continua a luta. Vai em frente. E relembra existências, hoje ignoradas pelos mais jovens, em dois significativos livros recém-lançados. Um sobre os feitos de Edmundo Moniz, destaque do jornalismo brasileiro, que sofreu o exílio na carne, por desejar um Brasil mais justo e humanitário. O outro, o cineasta Alberto Cavalcanti, que, na febricitante Paris dos anos 20 e 30 do século findo, participou da vanguarda francesa na confluência criativa de várias artes.

 

Com o escafandro do presente, Caldieri desceu a mares antes não navegados, para iluminar, por intermédio de documentos, relatos, entrevistas e alentada pesquisa, os desvãos da História do Brasil.

 

 

Publicado em 21 de maio de 2012 por Tribuna da Internet

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MENSAGEM DE ALBERTO ARAÚJO



Caros amigos, no anexo de autoria de nossa mestra Dalma Nascimento foi publicado em 21 de maio de 2012, no site TRIBUNA DA INTERNET, também no Facebook e Twitter do respeitável jornal virtual brasileiro. Esse escrito foi o primeiro texto que o editor do Focus Portal Cultural, Alberto Araújo leu de autoria da conspícua escritora brasileira, nos meados do ano de 2012. Logo que leu o impressionante texto, o jornalista ficou encantado com a escrita de Dalma Nascimento, desde então com os seus olhos de lince, passou a procurar os seus escritos pela internet.

Então, passaram-se meses, após ter lido o texto e, com a ideia afixada – pensava, - Tenho que conhecer essa autora, tenho que saber de seus escritos, ela escreve bom demais e com expressiva precisão e finesse. Alberto Araújo ficou com aquela ideia na cabeça.

Somente, no dia 15 de dezembro de 2012 quando a Livraria Ideal e O Grupo Mônaco de Cultura concederam o título de "Intelectual do Ano de 2012" ao acadêmico ROBERTO DOS SANTOS ALMEIDA, a festividade aconteceu no Salão Nobre da Academia Fluminense de Letras e o intelectual foi saudado pelo acadêmico Aníbal Bragança. Que teve a oportunidade de conhecer a adorável escritora que tanto ansiara. Conversaram por diversas horas. Dalma também conversou bastante com a sua musa Shirley Araújo. Desde o momento, logo, ambas ficaram encantadas uma com a outra. Daí o editor começou a conhecer todo o seu trabalho literocultural. Nesta mesma ocasião, Dalma já tinha muitos livros publicados pela Editora Tempo Brasileiro do Rio de Janeiro. Chance concretizada, falara do texto que tinha lido na internet, um escrito postado sobre o jornalista Sérgio Caldieri. Outro admirável companheiro que somente, veio a conhecer depois.

Alberto Araújo conheceu Caldieri, somente, muito tempo depois, em uma celebração natalina nos Escritores Ao Ar Livro, acontecimento organizado e coordenado pelo publicitário Paulo Roberto Cecchetti.



Conhecer Caldieri também foi muito importante em sua vida. Foi através dele que conheceu o artista plástico, CARLOS GALLERO. Este artista plástico uruguaio lhe presenteou com uma linda gravura. Mas essa é outra história e seguirá em outra postagem especial.

Foi Sérgio Caldieri que o presenteou com o Livro de Arte Sacra "Santuário Mariano e História das Imagens Milagrosas de Nossa Senhora", escrito pelo Frei Agostinho de Santa Maria 1642 - 1728 - Lisboa - Portugal - Tomo Décimo E Último. Reedição Ilustrada com imagens de Nossa Senhora no Estado do Rio de Janeiro. A Obra contém 336 páginas e tem o tamanho 30 X 23 cm e reeditada em 2007, pelo INEPAC / Rio De Janeiro. A Preciosidade nos foi ofertada, pela terapeuta Ana Bonelli e o jornalista Sérgio Caldieri, um suntuoso presente de Natal! Em 2018.

MENSAGEM PÓSTUMA DE ALBERTO ARAÚJO

SÉRGIO CALDIERI que você esteja nos braços do Senhor Deus. A saber, que o meu coração vestiu o luto quando você partiu deste mundo. Não pude lhe dizer adeus para sempre. Agora virão os dias, os meses e os anos. E todos nós continuaremos a nossa caminhada no mundo como antes. As pessoas valiosas permanecem no coração. Foi uma bênção ter sido o seu amigo. Sentiremos a sua falta. Esteja com Deus!

 














CARTA ABERTA AO DIRETOR DO FOCUS PORTAL CULTURAL REMETENTE: ESCRITORA DALMA NASCIMENTO APÓS POSTAGEM SOBRE O MAESTRO NOEL NASCIMENTO.




CARTA ABERTA AO DIRETOR DO FOCUS PORTAL CULTURAL

 

Prezado Alberto Araújo, editor do Focus Portal Cultural.

 

Foi com enorme emoção que li, no Facebook, suas duas eloquentes postagens  relativas ao desempenho musical de meu neto Noel Nascimento. Você, dotado do peculiar tino jornalístico e já prático neste mister, soube recolher e triar de nossa conversa natalina, as informações de que precisava  para compor o expressivo texto-surpresa.

 

Nos seus dois textos bem urdidos, você, Alberto, com poucas frases pintou com palavras o universo de meu neto.  Os detalhes de sua vida estão com tal expressividade escritos que, pelo imaginário, eu já antevi a apresentação de Noel no belíssimo teatro de Washington.

 

Gostei muito da escolha das fotos e da laboriosa montagem das imagens ilustrativas. No primeiro post você, dotado de pendores artísticos, escolheu um cenário e um “flash” muito expressivo do ser artístico de Noel. Ele, imerso do horizonte da grande arte, contempla o mais além, sem se importar de fazer uma pose de frente para a câmera. Reflete bem o propósito não-narcísico, autêntico lema de sua vida.

 

E no outro “post”, você se superou em criatividade e beleza poética. Criou a artística cena em que um foco de luz incide sobre o jovem maestro. No  fundo do cenário salpicou notinhas  musicais, espalhando-as próximo ao desenho de grande clave de sol, signo de intensa representação musical  do mundo de Noel.

 

Quando ele viu sua matéria no Facebook, ficou encabulado, mas, no interior, feliz. É a primeira vez, que, é agraciado com notícia jornalística por sempre fugir de reportagem. Aliás, há um ano, você tentou entrevistá-lo, mas sempre arredio a divulgações, preferiu recolher-se e ficar no anonimato. E o mesmo faz agora, ao agradecer. Meio sem jeito, deseja que a família o represente.

 

Sendo eu a matriarca, agradeço por todos, inclusive por meu filho Cláudio, embora ele, pai de Noel, oralmente já lhe tenha expressado gratidão.  Assim, ainda nas alvoradas de 2022, esta carta, agora coletiva, é portadora de nosso desejo de que você, Hermes da Comunicação de Niterói, com as asas nos pés, voe cada vez mais alto. E que, daí vislumbre muitos “furos” jornalísticos da dimensão deste.

 

Também nossa família deseja que Eros, este deusinho levado que mexe nos corações dos humanos, permaneça eternamente em sua casa. Eros gosta dos quadros da Shirley e, sobretudo, Alberto, de seus versos de amor para homenageá-la.

 

E como testemunho maior de gratidão, desejamos que o Cristo da manjedoura continue, por todo o sempre, a abençoá-los.

                                                                                        DALMA NASCIMENTO

                                                                                         03 de janeiro de 2022

 

CRÉDITO DA IMAGEM: PINTURA DE JAN VERMEER – ÓLEO. A LADY ESCREVE UMA CARTA COM SUA EMPREGADA DOMÉSTICA é uma pintura do artista holandês Johannes Vermeer, concluída entre 1670-1671 e realizada na Galeria Nacional da Irlanda. O trabalho mostra uma mulher de classe média com a presença de uma empregada que é, presumivelmente, agindo como mensageiro e intermediário para a mulher e seu amante. O trabalho é visto como uma ponte entre o apoio de calma e autossuficiência da obra de Vermeer da década de 1660 e seu trabalho, relativamente, mais frias da década de 1670.

 

 

 

AO CELEBRAR BODAS DE DIAMANTES - 60 ANOS DE CASAMENTO

 


AO CELEBRAR BODAS DE DIAMANTES – 60 ANOS DE CASAMENTO

“Muitos só reparam a cobertura e a cereja do bolo e acabam desprezando a festa. Esses nunca saberão o gosto da essência do recheio”. Valter Lemes

Pura verdade, reflexivo esse pensamento de Valter Lemes. O segredo de longevidade no casamento, certamente, encantar-se todos os dias com o mesmo AMOR.  O Amor é a fonte de energia para um casamento eterno. Por quanto, que você crê que a NOSSA SENHORA pede por você a Deus, hoje, da mesma forma como pediu nas Bodas de Caná? Então pegue o que mais necessita neste momento, coloque nas mãos dela.  ALBERTO ARAÚJO.















2 de janeiro de 2022

ESCRITORA DALMA NASCIMENTO LADEADA DE SEU NETO NOEL NASCIMENTO VISITA AS PINTURAS DE JORGE SELARÓN NA ESCADARIA DA RUA JOAQUIM SILVA, NA LAPA - RIO DE JANEIRO. ESTA PRECIOSIDADE ESTÁ INCLUSA, ENTRE AS 17ª MAIS BELAS DO MUNDO. UMA RELÍQUIA PICTÓRICA ATRAVÉS DOS TEMPOS.

 



A escritora Dalma Nascimento e seu neto o pianista, compositor e maestro Noel Nascimento visitam a Escadaria Jorge Selarón, na Lapa. Ambos ficaram fascinados diante da magnitude e relíquia pictórica do artista já falecido Jorge Selarón.

Trata-se de expressiva peculiaridade da arte em azulejos. Particularidades de sua criação artística expostas em degraus de admirável escadaria na cidade do Rio de Janeiro - Brasil. 

Esta revista teve a oportunidade de ver e adquirir as fotografias para fazer uma postagem especial. No anexo veja os cliques comprobatórios da extraordinária visita de ambos representantes da cultura fluminense.



ESCADARIA SELARÓN

 

Um dos pontos turísticos contemporâneos de intenso crescimento no Rio de Janeiro, atração de turistas essa escadaria por ser expressivo signo da cidade. Obra do artista chileno Jorge Selarón, a escada, ganhou o nome do seu criador. Enfeitada com ladrilhos e azulejos e vem atraindo admiradores de todo o mundo.

Um dos principais cartões postais do Rio de Janeiro. A Escadaria Selarón,  situa-se entre os bairros da Lapa e Santa Teresa, na região central da capital fluminense.

A Escadaria contém 215 degraus, imortalizando-se pela mistura da arte popular bem perto da arte erudita existente na Sala Cecília Meireles, ambas, também, na Lapa.

Iniciou-se a obra em 1990. O efeito estético do mosaico colorido imanta expectadores louvando-os à alegria e à descontração, ilustrações peculiares e inerentes à alma do carioca.

O que mais chama a atenção dos visitantes não é apenas o colorido dos azulejos, mas também os motivos dos desenhos picturais da escadaria. A escada era o projeto de vida do já citado artista, que sempre planeava composições diferentes para os degraus.

Em partes dos degraus as cores da bandeira do Brasil se sobressaem na criação, e claramente, protagonizando azul, verde e o amarelo. Aliás, nos muros ao final da escadaria também existe citação às cores e imagens de objetos brasileiros.



Artista plástico, ceramista, pintor e autodidata. Nascido em 1947 numa pequena cidade situada entre Viña del Mar e Valparaíso, no Chile, o artista percorreu o mundo antes de decidir  morar no Brasil. Estabelecido no Rio de Janeiro, e fez do expressivo bairro da Lapa a sua morada por mais de três décadas. Faleceu em 2013 deixando a marca de sua trajetória no coração da Lapa Carioca.

 

ALBERTO ARAÚJO-EDITOR

FOCUS PORTAL CULTURAL






SALVE A ARTE DE SELARÓN, NO BOÊMIO CORAÇÃO DA LAPA – DALMA NASCIMENTO.

 

18 de agosto de 2017

 

                   Agosto, terça-feira, de manhã. Apesar do chuvisco maroto, resolvi ir ao Rio, a convite de meu filho e de meu neto Noel, que teria uma aula de regência na Sala Cecília Meireles. Depois, almoçaríamos num restaurante vegano. Para preencher o tempo vago, enquanto a aula corria, meu filho levou-me às vielas da Lapa, tradicional recinto da boêmia carioca. Ali estava a velha Lapa dos casarões do Brasil de outrora, inseminados de legendárias histórias. Vagaroso, o carro percorria o território de Madame Satã, tema de vários filmes, o último até com Lázaro Ramos no papel principal.

                    De repente, numa rua atrás da Sala dos nobres concertos, diviso a festiva policromia em que o vermelho grita na Escadaria Selarón. Conhecia-a pelos jornais. Agora contemplava o mosaico de mais de 2.000 azulejos do mundo inteiro, grudados no espelho dos degraus da íngreme subida. Obra de arte do pintor e ceramista chileno Jorge Selarón, excêntrica figura que, após viajar pelo mundo, encantara-se com o Brasil. E, na Lapa, antigo berço da malandragem carioca, fixou residência até a sua estranha morte.

                  Provavelmente escolhera a Lapa, pelas possíveis semelhanças com a Montmartre francesa, dois locais meio míticos de certo charme peculiar. Neles, o religioso e o profano se misturam, diversas artes pontificam, além da topografia parecida com a extensa escadaria dando acesso à região sagrada. Na Lapa, os 215 degraus levam ao Convento de Santa Teresa. Em Montmartre, os 197 lances conduzem à Basílica de Sacré Coeur. Em meio à conversão, em ambos, reina também a diversão. Ambientes profanos – bares, cabarés, restaurantes, pequenos hotéis, teatros – espalham Arte, na febricitante vida noturna e diária, tanto francesa, quanto carioca.

               Apesar de Selarón, em anteriores viagens ter conhecido a arte erudita, optou por transformar a escadaria da Lapa em obra de arte popular. A fim de homenagear a Copa do Mundo de 1994, construiu aquela harmonia pictórica, embora seu trabalho, ainda para alguns, absurdamente, seja considerado "brega". Ou "Kitsch", ligado ao mau gosto estético, segundo certos "falsos intelectuais" que gostam de exibir o termo usado por Edgard Morin em "Esprit du temps" (Espírito do tempo).

            Entretanto, a criação de Selarón, é louvada por consagrados ceramistas estrangeiros e enorme público do mundo inteiro a visita, a ponto de ser recopiada no exterior. Enquanto eu lá permaneci, totalmente fascinada, vários ônibus de turistas lançavam ao ar a algaravia de diversos idiomas falados ao mesmo tempo tal a quantidade de estrangeiros, mesmo numa manhã meio enfarruscada e, às vezes, chuvosa.

                  Contaminada pela vibração do povo, e com meu neto, já presente após a aula, subi os primeiros degraus e fui lá fotografada. Senti-me participante daquela multidão aplaudindo e comentando detalhes da escadaria. E diante da produção do ceramista, constatei que a verdadeira Arte é mesmo a junção do popular com o erudito, sem discriminações. Mas isso é antigo. Nossos dois Andrades, Mário e Osvaldo, já mostraram tal interação no Modernismo.

                Aliás, na primeira metade do século XIX, Victor Hugo, ao lançar as bases do Romantismo no prefácio à obra "Cromwell" (1827), ali expusera que a Arte é a confluência do Sublime com o Grotesco. Trocando em miúdos, para o grande escritor francês, a verdadeira Arte congrega a erudição dos clássicos às manifestações das “grotas”, das entranhas, das margens da cultura do povo.

               Curioso é observar que a própria localização geográfica da Escada de Selarón, nas cercanias da Sala Cecília Meireles, traz esse simbólico recado. Sem a prevalência valorativa de uma estética sobre a outra, o erudito e o popular convivem lá de forma harmônica.

            Complementares e palpitantes – tal qual o movimento de sístole e diástole – ambos abastecem o coração do Rio, bem no epicentro da Lapa, para juntos irrigarem, com sangue igualitário, o corpo artístico da cultura brasileira.

 

 

Nota:

 

Prezados amigos, estou tomada pela emoção. Acabei de postar sobre a arte de Selarón, fui almoçar e ao retornar ao computador constatei algo totalmente surpreendente. Alguém por mim desconhecido, compartilhou meu texto e enviou-me, em menos de uma hora vertido para belo francês. Eis abaixo a surpresa. O autor, ou autora, nem retrato tem no face, representado apenas por simbólica folha. Agradeço ao desconhecido, Cesvaine Vidzeme (provavelmente pseudônimo), pela leitura e gentil tradução do meu texto:

 

------- L'ART DE SELARÓN, au sein du coeur bohémien de Lapa -------

 

            Mardi matin. Bravant la désagréable bruine, j'ai décidé d'aller à Rio, à l'invitation de mon fils et de mon petit-Fils Noël, qui devait suivre un cours de direction d'orchestre dans la salle Cécile Meireles. Ensuite, nous avons mangé dans un restaurant végétalien. En attendant que le cours de Noël se termine, mon fils m'a emmenée dans les ruelles du quartier de Lapa, traditionnelle enceinte de la Bohême Carioca. Là, se trouve la vieille Lapa à l'image des villes brésiliennes d'autrefois, marquées d'histoires légendaires. Lentement, la voiture a arpenté le territoire de Mme Satan, thème de plusieurs films, jusqu'au plus récent où Lazaro Ramos.

            Tout d'un coup, dans une rue derrière la salle des nobles concerts, on division les fêtes où le rouge crie de l'escalier Selarón. Je l'ai connue dans les journaux. Maintenant, il dans la mosaïque de plus de 2.000 tuiles du monde entier, collés dans le miroir des marches de la montée raide. Oeuvre D'Art du peintre et céramiste Chilien Jorjge Selarón, excentrique qui, après avoir voyagé dans le monde, se tombe avec le Brésil. Et à lapa, ancien berceau de la racaille carioca, il a fixé sa résidence jusqu'à son étrange mort.

            Il a probablement choisi la lapa, par les similitudes avec Montmartre Française, deux lieux à moitié mythiques d'un certain charme particulier. En eux, le religieux et le profane se mélangent, divers engins allouer, en plus de la topographie qui ressemble à la vaste cage d'escalier donnant accès à la région sacrée. À Lapa, les 215 marches mènent au couvent de Sainte Thérèse. À Montmartre, les 197 offres mènent à la basilique du sacré cœur. Au milieu de la conversion, il règne également le plaisir. Environnements profanes – bars, cabarets, restaurants, petits hôtels, théâtres – répandent de l'art, dans la vie nocturne et quotidienne, à la fois française et.

            Bien que selarón, dans les précédents voyages, ait connu l'art érudit, opou de transformer l'escalier de lapa en œuvre d'art populaire. Afin de rendre hommage à la coupe du monde 1994, il a construit cette harmonie picturale. Bien que son travail, pour certains, ridiculement, soit considéré comme "Cursi" ou "Kitsch", lié au mauvais goût esthétique, selon certains pseudo "intellectuels" qui aiment afficher le terme utilisé par Edgard Morin dans "Espirt du temps" (Esprit du temps)

            Entre-temps, la création de selarón, est louée par des potiers étrangers et un immense public du monde entier la visite, au point d'être recopié à l'étranger. Tandis que je suis resté, totalement fascinée, plusieurs bus de touristes ont à l'extérieur de la plusieurs langues parlées en même temps telle la quantité d'étrangers, même un matin à moitié enfarruscada et parfois pluvieuse.

            Contaminé par les vibrations du peuple, et avec mon petit-fils, déjà présent après le cours, j'ai monté les premières marches et j'ai été photographié. Je me sentais comme un participant de cette foule applaudir et commentant les détails de l'escalier. Et devant la production de céramiste, j'ai constaté que le véritable art est même la jonction du populaire avec l'érudit, sans. Mais c'est vieux. Nos deux andrades, Mario et osvaldo, ont déjà montré une telle interaction dans le modernisme.

            D'ailleurs, dans la première moitié du Xixe siècle, Victor Hugo, en lançant les bases du romantisme dans la préface à l'ouvrage "Cromwel" (1827), Ali expusera que l'art est la confluence du sublime avec le grotesque. En échange d'enfants, pour le grand écrivain français, le véritable art rassemble l'érudition des classiques aux manifestations des "Grottes", des entrailles, des rives de la culture du peuple.

            Il est curieux de noter que la localisation géographique même de l'échelle de selarón dans les environs de la salle Cécile Meireles apporte ce symbole symbolique. Sans la prévalence valorisante d'une esthétique sur l'autre, l'érudit et le populaire y vivent de façon harmonique. Complémentaires et passionnants – tel que le mouvement de systolique et de diastole – les deux approvisionnent le cœur de la rivière, bien à l'épicentre de la lapa, pour ensemble perfuse, avec le sang egalitaire, le corps artistique de la culture brésilienne.                     

Dalma Nascimento

 





(Fundo musical para essa postagem- Clicar na imagem do Noel)








REGISTRO CULTURAL DO FOCUS PORTAL CULTURAL
ALBERTO ARAÚJO - EDITOR





INTERAÇÃO DE MATILDE CARONE SLAIBI CONTI APÓS A NOSSA POSTAGEM SOBRE A MÚSICA/LETRA “TRENZINHO CAIPIRA” HEITOR VILLA-LOBOS E FERREIRA GULLAR PARTE INTEGRANTE DE BACHIANAS BRASILEIRAS Nº 2 DE HEITOR VILLA-LOBOS.





LÁ VAI O TREM COM A MENINA – TEXTO DE MATILDE CARONE SLAIBI CONTI.

Lá vai o trem com a menina...

Lá vai pela Serra, pelas Montanhas Mineiras azuladas,

cortando planícies e planaltos,

lá vai em direção ao grande mar,

desconhecido, nunca visto,

para a menininha mineira que se põe a sonhar,

mas já morrendo de saudades,

de sua terra natal, tão amada.

 

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COMENTÁRIO DE ALBERTO ARAÚJO


Governadora Matilde, obrigado pela interação. Olha o seu texto é belíssimo! Pequeno no tamanho, mas grandioso em expressividade. Fiz uma grande viagem agora mesmo em um desses trens mineiros que por muitos anos transmutou pessoas de corações felizes e de almas revigoradas pelo amor de suas terras natais. Sim, o seu texto nos remete em termologia às paisagens bucólicas, em todo contexto interage com essas ilustrações, composição proveniente clássica, tem íntegra relação à natureza. Seu texto é muito bom, cujo, causaria orgulho ao poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade e pelo esplendor ao compositor carioca Heitor Villa Lobos, emboramente, tenha recebido de presente a letra de “Trenzinho Caipira” pelo ilustre poeta Ferreira Gullar, parte integrante da peça Bachianas Brasileiras nº 2 Certamente, escolheria a sua letra para inserir em sua obra magnífica, pelo valor compassivo e pela graciosidade das palavras, que de certo modo, adentram em nossos corações feito um vendaval de estimas e romanescas lembranças de um tempo feliz e inesquecível.  Tempo das viagens de trens dos mineiros que, certamente, em muitos ainda estão “printadas” e eternizadas na alma. Um improviso legal. Parabéns, Ave, felicidades mil. ALBERTO ARAÚJO.

UMA LINDA HOMENAGEM DA ALL MUSIC PRODUÇÕES AO POETA BRASILEIRO FERREIRA GULLAR






UMA LINDA HOMENAGEM DA ALL MUSIC PRODUÇÕES AO POETA BRASILEIRO FERREIRA GULLAR - escritor,  crítico de arte, biógrafo, tradutor, memorialista e ensaísta brasileiro. Conheci Ferreira Gullar em momento especial da Literatura Brasileira, na Bienal Rio de Janeiro.

TRENZINHO CAIPIRA – MÚSICA HEITOR VILLA-LOBOS – LETRA FERREIRA GULLAR

Lá vai o trem com o menino Lá vai a vida a rodar Lá vai ciranda e destino Cidade e noite a girar Lá vai o trem sem destino Pro dia novo encontrar Correndo vai pela terra Vai pela serra Vai pelo ar...





 

AS BACHIANAS BRASILEIRAS - HEITOR VILLA-LOBOS

 

Bachianas Brasileiras No. 5 • Villa-Lobos • Barbara Hannigan



 BACHIANAS BRASILEIRAS – HEITOR VILLA-LOBOS

 

As Bachianas brasileiras são uma série de nove composições de Heitor Villa-Lobos escritas a partir de 1930. Nessas suítes, escritas para formações diversas, Villa-Lobos fundiu material folclórico brasileiro (em especial a música caipira) às formas pré-clássicas no estilo de Bach. Ressalta-se, aqui, que o sufixo "-ana" é frequentemente usado nos títulos de obras musicais, como uma forma de um compositor prestar homenagem a um compositor anterior ou a um intérprete famoso. Esta homenagem a Bach também foi feita por compositores contemporâneos como Stravinski. Todos os movimentos das Bachianas, inclusive, receberam dois títulos: um bachiano, outro brasileiro.

São trechos famosos de Bachianas a Tocata (O Trenzinho do Caipira), quarto movimento da n° 2; a Ária (Cantilena), que abre a de n° 5; e o Prelúdio (Introdução), o Coral (O Canto do Sertão) e a Dança (Miudinho), todos na n° 4.

OBRAS

BACHIANA BRASILEIRA N° 1 PARA OITO VIOLONCELOS (1932)

Composta em 1930, tendo sua primeira audição em 22 de setembro de 1932. Contém três movimentos:

Introdução (Embolada) - Animato

Prelúdio (Modinha) - Andante

Fuga (Conversa) - Un poco animato

BACHIANA BRASILEIRA N° 2 PARA ORQUESTRA DE CÂMARA (1933)

Assim como a n° 1, foi composta em 1930 e estreada no II Festival Internacional de Veneza, em setembro de 1934, pelo compositor e regente italiano Alfredo Casella. Esta obra é dedicada a Arminda Villa-Lobos, a Mindinha (1912-1985), sua segunda esposa. (Existem quatro movimentos, cada um reexplorando alguma peça mais antiga para piano ou para violoncelo e piano)

Orquestração: cordas, flauta, oboé, clarinete, 2 saxofones (tenor e barítono), fagote, contrafagote, duas trompas, trombone, celesta, piano e percussão (tímpano, ganzá, chocalhos, matraca, reco-reco, pandeiro, caixa clara, triângulo, pratos, tantã, bombo).

Prelúdio (O Canto do Capadócio) - Adagio - Andantino

Ária (O Canto da Nossa Terra) - Largo

Dança (Lembrança do Sertão) - Andantino moderato

Tocata (O Trenzinho do Caipira) - Un poco moderato (este movimento se caracteriza por imitar o movimento de uma locomotiva com os instrumentos da orquestra. A melodia recebeu letra composta por Ferreira Gullar, publicada no livro Poema Sujo, de 1976).

BACHIANA BRASILEIRA N° 3 PARA PIANO E ORQUESTRA (1934)

Estreou em 1947, tendo como pianista José Vieira Brandão e como regente o próprio Villa-Lobos. Contém quatro movimentos:

Prelúdio (Ponteio) - Adagio

Fantasia (Devaneio) - Allegro moderato

Ária (Modinha) - Largo

Toccata (Pica-pau) - Allegro

BACHIANA BRASILEIRA N° 4 PARA PIANO (1930-1941, ORQUESTRADA EM 1942)

Composta para piano a partir de 1930, mas estreada somente em 1939. Recebeu novo arranjo para orquestra em 1941, estreando em meados do ano seguinte. Esta obra contém quatro movimentos:

Prelúdio (Introdução) - Lento

Coral (Canto do Sertão) - Largo

Ária (Cantiga) - Moderato

Dança (Miudinho) - Muito animado

A suíte começa com o famoso prelúdio, cujo motivo provém do thema regium, ou tema real, utilizado na composição de todas as peças que compõem a Oferenda Musical de Bach. No segundo movimento, o Canto do Sertão, a nota si bemol é repetida várias vezes por um instrumento, sugerindo o canto da araponga, ave que possui um canto estridente e composto de uma só nota.

BACHIANA BRASILEIRA N° 5 PARA SOPRANO E OITO VIOLONCELOS (1938-1945)

Ver artigo principal: Bachianas Brasileiras n.º 5

Provavelmente o trabalho mais popular do compositor, tendo sido a mais gravada fora do Brasil, é dividida em dois movimentos:

Aria (Cantilena) - Adagio

Dedicada a Arminda Villa-Lobos. A letra deste movimento é de Ruth Valadares Corrêa, e a composição possui semelhanças com obras como a "Ária" de Bach e o "Vocalise" de Rachmaninov. Ruth Valadares também foi a cantora do movimento durante sua estreia em 1939, sob condução do próprio Villa-Lobos.

Dança (Martelo) - Allegretto

: A letra deste movimento é de Ruth Valadares Corrêa, apresentada em 1945. Dois anos mais tarde, estreou em Paris.

BACHIANA BRASILEIRA N° 6 PARA FLAUTA E FAGOTE (1938)

Dois movimentos:

Ária (Choro) - Largo

Fantasia - Allegro

BACHIANA BRASILEIRA N° 7 PARA ORQUESTRA (1942)

Quatro movimentos:

Prelúdio (Ponteio) - Adagio

Giga (Quadrilha Caipira) - Allegretto scherzando

Toccata (Desafio) - Andantino quasi allegretto

Fuga (Conversa) - Andante

BACHIANA BRASILEIRA N° 8 PARA ORQUESTRA (1944)

Quatro movimentos:

Prelúdio - Adagio

Ária (Modinha) - Largo

Toccata (Catira Batida) - Vivace (Scherzando)

Fuga - Poco moderato

BACHIANA BRASILEIRA N° 9 PARA CORO OU ORQUESTRA DE CORDAS (1945)

Dois movimentos:

Prelúdio

Fuga







UM POUCO SOBRE HEITOR VILLA-LOBOS

Heitor Villa-Lobos nasceu no Rio de Janeiro, 5 de março de 1887  e faleceu no Rio de Janeiro, 17 de novembro de 1959 foi um compositor, maestro, violoncelista, pianista e violonista brasileiro, descrito como "a figura criativa mais significativa do Século XX na música clássica brasileira", e se tornando o compositor sul-americano mais conhecido de todos os tempos. Compositor prolífico, escreveu numerosas obras orquestrais, de câmara, instrumentais e vocais, totalizando mais de 2 mil obras até sua morte, em 1959.

Destaca-se por ter sido o principal responsável pela descoberta de uma linguagem peculiarmente brasileira em música, sendo considerado o maior expoente da música do modernismo no Brasil, compondo obras que contêm nuances das culturas regionais brasileiras, com os elementos das canções populares e indígenas.

Suas composições foram influenciadas tanto pela música folclórica brasileira quanto por elementos estilísticos da tradição clássica europeia, como exemplificado por suas Bachianas Brasileiras. Suas Etudes para violão (1929) foram dedicados a Andrés Segovia, enquanto seus 5 Prelúdios (1940) foram dedicados a sua esposa Arminda Neves d'Almeida, também conhecida como "Mindinha". Ambas são obras importantes no repertório violonístico.

Sua data de nascimento é celebrada, no Brasil, como "Dia Nacional da Música Clássica". 2011 seu nome foi inscrito no Livro de Aço dos heróis nacionais depositado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves.

 

(Trenzinho caipira - Heitor Villa-Lobos - Letra Ferreira Gullar)



Ferreira Gullar e Alberto Araújo
(Tive o prazer e honra de conhecer o grande poeta
brasileiro Ferreira Gullar na Bienal do Rio - 2011)