4 de novembro de 2014

PRECE DE GRATIDÃO - EMMANUEL


(CLICAR NA IMAGEM DO CRISTO REDENTOR)







 PRECE DE GRATIDÃO





2. Senhor, muito obrigado, pelo que me deste, pelo que me dás! pelo ar, pelo pão, pela paz!

3. Muito obrigado, pela beleza que meus olhos veem no altar da natureza.Olhos que contemplam o céu cor de anil, e se detém na terra verde, salpicada de flores em tonalidades mil!

4. Pela minha faculdade de ver, pelos cegos eu quero interceder, por aqueles que vivem na escuridão e tropeçam na multidão, por eles eu oro e a Vós imploro comiseração, pois eu sei que depois dessa lida, numa outra vida, eles enxergarão!

5. Senhor, muito obrigado pelos ouvidos meus. Ouvidos que ouvem o tamborilar da chuva no telheiro, a melodia do vento nos ramos do salgueiro, a dor e as lágrimas que escorrem no rosto do mundo inteiro. Ouvidos que ouvem a música do povo, que desce do morro na praça a cantar. A melodia dos imortais que a gente ouve uma vez e não se esquece nunca mais.

6. Diante de minha capacidade de ouvir, pelos surdos eu te quero pedir, pois eu sei, que depois desta dor, no teu reino de amor,eles voltarão a ouvir!

7. Muito obrigado Senhor, pela minha voz! Mas também pela voz que canta, que ensina, que consola. Pela voz que com emoção, profere uma sentida oração! Pela minha capacidade de falar, pelos mudos eu Vos quero rogar, pois eu sei que depois desta dor,no Vosso reino de amor, eles também cantarão!

8. Muito obrigado Senhor, pelas minhas mãos, mas também pelas mãos que aram, que semeiam, que agasalham. Mãos de caridade, de solidariedade. Mãos que apertam mãos. Mãos de poesias, de cirurgias, de sinfonias, de psicografias, mãos que numa noite fria, cuida ou lava louça numa pia.

9. Mãos que a beira de uma sepultura, abraça alguém com ternura, num momento de amargura. Mãos que no seio, agasalham o filho de um corpo alheio, sem receio.

10. E meus pés que me levam a caminhar, sem reclamar. Porque eu vejo na Terra amputados, deformados, aleijados e eu posso bailar. Por eles eu oro, e a ti imploro, porque eu sei que depois dessa expiação, numa outra situação, eles também bailarão.

11. Por fim Senhor, muito obrigado pelo meu lar!Pois é tão maravilhoso ter um lar.Não importa se este lar é uma mansão, um ninho, uma casa no caminho, um bangalô, seja lá o que for. O importante é que dentro dele exista a presença da harmonia e do amor.

12. O amor de mãe, de pai, de irmão, de uma companheira. De alguém que nos dê a mão, nem que seja a presença de um cão, porque é muito doloroso viver na solidão.

13. Mas se eu ninguém tiver, nem um teto para me agasalhar, uma cama para eu deitar, um ombro para eu chorar, ou alguém para desabafar, não reclamarei, não lastimarei, nem blasfemarei.

14. Porque eu tenho a Vós. Então muito obrigado porque eu nasci. E pelo Vosso amor, Vosso sacrifício e Vossa paixão por nós, muito obrigado Senhor!  




Emmanuel








COMENTÁRIOS

NORBERTO BOECHAT - MÉDICO GERIATRA E ESCRITOR

Prezado amigo Alberto,
ouvi a prece. Ave!


Norberto Boechat!





30 de outubro de 2014

A INVENÇÃO DO AMOR DO POETA PORTUGUÊS DANIEL FILIPE





A invenção do amor
Daniel Filipe



Em todas as esquinas da cidade
nas paredes dos bares á; porta dos edifícios públicos nas janelas dos autocarros
mesmo naquele muro arruinado por entre anúncios de aparelhos de rádio e detergentes
na vitrine da pequena loja onde não entra ninguém
no átrio da estação de caminhos de ferro que foi o lar da nossa esperança de fuga
um cartaz denuncia o nosso amor

Em letras enormes do tamanho
do medo da solidão da angústia
um cartaz denuncia que um homem e uma mulher
se encontraram num bar de hotel
numa tarde de chuva
entre zunidos de conversa
e inventaram o amor com caráter de urgência
deixando cair dos ombros o fardo incomodo da monotonia quotidiana

Um homem e uma mulher que tinham olhos e coração e fome de ternura
e souberam entender-se sem palavras inúteis
Apenas o silêncio A descoberta A estranheza
de um sorriso natural e inesperado

Não saíram de mãos dadas para a umidade diurna
Despediram-se e cada um tomou um rumo diferente
embora subterraneamente unidos pela invenção conjunta
de um amor subitamente imperativo

Um homem e uma mulher um cartaz de denúncia
colado em todas as esquinas da cidade
A rádio já falou A TV anuncia
iminente a captura A policia de costumes avisada
procura os dois amantes nos becos e nas avenidas
Onde houver uma flor rubra e essencial
é possível que se escondam tremendo a cada batida na porta fechada para o mundo
É preciso encontrá-los antes que seja tarde
Antes que o exemplo frutifique
Antes que a invenção do amor se processe em cadeia

Há pesadas sanções para os que auxiliarem os fugitivos

Chamem as tropas aquarteladas na província
Convoquem os reservistas os bombeiros os elementos da defesa passiva
Todos
Decrete-se a lei marcial com todas as consequências
O perigo justifica-o
Um homem e uma mulher
conheceram-se amaram-se perderam-se no labirinto da cidade
É indispensável encontrá-los dominá-los convencê-los
antes que seja demasiado tarde
e a memória da infância nos jardins escondidos
acorde a tolerância no coração das pessoas

Fechem as escolas
Sobretudo protejam as crianças da contaminação
uma agência comunica que algures ao sul do rio
um menino pediu uma rosa vermelha
e chorou nervosamente porque lha recusaram
Segundo o diretor da sua escola é um pequeno triste
Inexplicavelmente dado aos longos silêncios e aos choros sem razão
Aplicado no entanto Respeitador da disciplina
Um caso típico de inadaptação congênita disseram os psicólogos
Ainda bem que se revelou a tempo
Vai ser internado
e submetido a um tratamento especial de recuperação
Mas é possível que haja outros. É absolutamente vital
que o diagnóstico se faça no período primário da doença
E também que se evite o contágio com o homem e a mulher
de que fala no cartaz colado em todas as esquinas da cidade

Está em jogo o destino da civilização que construímos
o destino das máquinas das bombas de hidrogênio
das normas de discriminação racial
o futuro da estrutura industrial de que nos orgulhamos
a verdade incontroversa das declarações políticas

Procurem os guardas dos antigos universos concentracionários
precisamos da sua experiência onde quer que se escondam
ao temor do castigo

Que todos estejam a postos
Vigilância é a palavra de ordem
Atenção ao homem e á; mulher de que se fala nos cartazes
À mais ligeira dúvida não hesitem denunciem
Telefonem á; polícia ao comissariado ao Governo Civil
não precisam de dar o nome e a morada
e garante-se que nenhuma perseguição será movida
nos casos em que a denúncia venha a verificar-se falsa

Organizem em cada bairro em cada rua em cada prédio
comissões de vigilância. Está em jogo a cidade
o país a civilização do ocidente
esse homem e essa mulher têm de ser presos
mesmo que para isso tenhamos de recorrer á;s medidas mais drásticas

Por decisão governamental estão suspensas as liberdades individuais
a inviolabilidade do domicílio o habeas corpus o sigilo da correspondência
Em qualquer parte da cidade um homem e uma mulher amam-se ilegalmente
espreitam a rua pelo intervalo das persianas
beijam-se soluçam baixo e enfrentam a hostilidade noturnas
É preciso encontrá-los
É indispensável descobri-los
Escutem cuidadosamente a todas as portas antes de bater
É possível que cantem
mas defendam-se de entender a sua voz
Alguém que os escutou
deixou cair as armas e mergulhou nas mãos o rosto banhado de lágrimas
E quando foi interrogado em Tribunal de Guerra
respondeu que a voz e as palavras o faziam feliz
lhe lembravam a infância
Campos verdes floridos água simples correndo A brisa das montanhas

Foi condenado á; morte é evidente
É preciso evitar um mal maior
Mas caminhou cantando para o muro da execução
foi necessário amordaçá-lo e mesmo assim desprendia-se dele
um misterioso halo de uma felicidade incorrupta

Impõe-se sistematizar as buscas Não vale a pena procurá-los
nos campos de futebol no silêncio das igrejas nas boates com orquestra privativa
Não estarão nunca aí
Procurem-nos nas ruas suburbanas onde nada acontece
A identificação é fácil
Onde estiverem estará também pousado sobre a porta
um pássaro desconhecido e admirável
ou florirá na soleira a mancha vegetal de uma flor luminosa
Será então aí
Engatilhem as armas invadam a casa disparem á; queima roupa
Um tiro no coração de cada um
Vê-los-ão possivelmente dissolver-se no ar Mas estará completo o esconjuro
e podereis voltar alegremente para junto dos filhos da mulher

Mais ai de vós se sentirdes de súbito o desejo de deixar correr o pranto
Quer dizer que fostes contagiados Que estais também perdidos para nós
É preciso nesse caso ter coragem para desfechar na fronte
o tiro indispensável
Não há outra saída A cidade o exige
Se um homem de repente interromper as pesquisas
e perguntar quem é e o que faz ali de armas na mão
já sabeis o que tendes a fazer Matai-o Amigo irmão que seja
matai-o Mesmo que tenha comido á; vossa mesa e crescido a vosso lado
matai-o Talvez que ao enquadrá-lo na mira da espingarda
os seus olhos vos fitem com sobre-humana náusea
e deslizem depois numa tristeza líquida
até ao fim da noite Evitai o apelo a prece derradeira
um só golpe mortal misericordioso basta
para impor o silêncio secreto e inviolável

Procurem a mulher o homem que num bar
de hotel se encontraram numa tarde de chuva
Se tanto for preciso estabeleçam barricadas
senhas salvo-condutos horas de recolher
censura prévia á; Imprensa tribunais de exceção
Para bem da cidade do país da cultura
é preciso encontrar o casal fugitivo
que inventou o amor com caráter de urgência

Os jornais da manhã publicam a notícia
de que os viram passar de mãos dadas sorrindo
numa rua serena debruada de acácias
Um velho sem família a testemunha diz
ter sentido de súbito uma estranha paz interior
uma voz desprendendo um cheiro a primavera
o doce bafo quente da adolescência longínqua
No inquérito oficial atônito afirmou
que o homem e a mulher tinham estrelas na fronte
e caminhavam envoltos numa cortina de música
com gestos naturais alheios Crê-se
que a situação vai atingir o clímax

e a polícia poderá cumprir o seu dever












30 de setembro de 2014

ATÉ QUANDO TEREMOS ÁGUA? TEXTO DO JORNALISTA DO JORNAL UNIDADE LOBO JOSÉ




ATÉ QUANDO TEREMOS ÁGUA?




Caros leitores, talvez algum de vocês que me acompanha há muitos anos neste Jornal,  já se deparou com  artigos que escrevi sobre a “água”, este  maravilhoso e insubstituível bem que a natureza nos dá, ou melhor nos tem dado, pelo menos até agora, e que já está se tornando rara e de alto custo, pelos diversos problemas causados pelo homem.

Foram vários os artigos, em 1997/1998, 2004 e outros mais recentes. Interessante é que procurei manter o mesmo titulo: “A ÁGUA ESTÁ ACABANDO -  Não deixem a água acabar -  relembrem, por exemplo este: ”Caros Leitores, estamos iniciando mais  um  ano e  nada melhor do que aproveitar esse novo tempo para falar  sobre um assunto que me parece de grande importância para   sobrevivência  de tudo o que tem vida sobre a face da terra. Refiro-me  a água.

Diariamente, os meios de comunicação, já há algum tempo, nos alertam para  a situação em que nos encontramos com relação ao cuidado que devemos ter com as reservas de água existentes: Os rios, as lagoas, as vertentes, os reservatórios estão poluídos de tal maneira que muitos deles podem ser considerados mortos.

Ora, sem água nada sobrevive,  os animais e as plantas morrem, as chuvas escasseiam, o Sol se torna mais  abrasador, os ventos serão mais frequentes e mais violentos, os desertos aparecem etc., etc.

Perdoem-me, não estou querendo ser pessimista e sim realista.

Também,  não sou especialista nem tenho em mãos dados estatísticos para discutir em profundidade  o assunto, porém, a experiência  que tenho de vida tanto no interior como na cidade, aliada a observações pessoais e algumas leituras  me permitem  falar ou escrever sobre este precioso líquido.

Acompanhem, por favor, o meu raciocínio, principalmente você que tem algumas décadas de vida. Lembram-se dos nossos invernos, dos verões, das primaveras e dos outonos? Eram todas estações perfeitamente  definidas [...]”.
Hoje olhamos para trás e percebemos que nada foi ou está sendo feito para resolver este problema importantíssimo para a sobrevivência de todo ser vivo. No ultimo artigo falei sobre planejamento a curto médio e longo prazo, tão relegado principalmente pelos nossos políticos. O “assunto água” volta com toda força ao cenário e  merece de todos nós imediatos  planos a curtíssimo, médio e longo prazo, sem os quais a vida sobre a terra ficará impraticável. Sempre ouvimos políticos afirmarem que vão despoluir a Baia de Guanabara e outras baias , cuidar das   nascentes de rios,  desassorrear rios, lagos, açudes, cuidar das margens de todos os mananciais hídricos  etc.  pelo Brasil a fora. Pouco ouvimos falar sobre as nossas praias que recebem toda sujeira que vem pelos rios. Bom se fossemos listar todos os problemas teríamos um ou mais  livros  para contê-los e várias ideias e sugestões para a solução. Há anos ouvimos dizer que – caso particular – a Baia de Guanabara está sendo despoluída com dinheiro dos Bancos A, B, C, etc, inclusive com empréstimos internacionais, mas o que se percebe é que nada foi nem está sendo feito. E o dinheiro para onde foi? Teremos as olimpíadas brevemente e uma ou mais modalidades de esporte será realizada nesta baia e os esportistas já estão preocupados e reclamando da poluição e da possível  inviabilidade  da competição. Isso é grave e demonstra que não há interesse em resolver esse problema. Será que existe planejamento nesse sentido?

Atualmente a população do Estado de São Paulo está sofrendo com a escassez desse precioso liquido em várias cidades. O que fazer? Racionar? Fazer transposição de outros rios? Como? Quem tem sede não pode esperar. A água é para o momento e não para daqui a algum tempo ou alguns anos. O planejamento já devia ter sido feito há muito tempo, ou melhor o planejamento deve ser permanente, isto é, “antes do a curto prazo”, mas nossos políticos não se mexem pois isto não redunda em votos nem em “status”.

Os jornais noticiam que o Governo de São Paulo pensa numa solução mágica – para tirar a brasa ou o problema de suas mãos e transferir para o próximo governo – transpor água do Rio Paraíba do Sul depois de sua passagem pelo Estado de S. Paulo. Vejam que este Rio – que já está no “caroço”, como se diz, agonizante em vários lugares, ao longo do seu curso com represas, utilização por industrias, recebimento de lixo oriundos de afluentes etc. da montante à jusante. Esse disparate proposto pelo Governo de S. Paulo chegou aos ouvidos da população fluminense e vários políticos e o povo em geral já se manifestam veementemente contra esta ”solução descabida” e que não resolve o problema.
Ora, há quantos anos se fala em aquecimento global, poluição dos mananciais hídricos, principalmente por agrotóxicos e lixo, desertificação em varias regiões pela falta de chuvas, queimadas indiscriminadas, lixiviação da terra, destruição da mata ciliar e dos mangues, construção desenfreada principalmente  próximas das ribanceiras  ou bem próximas dos rios, lagos e lagoas. Destruição das matas e dos cerrados, etc. Com isso o que vemos ao longo do tempo é a migração do homem da área rural para as periferias das cidades pois a vida em seu antigo habitat  está impraticável pela escassez d’água, desertificação do solo, morte dos poucos animais que lhe ajudavam na sobrevivência, falta de emprego, carência de alimentos, de educação, de saúde, além da extinção de animais e da flora  etc. As cidades incharam nas periferias sem nenhum planejamento e passaram a contribuir desta forma para sérios problemas como residências precárias,  violência, corrupção, desemprego, falta de mobilidade, saúde e educação precárias, falta de saneamento básico etc.

Urge que nossos governantes  revejam suas posições, principalmente cumprindo o que muitos prometeram em suas  campanhas eleitorais e arregacem as mangas, independente de partido e ideologia política e, em mutirão comecem a planejar o agora, o daqui a pouco e o futuro mais distante com programas sérios para resolver todos os problemas que atingem a população, neles incluindo o problema da água.

O fato é que percebemos que uma parte do Brasil sofre todo ano, de forma mais ou menos cíclica,  com enchentes e/ou chuva em demasia, com os rios subindo e destruindo tudo pelo seu caminho, ao passo que em outras partes a seca aumenta a cada dia, sem chuva e avançando na desertificação do solo. Será que não se pode pensar, da mesma forma que se distribui energia elétrica com redes que cortam o Brasil de Ponta a ponta em redes distribuidoras de água também cortando o Brasil de norte a sul, com  elevatórias, represas etc., tudo de forma planejada e  racional, sem agredir  ou destruir a natureza? Ai está uma sugestão para os nossos cientistas, estudiosos do assunto, políticos e a população em geral.

Não podemos esquecer de que O Criador ao Criar todas as coisas, disse que “tudo é bom” Livro do  Genesis. Logo tudo o que foi Criado deve ser preservado e cuidado com amor: As águas (do mar e dos rios), as plantas, os animais, etc.  a terra e o Universo. Todos nós fazemos parte deste sistema.

Não podemos também descartar  o fato de que alguns estudiosos dizem que o homem morre antes de sede do que de fome; e outros ainda afirmam que a eclosão de uma guerra, que pode se tornar mundial,  será por causa desse precioso liquido, que se tornará caríssimo e inacessível à maioria das nações e das pessoas.

O que todos nós sabemos é que “ SEM AGUA NENHUM SER VIVO SOBREVIVE”. Paz e Bem!

Em tempo: acabei de ler na ultima edição da revista Época, n º 846 de l8 de agosto, pg. 19: “Água, problema novo para a política velha e, em  seguida: Rios, chuvas e secas ignoram divisas estaduais. Para lidar com eles, os governos têm de aprender a atuar em conjunto”. Vejo também no Globo de 19/8/2014 Caderno de Economia: “Solução Negociada Governos fecham acordo. São Paulo elevará vazão do Jaguari, e Rio terá volume menor em setembro”.  Será que o problema foi resolvido tão rapidamente? Será que combinaram com São Pedro para  que faça chover nessas áreas? Ou será que agora estão realmente preocupados e vão fazer um planejamento sério e  bem feito visando o agora e o futuro. Fico em dúvidas, mas torço para que isso ocorra.




Com um abraço.


Lobo José – escritor

22 de agosto de 2014

SALMO 91 POR CID MOREIRA, OUÇA...


(clicar na imagem para assistir ao vídeo)





Salmo 91




1 Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará.

2 Direi do Senhor: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei.

3 Porque ele te livrará do laço do passarinheiro, e da peste perniciosa.

4 Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas te confiarás; a sua verdade será o teu escudo e broquel.

5 Não terás medo do terror de noite nem da seta que voa de dia,

6 Nem da peste que anda na escuridão, nem da mortandade que assola ao meio-dia.

7 Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas não chegará a ti.

8 Somente com os teus olhos contemplarás, e verás a recompensa dos ímpios.

9 Porque tu, ó Senhor, és o meu refúgio. No Altíssimo fizeste a tua habitação.

10 Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda.

11 Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos.

12 Eles te sustentarão nas suas mãos, para que não tropeces com o teu pé em pedra.

13 Pisarás o leão e a cobra; calcarás aos pés o filho do leão e a serpente.

14 Porquanto tão encarecidamente me amou, também eu o livrarei; pô-lo-ei em retiro alto, porque conheceu o meu nome.

15 Ele me invocará, e eu lhe responderei; estarei com ele na angústia; dela o retirarei, e o glorificarei.


16 Fartá-lo-ei com lonjura de dias, e lhe mostrarei a minha salvação.


LINK

https://www.youtube.com/watch?v=9qUBZCdpOyg 

15 de agosto de 2014

A ESPERANÇA VIVA.





A ESPERANÇA VIVA





Meu nome é esperança...

Sorrio para você desde a sua entrada na vida...

Sigo-lhe os passos e não o deixo senão nos mundos onde se realizam as promessas de felicidade, incessantemente murmuradas aos seus ouvidos.

Sou sua fiel amiga. Não repila minhas inspirações...

Eu sou a esperança.

Sou eu que canto através do rouxinol e que solto aos ecos das florestas essas notas lamentosas e cadenciadas que lhe fazem sonhar com o Céu...

Sou eu que inspiro à andorinha o desejo de aquecer seus amores no abrigo seguro da sua morada...

Brinco na brisa ligeira que acaricia os seus cabelos e espalho aos seus pés o suave perfume das flores dos canteiros... e você quase não pensa nessa amiga tão devotada!

Não me despreze: sou a esperança!

Tomo todas as formas para me aproximar de você...

Sou a estrela que brilha no azul e o quente raio de sol que o vivifica...

Embalo as suas noites com sonhos ridentes e expulso para longe as negras preocupações e os pensamentos sombrios.

Guio seus passos para o caminho da virtude e o acompanho nas visitas aos pobres, aos aflitos, aos moribundos e lhe inspiro palavras afetuosas e consoladoras.

Não me esqueça...

Eu sou a esperança!

Sou eu que, no inverno, faço crescer, na casca dos carvalhos, o musgo espesso com que os passarinhos fazem seus ninhos.

Sou eu que, na primavera, corôo a macieira e o pessegueiro de flores rosas e brancas e as espalho sobre a terra como um sopro celeste, que o faz aspirar a mundos mais felizes.

Estou com você, principalmente quando é pobre e sofredor, e minha voz ressoa incessantemente aos seus ouvidos.

Não me despreze... Eu sou a esperança.

Não me repila, porque o anjo do desespero faz guerra encarniçada e se esforça para, junto de você, tomar o meu lugar.

Nem sempre sou a mais forte. E quando o desespero consegue me afastar, envolve-o com suas asas fúnebres, desvia os seus pensamentos de Deus e o conduz ao suicídio.

Una-se a mim para afastar sua desastrosa influência e deixe-se embalar docemente em meus braços...

Porque eu sou a esperança...

***

Um dia, um Homem Sublime abandonou, por algum tempo, um jardim de estrelas para nascer na Terra e depositar nas almas as gemas preciosas da esperança...

E, nestes dias de inquietação e desassossego, Ele continua sendo a esperança que reergue os espíritos e a paz que penetra os corações.

Ainda hoje, o Mestre de Nazaré é a grande esperança que se tornou realidade.





FONTE

http://www.reflexao.com.br/  


10 de julho de 2014

MOMENTO DE REFLEXÃO - VIDA RELIGIOSA.






VIDA RELIGIOSA




Religião significa religamento, religar, reunir a alma ao seu Criador. Esse é o sentido de religião que vem do latim religare. A vida religiosa decorre desse sentimento religioso. Dessa forma, não somos religiosos porque frequentamos um templo religioso ou porque tenhamos um rótulo de religião. Tampouco porque pratiquemos esse ou aquele ritual no campo da crença.

Somos religiosos pelo estilo de vida que levamos na Terra. Por isso, muito importante verificar como é a nossa vida religiosa. Será que a nossa religião nos leva a vivenciar no dia-a-dia, no cotidiano, as coisas mais importantes para a nossa vida na Terra? A vivência religiosa é um modus operandi, é um modo de ser diante da existência. 

Existem indivíduos que se afirmam materialistas, ateístas, mas vivem com determinada dignidade, numa linha de respeito ao semelhante, de amor ao próximo, de respeito às leis que, certamente, podemos garantir que eles têm uma vida religiosa de alto nível. São materialistas, mas não usurpam nada de ninguém. São incapazes de tripudiar sobre a ignorância ou a necessidade alheia. Isso quer dizer que vivência religiosa, em essência, nada tem a ver com o ritual externo que chamamos de crença. Essa vivência, para ser realmente religiosa, tem que se desenvolver de tal modo que nos conduza à religação com Deus, à ligação de novo com o Criador. Deve nos levar à maturidade. Exige de nós reflexão e essa reflexão vai ajudando no processo do amadurecimento a fim de que sejamos, na condição de religiosos, pessoas alegres.

Alegria não significa viver sorrindo o tempo todo. Alegria é esse estado íntimo de saber-se representante do bem, de admitir que esteja fazendo aquilo para o que renasceu, cumprindo a vontade de Deus no mundo. Cada vez que saímos de casa para trabalhar com disposição, com coragem - isso é motivo de alegria. Quando levantamos pela manhã e beijamos nossos filhos, nos despedimos dos esposos - isso é motivo de alegria.

A vida religiosa deixa de ser a vida do templo e passa a ser a vida na vida, a nossa incorporação às Leis de Deus, nosso ajustamento à vida da sociedade, cumprindo as leis, cumprindo os nossos deveres, pagando nossos impostos, na certeza de que a religião existe para nos ensinar a viver no mundo. A nossa vivência na Terra é um desafio e a vivência religiosa nos leva a ser pessoas dinâmicas, joviais, mas compenetradas. 

Ao lado da nossa alegria, do nosso esporte, do nosso lazer, da nossa arte, sabermos que o que façamos vai alcançar outros corações, vai fermentar em outras almas, vai germinar em outros territórios emocionais. Então, temos responsabilidades com tudo quanto dizemos, fazemos, brincamos, sorrimos, com tudo quanto cantamos, com tudo quanto gozamos. A vida religiosa é esse mundo interno que abrimos para o mundo externo. Lembremos Jesus Cristo que estabeleceu que a boca fala daquilo que está cheio o coração.


Pensemos nisso.


FONTE:

http://www.reflexao.com.br/index.php 

5 de julho de 2014

APOCALIPSE CAPÍTULO 3 VERSÍCULOS 1-22.




APOCALIPSE CAPÍTULO 3 VERSÍCULOS 1-22




1 E ao anjo da igreja que está em Sardes escreve: Isto diz o que tem os sete espíritos de Deus, e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives, e estás morto.

2 Sê vigilante, e confirma os restantes, que estavam para morrer; porque não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus.

3 Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. E, se não vigiares, virei sobre ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei.

4 Mas também tens em Sardes algumas pessoas que não contaminaram suas vestes, e comigo andarão de branco; porquanto são dignas disso.

5 O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos.

6 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.
7 E ao anjo da igreja que está em Filadélfia escreve: Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre:

8 Conheço as tuas obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar; tendo pouca força, guardaste a minha palavra, e não negaste o meu nome.

9 Eis que eu farei aos da sinagoga de Satanás, aos que se dizem judeus, e não são, mas mentem: eis que eu farei que venham, e adorem prostrados a teus pés, e saibam que eu te amo.

10 Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra.

11 Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.

12 A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome.

13 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.

14 E ao anjo da igreja que está em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus:

15 Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente!

16 Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.

17 Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu;

18 Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas.

19 Eu repreendo e castigo a todos quanto amo; sê, pois zeloso, e arrepende-te.

20 Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.

21 Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono.

22 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.







FONTE: www.reflexao.com.br