13 de julho de 2020

VIAJE PELO BRASIL E FIQUE COM ANTIGO MOSTEIRO SERRA CLARA TROCANDO SUAS HABILIDADES. ESTÁ SITUADO A 10 KM DA CIDADE DE DELFIM MOREIRA, SUL DE MINAS GERAIS.



VIAJE PELO BRASIL E FIQUE COM ANTIGO MOSTEIRO SERRA CLARA TROCANDO SUAS HABILIDADES. ESTÁ SITUADO A 10 KM DA CIDADE DE DELFIM MOREIRA, SUL DE MINAS GERAIS. NOSSO PRÓXIMO PASSEIO É SÓ PASSAR A PANDEMIA DO VÍRUS CHINÊS. VISITAREMOS!!!

 

HISTÓRIA DO ANTIGO MOSTEIRO SERRA CLARA

 

Dom Celestino de Barros Moraes, ex Vice-Prior do Mosteiro da ordem Beneditina de São Bento do Rio de Janeiro, por volta de 1957, resolveu fundar por conta própria, um mosteiro Rural com regras rígidas e vida regrada, na zona rural.

 

Visitando a região da Mantiqueira na bucólica viagem de Maria fumaça que cruzava a região de Itajubá, avistou e posteriormente comprou a fazenda que viria a ser o Mosteiro de Santa Maria da Serra Clara, cuja pedra fundamental data de 06 de Janeiro de 1958.

 

Com a ajuda da comunidade do Barreirinho e muito trabalho braçal, seguindo o lema “VITA SIMPLEX ORA ET LABORA” o Mosteiro Beneditino esteve ativo até depois da morte de Dom Celestino, quando foi adquirido por nova família que, em 2009, reabre o Antigo Mosteiro Serra Clara Pousada Rural.

 

Situado em uma fazenda na Serra da Mantiqueira a 1200 m de altura, a fazenda do Mosteiro tem remanescente de Mata Atlântica preservada, nascentes, grutas e trilhas ecológicas onde o visitante pode observar a natureza e os animais silvestres.

 

Uma cachoeira com três quedas segura e preservada, pode ser utilizada pelos hóspedes para banhos de lazer e terapêuticos. Lago de peixes e aves, quiosque e construções antigas também estão abertas à visitação.

 

Na fazenda funciona também retiro de leite, extração de mel, plantações e criação de peixes. Dispõe de pomar e horta que abastecem a cozinha com produtos orgânicos e frescos. Salas de estar e refeitório equipados com lareira são opções para saborear pratos brasileiros e receitas de inverno.

 

Mantendo as características do Mosteiro e filosofia de hospitalidade das regras de São Bento, restauraram e adaptaram o Mosteiro e a fazenda para voltar a receber hóspedes.

 

Localização privilegiada é o forte atrativo do Antigo Mosteiro, estamos no alto da Serra da Mantiqueira, no Município de Delfim Moreira, bairro Barreirinho, estrada Dom Celestino km 06.

 

A tranquilidade, beleza e paz do Antigo Mosteiro Serra Clara transmitem os momentos de muita oração e boas vibrações emanadas pelos monges que aqui habitaram e pediram, principalmente, pela paz e salvação da humanidade, muito procurada nos dias atribulados de hoje.

 

Na desaceleração e observação da vida nas montanhas, ao passar do dia, o visitante pode ocupar seu tempo com as caminhadas pelo bosque de Araucárias, visitar a cachoeira e tomar banho nas águas frescas das nascentes da Mantiqueira, observando a vida silvestre as plantas e flores nativas ou mesmo subindo as montanhas nas trilhas em meio a remanescente de Mata Atlântica preservada, onde também vivem 50 famílias de abelhas que produzem o famoso mel silvestre orgânico do Mosteiro.

 

A fazenda do Antigo Mosteiro ainda é produtora de alimentos orgânicos, com criação de animais típicos, aves, peixes, mel, reflorestamento sustentável, dispõe de pomar e horta, onde o interessado pode participar de atividades típicas da vida rural mineira.

 

Em meio à toda essa energia são realizados orientação para meditação e relaxamento, também terapias orientais como shiatsu, reiki e yoga, formação de grupos de oração e leituras, encontros holísticos e reuniões de pessoas com interesse comum.

Partindo de Itajubá (sentido RJ) são 10 km de asfalto até o bairro da Água Limpa e depois mais 6 Km de estrada de chão cascalhado até os portões do Antigo Mosteiro.

 

Acesso pela Rodovia Dutra, trevo de Lorena, depois Piquete e então Delfim Moreira, apenas 60 Km.

 

CONTATO: contato@antigomosteirosc.com.br














11 de julho de 2020

11 DE JULHO CELEBRAMOS SÃO BENTO. SANTO QUE FUNDOU A ORDEM DE SÃO BENTO OU ORDEM DOS BENEDITINOS, UMA DAS MAIORES ORDENS MONÁSTICAS DO MUNDO.



 

Recebemos da tradição cristã o relato de que Bento viveu entre os anos de 480 e 547. Nasceu na cidade de Núrsia, na Itália. Pertencia à influente e nobre família Anícia e tinha uma irmã gêmea chamada Escolástica, também fundadora e Santa da Igreja.

 

Era ainda muito jovem quando foi enviado a Roma para aprender retórica e filosofia. No entanto, decepcionado com a vida mundana e superficial da cidade eterna, retirou-se para uma vida ascética e reclusa, passou a se dedicar ao estudo da Bíblia e do cristianismo.

 

Ainda não satisfeito, isolou-se numa gruta do Monte Subiaco. Assim viveu por três anos, na oração e na penitência, estudando muito. Depois, se agregou aos monges de Vicovaro, que logo o elegeram seu prior. Mas a disciplina exigida por Bento era tão rígida, que estes monges indolentes tentaram envenená-lo.

 

Bento abandonou então o convento e no sopé do Monte Cassino construiu o seu primeiro mosteiro. O símbolo e emblema que escolheu foram “ora et labora” (reza e trabalha) e a cruz e o arado passaram a ser o exemplo da vida católica dali em diante.

 

Deste modo, se estabelecia o ritmo da vida monástica: o justo equilíbrio do corpo, da alma e do espírito, para manter o homem em comunhão com Deus. Ainda registrou que o monge deve ser: "não soberbo, não violento, não comilão, não dorminhoco, não preguiçoso, não detrator, não murmurador".

 

Este monge propôs um novo modelo de homem: aquele que vive em completa união com Deus, através do seu próprio trabalho, fabricando os próprios instrumentos para lavrar a terra. Celebrado pela Igreja no dia 11 de julho, São Bento foi declarado patrono principal de toda a Europa, pelo Papa Paulo VI em 1964.

 

 

 

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR





Reflexão

Bento, modelo de santo, foge da tentação para levar uma vida de atenção à presença de Deus. Através de um esquema equilibrado de vida e oração, chegou ao ponto de se aproximar da glória de Deus. Seu lema "ora et labora" ("reza e trabalha") não perdeu, ainda hoje, a sua importância e eficácia como desafio e modelo de santidade perfeita.

Oração

Glorioso São Bento, conhecido por vossa santidade e sabedoria, amparai os eremitas que hoje vivem à procura de uma íntima comunhão com Deus. Dai-lhes força em seus combates espirituais e a graça de perseverarem até o fim, no caminho da santidade. Amém!

 

 

 

 

SAIBA MAIS SOBRE SÃO BENTO

 

 

 

 

BENTO DE NÚRSIA, Benedito da Nórcia nasceu em Nórcia, Reino Ostrogótico, c. 480 e faleceu em Abadia de Monte Cassino, c. 547 foi um monge, fundador da Ordem de São Bento ou Ordem dos Beneditinos, uma das maiores ordens monásticas do mundo. Foi o criador da Regra de São Bento, um dos mais importantes e utilizados regulamentos de vida monástica, inspiração de muitas outras comunidades religiosas.

 

Era irmão gêmeo de Santa Escolástica. O papa Paulo VI designou-o patrono da Europa em 1964, sendo também patrono da Alemanha. É venerado não apenas por católicos, como também por ortodoxos e anglicanos. Fundou a Abadia de Monte Cassino, na Itália, destruída durante a Segunda Guerra Mundial e posteriormente restaurada. O calendário católico-romano comemora-o a 11 de julho, data em que se trasladaram suas relíquias para a Abadia de Saint-Benoît-sur-Loire.

 

A fonte de todos os acontecimentos da vida de São Bento são os Diálogos de São Gregório Magno, redigidos por volta de 593, que se baseou em fatos narrados por monges que conheceram pessoalmente São Bento.

 

Segundo o papa Gregório I, São Bento foi filho de um nobre romano, tendo realizado os primeiros estudos na região de Nórsia (próximo à cidade italiana de Espoleto). Mais tarde, foi enviado a Roma para estudar retórica e filosofia, mas, tendo-se decepcionado com a decadência moral da cidade, abandona logo a capital e retira-se para Enfide (atual Affile), em 500. Ajudado por um abade da região chamado Romano, instalou-se em uma gruta de difícil acesso, a fim de viver como eremita. Depois de três anos nesse lugar, dedicando-se à oração e ao sacrifício, foi descoberto por alguns pastores, que divulgaram a fama de santidade. A partir de então, foi visitado constantemente por pessoas que buscavam conselhos e direção espiritual.

 

Foi então eleito abade de um mosteiro em Vicovaro, no centro da península Itálica. Por causa do regime de vida exigente, os monges tentaram envenená-lo, mas, no momento em que dava a bênção sobre o alimento, saiu da taça que continha o vinho envenenado uma serpente e o cálice se fez em pedaços. Com isso, São Bento resolve deixar a comunidade e retornando à vida solitária, vivendo consigo mesmo: habitare secum.

 

Em 503, recebeu grande quantidade de discípulos e fundou doze pequenos mosteiros. Em 529, por causa da inveja do sacerdote Florêncio, tem de se mudar para Monte Cassino, onde fundou o mosteiro que viria a ser o fundamento da expansão da Ordem Beneditina. É nesse episódio que Florêncio lhe enviou de presente um pão envenenado, mas Bento deu o pão a um corvo que todos os dias vinha comer de suas mãos e ordenou à ave que o levasse para longe, onde não pudesse ser encontrado. Durante a saída de Bento para Monte Cassino, Florêncio, sentindo-se vitorioso, saiu ao terraço de sua casa para ver a partida do monge. Entretanto, o terraço ruiu e Florêncio morreu. Um dos discípulos de Bento, Mauro, foi pedir ao mestre que retornasse, pois o inimigo havia morrido, mas Bento chorou pela morte de seu inimigo e também pela alegria de seu discípulo, a quem impôs uma penitência por regozijar-se pela morte do sacerdote.

 

Em 534, começou a escrever a Regula Monasteriorum (Regra dos Mosteiros). Morre em 21 de março de 547, tendo antes anunciado a alguns monges que iria morrer e seis dias antes mandado abrir sua sepultura. Sua irmã gêmea Escolástica havia falecido em 10 de fevereiro do mesmo ano.

 

As representações de São Bento geralmente mostram, junto com o santo, o livro da Regra, um cálice quebrado e um corvo com um pão na boca, em memória ao pão envenenado que recebeu do sacerdote invejoso.

 

As relíquias de São Bento estão conservadas na cripta da Abadia de Saint-Benoît-sur-Loire (Fleury), próximo a Orleães e Germigny-des-Prés, no centro da França.

 

A origem da Cruz-Medalha de São Bento é incerta, sabe-se que ela foi redescoberta em 1647, em Nattremberg, na Baviera, por ocasião da condenação de algumas bruxas, que afirmaram não conseguir praticar qualquer tipo de feitiçaria ou encanto contra lugares em que houvesse a imagem da Cruz, em especial, a abadia de São Miguel em Metten. Intrigados com o fato, as autoridades foram averiguar o que existia no mosteiro. Ao entrarem em uma das dependências, observaram entalhadas nas paredes imagens da cruz tal como estão representadas nas medalhas utilizadas hoje.

 

Na biblioteca dessa mesma abadia, encontraram um manuscrito do ano de 1415, o qual continha, além de textos, ilustrações, sendo uma delas a de São Bento, com uma cruz e uma flâmula, com os versos da medalha: Crux sacra sit mihi lux, non draco sit mihi dux. Vade retro satana, nunquam suade mihi vana. Sunt mala quae libas, ipse venena bibas. Por esse motivo, estima-se que a origem da imagem da medalha situa-se no século XV.


 

A medalha, com algumas variações, possui na frente a imagem de São Bento, vestindo o traje monástico - chamado cógula - trazendo na mão direita uma cruz e na mão esquerda uma flâmula ou livro aberto, que representa a Regra. No verso, há uma imagem da cruz. Ambas as faces trazem inscrições em latim, seja apenas letras ou em palavras, a saber:

 

NA FRENTE DA MEDALHA:

 

Eius in obitu nostro praesentia muniamur' = "Sejamos protegidos pela sua presença na hora de nossa morte".

No verso:

C S P B: Crux Sancti Patris Benedicti - Cruz Sagrada do Padre Bento

C S S M L: Crux Sacra Sit Mihi Lux - A Cruz Sagrada seja minha Luz

N D S M D: Non Draco Sit Mihi Dux - Não seja o dragão meu guia

V R S: Vade retro, satana! - Para trás, Satanás!

N S M V: Nunquam Suade Mihi Vana - Nunca seduzas minha alma

S M Q L: Sunt Mala Quae Libas - São coisas más as que brindas

I V B: Ipse Venena Bibas - Bebas do mesmo veneno

 



 

Essa oração, acrescida da jaculatória "Rogai por nós bem aventurado São Bento, para que sejamos dignos das promessas de Cristo", se tornou uma fórmula de oração a São Bento.

 

Em 1742, o papa Bento XIV aprovou a medalha, concedendo indulgências a quem a usar e estabelecendo a oração do verso da medalha como uma forma de exorcismo, que se tornou conhecida como Vade retro Satana. Atualmente, uma forma comum da medalha é a que vemos nessas ilustrações, conhecida como Medalha do Jubileu, pois foi cunhada em 1880 por ocasião do XIV Centenário do nascimento de São Bento, pelos monges de Beuron para a Abadia de Monte Cassino. Essa medalha acrescenta a palavra pax - paz - no alto da cruz e aos pés de São Bento os dizeres Ex S.M. Casino MDCCCLXXX - Do Santo Monte Casino - 1880.

 

 

 





 

FONTE

https://pt.wikipedia.org/wiki/Bento_de_N%C3%BArsia

 

 


9 de julho de 2020

ALBERTO ARAÚJO VISITA A PIRÂMIDE DO LOUVRE




ALBERTO ARAÚJO VISITA A PIRÂMIDE DO LOUVRE é uma estrutura de forma piramidal, construída em vidro e metal, rodeada por três pirâmides menores, no pátio principal do Palácio do Louvre em Paris, França. A Grande Pirâmide serve de entrada principal do Museu do Louvre. Concluída em 1989, tornou-se um ponto de referência para a cidade de Paris.

 

Encomendada pelo então Presidente Francês François Mitterrand, em 1984, foi projetado pelo arquiteto I. M. Pei, que foi também responsável pela concepção do Museu Miho, no Japão, entre outros. A estrutura, que foi construído inteiramente com segmentos de vidro, atinge uma altura de 20,6 m, a sua base quadrada tem cerca de 35m de lado. É constituída por 603 peças de losangos e 70 segmentos triangulares de vidro.

 

A Pirâmide e o átrio subterrâneo, debaixo dela, foram criadas por causa de uma série de problemas com a entrada principal (original) do Louvre, que já não podia lidar com um número enorme de visitantes em uma base diariamente. Os visitantes que entram através da pirâmide podem descer ao átrio espaçoso, em seguida, voltar a subir para os principais edifícios do Louvre. Vários outros museus têm repetido este conceito, mais notavelmente, o Museu da Ciência e Indústria, em Chicago. As obras de construção da base da pirâmide e o átrio subterrâneo, foi realizada pela Dumez.

 

Em setembro de 2014, foi reestruturada. Originalmente foi criada para receber 4,5 milhões de pessoas por ano, mas, em 2014, recebeu mais de nove milhões de visitantes.

O museu investiu 53,5 milhões de euros num projeto do estúdio de arquitetura Search.





4 de julho de 2020

04 DE JULHO CELEBRAMOS SANTA ISABEL DE PORTUGAL




 

Isabel nasceu na Espanha em 1271. Foi criada pelo avô e recebeu uma formação perfeita e digna no seguimento de Cristo. Tinha apenas doze anos quando foi pedida em casamento. Seu pai escolheu o herdeiro do trono de Portugal, Dom Dinis.

 

Isabel é tida como uma das rainhas mais belas da corte espanhola e portuguesa, além disto, possuía uma forte e doce personalidade. Era muito inteligente, culta e diplomata. Ela gerou dois filhos com o rei: Constância e Afonso, herdeiro do trono de Portugal. Mas eram incontáveis as aventuras extraconjugais do rei, tão conhecidas e comentadas, que humilhavam profundamente a bondosa rainha, perante o mundo inteiro.

 

Criou os filhos, inclusive os do rei fora do casamento, dentro dos preceitos cristãos. Isabel foi vítima das desavenças políticas, foi caluniada e humilhada por um cortesão. Mesmo assim ocupava o seu tempo ajudando a amenizar a desgraças do povo pobre e as dores dos enfermos abandonados, com a caridade da sua esmola e sua piedade cristã.

 

Isabel fundou vários mosteiros e obras sociais. Com suas posses sustentava lares de idosos e menores abandonados, hospitais para velhos e doentes, tratando pessoalmente dos leprosos. Sem dúvida foi um perfeito símbolo de paz, do seu tempo.

 

Quando o marido morreu, Isabel se recolheu no mosteiro das clarissas de Coimbra. Abdicou de seu título de nobreza, indo depositar a coroa real no altar de São Tiago de Compostela. Doou toda a sua imensa fortuna pessoal para as suas obras de caridade. Viveu o resto da vida em pobreza voluntária, na oração, piedade e mortificação, atendendo os pobres, doentes e marginalizados.

 

A rainha Isabel de Portugal morreu no dia 04 de julho de 1336. Foi declarada padroeira dos portugueses como "a rainha santa da concórdia e da paz".

 

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

 

 

REFLEXÃO

 

Isabel de Portugal é a figura da mulher que encontrou em Deus as forças necessárias para vencer os desafios da vida. Sua fortaleza e constância eram marcas registradas de sua vida. Mas as dificuldades da vida nunca a impediram de dedicar tempo à caridade e ao cuidado com os mais pobres. Neles, Isabel via a figura do próprio Cristo. Sejamos nós também constantes na fé e solícitos ao trabalho com os mais abandonados.

 

 

ORAÇÃO

 

Guardai-nos, Senhor, sob a vossa proteção e pela intercessão de Santa Isabel fazei-nos verdadeiros discípulos de Jesus Cristo, vosso Filho e senhor Nosso. Amém!





SAIBA MAIS

 

 

Isabel de Aragão OSC nasceu em  Barcelona ou Saragoça, 04 de janeiro de 1271e faleceu em  Estremoz, em 04 de julho de 1336, foi uma infanta aragonesa, que viveu aproximadamente, do ano 1282 até 1325 sendo rainha consorte de Dom Dinis. Ficou para a história com a fama de santa, tendo sido beatificada e, posteriormente, canonizada. Ficou popularmente, conhecida como Rainha Santa Isabel ou, simplesmente, A Rainha Santa e é padroeira da cidade de Coimbra.

 

 

Vida

 

Isabel era a filha mais velha do rei Pedro III de Aragão e de Constança de Hohenstaufen, princesa da Sicília. Por via materna, era descendente de Frederico II do Sacro Imperador Romano-Germânico, pois o seu avô materno era Manfredo de Hohenstaufen, rei da Sicília, filho de Frederico II. Não existem fontes históricas exatas sobre a data e local de nascimento de Isabel, e, portanto este não é um ponto consensual, sabe-se, no entanto que cresceu em Barcelona, onde estava instalada a Corte da Coroa de Aragão.

 

O seu nascimento é lendário, pois nasceu envolta numa pele, mostrando a sua ligação com o divino.

 

Teve cinco irmãos, entre os quais os reis aragoneses Afonso III e Jaime II, e Frederico II da Sicília. Para, além disso, foi sobrinha-neta de Santa Isabel da Hungria, também considerada santa pela Igreja Católica. O parentesco vem através da avó paterna Iolanda da Hungria, meia-irmã de Isabel da Hungria.

 

Isabel teve influência na política: a sua origem aragonesa assegurava a aliança entre Portugal e Aragão. Serviu de mediadora nos conflitos bélicos que surgiram na família.

 

Com o tratado de Alcanizes, os seus filhos Constança e Afonso casaram com os primos castelhanos: Fernando IV de Castela e Beatriz, também eles irmãos.

 

A rainha foi canonizada pelo papa Urbano VIII a 25 de Maio de 1625.

 

CASAMENTO

 

Rainha Santa Isabel ao lado de Dom Dinis, com rosas no regaço.

D. Dinis de Portugal tinha 17 anos quando subiu ao trono e, pensando em casamento que na altura era um complexo evento diplomático, convinha-lhe Isabel de Aragão. As primeiras conversações tiveram por mediador Filipe III de França, em Toulouse, tendo mais tarde enviado diretamente uma embaixada a Pedro de Aragão em novembro de 1280. Formavam-na João Velho, João Martins e Vasco Pires. A embaixada poderá ter encontrado enviados dos reis de França e de Inglaterra, cujos infantes também eram pretendentes de Isabel. O soberano de Aragão preferiu escolher aquele que já era rei, apesar das desavenças de D. Dinis com o meio-irmão e pretendente ao trono, Afonso de Portugal, Senhor de Portalegre.

 

A 11 de fevereiro de 1281, com aproximadamente 11 anos, Isabel casou-se então por procuração com o soberano português D. Dinis na capela de Santa Ágata no Palácio real de Barcelona, tendo Pedro III de Aragão enviado ao Reino de Portugal dois embaixadores cerca de um mês depois para ratificar o Tratado de casamento. Deslocaram-se a Portugal Bertrán de Villafranca, camerário da Sé de Tarragona, e Corrado Lancia, almirante da frota real, incluindo a missiva um convite, que foi ignorado, para o rei português se deslocar a Barcelona.

 

A reunião dos recém-casados teve de aguardar pela estabilização política em Portugal e pelo momento mais oportuno para Isabel e o seu séquito atravessarem terras castelhanas, consideradas inseguras.

 

Por carta de arras datada de 24 de abril de 1281 lavrada em Castelo de Vide, Isabel de Aragão recebeu como dote, as vilas de Abrantes, Óbidos, Alenquer, e Porto de Mós. Posteriormente deteve ainda os castelos de Vila Viçosa, Monforte, Sintra, Ourém, Feira, Gaia, Lamoso, Nóbrega (atualmente Ponte da Barca), Santo Estêvão de Chaves, Monforte de Rio Livre, Portel e Montalegre, para além de rendas em numerário e das vilas de Leiria e Arruda (1300), Torres Novas (1304) e Atouguia da Baleia (1307). Eram ainda seus os reguengos de Gondomar, Rebordões, Codões, para além de uma quinta em Torres Vedras e da lezíria da Atalaia.

 

Isabel viajou em direção ao Vale do Ebro pela antiga Via Augusta, depois Teruel, Daroca, Calatayud seguindo pelo corredor do vale do Rio Douro até Samora.[9] Entrou em Portugal por Bragança, tendo sido a boda celebrada em Trancoso, a 26 de junho de 1282. Por esse motivo, o rei acrescentou essa vila ao dote que habitualmente era entregue às rainhas (a chamada Casa das Rainhas, conjunto de senhorios a partir dos quais as consortes dos reis portugueses colhiam as prendas destinadas à manutenção da sua pessoa). Os festejos prolongaram-se por vários dias, tendo os reis permanecido na cidade até finais de julho, altura em que se mudaram para a Guarda. A finais de setembro encontravam-se em Viseu, entrando em Coimbra a 15 de outubro para se estabelecerem no Paço Real da Alcáçova (hoje ocupado pelo Paço das Escolas da Universidade de Coimbra).

 

Do seu casamento com o rei D. Dinis teve dois filhos:

 

Constança (3 de janeiro de 1290 - 18 de novembro de 1313), que casou em 1302 com o rei Fernando IV de Castela.

D. Afonso IV (8 de fevereiro de 1291 - 28 de maio de 1357), sucessor do pai no trono de Portugal.

 

Santa Isabel de Portugal Curando as Feridas de uma Enferma, Francisco José de Goya y Lucientes, 1799.

 

Relatos apócrifos

 

Segundo uma história apócrifa, D. Dinis não lhe teria sido inteiramente devotado e visitaria as freiras bernardas do Convento de Odivelas (Mosteiro de São Dinis). Ao saber do sucedido, a rainha tê-lo-á seguido com as suas aias à noite, iluminando o caminho com archotes, e ao encontrá-lo apenas terá dito: Ide vê-las, ide vê-las, que estamos a alumiar o caminho". Com os tempos, de acordo com a tradição popular, uma corruptela de ide vê-las teria originado o moderno topónimo Odivelas e alumiar teria passado a Lumiar, a zona onde se teria encontrado o casal real. Estas interpretações, contudo, além de não serem suportadas por relatos históricos, também não são sustentadas pelos linguistas.

 

Rainha da paz

 

A chegada da Rainha Santa Isabel à Catedral de Santiago de Compostela.

 

A rainha deposita a sua coroa aos pés do Arcebispo de Santiago de Compostela.

Em 1320 visitou o Principado da Catalunha e esteve alojada algum tempo no Panteão Real e Mosteiro de Poblet, onde já teria estado aquando da viagem para se reunir com o rei português em 1282. Voltaria a visitá-lo em 1325, já viúva, o que demonstra o quanto a deve ter impressionado o cortejo fúnebre do seu avô Jaime I de Aragão em 1278 para o Mosteiro de Poblet, dois anos após a sua morte em Valência.

 

Nesta década de 1320, o infante D. Afonso, herdeiro do trono, sentiu a sua posição ameaçada pelo favor que o rei D. Dinis demonstrava para com um seu filho bastardo, Afonso Sanches. O futuro D. Afonso IV declarou abertamente a intenção de batalhar contra o seu pai, o que quase se concretizaria na chamada peleja de Alvalade. No entanto, a intervenção da rainha conseguiu serenar os ânimos – pela paz assinada em 1325 nessa mesma povoação dos arredores de Lisboa, foi evitado um conflito armado que traria instabilidade ao reino.

 

D. Dinis morreu em 1325 e, pouco depois da sua morte, Isabel terá peregrinado ao santuário de Santiago, em Compostela na Galiza, fazendo-o montada num burro, e a última etapa a pé, onde ofertou muitos dos seus bens pessoais. Há historiadores que defendem a ideia que lá se terá deslocado duas vezes.

 

Recolheu-se por fim no então Mosteiro de Santa Clara-a-Velha em Coimbra, vestindo o hábito da Ordem das Clarissas, mas não fazendo votos (o que lhe permitia manter a sua fortuna usada para a caridade). Só voltaria a sair dele uma vez, pouco antes da morte, em 1336.

 

Nessa altura, Afonso declarou guerra ao seu sobrinho, o rei D. Afonso XI de Castela, filho da infanta Constança de Portugal, e portanto neto materno de Isabel, pelos maus tratos que este infligia à sua mulher D. Maria, filha do rei português. A guerra estalou após o noivado do neto Pedro com Constança Manuel, no ano da morte de Isabel. No entanto, a paz chegaria somente três anos após a morte da rainha, com a intervenção da própria Maria de Portugal, por um tratado assinado em Sevilha em 1339.

 

 

Santa Isabel de Portugal

 

Festa litúrgica - 4 de julho

 

Atribuições     Representada como rainha de Portugal, com rosas no regaço do vestido ou vestida com o hábito da Ordem Terceira de São Francisco, com o bordão de peregrina a Santiago de Compostela.

 

Isabel faleceu, tocada pela peste, em Estremoz, em 04 de julho de 1336, tendo deixado expresso em seu testamento o desejo de ser sepultada no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, onde em 1995 foi iniciada uma escavação arqueológica, após ter estado por 400 anos, parcialmente, submerso pelo rio Mondego.

 

Segundo uma história hagiográfica, sendo a viagem demorada, havia o receio de o cadáver entrar em decomposição acelerada pelo calor que se fazia, e conta-se que a meio da viagem debaixo de um calor abrasador, o ataúde começou a abrir fendas, pelas quais escorria um líquido, que todos supuseram provir da decomposição cadavérica. Qual não foi, porém a surpresa quando notaram que em vez do mau cheiro esperado, saía um aroma suavíssimo do ataúde. O seu marido, D. Dinis, repousa no Mosteiro de São Dinis em Odivelas.

 

 

Túmulo da Rainha Santa Isabel por Mestre Pero, hoje no Convento de Santa Clara-a-Nova.

 

Isabel terá sido uma rainha muito piedosa, passando grande parte do seu tempo em oração e ajuda aos pobres. Por isso mesmo, ainda em vida começou a gozar da reputação de santa, tendo esta fama aumentado após a sua morte. Foi beatificada pelo Papa Leão X em 1516, vindo a ser canonizada, por especial pedido da dinastia filipina, que colocou grande empenho na sua canonização, pelo Papa Urbano VIII em 1625. É reverenciada a 4 de julho, data do seu falecimento.

 

Com a invasão progressiva do convento de Santa Clara-a-Velha de Coimbra pelas águas do rio Mondego, houve necessidade de construir o novo convento de Santa-Clara-a-Nova no século XVII, para onde se procedeu à trasladação do corpo da Rainha Santa. O seu corpo encontra-se incorrupto no túmulo de prata e cristal, mandado fazer depois da trasladação para Santa Clara-a-Nova.

 

No século XVII, a rainha D. Luísa de Gusmão, regente em nome de seu filho D. Afonso VI, transformou em capela o quarto em que a Rainha Santa Isabel havia falecido no castelo de Estremoz.

 

Atualmente, inúmeras escolas e igrejas ostentam o seu nome em sua homenagem. É ainda padroeira da cidade de Coimbra, cujo feriado municipal coincide com o dia da sua memória (4 de julho), e também em outras localidades fora de Portugal, como é o caso da província filipina de Basilan. Alfredo Marceneiro dedicou-lhe o fado Rainha Santa, com letra de Henrique Rego. Desde a criação em 1819 da diocese de San Cristóbal de La Laguna também chamada diocese de Tenerife (Ilhas Canárias), Santa Isabel de Portugal é co-padroeira da mesma e da catedral diocesana por Bula do Papa Pio VII.

 

O seu túmulo, bem como o Mosteiro Novo de Santa Clara (Santa Clara-a-Nova), está confiado à guarda da Confraria da Rainha Santa Isabel.

 






A LENDA DO MILAGRE DAS ROSAS

 

O Milagre das Rosas, André Gonçalves, c. 1735-40, Igreja do Menino Deus.

A história mais popular da Rainha Santa Isabel é sem dúvida a do milagre das rosas. Segundo a lenda portuguesa, a rainha saiu do Castelo de Leiria numa manhã de Inverno para distribuir pães aos mais desfavorecidos. Surpreendida pelo soberano, que lhe inquiriu aonde ia e o que levava no regaço, a rainha teria exclamado: São rosas, Senhor!. Desconfiado, D. Dinis inquirido: Rosas, em Janeiro?. D. Isabel expôs então o conteúdo do regaço do seu vestido e nele havia rosas, ao invés dos pães que ocultara.

 

A época exata do aparecimento desta lenda na tradição portuguesa não está determinada. Não consta de uma biografia anônima sobre a rainha escrita no século XIV, mas circularia oralmente pelo país nas últimas décadas desse século. O mais antigo registro conhecido é um retábulo quatrocentista conservado no Museu Nacional de Arte da Catalunha.

 

O primeiro registro escrito do milagre das rosas encontra-se na Crônica dos Frades Menores:

 

Isabel de Aragão, Rainha de Portugal levava uma vez a Rainha santa moedas no regaço para dar aos pobres (...) Encontrando-a el-Rei lhe perguntou o que levava,(...) ela disse, levo aqui rosas. E rosas viu el-Rei não sendo tempo delas.          Isabel de Aragão, Rainha de Portugal.

 

— Crónica dos Frades Menores, Frei Marcos de Lisboa, 1562.

 

Em meados do século XVI a lenda já tinha sido amplamente difundida, e foi ilustrada por uma pintura anônima, conhecida por Rainha Santa Isabel, no Museu Machado de Castro de Coimbra, e por uma iluminura da Genealogia dos Reis de Portugal de Simão Bening sobre desenho de António de Holanda. No século XVII surgem mais dois trabalhos anônimos retratando a rainha, a pintura a óleo no átrio do Instituto de Odivelas e o retábulo do Mosteiro do Lorvão.

 

Note-se que da sua tia materna, Santa Isabel da Hungria, e assim como da Santa Cacilda e da Santa Zita, se conta uma lenda muito idêntica à do Milagre das Rosas.

 

Também se reza a história nos Açores que pela sua bondade ao alimentar os pobres se criou as tradicionais Festas de Espírito Santo que ocorre nas ilhas dos Açores entre Maio e Setembro de cada ano.

 







1 de julho de 2020

MINISTÉRIO DO TURISMO, FUNDAÇÃO BIENAL DE SÃO PAULO E ITAÚ APRESENTAM A 34ª BIENAL DE SÃO PAULO.






Fundação Bienal estende a programação da 34ª Bienal de São Paulo até o final de 2021, quando acontecerá a exposição coletiva.

 

Com a mudança, as próximas bienais de São Paulo passam a ser realizadas em anos ímpares, com a 35ª edição prevista para 2023. Mandato da Diretoria Executiva da Fundação será estendido por mais um ano

 

Diante dos desafios que o mundo enfrenta devido à pandemia de Covid-19, a Fundação Bienal de São Paulo anuncia que a mostra coletiva da 34ª Bienal de São Paulo - Faz escuro mas eu canto será transferida para o período de 4 de setembro e 5 dezembro de 2021, no Pavilhão da Bienal. Com isso, a presente edição, que iniciou suas atividades públicas em fevereiro de 2020, se estenderá até o final do ano que vem.

 

Ao modificar o formato desta edição, expandindo-a ainda mais no tempo, a Fundação Bienal e a equipe curatorial reconhecem o profundo impacto da pandemia e das crises sanitária, econômica, política e social que ela acentua, e, ao mesmo tempo, entendem que o encontro com a arte e a cultura é fundamental para uma sociedade processar coletivamente seus lutos, ansiedades, medos e traumas.

 

A mudança foi proposta pela Diretoria Executiva, após cuidadosa deliberação com a curadoria desta edição e membros do Conselho de Administração e do Conselho Consultivo Internacional, e aprovada pelo Conselho de Administração em reunião de 30 de junho de 2020. Na mesma ocasião, também se deliberou sobre a alteração permanente da realização das Bienais para anos ímpares, de forma que a 35ª edição da mostra acontecerá em 2023.

 

De acordo com o estatuto da instituição, com a extensão do calendário expositivo da 34ª Bienal, o mandato do presidente da Fundação Bienal de São Paulo, José Olympio da Veiga Pereira, e de sua Diretoria Executiva, são automaticamente prorrogados até dezembro de 2021. A eleição para presidência da Fundação inicialmente prevista para dezembro deste ano fica assim adiada para o final do próximo. Por estar em seu primeiro mandato, o atual presidente ainda poderá concorrer à reeleição.

 

Adaptações no projeto

 

Com a alteração do calendário desta edição, a 34ª Bienal, que já se ampliava no tempo e no espaço, se estenderá por mais um ano. Uma programação intermediária está sendo elaborada, envolvendo ações educativas, digitais e de programação pública, e será anunciada oportunamente. Como parte das ações realizadas desde o início do período de isolamento social, a Fundação Bienal lançou, em maio, o site da 34ª Bienal e, em junho, a publicação educativa desta edição, Primeiros ensaios, com três dias de encontros on-line, os quais atingiram mais de 3 mil visualizações.

 

Além disso, a rede de instituições parceiras permanece como um dos eixos curatoriais centrais à 34ª Bienal. Assim como, inicialmente, a parceria com esses espaços foi negociada individualmente, de acordo com as potencialidades e necessidades de cada instituição, as eventuais adaptações partirão de um novo diálogo curatorial entre a Bienal e cada um desses equipamentos. Nesse âmbito, também em junho, foi aberta a exposição individual da fotógrafa estadunidense Deana Lawson, Centropy, no Kunsthalle Basel (Basileia, Suíça), uma das colaborações internacionais da 34ª Bienal de São Paulo.

 

Com Jacopo Crivelli Visconti como curador geral, Paulo Miyada como curador adjunto e Carla Zaccagnini, Francesco Stocchi e Ruth Estévez como curadores convidados, a 34ª Bienal foi concebida como uma exposição em processo, que além de apresentar e problematizar obras, artistas e questões centrais à produção artística e à sociedade contemporâneas, também reflete sobre o próprio processo de concepção e organização de um evento desse porte. Coerentemente com a metodologia de uma exposição que se constrói e se adensa em etapas, a necessidade de repensar ritmos e modelos é agora incorporada ao processo curatorial, que será detalhado ao público em breve.

 

34ª Bienal de São Paulo - Faz escuro mas eu canto

 

exposição coletiva

 

4 de setembro a 5 de dezembro de 2021

 

Pavilhão Ciccillo Matarazzo, Parque Ibirapuera

 

Entrada gratuita

 

Equipe curatorial

 

Curador geral: Jacopo Crivelli Visconti

 

Curador adjunto: Paulo Miyada

 

Curadores convidados: Carla Zaccagnini, Francesco Stocchi e Ruth Estévez

 

Editora convidada: Elvira Dyangani Ose, em colaboração com The Showroom, London

 

Informações à imprensa - Conteúdo Comunicação

 

Marina Franco 19 9 9874 5101

 

Isadora Bertolini 11 9 9107 5651

 

Roberta Montanari 11 9 9967 3292

 

E-mail: atendimentobienal@conteudonet.com

 

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PENSAMENTO DE CORA CORALINA SOBRE A VIDA


 


 

Um repórter perguntou à Cora Coralina o que é viver bem. Ela lhe disse: ...

... Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice. E digo pra você, não pense.

 

Nunca diga estou envelhecendo, estou ficando velha. Eu não digo. Eu não digo que estou velha, e não digo que estou ouvindo pouco.

 

É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso.

 

Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos e isso me ajuda a vencer as dificuldades da vida. O melhor roteiro é ler e praticar o que lê. O bom é produzir sempre e não dormir de dia.

 

Também não diga pra você que está ficando esquecida, porque assim você fica mais.

 

Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima. Eu não digo nunca que estou cansada.

 

Nada de palavra negativa. Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica.

 

Você vai se convencendo daquilo e convence os outros. Então silêncio!

 

Sei que tenho muitos anos. Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades, mas não sei se sou velha, não. Você acha que eu sou?

 

Posso dizer que eu sou a terra e nada mais quero ser. Filha dessa abençoada terra de Goiás.

 

Convoco os velhos como eu, ou mais velhos que eu, para exercerem seus direitos.

 

Sei que alguém vai ter que me enterrar, mas eu não vou fazer isso comigo.Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.

 

O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade.

 

Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça. Digo o que penso, com esperança.Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor. Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende.Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir.

Cora Coralina

Cora Coralina, pseudônimo de Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas nasceu na Cidade de Goiás, 20 de agosto de 1889 e faleceu em Goiânia, 10 de abril de 1985, foi uma poetisa e contista brasileira. Considerada uma das mais importantes escritoras brasileiras, ela teve seu primeiro livro publicado em junho de 1965 (Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais),quando já tinha quase 76 anos de idade, apesar de escrever seus versos desde a adolescência.

 

Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás.

 

Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, que adotou o pseudônimo de Cora Coralina, era filha de Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto, desembargador nomeado por D. Pedro II, e de dona Jacyntha Luiza do Couto Brandão. Ela nasceu e foi criada às margens do Rio Vermelho. Estima-se que essa casa foi construída em meados do século XVIII, tendo sido uma das primeiras edificações da antiga Vila Boa (Goiás).

 

 

Monumento com a poesia de Cora Biblioteca Cora Coralina

 

Começou a escrever os seus primeiros textos aos 14 anos, publicando-os posteriormente nos jornais da cidade de Goiânia, e nos jornais de outras cidades, como constitui exemplo o semanário "Folha do Sul" da cidade goiana de Bela Vista e nos periódicos de outros rincões, assim como a revista A Informação Goiana do Rio de Janeiro, que começou a ser editada a 15 de julho de 1917. Apesar da pouca escolaridade, uma vez que cursou somente as primeiras quatro séries, com a Mestra Silvina (Mestre-Escola Silvina Ermelinda Xavier de Brito (1835 - 1920)). Conforme Assis Brasil, na sua antologia "A Poesia Goiana no Século XX" (Rio de Janeiro: IMAGO Editora, 1997, página 66), "a mais recuada indicação que se tem de sua vida literária data de 1907, através do semanário 'A Rosa', dirigido por ela própria e mais Leodegária de Jesus, Rosa Godinho e Alice Santana." Todavia, constam trabalhos seus nos periódicos goianos antes dessa data. É o caso da crônica "A Tua Volta", dedicada 'Ao Luiz do Couto, o querido poeta gentil das mulheres goianas', estampada no referido semanário "Folha do Sul", da cidade de Bela Vista, ano 2, n. 64, p. 1, 10 de maio de 1906. No jornal Tribuna Espírita - Rio de Janeiro, 31 de dezembro de 1905.

 

Ao tempo em que publica essa crônica, ou um pouco antes, Cora Coralina começa a frequentar as tertúlias do "Clube Literário Goiano", situado em um dos salões do sobrado de dona Virgínia da Luz Vieira. Que lhe inspira o poema evocativo "Velho Sobrado". Quando começa então a redigir para o jornal literário "A Rosa" (1907). Publicou, nessa fase, em 1910, o conto Tragédia na Roça.

 

Em 1911, foi para o estado de São Paulo com o advogado Cantídio Tolentino de Figueiredo Bretas, que exercia o cargo de Chefe de Polícia, equivalente ao de secretário da Segurança, do governo do presidente Urbano Coelho de Gouvêa - 1909 - 1912, onde viveu durante 45 anos, inicialmente no município de Jaboticabal onde nasceram seus seis filhos: Paraguaçu, Eneas, Cantídio, Jacyntha, Ísis e Vicência. Ísis e Eneas morreram logo depois de nascer. Em 1924, mudou para São Paulo. Ao chegar à capital, teve de permanecer algumas semanas trancada num hotel em frente à Estação da Luz, uma vez que os revolucionários de 1924 haviam parado a cidade.

 

Em 1930, presenciou a chegada de Getúlio Vargas à esquina da rua Direita com a Praça do Patriarca. Seu filho Cantídio participou da Revolução Constitucionalista de 1932.

 

Com a morte do marido, passou a vender livros. Posteriormente, mudou-se para Penápolis, no interior do estado, onde passou a produzir e vender linguiça caseira e banha de porco. Mudou-se em seguida para Andradina, cidade que atualmente, mantém uma casa da cultura com seu nome, em homenagem. Em 1956, retorna a Goiás.

 

Ao completar 50 anos, a poetisa relata ter passado por uma profunda transformação interior, a qual definiria mais tarde como "a perda do medo". Nessa fase, deixou de atender pelo nome de batismo e assumiu o pseudônimo que escolhera para si muitos anos atrás. Durante esses anos, Cora não deixou de escrever poemas relacionados com a sua história pessoal, com a cidade em que nascera e com ambiente em que fora criada. Ela chegou ainda a gravar um LP declamando algumas de suas poesias. Lançado pela gravadora Paulinas Comep, o disco ainda pode ser encontrado hoje em formato CD.

 

Cora Coralina faleceu em Goiânia, aos 95 anos, de pneumonia. A sua casa na Cidade de Goiás foi transformada num museu em homenagem à sua história de vida e produção literária.