8 de outubro de 2016

POEMA DO MENINO JESUS DE FERNANDO PESSOA POR MARIA BETHÂNIA. CONFIRA.

 
POEMA DO MENINO JESUS - FERNANDO PESSOA
POR MARIA BETHÂNIA
(CLICAR NA IMAGEM PARA ASSISTIR AO VÍDEO)
 

 
 
OU CLICAR NO LINK DO CANAL YOU TUBE
 
 
 
 
 
Poema do Menino Jesus
 
Num meio-dia de fim de Primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.
 
Tinha fugido do céu.
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.
No céu tudo era falso, tudo em desacordo
Com flores e árvores e pedras.
No céu tinha que estar sempre sério
E de vez em quando de se tornar outra vez homem
E subir para a cruz, e estar sempre a morrer
Com uma coroa toda à roda de espinhos
E os pés espetados por um prego com cabeça,
E até com um trapo à roda da cintura
Como os pretos nas ilustrações.
Nem sequer o deixavam ter pai e mãe
Como as outras crianças.
O seu pai era duas pessoas -
Um velho chamado José, que era carpinteiro,
E que não era pai dele;
E o outro pai era uma pomba estúpida,
A única pomba feia do mundo
Porque nem era do mundo nem era pomba.
E a sua mãe não tinha amado antes de o ter.
Não era mulher: era uma mala
Em que ele tinha vindo do céu.
E queriam que ele, que só nascera da mãe,
E que nunca tivera pai para amar com respeito,
Pregasse a bondade e a justiça!
 
 
Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três.
Com o primeiro fez que ninguém soubesse que
 
ele tinha fugido.
 
Com o segundo criou-se eternamente
humano e menino.
Com o terceiro criou um Cristo
eternamente na cruz
E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras.
Depois fugiu para o Sol
E desceu no primeiro raio que apanhou.
Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz ao braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras aos burros,
Rouba a fruta dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
E, porque sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça,
Corre atrás das raparigas
Que vão em ranchos pelas estradas
Com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias.
 
A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as coisas.
Aponta-me todas as coisas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.
 
Diz-me muito mal de Deus.
Diz que ele é um velho estúpido e doente,
Sempre a escarrar para o chão
E a dizer indecências.
A Virgem Maria leva as tardes da
eternidade a fazer meia.
E o Espírito Santo coça-se com o bico
E empoleira-se nas cadeiras e suja-as.
Tudo no céu é estúpido como a Igreja Católica.
Diz-me que Deus não percebe nada
Das coisas que criou -
"Se é que ele as criou, do que duvido." -
"Ele diz por exemplo, que os seres cantam
a sua glória,
Mas os seres não cantam nada.
Se cantassem seriam cantores.
Os seres existem e mais nada,
E por isso se chamam seres."
E depois, cansado de dizer mal de Deus,
O Menino Jesus adormece nos meus braços
E eu levo-o ao colo para casa.
 
... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...
 
Ele mora comigo na minha casa
a meio do outeiro.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural.
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.
 
E a criança tão humana que é divina
É esta minha quotidiana vida de poeta,
E é por que ele anda sempre comigo
que eu sou poeta sempre.
E que o meu mínimo olhar
Me enche de sensação,
E o mais pequeno som, seja do que for,
Parece falar comigo.
 
A Criança Nova que habita onde vivo
Dá-me uma mão a mim
E outra a tudo que existe
E assim vamos os três pelo caminho
que houver,
Saltando e cantando e rindo
E gozando o nosso segredo comum
Que é saber por toda a parte
Que não há mistério no mundo
E que tudo vale a pena.
 
A Criança Eterna acompanha-me sempre.
A direção do meu olhar é o seu dedo apontado.
O meu ouvido atento alegremente a todos os sons
São as cócegas que ele me faz,
brincando, nas orelhas.
 
Damo-nos tão bem um com o outro
Na companhia de tudo
Que nunca pensamos um no outro,
Mas vivemos juntos e dois
Com um acordo íntimo
Como a mão direita e a esquerda.
 
Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas
No degrau da porta de casa,
Graves como convém a um deus e a um poeta,
E como se cada pedra
Fosse todo o universo
E fosse por isso um grande perigo para ela
Deixá-la cair no chão.
 
Depois eu conto-lhe histórias das coisas
só dos homens
E ele sorri porque tudo é incrível.
Ri dos reis e dos que não são reis,
E tem pena de ouvir falar das guerras,
E dos comércios, e dos navios
Que ficam fumo no ar dos altos mares.
Porque ele sabe que tudo isso falta
àquela verdade
Que uma flor tem ao florescer
E que anda com a luz do Sol
A variar os montes e os vales
E a fazer doer aos olhos dos muros caiados.
 
Depois ele adormece e eu deito-o.
Levo-o ao colo para dentro de casa
E deito-o, despindo-o lentamente
E como seguindo um ritual muito limpo
E todo materno até ele estar nu.
 
Ele dorme dentro da minha alma
E às vezes acorda de noite
E brinca com os meus sonhos.
Vira uns de pernas para o ar,
Põe uns em cima dos outros
E bate palmas sozinho
Sorrindo para o meu sono.
 
... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...
 
Quando eu morrer, filhinho,
Seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu ao colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.
 
... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...
 
Esta é a história do meu Menino Jesus.
Por que razão que se perceba
Não há-de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam?
 
                          Alberto Caeiro
 
 
 
 
 
FERNANDO PESSOA - POETA
 

 
Fernando Antônio Nogueira Pessoa nasceu em Lisboa no dia 13 de junho de 1888 foi um poeta, escritor, publicitário, astrólogo, crítico literário, inventor, empresário, tradutor, correspondente comercial, filósofo e comentarista político português.
 
Fernando Pessoa é o mais universal poeta português. Por ter sido educado na África do Sul, numa escola católica irlandesa, chegou a ter maior familiaridade com o idioma inglês do que com o português ao escrever os seus primeiros poemas nesse idioma. O crítico literário Harold Bloom considerou Pessoa como "Whitman renascido", e o incluiu no seu cânone entre os 26 melhores escritores da civilização ocidental, não apenas da literatura portuguesa mas também da inglesa.
 
Das quatro obras que publicou em vida, três são na língua inglesa. Fernando Pessoa traduziu várias obras em inglês (e.g., de Shakespeare e Edgar Poe) para o português, e obras portuguesas (nomeadamente de Antônio Botto e Almada Negreiros) para o inglês.
 
 
Enquanto poeta, escreveu sobre diversas personalidades – heterônimos, como Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Alberto Caeiro –, sendo estes últimos objeto da maior parte dos estudos sobre a sua vida e obra. Robert Hass, poeta americano, diz: "outros modernistas como Yeats, Pound, Elliot inventaram máscaras pelas quais falavam ocasionalmente... Pessoa inventava poetas inteiros." Faleceu em Lisboa no dia 30 de novembro de 1935.







 
 
 
 

Começar este domingo de primavera ouvindo Betânia, recitando Fernando Pessoa, é um presente que Alberto Araújo nos dedica, generosamente, para ampliar-nos os horizontes e amar, com muita doçura, a Deus, sua obra na terra e a vida que nos permite viver, apaixonadamente. O poema é um paradoxo de Pessoa: não sei se devo rir, chorar ou explodir de alegria diante de tanta beleza. Obrigado, parceiro Alberto, sua dica matinal não tem preço e não tem limites. É uma carícia no coração da gente!
 
LEMME.
 
 
 
 

Luiz Lemme
presidente do Instituto Esquina da Arte
no Ingá e da Pousada Dois Luiz em Charitas.



*************************************************
 
 
 

 
 
FONTE:
 

7 de outubro de 2016

NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO. SUA FESTA É CELEBRADA EM 07 DE OUTUBRO.

 

 
 
 
 
Esta festa foi instituída pelo Papa Pio V em 1571, quando celebrou-se a vitória dos cristãos na batalha naval de Lepanto. Nesta batalha os cristãos católicos, em meio a recitação do Rosário, resistiram aos ataques dos turcos otomanos vencendo-os em combate.
 
A celebração de hoje convida-nos à meditação dos Mistérios de Cristo, os quais nos guiam à Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição do Filho de Deus.



 
 
A origem do Rosário é muito antiga, pois conta-se que os monges anacoretas usavam pedrinhas para contar o número das orações vocais. Desta forma, nos conventos medievais, os irmãos leigos dispensados da recitação do Saltério (pela pouca familiaridade com o latim), completavam suas práticas de piedade com a recitação de Pai-Nossos e, para a contagem, o Doutor da Igreja São Beda, o Venerável (séc. VII-VIII), havia sugerido a adoção de vários grãos enfiados em um barbante.
 
 
 
 
 
 

Na história também encontramos Maria que apareceu a São Domingos e indicou-lhe o Rosário como potente arma para a conversão: "Quero que saiba que, a principal peça de combate, tem sido sempre o Saltério Angélico (Rosário) que é a pedra fundamental do Novo Testamento. Assim quero que alcances estas almas endurecidas e as conquiste para Deus, com a oração do meu Saltério". 

Essa devoção, propagada principalmente pelos filhos de São Domingos, recebe da Igreja a melhor aprovação e foi enriquecida por muitas indulgências. Essa grinalda de 200 rosas - por isso Rosário - é rezado praticamente em todas as línguas, e o saudoso Papa João Paulo II e tantos outros Papas que o precederam recomendaram esta singela e poderosa oração, com a qual, por intercessão da Virgem Maria, alcançamos muitas graças de Jesus, como nos ensina a própria Virgem Santíssima em todas as suas aparições.




 
 
Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!













4 de outubro de 2016

SÃO FRANCISCO DAS CHAGAS DO CANINDÉ - CE. HOMENAGEM DO ALBERTO ARAÚJO & AMIGOS PELO SEU DIA EM 04 DE OUTUBRO. CONFIRA.

 
 
 
 
 
Oração em honra as
 
Chagas de São Francisco
 
 
 
 
 
 
Gloriosíssimo Protetor e Pai meu, São Francisco, a vos acudo, implorando vossa poderosa intercessão, para entender o amor que Deus Nosso Senhor vos manifestou ao martirizar vossa carne e vosso espírito.
 
 
Vossas chagas são cinco focos de caridade divina; cinco línguas que me recordam as misericórdias de Jesus Cristo;
 
 
Cinco fontes de graça celestiais que o Criador vos confiou para que as distribuísseis entre vossos devotos.
 
 
Oh! Santo amabilíssimo!, pede por mim a Jesus crucificado uma chispa do fogo que ardia em vossa alma naquele dia maravilhoso em que recebestes a seráfica crucificação, a fim de que, recordando vossos privilégios sobrenaturais, imite vossos exemplos e siga vossas ensinamentos, vivendo e morrendo amando a Deus sobre todas as coisas.
 
 
Rezar cinco Pai-Nosso, Ave-marias e glórias em honra das cinco chagas de São Francisco.
 
 
Oração final:
 
 
 
Seráfico Pai meu São Francisco, pobre e desconhecido de todos, e, por isto, engrandecido e favorecido de Deus.
 
Porque os vejo tão rico em tesouros divinos, venho a pedir-vos esmolas.
 
Dai-me generoso, por amor ao bom Jesus e a nossa Mãe, a Imaculada Virgem Maria, e pelo voto que fizestes de dar por seu amor tudo o que vos pedissem.
 
Por amor de Deus vos rogo que me obtenhas a dor de meus pecados, a humildade e o amor a vossa Paixão; conformidade com a vontade de Deus, prosperidade para a Igreja e para o Papa, exaltação da fé, confusão da heresias e dos infiéis, conversão dos pecadores, perseverança dos justos e eterno descanso das almas do Purgatório.
 
Vos peço pelo amor de Deus. Assim seja.
 
 

 
Estátua de São Francisco das Chagas
de Canindé - CE.
 
 
 
O Santo homenageado: São Francisco das Chagas de Canindé ou também conhecido como São Francisco de Assis. Seu nome de batismo era inicialmente Giovanni Bernardone, nome italiano dado pela mãe em homenagem a João Evangelista. Em Assis, o menino ficou conhecido como Francisco, ou seja, "O pequeno francês".
Inauguração: o monumento foi inaugurado solenemente em 4 de outubro de 2005.
Altura: 30,25 metros.
Local onde está situada: No Alto do Moinho, o bairro mais elevado da cidade, onde pode ser vista por todos os Canindeenses e todos aqueles que se aproximam da Meca Nordestina.

 

 
 
 
*********************
 
 
 
 
 
São Francisco da Chagas também é celebrado em Luzilândia - PI, minha cidade natal. A festividade inicia-se no dia 23 de setembro e vai até o dia 04 de outubro.
 
 
 
 
 
 
FONTE:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Est%C3%A1tua_de_S%C3%A3o_Francisco


1 de outubro de 2016

SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS, INTERCESSORA DOS MISSIONÁRIOS. CONFIRA.




 


 
Santa Teresinha do Menino Jesus (1873-1897) nasceu em Alençon, França, no dia 02 de Janeiro de 1873. Foi uma criança muito amada, muito mimada também, especialmente por seu pai. Era uma criança comum, expansiva, alegre. Não havia nada de extraordinário nela. Tinha dificuldade nos estudos em gramática e cálculo, mas gostava de história e geografia.
 
 
 
A primeira grande perda de sua vida foi sua mãe, que morreu quando ela tinha 04 anos. Santa Teresinha, então, apegou-se a sua irmã Paulina, adotando-a como sua mãe. Mas, quando ela tinha 10 anos, Paulina ingressou no Carmelo. Foi um grande sofrimento para ela. Santa Teresinha ficou doente, uma doença misteriosa, que ela atribui ao diabo, mas que na verdade era depressão grave. Ela sempre foi hipersensível, o que agravou seu quadro. Mas, num domingo de Pentecostes, quando estava imóvel na cama, ladeada pelas irmãs que rezavam por ela, é curada pelo sorriso de Nossa Senhora.
 
O dia de sua primeira comunhão, muito esperada por ela, aconteceu quando tinha 12 anos e foi uma festa em seu coração. Um dia, Leônia deu para Celina e Teresinha uma caixa cheia de bugigangas suas, para que cada um escolhesse alguma coisa. Celina logo tirou um objeto. Teresinha então puxando a caixa para perto de si, disse: “ESCOLHO TUDO!” Essa será uma marca em sua espiritualidade: OU TUDO OU NADA! Depois foi a vez de Maria Luíza, sua irmã mais velha, ir para o Carmelo. Mais uma perda. Foi a época também em que Santa Teresinha adquiriu a doença dos escrúpulos, que a fez sofrer e que muito atrapalhou a sua vida espiritual. Agora era a vez de Leônia sair de casa.
 
 
 
Santa Teresinha teve a cura dos escrúpulos e de sua hipersensibilidade no Natal de 1886, o dia de sua “conversão completa”: quando ela tinha 13 anos, quase 14. Apesar de já ser adolescente ainda colocava presentes nos sapatos juntos à lareira, uma tradição para as crianças da Europa na época do Natal. Sem saber de sua presença na sala, naquela noite de Natal, seu pai comentou, já enfastiado, que estava satisfeito porque aquele seria o último ano em que ela faria aquilo. Para ela foi um choque ouvir isso de seu amado pai, seu “rei”, como ela dizia. Mas, nesse momento ela teve uma reação surpreendente, um momento de cura e de conversão mesmo.
 
Aos 14 anos, fala com seu pai que quer entrar para o Carmelo. Mas ainda não tinha idade suficiente pelo Direito Canônico. Seu pai vai conversar com o Bispo. Era preciso esperar aos 21 anos de idade. Mas a decisão e a determinação de Santa Terezinha a levaram até o Papa, na época, Leão XIII. No fim de tudo, ela consegue a autorização: entra no Carmelo com 15 anos. Teresinha, que toma o nome de Irmã Teresa do Menino Jesus da Sagrada Face será uma irmã como as outras. Poucas companheiras percebiam que ela era especial. Na monotomia do Carmelo, no serviço cotidiano, ela vai se aperfeiçoando. Em 1894, ano da morte de seu pai, ela descobre a “pequena via”.
 
A “pequena via” é um caminho que pode ser seguido por todos, pois é um caminho de simplicidade que não exige ne êxtases e nem penitências extraordinárias, mas somente a sabedoria de revestir de amor todas as atividades da nossa vida, até mesmo as mais ordinárias”. Viver tudo com amor, principalmente as pequenas coisas.
 
Ela nos ensina, com isso, a viver a Infância Espiritual”, a sermos crianças para atrairmos o olhar de Deus. E isso nos faz viver a pequenez – ser pequeno, viver o escondimento combate o nosso orgulho e agrada o coração de Deus. “Sou o que Deus pensa de mim!”
 
Santa Teresinha morreu no dia 30 de setembro de 1897. Suas últimas palavras foram: “Meu Deus eu vos amo!” As irmãs rezam o Credo. A cabeça dela se mexe, ela sorri. Entra um passarinho em sua cela, que voa sobre o seu leito e sai. Ela morre. Entrou na vida!
 
Foi canonizada em 1925, pelo Papa Pio XI.
 
Foi declarada padroeira das missões em 1927, pelo mesmo Papa.
 
Foi proclamada Doutora da Igreja no centenário de sua morte, pelo Papa João Paulo II em 1997.
 



 
Sua festa é comemorada em 01 de outubro.
 
A caridade deu-me a chave da minha vocação. Compreendi que, se a Igreja tinha corpo, composto de vários membros, não lhe faltava o mais necessário, o mais nobre de todos. Compreendi que a Igreja tinha coração, e que o coração era ardente de amor. Compreendi que só o amor fazia os membros da Igreja atuarem e que, se o amor extinguisse, os Apóstolos já não anunciariam o Evangelho e os mártires se recusariam a derramar seu sangue…Compreendi que o amor abrange todas as vocações, alcançando todos os tempos e todos os lugares…Numa palavra, é eterno…
 
– Então no transporte de minha delirante alegria, pus-me a exclamar: Ó Jesus, meu amor, minha vocação, encontrei-a afinal: MINHA VOCAÇÃO É O AMOR. Sim, atinei meu lugar na Igreja, e tal lugar, ó meu Deus, fostes vós que me destes… No coração da Igreja, minha mãe, serei o amor… Assim serei tudo… Assim se realizará meu sonho!!!
 
(Santa Teresinha do Menino Jesus).
 
 
 
 
FONTE: