28 de março de 2010




Mohandas Karamchand Gandhi. Conhecido popularmente por Mahatma Gandhi ("Mahatma", do sânscrito "A Grande Alma") Nasceu em Porbandar,- India 02 de Outubro de 1869 – faleceu em Nova Déli, 30 de Janeiro de 1948. Foi um dos idealizadores e fundadores do moderno estado indiano e um influente defensor do Satyagraha (princípio da não-agressão, forma não-violenta de protesto) como um meio de revolução.
O princípio do satyagraha, freqüentemente traduzido como "o caminho da verdade" ou "a busca da verdade", também inspirou gerações de ativistas democráticos e anti-racismo, incluindo Martin Luther King e Nelson Mandela. Freqüentemente Gandhi afirmava a simplicidade de seus valores, derivados da crença tradicional hindu: verdade (satya) e não-violência (ahimsa).
A filosofia de Gandhi e suas idéias sobre o satya e o ahimsa foram influenciadas pelo Bhagavad Gita e por crenças hindus e da religião jainista. O conceito de 'não-violência' (ahimsa) permaneceu por muito tempo no pensamento religioso da Índia e pode ser encontrado em diversas passagens do textos hindus, budistas e jainistas. Gandhi explica sua filosofia como um modo de vida em sua autobiografia A História de meus Experimentos com a Verdade (As Minhas Experiências com a Verdade, em Portugal) - (The Story of my Experiments with Truth).
Estritamente vegetariano, escreveu livros sobre o vegetarianismo enquanto estudava direito em Londres (onde encontrou um entusiasta do vegetarianismo, Henry Salt, nos encontros da chamada Sociedade Vegetariana). Ser vegetariano fazia parte das tradições hindus e jainistas. A maioria dos hindus no estado de Gujarat eram-no, efetivamente. Gandhi experimentou diversos tipos de alimentação e concluiu que uma dieta deve ser suficiente apenas para satisfazer as necessidades do corpo humano. Jejuava muito, e usava o jejum frequentemente como estratégia política.
Gandhi renunciou ao sexo quando tinha 36 anos de idade e ainda era casado, uma decisão que foi profundamente influenciada pela crença hindu do brachmacharya, ou pureza espiritual e prática, largamente associada ao celibato. Também passava um dia da semana em silêncio. Abster-se de falar, segundo acreditava, lhe trazia paz interior. A mudez tinha origens nas crenças do mouna e do shanti. Nesses dias ele se comunicava com os outros apenas escrevendo.
O título de Mahatma atribuído a Gandhi representa um reconhecimento de seu papel como líder espiritual.Depois de retornar à Índia de sua bem-sucedida carreira de advogado na África do Sul, ele deixou de usar as roupas que representavam riqueza e sucesso. Passou a usar um tipo de roupa que costumava ser usada pelos mais pobres entre os indianos. Promovia o uso de roupas feitas em casas (khadi).
Gandhi e seus seguidores fabricavam artesanalmente os tecidos da própria roupa e usavam esses tecidos em suas vestes; também incentivava os outros a fazer isso, o que representava uma ameaça ao negócio britânico - apesar dos indianos estarem desempregados, em grande parte pela decadência da indústria têxtil, eles eram forçados a comprar roupas feitas em indústrias inglesas. Se os indianos fizessem suas próprias roupas, isso arruinaria a indústria têxtil britânica, ao invés de fortalecê-la.
Bandeira da India (1921).O tear manual, símbolo desse ato de afirmação, viria a ser incorporado à bandeira do Congresso Nacional Indiano e à própria bandeira indiana.
Também era contra o sistema convencional de educação em escolas, preferindo acreditar que as crianças aprenderiam mais com seus pais e com a sociedade. Na África do Sul, Gandhi e outros homens mais velhos formaram um grupo de professores que lecionava diretamente e livremente às crianças.

Dentro do ideal de paz e não-violência que ele defendia, uma de suas frases foi: "Não existe um caminho para paz! A paz é o caminho!".

Fonte: http://pt।wikipedia।org/wiki/Mahatma_Gandhi copie e cole no seu navegador।

27 de março de 2010






A gentileza dos estranhos

Numa época em que muitos desacreditam da generosidade humana e, pessimistas, dizem que neste mundo é cada um por si, que ninguém se importa com ninguém, é bom ouvir relatos que atestam exatamente o contrário. Uma senhora que emigrou da Rússia, ainda criança, com sua família, após a segunda guerra mundial, tem recordações bastante agradáveis de uma pessoa que lhes era desconhecida. Durante o terrível confronto mundial, ela e sua família foram seqüestrados e levados a um campo de concentração na Alemanha, onde permaneceram por cinco anos. Tendo sobrevivido aos rudes tratos, vieram ao Brasil, desembarcando no porto do rio de janeiro, no ano de 1948. Como imigrantes, receberam o prazo de quatro meses para conseguir emprego e moradia, caso contrário seriam deportados ao seu país. Dois meses transcorridos, a família resolveu mudar-se para São Paulo em busca de melhores possibilidades. Encontraram uma senhora alemã, que tinha uma casa para alugar. Contudo, a família não tinha recursos, não poderia indicar avalistas, por ser desconhecida na cidade. A mãe de família explicou à dona da casa a situação. O prazo para conseguirem moradia e emprego terminaria em dois meses. O insucesso significaria desistir da esperança de melhores dias. A senhora era uma dessas almas revestidas de bondade e de sabedoria. Abriu a casa que lhe deveria render algum dinheiro e permitiu que a família ali se alojasse. Pagariam, quando tivessem condições. Na seqüência, apresentou a jovem mãe de família ao açougueiro e ao dono do mercadinho. Como um aval de que pudessem realizar suas compras, a fim de não perecer de fome. Os pais conseguiram um trabalho 15 dias depois e puderam recomeçar as suas vidas. É uma das filhas que, entre a gratidão e a emotividade, narra o episódio. Sua vida e de toda sua família foi salva, graças a um coração que acreditou em sua honestidade. E a família soube aproveitar, com muita vontade, a chance que lhe foi ofertada. Pense nisso! Um dia, num país distante, um casal procurou abrigo. Não possuía credenciais, nem cartas de apresentação. Ele era um Carpinteiro, das bandas de Nazaré. Ela, uma jovem grávida, de aspecto cansado, pela longa viagem. Seus bens não passavam de um jumento, um boi, roupas para viagem, algumas provisões, umas peças de enxoval para o bebê que deveria nascer em breve. Uma alma generosa, não tendo outro lugar, cedeu-lhes a gruta onde costumava recolher seus preciosos animais. E foi ali, na gruta de Belém, que uma Estrela de primeira grandeza surgiu no corpo de um menino. O nome do homem era José. A mulher se chamava Maria. E o Menino recebeu o doce nome de Jesus.

ESPECIAL:
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no texto a gentileza de estranhos, de Tamara Kaufmann, extraída da Revista Seleções do Reader’s Digest, de dez/2003.

13 de março de 2010




Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é,

senão uma gota de água no mar.

Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota.

Madre Teresa de Calcuta

Madre Teresa de Calcutá

Madre Teresa de Calcutá, também chamada Beata Teresa de Calcutá, Cujo nome verdadeiro é Agnes Gonxha Bojaxhiu (Skopje, 26 de Agosto de 1910 -- Calcutá, 5 de Setembro de 1997), Foi uma Missionária Católica albanesa, Nascida na República da Macedônia e naturalizada Indiana, Beatificada pela Igreja Católica em 2003. Considerada, por alguns, uma missionária do século XX, Fundou uma congregação "Missionárias da Caridade", Tornando-se conhecida ainda em vida pelo cognome de das" sarjetas Santa ".


INSTANTE
.
Que faria eu sem este mundo sem rosto sem Questões
Quando o ser só dura um instante onde cada instante
Se deita sobre o vazio do esquecimento dentro de Ter Sido
Sem esta onda onde por fim
Corpo e sombra juntos se dissipam
Que eu faria sem este silêncio Abismo de Murmúrios
Arquejando furiosos em direcção ao socorro em direcção ao amor
Sem este céu que se eleva
Sobre o pó dos seus lastros
Que faria eu eu faria como ontem como hoje
Olhando para a minha janela vendo se não serei o único
A um mudar errar e distante de toda a vida
preso num espaço-marioneta
Sem voz entre as vozes
Que se fecham comigo.
.
Samuel Beckett
(tradução de Tiago Nené)
Samuel Beckett (Dublin, 13 de abril de 1906 -- Paris, 22 de dezembro de 1989) FOI UM dramaturgo e escritor Irlandês.
Recebeu o
Nobel de Literatura de 1969. Utiliza em suas obras, traduzidas em mais de trinta línguas, uma riqueza metafórica imensa, privilegiando uma visão pessimista acerca do fenômeno humano. É considerado um dos principais autores do denominado Teatro do absurdo. Sua obra mais famosa não Brasil É uma Peça Esperando Godot.

8 de março de 2010


SOB O OLHAR DE DEUS

Sob o olhar criativo de Deus, os seres se ensaiam para a vida, adquirindo saberes capazes de os elevar aos mais altos cimos da felicidade...

Sob o olhar amoroso de Deus, as criaturas se movimentam nas mais diversas atividades planetárias, aprendendo e ensinando, caindo e levantando, errando e acertando, no rumo do progresso infinito.

Sob o olhar atento de Deus, os seres se reproduzem e se destroem, se multiplicam e adquirem as experiências necessárias para a conquista de si mesmos...

Sob o olhar compassivo de Deus, homens se tornam lobos do próprio homem, destroem vidas, roubam esperanças, se escravizam aos bens terrenos, e caem nos precipícios cavados pela própria incúria...

Sob o olhar discreto de Deus, homens pesquisam as causas das enfermidades, das desigualdades sociais, das catástrofes e calamidades que assolam o mundo, na tentativa de minorar sofrimentos e aumentar o bem-estar comum.

Sob o olhar misericordioso de Deus, os homens estertoram sob o aguilhão da dor que a si mesmos impuseram em tempos de tirania, de vilania e outros tantos desatinos, todos filhos do egoísmo...

Sob o olhar piedoso de Deus, os homens brincam de ser Deus...

Fazem guerras... em nome de Deus...

Eliminam vidas... em nome de Deus...

Levantam barreiras religiosas que separam os povos... Em nome de Deus...

Crêem que tudo sabem, tudo dominam, tudo podem...

Sob o olhar jubiloso de Deus, os seres se detêm um instante diante da imensidão azul, percebem a própria inferioridade e dão o primeiro passo na direção da grande luz...

Sob o olhar caridoso de Deus, os homens duvidam do Criador, das suas soberanas leis, da sua justiça, do seu infinito amor...

Sob o olhar magnânimo de Deus a humanidade avança, ora tropeçando aqui, ora ali, levantando sempre e caminhando sem cessar, rumo à liberdade definitiva...

Sob o olhar terno de Deus, os homens vencem a ignorância, desenvolvem a justiça e aprendem a amar sem condições...

***

A lei natural ou lei divina está inscrita na consciência de cada um de nós e é a única que indica o caminho verdadeiro para a felicidade plena.

Indica o que devemos fazer ou deixar de fazer, e só somos infelizes quando delas nos afastamos.

Todos fomos criados para a perfeição.

Mas para atingir essa perfeição, três coisas são necessárias: a justiça, o amor e a ciência. Três coisas lhe são opostas e contrárias: a ignorância, o ódio e a injustiça.

Portanto, vale a pena envidar esforços para desenvolver no íntimo esse sol interior chamado amor, adquirir sabedoria e cultivar a justiça, para que nosso amanhã seja pleno de venturas.

Pensemos nisso e sigamos em frente..., sempre sob o olhar de Deus...


Equipe de Redação do Momento Espírita, com base nos itens 614 e 1009 de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec

O SER HUMANO MULHER



Eu fico feliz quando vejo


A mulher sendo respeitada


Competindo no mercado de trabalho


Em condições de igualdade...



Talvez ainda não seja


No nível que elas gostariam


E merecem, mas é uma vitória quando


Comparadas com orientais, árabes e africanas...



O ser humano mulher


Merece todo o meu respeito


Não somente por ser o alicerce


Da sociedade em que eu vivo...



Mas principalmente quando a comparo ao homem


E vejo que em tudo elas levam vantagem...


A mulher sabe amar e odiar com a mesma intensidade


Ela tem uma fragilidade que a torna forte...



Além de tudo isto a mulher é sempre misteriosa


Que só outra mulher a entende...


A mulher dá a vida com a mesma força


Com que mataria pelos seus...



Só a mulher é capaz de entender a beleza


Só ela é capa de ter um ser em seu ventre


E dar continuidade ao ser humano


E por isto de nos proporcionar


Vislumbres de um mundo melhor...



Mário Feijó

08.03.10

23 de fevereiro de 2010



MOÇA DE PLUMAGEM BRANCA

Moça de plumagem branca
A luz e a cor do sabor – amor
Vontade crua e nua - calor
Delicia de ver o sol se por

Moça de plumagem branca
O Fruto e a fonte – amor
Vontade de ver a beleza da flor

Moça de plumagem branca
O lago da paixão e a felicidade – amor
Janela aberta do canto á lucidez do esplendor

Moça de plumagem branca
Saudade no florir do horizonte – amor
Apreendida alma que beija o beija-flor

Moça de plumagem branca
Riqueza do ar, terra, fogo, água – amor
Êxtase emplumado de um coração
Que jorra ao tempo – o hermético o amor.


ALBERT ARAÚJO - 21-02-10 – Luzilândia (PI), 21h30min.


PELE NUA (3)




Flutuantes
Lábios quentes
Que aladamente
Bailam sobre
A pele nua

Beijos – bocas – línguas

Tudo se insinua
Tudo tem sabor

E vem o ápice...

E uma luz perfeita
Captura a plumagem
Cega da flor.


ALBERT ARAÚJO
22-02-10

POEMA DO AMOR (2)


Eu sempre nasço
Em cada estação
É sempre uma alegria
Ver o nascer do primoroso sol;
O sol nosso de cada dia.
Mãos bondosas
Caridosas
Milagrosas – adormecem
Após doar o trigo do pão
De cada dia.

Eu sempre nasço
Na primavera
E sempre é uma alegria
Ver o meu amor no roseiral
De cada dia

Felicidades
Encantos
Encurvadas rosas
Que alegram a primavera azul
De cada dia

Eu sempre nasço
No outono
Frutos floridos
Cálidos sorrisos
Em todas as manhãs
De cada dia

Eu sempre nasço
No inverno
E o poeta acaricia
O campo e a raiz da paixão
Fragrâncias intensas no coração
De cada dia


Eu sempre nasço
No verão
E o viajar risonho
Dos pássaros errantes
Conquistam o céu;
O céu de cada dia.

ALBERT ARAÚJO
22-02-10










Diz que certa vez Rui Barbosa, ao chegar em casa, ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal। Chegando lá, constatou haver um ladrão tentando levar seus patos de criação। Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus amados patos, disse-lhe:

- Oh, bucéfalo anácrono! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à qüinqüagésima potência que o vulgo denomina nada.
E o ladrão, confuso, diz:
- Dotô, resumindo, eu levo ou deixo os pato?

18 de fevereiro de 2010



ASSIM É O POETA



Rimas com melodia de encantamento
Palavras carregadas com o som da vida
No silêncio se faz a inspiração aquecida
Em palavras moldando a silueta do sentimento

Versos que o poeta derrama em estrofe lida
Alma cristalina distraída e solta ao vento
Adorna o amor verdadeiro com magia e talento
Sua voz no tempo ecoa rimando descontraída

Traz o momento de ternura e verdadeiros amores
Seduz olhares lançando desejos de eterna espera
Adentra os corações enamorados com o seu canto

Sua criação emoldura o amor com encanto
Nas letras deposita o tom e o brilho da primavera
Para sua musa oferta um jardim com lindas flores

TUELA LIMA - NITERÓI
***

O POETA É...

O poeta é uma luz nessa vida
Uma obra por Deus operada
É a emoção que sai do nada
É uma primavera mais florida...

O poeta é um anjo deitado
A copiar no seu áureo papel
Versos com as estrelas do céu
Ah, os seus versos são bordados...

O poeta é o berço dos sonhos
O criador das mil fantasias
Que nos ofertam a bela ilusão...

Os poetas, mesmo os tristonhos
São estrelas alvas... Luzidias...,
Que espalham magia do coração...



Arão Filho। São Luís - Ma, 18/02/2010

15 de fevereiro de 2010



HELEN KELLER

Cuidando das pequenas coisas

Ela foi, sem dúvida, uma das mulheres mais notáveis que o Mundo já conheceu. Nasceu normal mas, aos 18 meses teve uma febre infecciosa, provavelmente escarlatina e ficou cega, surda e muda. No entanto, graças a uma professora, Anne Sullivan, ela se tornou escritora, filósofa, conferencista. Anne apareceu na vida de Helen Keller quando Helen tinha seis anos. Ensinou-lhe o alfabeto dos mudos, que soletrava na mão da menina. Ensinou-a ler e escrever em braille. Aos 10 anos, Helen aprendeu a falar. Cursou a Universidade e formou-se em Filosofia, com louvor. Foi a primeira deficiente visual e auditiva a completar um curso universitário. Sua professora a acompanhou por 50 anos. Na Universidade, soletrava em sua mão as palavras. Aos 20 anos, Helen escreveu sua obra mais famosa, A história de minha vida, traduzida para 50 idiomas e para o braille. Dominou os idiomas francês, latim e alemão. Aos 27 anos, fez sua primeira aparição em público, como oradora. Dedicou-se à defesa dos direitos de mulheres pobres e deficientes. Nas conferências, ela falava sobre a situação dos cegos, surdos-mudos, chamando a isso um dos pequenos problemas da Humanidade. Havia outros mais graves. Respondia a perguntas e fazia os ouvintes rirem, descontraídos, com seu senso de humor e suas respostas inesperadas. Pois esta mulher excepcional, que fez viagens internacionais, proferindo conferências em 35 países, tinha atenção para coisas pequenas. Coisas que alguns de nós, talvez, acreditemos que não têm muita importância. Quando sua professora se casou, levou Helen para morar com ela. Por muitos anos, não tiveram criada alguma, por falta de recursos. Helen aprendeu a fazer tudo o que podia, para ajudar a sua professora. Enquanto Anne levava o marido de carro à estação, para que ele tomasse o trem para o seu trabalho, Helen tirava a mesa. Depois, lavava a louça, arrumava os quartos. Mesmo que montanhas de cartas, livros e artigos para escrever a aguardassem, a casa era a casa. Alguém tinha de fazer as camas, colher flores, catar lenha, pôr o moinho de vento a andar e pará-lo quando a caixa d´água estivesse cheia. Enfim, tinha em mente essas coisas imperceptíveis que fazem a felicidade da família. Afirmava ela: Quem gosta de trabalhar sabe como é agradável a gente estar ajudando as pessoas a quem estimamos, nas tarefas diárias de casa. Quando tantos nos eximimos de tarefas simples, procurando destaque; quando outros alegamos que não podemos perder tempo com coisas pequenas, Helen nos dá o exemplo. Ela era aplaudida, recebia condecorações, era homenageada, mas, era preciso ajudar nas tarefas do lar. Com certeza, ela aprendera muito bem a lição evangélica de que quem é fiel nas coisas pequenas, o será sempre nas coisas grandes. E tudo fazia com alegria e prazer, afirmando: Não peçamos tarefas iguais às nossas forças. Mas forças iguais às nossas tarefas.


O Lions Club Internacional declarou, em 1971, que o dia 1º de junho passaria a ser lembrado como o dia de Helen Keller.

Nesse dia, os leões do mundo inteiro implementam projetos de serviços relativos à visão. Tudo em nome de uma menina deficiente visual e auditiva, que cuidava das coisas simples com o mesmo carinho que dedicava às grandes causas que defendia.


ESPECIAL:

Redação do Momento Espírita com base na biografia de Helen Keller, publicada por The International Association of Lions Club.

9 de fevereiro de 2010


MUDANÇA DE ESTRATÉGIA




Alguma vez você já teve que corrigir ou mudar o rumo dos seus passos? Se você respondeu que sim, você é como a grande maioria dos seres humanos। Isso acontece, com freqüência, porque ainda não temos habilidade suficiente para saber com precisão onde queremos chegar e que caminho seguir. E isso acontece porque ainda somos aprendizes da vida. Por causa dessa falta de lucidez, natural em nosso estágio evolutivo, é que às vezes nos perdemos em atalhos que retardam nossa marcha na direção dos altiplanos do infinito. E não é raro que tenhamos que mudar a direção, buscar caminhos alternativos, apressar o passo, observar com mais atenção para não tropeçar nos obstáculos naturais da marcha para Deus. Nós sabemos que é preciso caminhar, buscar, bater na porta que ela se abrirá, pois o suave Rabi da Galiléia nos orientou a respeito. E se fazemos isso, por que nem sempre dá certo? É que nem sempre buscamos da forma correta e batemos na porta certa. Outras vezes nós chegamos ao término do caminho e deparamos com um resultado que não era justamente o que desejávamos, e a frustração nos toma de assalto. Às vezes, para se atingir um objetivo é preciso descobrir novos caminhos, ousar, inovar, criar novas estratégias. Talvez essa pequena história possa ilustrar melhor. Conta-se que havia um cego sentado numa calçada, em Paris, com um boné a seus pés e um pedaço de madeira com o seguinte pedido, escrito com giz branco: Por favor, ajude-me, sou cego. Um publicitário, da área de criação, passou por ali, parou e viu umas poucas moedas no boné. Sem pedir licença, pegou o cartaz, virou-o, pegou o giz e escreveu outro anúncio. Voltou a colocar o pedaço de madeira no mesmo lugar e foi embora. À tarde o publicitário passou por ali e notou que o boné estava cheio de notas e moedas. O pedinte reconheceu as pisadas e perguntou se havia sido ele quem tinha mudado o seu cartaz, sobretudo querendo saber o que havia escrito ali. O publicitário respondeu: Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio, mas com outras palavras. Sorriu e continuou seu caminho. O mendigo não sabia, mas seu novo cartaz dizia: Hoje é primavera em Paris, e eu não posso vê-la.





* * *

Uma pequena mudança de estratégia e pode ficar mais fácil atingir um objetivo, alcançar uma meta, chegar a um resultado. Por vezes nós perdemos muito tempo em tentativas vãs e não nos damos conta de que uma pequena mudança bastaria para facilitar a nossa vida. Se você está sentindo que seus passos não estão lhe conduzindo numa direção segura, pare um instante.
Reflita sobre onde quer chegar e, se for necessário, corrija a bússola da sua existência e siga em frente.

* * *

Quando você bate numa porta por muito tempo e ela se recusa a abrir, talvez Deus queira que você busque outra saída. Embora muitas situações nos pareçam fruto do acaso, não imaginemos que estamos à revelia das leis que regem o Universo do qual fazemos parte. Pense nisso e procure ouvir a sugestão dos sábios publicitários do espaço, para que faça uma pequena mudança na estratégia. E lembre-se: Se a porta na qual você está insistindo em bater não se abre, talvez seja o momento de buscar outra alternativa.


ESPECIAL:

Redação do Momento Espírita, com base em história de autoria ignorada. Disponível no CD Momento Espírita, v. 10, ed. Fep.

4 de fevereiro de 2010




RESINA

O amor é uma resina
Que deixa marcas n’alma
Existem horas em que ela é tóxica
Noutras apenas tatua nomes

Eu quero muito mais
Que uma simples paixão
Eu exijo de mim
E de quem eu amo
Uma vida de tesão

O amor não é rotina
Ele cria movimentos
Ele cria espaços
Ele impõe respeito

E quando falo de respeito
Seja no lado individual
Seja naquelas horas no leito
O amor também cria direitos

Por isto eu não peço para se doar
Porque quando você se doa
Você anula em si alguma coisa
Que algum dia irá faltar
E nós precisamos estar sempre inteiros
Para poder amar...

Mário Feijó
04.02.10


Mário Feijó
http://artesplasticas-poesias.blogspot.com
http://recantodasletras.uol.com.br/autores/mariofeijo
http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_america.asp?ID=3979

21 de janeiro de 2010



As duas faces da moeda


Você sabe quem é esse senhor capaz de provocar tantas alterações na vida de algumas pessoas que com ele tomam contato mais estreito? Pois bem, vamos dar algumas dicas। Ele é capaz de mudar completamente a filosofia de vida de alguém. Faz com que um homem inverta totalmente sua postura perante as demais pessoas. Quando ele chega, para alguns, muda-lhes a maneira de ser, de sentir, de pensar. Há pessoas que, quando o recebem, se tornam arrogantes, prepotentes, despóticas. Há, ainda, aqueles que se tornam, de bom grado, seus escravos. Noutros ele altera radicalmente o senso de justiça. Pessoas simples, aparentemente humildes, tornam-se soberbas e orgulhosas, ao seu contato. Esse senhor é realmente muito poderoso. Consegue, mesmo, fazer com que o mundo gire em torno dele. Guerras cruéis, disputas sangrentas, infanticídios, homicídios de toda ordem são cometidos em sua honra. Filhos se voltam contra pais, pais contra filhos, irmão contra irmão, por causa dele. Ele é capaz de triturar os mais sagrados laços de amizade e de solidariedade. Em cada país veste-se com roupagem diferente e atende sob diversas denominações, mas em todo lugar tem seus adoradores. Você já deve ter concluído: mas então esse senhor é muito mau e deve ser banido da face da terra. Não, ele não é mau e nem deve ser banido da face da terra. Ele apenas deverá servir ao fim a que se destina: meio de progresso. Aqueles que entendem o seu verdadeiro objetivo, o utilizam para promover a paz, a cultura, o bem-estar social. Nas mãos de pessoas nobres, ele tem gerado empregos, permitido pesquisas científicas importantes, impulsionado a tecnologia, fomentado a educação e a saúde de muita gente. E agora, você já sabe quem é esse inquietante senhor? Sim, é isso mesmo. É o dinheiro. O dinheiro, por si só, é neutro. O que faz a diferença, é o valor que cada um de nós lhe atribui. Sem dúvida, é um valioso recurso que Deus deposita nas mãos do homem para servir de alavanca ao progresso da humanidade. E não há nada de errado possuí-lo em abundância. O que ocorre é que, às vezes, o colocamos acima do verdadeiro tesouro do criador, que é o ser humano. Salvo as honrosas exceções, o homem, que deveria ser o senhor, a ele se submete totalmente, tornando-se escravo por opção. Dispõe-se a servi-lo a qualquer custo. E muitas vezes esse custo é a honra, a dignidade, a fidelidade, a sensatez e até a própria vida. O homem verdadeiramente sábio faz dos recursos financeiros um meio de progresso para si mesmo e para todos aqueles que Deus lhe coloca sob a responsabilidade. Já o homem medíocre faz-se mesquinho e arrogante, negando até mesmo a existência de Deus e elegendo o dinheiro como o todo poderoso, ao qual reverencia. Assim, o dinheiro é, sem contestação, um excelente recurso, mas, como toda moeda, tem duas faces. Uma é a face que permite a conquista do passaporte para a liberdade, a outra serve para adquirir cadeias de sofrimentos para muitos séculos. Como usar esse recurso, é apenas uma questão de escolha. Pense nisso! Se você está triste porque lhe faltam os mínimos recursos financeiros, considere que talvez seu crédito no Banco Celeste não esteja muito bom. E se você tem dinheiro sobrando, lembre-se sempre de que é apenas um empréstimo que o Criador lhe concede para fomentar o progresso geral. Pensemos nisso!



ESPECIAL:

Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita

16 de janeiro de 2010





MATÉRIA ORIGINAL


O coração
É um livro incessante
(assíduo – e sem final)

Que dentro da noite veloz
Torna-se matéria viva – núcleo floral

Intimidade ácida do dragão
E quando nas folhagens indefesas
Da paixão
Alimenta-se de amor
Absoluto – Engole a alma
Vira fogo, fogo – e (des) controla-se
Não há quem o limite e desmarque
Os seus passos.

Tempo configurando evaporação
Da qual
A noite nunca se acalma

Fixação – cabeça alada
Essência espalhada na
Casa inteira – círculos
Rodopiando no espaço.


***


O coração
Quando verdadeiramente ama
Torna-se selvagem e atroz
Uma flor capturada no laço
Algo que as vezes fica sem voz
Se duvidar vira aço.
ALBERT ARAÚJO
15-01-10

15 de janeiro de 2010


O BALÃO DE BENNY



Benny tinha setenta anos quando morreu subitamente de câncer, em Wilmette, Illinois. Nos últimos dez anos de vida, havia recebido o amor de alguém muito especial: sua neta, Rachel - e o amor de avô para neta, assim como o de neta para avô, é desses sentimentos que nunca se esquece, e que nunca perece. Infelizmente, Rachel não teve a chance de dizer adeus ao seu avô, e por isso chorou durante vários dias.Seu pranto apenas cessou quando teve uma idéia, certo dia, após receber um grande balão vermelho numa festa de aniversário. E a idéia era a de escrever uma carta para o vovô Benny, e enviá-la ao céu em seu balão vermelho. A mãe de Rachel não teve coragem de dizer não, e observou com lágrimas nos olhos o frágil balão subir por entre as árvores que cercavam o jardim, e desaparecer. Dois meses depois, Rachel recebeu esta carta, com carimbo do correio de uma cidade a novecentos quilômetros de distância, na Pensilvânia: "querida Rachel, vovô Benny recebeu a sua carta. Ele realmente a adorou." Por favor, entenda que coisas materiais não podem ficar no céu, por isso tiveram que mandar o balão de volta para a terra. Lá eles só guardam os pensamentos, as lembranças, o amor e coisas desse tipo. Rachel, sempre que você pensar no vovô Benny ele saberá e estará muito perto, com um amor enorme por você. Sinceramente, Bob Anderson (também um vovô)." A singeleza desta passagem nos trouxe muita emoção, quando a lemos. Faz-nos pensar sobre a morte, sobre a separação, sobre o amor, de uma forma tão sublime!A resposta que Rachel recebeu de um bondoso e inspirado avô, deve conduzir-nos à uma reflexão profunda sobre a vida, sobre como continuamos a estar próximos daqueles que partiram. "Eles só guardam os pensamentos, as lembranças, o amor e coisas desse tipo"; isto é, a maior homenagem que podemos fazer a eles estará no que sentir nosso coração, e no que recitarem as nossas preces. Sigamos também o exemplo da neta, e enviemos constantemente "balões vermelhos" ao céu, com nossas mensagens de amor e saudade a eles. Os balões serão nossas orações, que somente ganharão altura suficiente para serem ouvidas, se guardarem em seu íntimo simplicidade, a sinceridade, e o coração. O som das palavras voltará à terra, pois, como disse o avô da história "coisas materiais não podem ficar no céu", mas tenhamos plena certeza que os sentimentos chegarão ao seu destino, e inundarão de alegria nossos amores desencarnados. "Rachel, sempre que você pensar no vovô Benny, ele saberá e estará muito perto, com um amor enorme por você."

***

Ensinemos as nossas crianças desde cedo a compreender a morte। Mostremos a elas que este é um fenômeno natural, e que nos separa apenas fisicamente daqueles que nos são caros. Como se estes estivessem numa viagem ao exterior, vivos, felizes, trabalhando e estudando; e apenas tivéssemos que desenvolver outras formas de comunicação com eles, como telefonemas, cartas e e-mails. Estas outras formas de nos comunicarmos estão em nossas preces, em nossos sonhos, e nas inspirações que nos enviam. É muito importante que as crianças entendam, desde cedo, que a morte não existe, e que tornaremos a encontrar todos aqueles que não habitam mais a terra.
ESPECIAL:
Equipe de Redação do Momento Espírita, a partir da história "O balão de Benny", de Michael Cody, contida na obra "Histórias para aquecer o coração".

8 de janeiro de 2010








O SENHOR É MEU PASTOR...




O Senhor é meu pastor, nada me faltará.
Em verdes prados ele me faz repousar.
Conduz-me junto às águas refrescantes,
restaura as forças de minha alma.
Pelos caminhos retos ele me leva,
por amor do seu nome.

Ainda que eu atravesse o vale escuro,
nada temerei, pois estais comigo.
Vosso bordão e vosso báculo são o meu amparo.

Preparais para mim a mesa à vista de meus inimigos.
Derramais o perfume sobre minha cabeça,
e transborda minha taça.
A vossa bondade e misericórdia hão de seguir-me
por todos os dias de minha vida.
E habitarei na casa do Senhor por longos dias.


(Salmo 22/23 atribuído ao Rei Davi)

7 de janeiro de 2010





Segredo do casco da tartaruga



Logo que aprendeu a ler o menino começou a fazer descobertas.
Um dia estava folhando um livro e deparou com a palavra "réptil".
Procurou no dicionário e surpreendeu-se com o significado: "animal que se arrasta".
Pensava, até então, que réptil tinha a ver com rapidez e era justamente o contrário.
Seu pai riu do seu espanto e disse que as tartarugas também eram répteis.
Falou, ainda, com ares de mistério, que havia uma lenda chinesa narrando que Deus havia escrito o segredo da vida no casco de uma tartaruga.
De olhos arregalados o menino imaginava como poderia ter Deus usado o casco da tartaruga como se fosse uma folha de papel.
O pai, encantado com o interesse do filho, salientou que aprender a ler nos livros era apenas o começo da longa jornada do conhecimento.
Disse que, com o passar do tempo, o filho conseguiria ler no rosto de uma pessoa a história de sua vida.
Que bastaria observar os olhos de um amigo para ver se neles brilhava, ou não, felicidade.
Que, um dia, ao tocar nas mãos de um homem do campo, seria capaz de conhecer seus sofrimentos.
O menino não se ateve às novas argumentações do pai.
Ele era curioso.
Queria mesmo era saber qual seria o segredo da vida.
Por isso, começou a interessar-se pela vida das tartarugas.
Pesquisou, leu e aprendeu muito.
Passou a reconhecer as espécies e suas principais características.
Sabia onde era possível encontrá-las e que ameaças a maior parte delas sofria.
Quanto mais estudava, mais o menino se convencia de que realmente poderia descobrir a escrita de Deus naquelas criaturas.

Elas tinham carapaças misteriosas, com desenhos estranhíssimos, círculos coloridos, arestas longitudinais.
Algumas até pareciam mais uma pintura.
O menino foi crescendo e tornou-se um especialista em tartarugas.
Sabia distinguir uma adolescente de uma adulta e conhecia muito a respeito da desova das espécies marinhas no litoral.
Com o passar do tempo, porém, ele descobriu uma coisa muito importante.
Deu-se conta de que, assim como ele procurava o segredo da vida no casco das tartarugas, havia outras pessoas que buscavam a mesma coisa em lugares diferentes.
No pulsar das estrelas.
No canto dos pássaros.
No silêncio dos olhares.
No cheiro dos ventos.
Tudo que o cercava, afinal, podia ser lido.
Lembrou-se das palavras de seu pai.
Somente agora as compreendia.
Somente o tempo, como um professor que conduz o aluno pela mão, foi capaz de fazê-lo entender essa lição.
Longos anos separavam o ensinamento da compreensão.
Como todas as pessoas, em geral, ele fazia suas descobertas de forma lenta.
Muito lentamente, como as tartarugas.
Talvez estivesse aí o segredo.
Pense nisso!
Se você busca o segredo da vida, não se iluda com receitas e roteiros milagrosos.
Compreender a divindade e seus atributos, por vezes, parece estar além da capacidade humana.
Porém, não esqueça que Deus está em toda a parte, animando toda a sua maravilhosa obra.

Está, inclusive, em sua intimidade.
Pense nisso.



Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no conto de autoria de João A. Carrascoza, intitulado "O segredo do casco da tartaruga".