28 de outubro de 2010

HOMENAGEM AO ESCRITOR E ATOR - OSCAR CALIXTO - POEMA SEM FIM






POEMA SEM FIM


Sei que o amor é uma flecha / Que percorre o espaço e, quase sempre, no alvo acerta / Sei que acertar é melhor quando miramos, / Quando queremos, quando sonhamos / Mas sei também que é muito melhor quando o presente é nos dado sem que, para isto, sequer nos esforçamos / Quando é “comprado” com os dotes que destinamos, / O amor torna-se fraco ao passar dos anos / Posto que, para isto, empregou-se expectativas / E é então que o sabor da conquista morre se não a reinventamos / No amor investi minha vida / Mais da metade de todos os anos / E equivoquei-me plenamente em todos / Por entregar-me sempre muito mais do que devia / Eu atrelo o amor à felicidade / E é por isso que me doo tanto / Por achar que esta é a única razão dessa vida / Atrelo o amor à minha completa razão e capacidade / Atrelo o amor à total essência, verdade e (in)-sanidade do homem / E é exatamente por isso que sou assim / E é exatamente isto que torna-me um pouco mais artista / Um pouco mais humano / Acredito que vivo num mundo “non sense” / Num beco sem saída / Mas não me arrependo de vê-lo da maneira que vejo / Por achar que é este o real sentido da vida! / Você para mim é, deveras, especial / Assim como um regalo concedido e que quero cuidar eternamente / Sei que aparecerão os caçadores com seus arcos cruelmente apontados para ti / Sedentos para te ter e possuir o que acham que tens de melhor / E ai… Se sempre eu pudesse me fazer de escudo! / Porque o que tenho para ti é o que há em mim de mais puro! / Não quero ter-te apenas neste momento ou enquanto ainda és jovem / Quero ter-te por completo sentimento de que és o que para mim é o melhor / Apaixonei-me pelo que és em aromas,

Em gostos,

Em jeito,

Em cores,

Luzes,

Em brilhos

E beijo

E o que dou para ti é realmente o que tenho de mais claro e precioso / O mundo nos fez encontrar-nos na totalidade, meu bem! / E como por isto eu era ansioso! / Fez nos encontrarmos exatamente naquilo que amamos, que acreditamos, que lutamos e que queremos por fim / É bom olhar em teus olhos risonhos / É bom dormir ao teu lado, ao lado dos sonhos / Prescrutando a obscena e cretina realidade do mundo / Enquanto sorrimos e sonhamos / Ou, de tanto amor, até mesmo choramos / Não pretendo ser “mais um” em sua vida / Pretendo ser o definitivo. Aquele que basta, o que lhe é tranquilo / Uma frase acertiva / Tento ser teu porto seguro, tua morada, tua casa, tua vida / Sei que a casualidade do mundo, em sua real injustiça, irá nos propor alguns obstáculos / Mas estes somente devem servir para vermos o quanto somos capazes / De continuar sempre juntos nesta corrida / Este não é somente mais um poema para ti… / Posto que, de todos, é o mais incomum / O único que não terá fim / Não mais um dos que tantos já escreveram ou escreverão para ti… / Este é um poema sem fim… / Como um prólogo de tudo que desejo que seja o nosso amor, enfim / Este é um poema sem fim… / Como expressão máxima de tudo o que tenho para ti / Este é um poema sem fim… / Como descrição exata de tudo o que desejo para nós, nessa vida, / Como um belo e único jasmim… / Este é um pema sem fim….

Sem pontos,

Sem meios,

Sem formas,

Sem métricas,

De prós,

Sem contras,

Deste amor,

De mim…

Este é um poema sem fim… / Sem fim… / Sem Fim!...


POR OSCAR CALIXTO



Oscar Calixto (Maceió, 8 de outubro de 1979) é um ator e escritor brasileiro. Iniciou sua carreira de ator na cidade de Juiz de Fora, onde fez diversos trabalhos importantes e significativos. Foi lá que o ator teve a oportunidade de fazer cinema pela primeira vez. O filme foi "A Fuga", dirigido por Léo Niecklevicz. Em 2003, recebeu sete prêmios de melhor dramaturgia com a peça Minha Vida na Lembrança. Em 2006 foi selecionado no XIX Concurso Internacional de Literatura de Outono das Edições AG. Em 2007 obteve o título de “Cavaleiro Dragão” no Concurso Internacional de Poesia "José Lins do Rego": concorrendo com poetas de outros 25 países, e com mais de 6.600 outras poesias, obteve o 7º lugar na competição.

Obra:

Dramaturgia

Adenoma
A Família Thompson
Avenida Brasil
História da Loucura
Minha Vida na Lembrança
O Poeta Laureado
O Fabuloso Circo
Alfarrábios
O Autor de um Crime Perfeito
Esquecemos a Brisa
Cortando Cebolas ou A Hora do Jantar
Literatura Novela

O Corpo Marcado de Giz - Não editado
Poesia

Fragmentos e Outros Poemas
Pétalas
Outros

Contos Proféticos e Outras Histórias
Casos de Família e Outros Contos
Como ator e diretor, Oscar Calixto vem desenvolvendo uma pesquisa interessante nos cernes da verdade cênica (dramaturgia e interpretação). Seu trabalho tem sido bastante elogiado pela crítica.

26 de outubro de 2010

POESIA E VINHO






Da poesia;
A rica palavra
Estruturada: FLOR.


Do vinho;
O sabor nos lábios
Desejo e ápice – luz total: AMOR.



ALBERT ARAÚJO
26-10-10
SITE OFICIAL: www.albertaraujo.recantodasletras.com.br

SEREIA, QUE MARAVILHA






Sereia;
Saem dos olhos
Os corais, as conchas
Os peixes e maresias.

E o que vem
A minha casa – ao meu leito?
A sua cabeça alada.

E o sacro amor
Quando se encarna
No coração – torna-se FOGO
E toda sua integridade é absoluta.
ALBERT ARAÚJO

25 de outubro de 2010

SOMOS DE DEUS



Mais um dia chegava ao fim... Ao menos assim ela supunha, já que os sons da cidade iam adormecendo, enquanto uma brisa fria ganhava terreno por entre as casas.

Difícil contar a passagem do tempo. Era cega de nascença, nada conhecia além de longa noite.

Vergada sob o peso das dores do desconsolo, encolhera-se num canto, as pernas mirradas dobradas sobre o tronco envolto em trapos.

A escrava Tínea - o pequeno verme - estava ali, naquele desvão do muro da cidade, junto à porta da fonte menor há vários dias.

Quantos? Talvez quatro, talvez cinco, não sabia ao certo.

Sedenta e faminta, esperava o retorno de seu senhor Máratus Flavinius, o único que lhe servia de luz na escuridão de sua vida triste e difícil.

A jovenzinha, que mal completara 12 anos, vítima de terrível doença, só escapara da morte porque sabia cantar e seu canto sustentava os vícios de seu senhor.

Ele ainda não voltara daquela noite em que, embriagado, demandara a taverna em busca de mais vinho... Um pensamento a assustava: Máratus estava morto.

Só morto deixaria de explorá-la.

Criando forças e coragem ergueu-se com dificuldade, apoiando-se ao cajado tosco, experimentando uma estranha sensação de liberdade.

Tateando, rente ao muro, guiando-se pelos sons da noite, foi indo, tropeçando, caindo, erguendo-se, esbarrando...

Na última queda, não muito longe de onde estava, extenuada mas feliz, adormeceu, fazendo planos de continuar seguindo sempre em frente.

Estava livre. Não cantaria nunca mais no mercado público, forçada pelo seu senhor.

Muitas horas depois, foi desperta pelo trançar de vozes no ar que lhe dizia de uma multidão ao seu redor.

Vozes jovens, vozes velhas, vozes roucas e graves, vozes altas e estridentes, vozes lamentosas e sarcásticas, vozes em grego, meda, parta...

Vozes e mais vozes. Uma daquelas vozes, repentinamente, ergueu-a no ar.

Era Janus, um velho escravo liberto, que muitas vezes a ouvira cantar. Ele tomou-a como fardo leve, levando-a em direção - dizia ele - de um concerto de inigualável beleza.

Janus foi tão carinhoso, e as vozes na multidão tão vibrantes de confiança, que Tínea deixou-se ir, sem murmurar.

Repentinamente, todos se calaram... E o silêncio foi tão eloqüente que se podia ouvir a voz da natureza. Então, por entre o farfalhar das ramas, uma voz em arameu foi ganhando corpo, sonoramente...

Bem-aventurados... Bem-aventurados... Dizia a voz doce ao sopro da brisa...

Tínea pensava... Pensava... Nunca havia ouvido nada assim...

Bem-aventurados... Bem-aventurados... Sussurrava a voz aos seus ouvidos... Bem-aventurados todos os mansos, os pacíficos, os perseguidos, os tristes e os abandonados...

Muitos O chamavam... Rabi... Rabi...

Tínea pensava... Pensava... Aquela voz era tão doce e tão suave, como os primeiros raios de sol das manhãs...

Aos poucos, ela foi compreendendo que a voz falava também para ela. O que tinha feito de bom até então?

Era muito jovem, cega, deformada, vivia na escravidão de um corpo doente da ganância de quem a subjugava. Acomodara-se a essas situações e se deixara levar.

Mas agora era livre, até para cantar novos cantos, enriquecidos com aqueles ensinos do momento.

Sim, ela queria cantar aquelas palavras de luz... E o faria.

Tínea sorriu, abraçando-se ao velhinho que, como ela, também sorria e chorava. Quem os visse assim, emocionados, não entenderia.

Mas Jesus entendia. E do alto do monte Ele também sorria... * * *

Pouco a pouco, o trabalho e a dor, a enfermidade e a morte, compelem-nos a reconsiderar caminhos percorridos, impelindo-nos a mente para zonas mais altas.

Não desprezes, pois, esses admiráveis companheiros da jornada humana, porquanto, quase sempre, em companhia deles é que chegamos a compreender que somos de Deus.


ESPECIAL:
Redação do Momento Espírita.

18 de outubro de 2010

A MELHOR OPÇÃO





Em uma conhecida passagem do Evangelho, Jesus foi recebido por uma mulher, chamada Marta, em sua casa.

Ela possuía uma irmã, chamada Maria, que se assentou aos pés de Jesus para lhe ouvir as palavras.

Enquanto isso, Marta se desdobrava nas lides domésticas.

Descontente com a situação, pediu que o Mestre dissesse à irmã para ajudá-la.

Este, porém, lhe respondeu que ela se ocupava de muitas coisas, quando apenas uma era necessária.

Afirmou que Maria escolhera a melhor parte, a qual não lhe seria tirada.

* * *

Perante as exigências do mundo, é interessante ter esta lição em mente.

Para não desperdiçar a vida em quimeras, convém ter uma clara noção do que é realmente importante.

Todos os homens são seres espirituais vivendo momentaneamente na carne.

Sua morada natural é no plano espiritual.

As experiências encarnatórias se sucedem ao longo dos milênios, a fim de que o aprendizado ocorra.

À custa de suas experiências e méritos, gradualmente cada Espírito avança em intelecto e em moralidade.

Entretanto, nessa vasta caminhada vários erros são cometidos.

A Lei Divina jamais pode ser burlada e rege o Mundo com base em justiça e em misericórdia.

É imperioso que todo mal feito seja reparado.

Mas a forma como a reparação ocorre depende da disposição do aprendiz da vida.

Mediante o serviço ativo no bem, ele pode anular os efeitos do mal que semeou no pretérito.

Mas, se não amar e servir o suficiente, pode apenas colher os efeitos do infortúnio.

Trata-se de uma escolha pessoal e intransferível.

Equívocos do pretérito muitas vezes se resolvem na feição de dolorosas enfermidades.

Ao renascer, o Espírito traz em si as matrizes de doenças que lhe possibilitarão o necessário resgate.

Contudo, essas doenças podem ou não eclodir.

Mesmo quando eclodem, sua gravidade ou mesmo sua cura depende da vida que a pessoa escolheu levar.

Se ela optou por viver de modo digno e bondoso, talvez a doença programada jamais se instaure.

Afinal, o amor a cobrir a multidão de pecados representa uma das facetas da misericórdia Divina.

Assim, reflita sobre a sua vida.

Pense nas oportunidades que se apresentam em seu caminho.

Você está escolhendo a melhor parte?

Ou está cuidando apenas de ser mais rico e importante do que os outros?

Gasta seu tempo em causas nobres, ampara os caídos, educa os ignorantes?

Ou apenas cuida de muito descansar?

Se você fosse um anjo, por suas opções anteriores, não mais viveria na Terra.

Assim, em seu passado certamente há muitos equívocos que clamam por correção.

Procure escolher a melhor parte, pois ela não lhe será tirada.

Amar e servir são uma opção muito melhor do que padecer.

Pense nisso.


ESPECIAL:

Redação do Momento Espírita.

16 de outubro de 2010

A PRIMEIRA PRECE



Na madrugada o homem, sequioso de aventuras, chegou ao deserto de Gila, no Novo México.

Estacionou o caminhão e iniciou a caminhada de 32 quilômetros, para se encontrar em um acampamento, com seu grupo de alunos.

O verão era implacável e o sol ardia como fogo. O professor começou a sentir que as botas não eram as ideais para aquele clima. Parou, arejou os pés, colocou outras meias, acelerou o passo, reduziu a marcha. Nada funcionou.

Ao cair da noite, chegou ao acampamento. Os pés estavam uma chaga viva. Eram bolhas e machucados o que viu quando descalçou as botas.

Apesar de tudo nada comentou com ninguém.

Dialogou com os instrutores e com os garotos. A madrugada o surpreendeu em repouso.

Quando a manhã se fez clara, veio o alarme. Um dos garotos sumira.

O professor sentiu o peso da responsabilidade, antevendo as ameaças do deserto cruel que o menino iria enfrentar. Calçou as botas outra vez e teve a impressão de estar andando sobre vidro quente. Tropeçou, arrastou os pés. Tentou pensar em algo para se distrair, esquecer a dor. Tudo em vão.

A dor foi se tornando sempre maior, insuportável.

Finalmente, ele alcançou a trilha que saía de uns arbustos e seguiu direto ao rio que descia das montanhas, através de sombrios desfiladeiros.

Ao ver a água, colocou os pés calçados dentro dela. Esperava alívio mas a sensação foi de milhares de agulhadas perfurando-lhe as bolhas.

Deixou escapar um grito estridente do peito e se jogou na água, por inteiro. A dor aumentou.

Não havia solução. Ele não conseguia mais andar e onde se encontrava, com certeza demoraria dias para ser encontrado. E o garoto? Era preciso encontrar o garoto.

Uma idéia tomou vulto em seu cérebro e ele começou a implorar, até sua voz ecoar num brado sempre mais alto:

Um cavalo. Por piedade. Preciso de um cavalo.

Depois, como um lamento, colocou toda sua alma na palavra seguinte:

Jesus!

E prosseguiu repetindo:

Jesus. Um cavalo. Jesus.

Era a primeira vez que orava.

Um cavalo apareceu. Era real. Não era alucinação. Ele o montou por toda a noite, até encontrar o garoto.

Cedo, dois vaqueiros procuraram o animal que lhes fugira, não saberiam eles dizer o porquê.

Mas o professor sabia. Sua prece fora ouvida e atendida. Por isso, emocionado, ali mesmo, pronunciou a segunda prece de sua vida: a prece da gratidão.

* * *

A oração deveria fazer parte de nossa vida.

Orar jamais deveria ser nosso último recurso, mas o primeiro a ser buscado.

A prece movimenta profundas forças que concorrem para reverter quadros enfermiços, enquanto alimenta com novo vigor a esperança e restabelece o bom ânimo.



ESPECIAL:
Redação do Momento Espírita com base no artigo Minha única prece, publicado na Revista Seleções Reader´s Digest, de junho/1998.



15 de outubro de 2010

OLHAI O TEMPO







OLHAI O TEMPO






As flores
o mar, o infinito
guardarão o meu próprio
grito: TE AMO.
É tudo que tenho
raiz, caule
e o fruto que arde
no rio, na pedra
no fogo - íntegro amor.

olhai o tempo que de
velho se escama obstinadamente.

e que somente
o amor perdure.


ALBERT ARAÚJO
15-10-10
site oficial:
www.albertaraujo.recantodasletras.com.br

Ei Flor - GENÉSIO TOCANTINS_vfb.2010.WMV

4 de outubro de 2010

EXTREMO






EXTREMO



Guardei
os olhos e bocas
do domingo de outubro
em que pude levar o sorriso nos braços


manhã,
um repentino cavalo
e o casaco se desgarrou
depois me achou.

rastros,
e o pássaro
também é peixe.

vesti o chão
que Deus me deu.

e em direção ao sol
a palavra exata
acertou-me o coração.



ALBERT ARAÚJO
04-10-10

PRESENÇA




PRESENÇA




Poder sentir

A presença de Deus
No amor, e nos obstáculos.

Poder ver

Cada criança

Que chega ao mundo.


Poder sentir

O coração encurralado

Entre quatro paredes.


Poder ver

A memória do telefone

Quando outro, quando a voz

Seja fósforo.


Poder ver

O poema morder

O próprio dente.


Poder ganhar
Um amigo, nunca

Ofendê-lo.




POR ALBERT ARAÚJO

04-10-10

SITE OFICIAL:www.albertaraujo.recantodasletras.com.br

1 de outubro de 2010

AGINDO COM BOM SENSO




Como você costuma buscar a solução para os problemas que surgem na sua vida?

Talvez esta pergunta pareça tola, mas o assunto é de extrema importância quando desejamos corrigir o passo e evitar novos tropeços.

O que geralmente acontece, quando desejamos resolver algum problema, é fazer exatamente o caminho mais difícil.

No entanto, como o sucesso da ação depende do meio utilizado ou da estratégia criada para a solução, vale a pena pensar um pouco sobre nossa forma de agir.

Por vezes, nos movimentamos freneticamente para um lado e para o outro, e esquecemos de que movimentos desordenados não nos levarão a lugar nenhum.

Movimentar-se nem sempre significa agir com discernimento.

Comumente confundimos a urgência com a pressa, e atropelamos as coisas.

A situação pode exigir atitudes urgentes, o que não significa apressadas.

Quando agimos apressadamente, sem fazer uso da razão, é mais fácil o equívoco. Quando agimos sob o domínio da emoção, o resultado é quase sempre desastroso.

A emoção não é boa conselheira, quando se trata de resolver questões urgentes.

Um exemplo pode tornar mais fácil a nossa compreensão.

Se uma cobra venenosa nos morde e inocula seu veneno em nosso corpo, o que fazer?

Uns saem correndo atrás da víbora para matá-la, e acabar de vez com o problema, numa atitude insana de vingança.

Seria essa a decisão acertada?

A movimentação só faria o veneno se espalhar rapidamente pela corrente sanguínea, piorando as coisas.

No entanto, a ação mais eficaz seria buscar ajuda o mais breve possível, para evitar danos maiores.

Mas nem sempre a ira nos permite agir sensatamente.

Se uma pessoa nos ofende ou nos contraria frontalmente, geralmente revidamos ou mantemos o efeito do veneno durante dias, meses ou anos...

Ressentimento quer dizer sentir e voltar a sentir muitas vezes.

Quando isso acontece, a mágoa vai se tornando cada vez mais viva e mais intensa.

A ação mais acertada, neste caso, não seria tratar de eliminar o veneno de nossa intimidade?

Para tomar decisões lúcidas, é preciso fazer uso da razão, e não se deixar levar pela emoção.

Quando a emoção governa nossas ações, geralmente o arrependimento surge logo em seguida.

Assim sendo, é importante pensar bem antes de agir para evitar que, em vez de solucionar os problemas, os compliquemos ainda mais.

Se, num momento crítico, a emoção nos tomar de assalto, é melhor sair de cena por alguns instantes, ou deixar que os ânimos se acalmem, antes de qualquer atitude.

Quando agimos com calma, fazendo uso da razão, é mais fácil encontrar soluções definitivas, em vez de piorar as coisas.

* * *

Lembre-se de que, em vez de correr atrás da cobra que nos mordeu, é mais racional buscar a solução do problema.

Quando você estiver às voltas com um problema qualquer, lembre-se de que a solução ou a complicação dependerá da sua ação.

Por isso, busque tomar a decisão mais favorável à resolução.

Lembre-se, ainda, de que a pressa nem sempre é boa conselheira e procure agir com sabedoria, que é sinal de bom senso.


ESPECIAL: Redação do Momento Espírita

26 de setembro de 2010

UM TAXISTA ESPECIAL

Um taxista especial

Os noticiários da televisão, vez que outra, mostram fatos que nos emocionam, pela grandeza de seus personagens.

Foi o que aconteceu com um indiano muito especial, chamado Sharma.

Cidadão da índia, homem simples e sem recursos financeiros, percebendo as crianças de seu país crescendo sem as mínimas possibilidades de freqüentar uma escola, resolveu fazer alguma coisa concreta para ajudá-las.

Mudou-se para os Estados Unidos e foi trabalhar como taxista em Nova Yorque.

O salário não era o bastante, mas não importava o tempo que levasse, ele estava disposto a ajudar seus irmãos indianos. Assim se propôs, assim fez.

Tudo o que ele conseguia guardar, eram dez dólares por dia. O cofre era um pequeno pote sem tampa no qual sua esposa depositava diariamente a pequena importância. Em pouco mais de dois anos ele conseguiu ajuntar cerca de U$ 7.000 (sete mil) dólares.

Com esse valor construiu uma escola em sua cidade natal para atender dezenas de crianças, principalmente meninas, que têm mais dificuldade de acesso à educação naquele país.

Mas aquele indiano especial não parou por aí. Continuou trabalhando como taxista e enviando o salário dos seis professores que contratou para ensinar seus tutelados.

Diz ele que seu sonho está parcialmente realizado, pois deseja construir uma escola de segundo grau para dar continuidade à instrução dos seus concidadãos.

Não temos dúvidas de que ele conseguirá, pois já provou que tem disposição e coragem de arregaçar as mangas e fazer algo de útil em benefício dos pequeninos pobres da Índia.

Ele é apenas um homem. Um cidadão comum, que paga seus impostos ao Governo e que poderia simplesmente ter cruzado os braços como muitos de nós, esperando que alguém tomasse providências, mas preferiu fazer a sua parte.

Possibilitando a educação aos futuros homens e mulheres de seu país, certamente modificará, em pouco tempo, aquela realidade.

Apenas um cidadão...

Apenas um pai de família, sem maiores recursos financeiros...

Mas, seguramente, um homem com coragem bastante para tomar uma atitude grandiosa como essa e modificar uma situação.

E você? Tem tido coragem de fazer algo para melhorar o seu lar, a sua rua, o seu bairro, a sua cidade?

Ou você é daqueles que fica reclamando de tudo e de todos, esperando sempre que alguém tome providência?

Vejamos que quem quer fazer alguma coisa, faz. Não espera pelos outros.

No Brasil também temos inúmeros exemplos de atitudes nobres que modificam as situações mais difíceis. São em grande número as organizações não governamentais sérias, compostas por cidadãos dispostos a fazer a sua parte. E têm logrado êxito.

Se você ainda não havia pensado nisso, pense agora.

E não precisa começar um trabalho pioneiro sozinho. Basta unir-se a outros voluntários que já arregaçaram as mangas e estão fazendo a sua parte há muito tempo.

***

"A melhor, a mais eficiente e econômica de todas as modalidades de assistência é a educação, por ser a única de natureza preventiva; não remedeia os males sociais; evita-os."



Fonte: Jornal Nacional do dia 26/11/1999; Livro O Mestre na educação, p. 5

24 de setembro de 2010

A DIGNIDADE NÃO SE CONTAMINA








A dignidade não se contamina







Há algum tempo, uma emissora de televisão apresentou uma reportagem intitulada A boca do lixo.

As câmeras focalizaram a realidade das pessoas que vivem do produto que conseguem retirar daquele lugar infecto, chamado lixão.

As cenas chocaram sobremaneira. Crianças e jovens, adultos e velhos disputavam, com as moscas e os urubus, os detritos jogados pelos caminhões de coleta.

Eram pessoas que, em princípio, pareciam confundidas com o próprio lixo, que haviam perdido a identidade, a auto-estima, a dignidade.

Revestidas de trapos imundos, reviravam com suas ferramentas os monturos fétidos e retiravam alguns objetos que colocavam num saco, igualmente imundo.

No entanto, no decorrer da reportagem, os repórteres elegeram algumas daquelas pessoas e acompanharam um pouco da sua rotina diária.

Eles as entrevistaram, perguntaram qual o motivo que as levou àquele tipo de trabalho, que se poderia chamar de subumano.

E, na medida em que os entrevistados falavam das suas vidas, de seus anseios, de como encaravam a situação, fomos percebendo uma realidade diferente da que supomos no início.

Aquelas pessoas não haviam perdido a identidade, tampouco se deixaram confundir com a sujeira.

Após as lutas do dia, chegavam em seus casebres, tomavam banho, trocavam os trapos infectos por roupas limpas, embora simples, e continuavam seus afazeres domésticos, com dignidade e honradez.

Percebemos que aquelas pessoas não permitiram que a situação deprimente e miserável lhes contaminasse a dignidade.

Respondendo às perguntas feitas pelos repórteres, uma senhora que vivia com o marido, seis filhos e a mãezinha já idosa, deixou bem claro a sua posição diante da vida.

Quando lhe perguntaram se não era muito difícil criar seis filhos, ela respondeu sorrindo:

Eu os amo de igual forma. Se Deus os mandou, é porque devo criá-los. O que não podemos é matar. Eu nunca matei nenhum no ventre, como não mataria agora, depois de nascido.

E quando o repórter perguntou à avó se ela ajudava a cuidar dos netos, esta respondeu com sabedoria:

Eu já criei e eduquei meus 9 filhos. Agora, cabe à mãe deles criá-los. Se fosse para eu criar, Deus os teria enviado como meus filhos também.

Outra senhora, bem idosa, que também trabalhava no lixão, demonstrava sinais evidentes de dignidade e fé em Deus.

O corpo esquálido e a falta de dentes davam notícia dos maus tratos que o tempo imprimira àquela mulher.

Todavia, ao responder ao entrevistador se não se envergonhava de trabalhar no monturo, disse que vergonha é roubar e matar, e que disso ela jamais seria capaz.

Aquelas pessoas, unidas pela desdita, falavam de amizade, respeito mútuo, companheirismo, convidando-nos as mais profundas reflexões em torno das nossas próprias vidas.

É tempo de pensarmos um pouco, antes de reclamar da própria situação, já que, por pior que seja, não se pode comparar a daqueles que vivem do lixo que nós atiramos fora.

* * *

Deus não cria as situações de miséria para Seus filhos.

Todas as condições subumanas impostas a determinadas classes sociais, são geradas pelo próprio homem, que se enclausura na concha escura do seu egoísmo, quando poderia, com poucos esforços e uma pequena dose de solidariedade, dar a cada um o necessário para viver.

Pensemos nisso!


FONTE: Redação do Momento Espírita.

20 de setembro de 2010

O ESFORÇO







O ESFORÇO

A jovem chegou na grande capital e se instalou. Vinha de pequena cidade do interior do estado para estudar e trabalhar. Durante os primeiros dias, as andanças para ver as questões de matrícula, a busca por um emprego, a procura de um pequeno apartamento para morar lhe tomaram as horas até a exaustão.

No entanto, depois de algum tempo, já instalada em seu minúsculo apartamento, com poucos móveis, começou a ouvir a vizinhança.

Eram vozes que vinham dos andares de baixo e de cima.

Vozes de crianças e de adultos. Vozes que significavam vida ao seu redor.

Precisando estudar, pois o seu intuito era de se preparar para o próximo vestibular, ela buscou se isolar de tudo.

Entretanto, um ruído que vinha de um prédio próximo ela não conseguia anular. Era o som insistente de um piano.

A horas sempre certas, ela podia ouvir. Não eram músicas, sonatas ou sinfonias.

Era, sim, um contínuo exercício no teclado. Pareciam escalas e mais escalas repetidas.

Estranhamente, todos os dias, os longos exercícios se repetiam.

Passaram-se os meses e, um dia, pensou a jovem: pobre coitada desta criatura que deseja se tornar pianista.

Pela continuidade e repetição dos mesmos exercícios, nunca deverá passar disto. Será uma criança com dificuldades de aprendizagem? E o som passou a ser seu companheiro enquanto estudava.

Certa noite, um amigo a convidou a ir ao teatro. Afinal, ela já estava há meses na capital e somente vira a soberba construção por fora.

Haveria um concerto musical com consagrada pianista. A jovem exultou. Depois de tantos meses de estudos e trabalho que reduziam a sua vida a um ir e vir da escola para a fábrica e para o apartamento, ela ficou feliz em ter um raro momento de lazer.

E, especialmente, um espetáculo que prometia ser muito bom, conforme lhe falou o amigo.

O concerto foi maravilhoso. A pianista era uma senhora de certa idade e que demonstrou, durante pouco mais de uma hora, ser uma virtuose do precioso instrumento.

Após ser muito aplaudida, ela se recolheu ao camarim e a jovem conseguiu, através do amigo, chegar até a distinta senhora para a cumprimentar.

Qual não foi sua surpresa ao descobrir, em curta conversa com a artista famosa, que ela era a sua vizinha de prédio.

Aquela mesma que passava horas e horas, todos os dias, a exercitar escalas e mais escalas musicais.

E concluiu a pianista: para manter a agilidade dos dedos e interpretar com propriedade os grandes compositores, de forma alguma posso abandonar os cansativos exercícios diários.

***

Lembre-se:

a montanha se forma pouco a pouco, no escoar dos anos.

O carvão se transforma em diamante graças ao trabalho lento do tempo.

O mar se forma gota a gota. A árvore frondosa, um dia, foi pequena e oculta semente no interior da terra.

Assim também são as conquistas no campo do intelecto, das artes e das ciências.

Dependem do esforço contínuo e perseverante.

Tudo na vida é, em essência, o resultado do esforço de alguém, do trabalho do tempo e da paciência das horas.


ESPECIAL: Redação do Momento Espírita

18 de setembro de 2010

15 de setembro de 2010

DA JANELA


DA JANELA





Vê-se o natural – belo
Vestido que veste o mundo.

Rompem-se as dúvidas
E a monotonia nos olhos do adeus.

A palavra exata,
O amor como as águas de um rio
O ramo na mão de Deus.

E assim – o porvir
Torna-se o fio lúcido
Da paisagem da janela.

Estrelas desabam
Dentro de mim, e na urdidura
Do que é belo, a vida torna-se bela. Bela.




ALBERT ARAÚJO
15-09-10

23 de agosto de 2010

ETERNO NAMORO



Uma das causas apontadas para as separações conjugais tem sido o tédio. Aos poucos, a relação que era cálida, doce, vai assumindo um caráter de mesmice, cansaço e rotina.

Os dias do namoro parecem longínquos, quase apagados, surgindo na tela mental como lembranças ligeiras, vez que outra.

São os filhos que surgem, exigindo cuidados e atenções. É o trabalho profissional que requisita redobrado empenho. São as tarefas domésticas, repetitivas e cansativas.

Com tudo isto, cada cônjuge vai realizando o que lhe compete, qual se fosse um autômato, um robô.

Nada que escape à rotina das horas e dos dias. Até o lazer do final de semana, as visitas aos pais de um e de outro seguem programação prévia, com dia e hora marcados.

Não é de admirar que os anos tragam para o aconchego do casal o tédio. Com ele, o desinteresse pelo outro, o relaxamento nas relações e a frieza.

Observando, no entanto, essas relações conjugais duradouras, que completam bodas de prata, de ouro, temos que convir que é possível manter acesa a chama do amor, no transcorrer dos anos.

O amor pode ser comparado a delicada flor, necessitada de cuidados constantes a fim de não fenecer.

O romantismo que caracteriza o período do namoro deve ser mantido.

Importante não abandoná-lo à conta de conceitos como isto é para os jovens. Ou já passou o meu tempo.

Existem atitudes mínimas que dão um especial sabor e um quê de novidade ao relacionamento.

Um telefonema, em plena tarde, inesperado, somente para indagar: Como passa minha amada?

Uma flor colhida no jardim, no frescor da manhã e colocada à mesa do café. Um toque diferente.

Levantar-se antes do outro, preparar uma bandeja com carinho e servir o café na cama. Quantas mulheres sonham com tal deferência!

Um final de semana inédito. Por que não deixar as crianças com os avós ou com a babá e sair para um passeio a dois, redescobrindo a lua, contando estrelas, a ver se o bom Deus já não providenciou outras tantas, desde a época do namoro...

Surpreender o afeto com uma declaração de amor, uma observação gentil ao cabelo, ao traje.

Pequeninas coisas. Quase insignificantes. Mas que fazem a grande diferença entre a rotina e o delicado e perene tempero do amor que nunca fenece.

* * *

Aproveite as horas enquanto você segue lado a lado com seu amor e fale-lhe do que sente, de como ele é importante em sua vida.

Não permita que o tempo transcorra sem um gesto de carinho, uma palavra de ternura.

Decida-se por reviver os dias do namoro, sempre novos, uma descoberta constante do outro.

Não deixe para amanhã, nem programe para o dia do aniversário.

Execute hoje, agora, enquanto é tempo pois que ninguém sabe a hora da partida, quando ficarão somente muitas palavras não ditas, muitos abraços não dados e uma saudade de tudo que não se demonstrou para o outro em afetividade, amor e dedicação.


FONTE:Redação do Momento Espírita. Disponível no livro Momento Espírita, v. 1, ed. Feb

7 de julho de 2010


Frida Kahlo nasceu em 6 de julho de 1907 na casa de seus pais, conhecida como La Casa Azul (A Casa Azul), em Coyoacán, que naquela época era uma pequena cidade nos arredores da Cidade do México. Seu pai, Guillermo Kahlo (1871-1941), nasceu Carl Wilhelm Kahlo, em Pforzheim Alemanha, filho de Henriette Kaufmann e Jakob Heinrich Kahlo. Enquanto a própria Frida sustentou que seu pai era de ascendência judaico-húngara, pesquisadores demonstraram que os pais de Guillermo Kahlo não eram judeus, mas luteranos alemães. Guillermo Kahlo navegou para o México em 1891 com a idade de dezenove anos e, após sua chegada , mudou seu nome alemão, Wilhelm, para o equivalente em espanhol, "Guillermo". A mãe de Frida, Matilde Calderón y Gonzalez, era uma católica devota de origem indígena e espanhola. Os pais de Frida se casaram logo após a morte da primeira esposa de Guillermo durante o nascimento do seu segundo filho. Embora seu casamento tenha sido muito infeliz, Guillermo e Matilde tiveram quatro filhas, sendo Frida a terceira. Ela tinha duas meia irmãs mais velhas. Frida ressaltava que ela cresceu em um mundo cercado por mulheres. Durante a maior parte de sua vida, no entanto, Frida se manteve próxima a seu pai. Sua família continua tendo presença no mundo artístico até os tempos atuais; a atriz, escritora e cantora Dulce María é sua sobrinha-bisneta.

Em 1913, com seis anos, Frida contrai poliomielite, sendo esta a primeira de uma série de doenças, acidentes, lesões e operações que sofre ao longo de sua vida. A poliomielite deixa uma lesão no seu pé direito e, graças a isso, ganha o apelido Frida pata de palo (ou seja, Frida perna de pau). A partir disso ela começou a usar calças e depois, longas e exóticas saias, que vieram a ser uma de suas marcas pessoais.

Ao contrário de muitos artistas, Kahlo não começou a pintar cedo. Embora o seu pai tivesse a pintura como um passatempo, Frida não estava particularmente interessada na arte como uma carreira.

Entre 1922 e 1925 frequenta a Escola Nacional Preparatória do Distrito Federal do México e assiste a aulas de desenho e modelagem.

Em 1925, aos 18 anos aprende a técnica da gravura com Fernando Fernandez. Porém sofreu um grave acidente. Um bonde no qual viajava chocou-se com um trem. O pára-choque de um dos veículos perfurou as costas de Frida, atravessou sua pélvis e saiu por sua vagina. Tal acidente fez a artista ter de usar vários coletes ortopédicos de materiais diferentes, chegando inclusive a pintar alguns deles (por exemplo o colete de gesso na tela intitulada "A Coluna Partida"). Por causa desta tragédia, fez várias cirurgias e ficou muito tempo acamada. Durante a sua longa convalescença ,começou a pintar com uma caixa de tintas que pertenciam ao seu pai, e com um cavalete adaptado à cama.

Em 1928 quando Frida Kahlo entra no Partido comunista mexicano, ela conhece o muralista Diego Rivera, com quem se casa no ano seguinte. Sob a influência da obra do marido, adotou o emprego de zonas de cor amplas e simples num estilo propositadamente reconhecido como ingênuo. Procurou na sua arte afirmar a identidade nacional mexicana, por isso adotava com muita frequência temas do folclore e da arte popular do México.

Entre 1930 e 1933 passa a maior parte do tempo em Nova Iorque e Detroit com Rivera. Entre 1937 e 1939 Leon Trotski vive em sua casa de Coyoacan.

Em 1938 André Breton qualifica sua obra de surrealista em um ensaio que escreve para a exposição de Kahlo na galeria Julien Levy de Nova Iorque. Não obstante, ela mesma declara mais tarde: "pensavam que eu era uma surrealista, mas eu não era. Nunca pintei sonhos. Pintava a minha própria realidade".

Em 1939 expõe em Paris na galeria Renón et Colle. A partir de 1943 dá aulas na escola La Esmeralda, no D.F. (México).

Em 1953 a Galeria de Arte Contemporânea desta mesma cidade organiza uma importante exposição em sua honra.

Alguns de seus primeiros trabalhos incluem o "Auto-retrato em um vestido de veludo" (1926), "retrato de Miguel N. Lira" (1927), "retrato de Alicia Galant" (1927) e "retrato de minha irmã Christina" (1928).




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