15 de fevereiro de 2010



HELEN KELLER

Cuidando das pequenas coisas

Ela foi, sem dúvida, uma das mulheres mais notáveis que o Mundo já conheceu. Nasceu normal mas, aos 18 meses teve uma febre infecciosa, provavelmente escarlatina e ficou cega, surda e muda. No entanto, graças a uma professora, Anne Sullivan, ela se tornou escritora, filósofa, conferencista. Anne apareceu na vida de Helen Keller quando Helen tinha seis anos. Ensinou-lhe o alfabeto dos mudos, que soletrava na mão da menina. Ensinou-a ler e escrever em braille. Aos 10 anos, Helen aprendeu a falar. Cursou a Universidade e formou-se em Filosofia, com louvor. Foi a primeira deficiente visual e auditiva a completar um curso universitário. Sua professora a acompanhou por 50 anos. Na Universidade, soletrava em sua mão as palavras. Aos 20 anos, Helen escreveu sua obra mais famosa, A história de minha vida, traduzida para 50 idiomas e para o braille. Dominou os idiomas francês, latim e alemão. Aos 27 anos, fez sua primeira aparição em público, como oradora. Dedicou-se à defesa dos direitos de mulheres pobres e deficientes. Nas conferências, ela falava sobre a situação dos cegos, surdos-mudos, chamando a isso um dos pequenos problemas da Humanidade. Havia outros mais graves. Respondia a perguntas e fazia os ouvintes rirem, descontraídos, com seu senso de humor e suas respostas inesperadas. Pois esta mulher excepcional, que fez viagens internacionais, proferindo conferências em 35 países, tinha atenção para coisas pequenas. Coisas que alguns de nós, talvez, acreditemos que não têm muita importância. Quando sua professora se casou, levou Helen para morar com ela. Por muitos anos, não tiveram criada alguma, por falta de recursos. Helen aprendeu a fazer tudo o que podia, para ajudar a sua professora. Enquanto Anne levava o marido de carro à estação, para que ele tomasse o trem para o seu trabalho, Helen tirava a mesa. Depois, lavava a louça, arrumava os quartos. Mesmo que montanhas de cartas, livros e artigos para escrever a aguardassem, a casa era a casa. Alguém tinha de fazer as camas, colher flores, catar lenha, pôr o moinho de vento a andar e pará-lo quando a caixa d´água estivesse cheia. Enfim, tinha em mente essas coisas imperceptíveis que fazem a felicidade da família. Afirmava ela: Quem gosta de trabalhar sabe como é agradável a gente estar ajudando as pessoas a quem estimamos, nas tarefas diárias de casa. Quando tantos nos eximimos de tarefas simples, procurando destaque; quando outros alegamos que não podemos perder tempo com coisas pequenas, Helen nos dá o exemplo. Ela era aplaudida, recebia condecorações, era homenageada, mas, era preciso ajudar nas tarefas do lar. Com certeza, ela aprendera muito bem a lição evangélica de que quem é fiel nas coisas pequenas, o será sempre nas coisas grandes. E tudo fazia com alegria e prazer, afirmando: Não peçamos tarefas iguais às nossas forças. Mas forças iguais às nossas tarefas.


O Lions Club Internacional declarou, em 1971, que o dia 1º de junho passaria a ser lembrado como o dia de Helen Keller.

Nesse dia, os leões do mundo inteiro implementam projetos de serviços relativos à visão. Tudo em nome de uma menina deficiente visual e auditiva, que cuidava das coisas simples com o mesmo carinho que dedicava às grandes causas que defendia.


ESPECIAL:

Redação do Momento Espírita com base na biografia de Helen Keller, publicada por The International Association of Lions Club.

9 de fevereiro de 2010


MUDANÇA DE ESTRATÉGIA




Alguma vez você já teve que corrigir ou mudar o rumo dos seus passos? Se você respondeu que sim, você é como a grande maioria dos seres humanos। Isso acontece, com freqüência, porque ainda não temos habilidade suficiente para saber com precisão onde queremos chegar e que caminho seguir. E isso acontece porque ainda somos aprendizes da vida. Por causa dessa falta de lucidez, natural em nosso estágio evolutivo, é que às vezes nos perdemos em atalhos que retardam nossa marcha na direção dos altiplanos do infinito. E não é raro que tenhamos que mudar a direção, buscar caminhos alternativos, apressar o passo, observar com mais atenção para não tropeçar nos obstáculos naturais da marcha para Deus. Nós sabemos que é preciso caminhar, buscar, bater na porta que ela se abrirá, pois o suave Rabi da Galiléia nos orientou a respeito. E se fazemos isso, por que nem sempre dá certo? É que nem sempre buscamos da forma correta e batemos na porta certa. Outras vezes nós chegamos ao término do caminho e deparamos com um resultado que não era justamente o que desejávamos, e a frustração nos toma de assalto. Às vezes, para se atingir um objetivo é preciso descobrir novos caminhos, ousar, inovar, criar novas estratégias. Talvez essa pequena história possa ilustrar melhor. Conta-se que havia um cego sentado numa calçada, em Paris, com um boné a seus pés e um pedaço de madeira com o seguinte pedido, escrito com giz branco: Por favor, ajude-me, sou cego. Um publicitário, da área de criação, passou por ali, parou e viu umas poucas moedas no boné. Sem pedir licença, pegou o cartaz, virou-o, pegou o giz e escreveu outro anúncio. Voltou a colocar o pedaço de madeira no mesmo lugar e foi embora. À tarde o publicitário passou por ali e notou que o boné estava cheio de notas e moedas. O pedinte reconheceu as pisadas e perguntou se havia sido ele quem tinha mudado o seu cartaz, sobretudo querendo saber o que havia escrito ali. O publicitário respondeu: Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio, mas com outras palavras. Sorriu e continuou seu caminho. O mendigo não sabia, mas seu novo cartaz dizia: Hoje é primavera em Paris, e eu não posso vê-la.





* * *

Uma pequena mudança de estratégia e pode ficar mais fácil atingir um objetivo, alcançar uma meta, chegar a um resultado. Por vezes nós perdemos muito tempo em tentativas vãs e não nos damos conta de que uma pequena mudança bastaria para facilitar a nossa vida. Se você está sentindo que seus passos não estão lhe conduzindo numa direção segura, pare um instante.
Reflita sobre onde quer chegar e, se for necessário, corrija a bússola da sua existência e siga em frente.

* * *

Quando você bate numa porta por muito tempo e ela se recusa a abrir, talvez Deus queira que você busque outra saída. Embora muitas situações nos pareçam fruto do acaso, não imaginemos que estamos à revelia das leis que regem o Universo do qual fazemos parte. Pense nisso e procure ouvir a sugestão dos sábios publicitários do espaço, para que faça uma pequena mudança na estratégia. E lembre-se: Se a porta na qual você está insistindo em bater não se abre, talvez seja o momento de buscar outra alternativa.


ESPECIAL:

Redação do Momento Espírita, com base em história de autoria ignorada. Disponível no CD Momento Espírita, v. 10, ed. Fep.

4 de fevereiro de 2010




RESINA

O amor é uma resina
Que deixa marcas n’alma
Existem horas em que ela é tóxica
Noutras apenas tatua nomes

Eu quero muito mais
Que uma simples paixão
Eu exijo de mim
E de quem eu amo
Uma vida de tesão

O amor não é rotina
Ele cria movimentos
Ele cria espaços
Ele impõe respeito

E quando falo de respeito
Seja no lado individual
Seja naquelas horas no leito
O amor também cria direitos

Por isto eu não peço para se doar
Porque quando você se doa
Você anula em si alguma coisa
Que algum dia irá faltar
E nós precisamos estar sempre inteiros
Para poder amar...

Mário Feijó
04.02.10


Mário Feijó
http://artesplasticas-poesias.blogspot.com
http://recantodasletras.uol.com.br/autores/mariofeijo
http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_america.asp?ID=3979

21 de janeiro de 2010



As duas faces da moeda


Você sabe quem é esse senhor capaz de provocar tantas alterações na vida de algumas pessoas que com ele tomam contato mais estreito? Pois bem, vamos dar algumas dicas। Ele é capaz de mudar completamente a filosofia de vida de alguém. Faz com que um homem inverta totalmente sua postura perante as demais pessoas. Quando ele chega, para alguns, muda-lhes a maneira de ser, de sentir, de pensar. Há pessoas que, quando o recebem, se tornam arrogantes, prepotentes, despóticas. Há, ainda, aqueles que se tornam, de bom grado, seus escravos. Noutros ele altera radicalmente o senso de justiça. Pessoas simples, aparentemente humildes, tornam-se soberbas e orgulhosas, ao seu contato. Esse senhor é realmente muito poderoso. Consegue, mesmo, fazer com que o mundo gire em torno dele. Guerras cruéis, disputas sangrentas, infanticídios, homicídios de toda ordem são cometidos em sua honra. Filhos se voltam contra pais, pais contra filhos, irmão contra irmão, por causa dele. Ele é capaz de triturar os mais sagrados laços de amizade e de solidariedade. Em cada país veste-se com roupagem diferente e atende sob diversas denominações, mas em todo lugar tem seus adoradores. Você já deve ter concluído: mas então esse senhor é muito mau e deve ser banido da face da terra. Não, ele não é mau e nem deve ser banido da face da terra. Ele apenas deverá servir ao fim a que se destina: meio de progresso. Aqueles que entendem o seu verdadeiro objetivo, o utilizam para promover a paz, a cultura, o bem-estar social. Nas mãos de pessoas nobres, ele tem gerado empregos, permitido pesquisas científicas importantes, impulsionado a tecnologia, fomentado a educação e a saúde de muita gente. E agora, você já sabe quem é esse inquietante senhor? Sim, é isso mesmo. É o dinheiro. O dinheiro, por si só, é neutro. O que faz a diferença, é o valor que cada um de nós lhe atribui. Sem dúvida, é um valioso recurso que Deus deposita nas mãos do homem para servir de alavanca ao progresso da humanidade. E não há nada de errado possuí-lo em abundância. O que ocorre é que, às vezes, o colocamos acima do verdadeiro tesouro do criador, que é o ser humano. Salvo as honrosas exceções, o homem, que deveria ser o senhor, a ele se submete totalmente, tornando-se escravo por opção. Dispõe-se a servi-lo a qualquer custo. E muitas vezes esse custo é a honra, a dignidade, a fidelidade, a sensatez e até a própria vida. O homem verdadeiramente sábio faz dos recursos financeiros um meio de progresso para si mesmo e para todos aqueles que Deus lhe coloca sob a responsabilidade. Já o homem medíocre faz-se mesquinho e arrogante, negando até mesmo a existência de Deus e elegendo o dinheiro como o todo poderoso, ao qual reverencia. Assim, o dinheiro é, sem contestação, um excelente recurso, mas, como toda moeda, tem duas faces. Uma é a face que permite a conquista do passaporte para a liberdade, a outra serve para adquirir cadeias de sofrimentos para muitos séculos. Como usar esse recurso, é apenas uma questão de escolha. Pense nisso! Se você está triste porque lhe faltam os mínimos recursos financeiros, considere que talvez seu crédito no Banco Celeste não esteja muito bom. E se você tem dinheiro sobrando, lembre-se sempre de que é apenas um empréstimo que o Criador lhe concede para fomentar o progresso geral. Pensemos nisso!



ESPECIAL:

Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita

16 de janeiro de 2010





MATÉRIA ORIGINAL


O coração
É um livro incessante
(assíduo – e sem final)

Que dentro da noite veloz
Torna-se matéria viva – núcleo floral

Intimidade ácida do dragão
E quando nas folhagens indefesas
Da paixão
Alimenta-se de amor
Absoluto – Engole a alma
Vira fogo, fogo – e (des) controla-se
Não há quem o limite e desmarque
Os seus passos.

Tempo configurando evaporação
Da qual
A noite nunca se acalma

Fixação – cabeça alada
Essência espalhada na
Casa inteira – círculos
Rodopiando no espaço.


***


O coração
Quando verdadeiramente ama
Torna-se selvagem e atroz
Uma flor capturada no laço
Algo que as vezes fica sem voz
Se duvidar vira aço.
ALBERT ARAÚJO
15-01-10

15 de janeiro de 2010


O BALÃO DE BENNY



Benny tinha setenta anos quando morreu subitamente de câncer, em Wilmette, Illinois. Nos últimos dez anos de vida, havia recebido o amor de alguém muito especial: sua neta, Rachel - e o amor de avô para neta, assim como o de neta para avô, é desses sentimentos que nunca se esquece, e que nunca perece. Infelizmente, Rachel não teve a chance de dizer adeus ao seu avô, e por isso chorou durante vários dias.Seu pranto apenas cessou quando teve uma idéia, certo dia, após receber um grande balão vermelho numa festa de aniversário. E a idéia era a de escrever uma carta para o vovô Benny, e enviá-la ao céu em seu balão vermelho. A mãe de Rachel não teve coragem de dizer não, e observou com lágrimas nos olhos o frágil balão subir por entre as árvores que cercavam o jardim, e desaparecer. Dois meses depois, Rachel recebeu esta carta, com carimbo do correio de uma cidade a novecentos quilômetros de distância, na Pensilvânia: "querida Rachel, vovô Benny recebeu a sua carta. Ele realmente a adorou." Por favor, entenda que coisas materiais não podem ficar no céu, por isso tiveram que mandar o balão de volta para a terra. Lá eles só guardam os pensamentos, as lembranças, o amor e coisas desse tipo. Rachel, sempre que você pensar no vovô Benny ele saberá e estará muito perto, com um amor enorme por você. Sinceramente, Bob Anderson (também um vovô)." A singeleza desta passagem nos trouxe muita emoção, quando a lemos. Faz-nos pensar sobre a morte, sobre a separação, sobre o amor, de uma forma tão sublime!A resposta que Rachel recebeu de um bondoso e inspirado avô, deve conduzir-nos à uma reflexão profunda sobre a vida, sobre como continuamos a estar próximos daqueles que partiram. "Eles só guardam os pensamentos, as lembranças, o amor e coisas desse tipo"; isto é, a maior homenagem que podemos fazer a eles estará no que sentir nosso coração, e no que recitarem as nossas preces. Sigamos também o exemplo da neta, e enviemos constantemente "balões vermelhos" ao céu, com nossas mensagens de amor e saudade a eles. Os balões serão nossas orações, que somente ganharão altura suficiente para serem ouvidas, se guardarem em seu íntimo simplicidade, a sinceridade, e o coração. O som das palavras voltará à terra, pois, como disse o avô da história "coisas materiais não podem ficar no céu", mas tenhamos plena certeza que os sentimentos chegarão ao seu destino, e inundarão de alegria nossos amores desencarnados. "Rachel, sempre que você pensar no vovô Benny, ele saberá e estará muito perto, com um amor enorme por você."

***

Ensinemos as nossas crianças desde cedo a compreender a morte। Mostremos a elas que este é um fenômeno natural, e que nos separa apenas fisicamente daqueles que nos são caros. Como se estes estivessem numa viagem ao exterior, vivos, felizes, trabalhando e estudando; e apenas tivéssemos que desenvolver outras formas de comunicação com eles, como telefonemas, cartas e e-mails. Estas outras formas de nos comunicarmos estão em nossas preces, em nossos sonhos, e nas inspirações que nos enviam. É muito importante que as crianças entendam, desde cedo, que a morte não existe, e que tornaremos a encontrar todos aqueles que não habitam mais a terra.
ESPECIAL:
Equipe de Redação do Momento Espírita, a partir da história "O balão de Benny", de Michael Cody, contida na obra "Histórias para aquecer o coração".

8 de janeiro de 2010








O SENHOR É MEU PASTOR...




O Senhor é meu pastor, nada me faltará.
Em verdes prados ele me faz repousar.
Conduz-me junto às águas refrescantes,
restaura as forças de minha alma.
Pelos caminhos retos ele me leva,
por amor do seu nome.

Ainda que eu atravesse o vale escuro,
nada temerei, pois estais comigo.
Vosso bordão e vosso báculo são o meu amparo.

Preparais para mim a mesa à vista de meus inimigos.
Derramais o perfume sobre minha cabeça,
e transborda minha taça.
A vossa bondade e misericórdia hão de seguir-me
por todos os dias de minha vida.
E habitarei na casa do Senhor por longos dias.


(Salmo 22/23 atribuído ao Rei Davi)

7 de janeiro de 2010





Segredo do casco da tartaruga



Logo que aprendeu a ler o menino começou a fazer descobertas.
Um dia estava folhando um livro e deparou com a palavra "réptil".
Procurou no dicionário e surpreendeu-se com o significado: "animal que se arrasta".
Pensava, até então, que réptil tinha a ver com rapidez e era justamente o contrário.
Seu pai riu do seu espanto e disse que as tartarugas também eram répteis.
Falou, ainda, com ares de mistério, que havia uma lenda chinesa narrando que Deus havia escrito o segredo da vida no casco de uma tartaruga.
De olhos arregalados o menino imaginava como poderia ter Deus usado o casco da tartaruga como se fosse uma folha de papel.
O pai, encantado com o interesse do filho, salientou que aprender a ler nos livros era apenas o começo da longa jornada do conhecimento.
Disse que, com o passar do tempo, o filho conseguiria ler no rosto de uma pessoa a história de sua vida.
Que bastaria observar os olhos de um amigo para ver se neles brilhava, ou não, felicidade.
Que, um dia, ao tocar nas mãos de um homem do campo, seria capaz de conhecer seus sofrimentos.
O menino não se ateve às novas argumentações do pai.
Ele era curioso.
Queria mesmo era saber qual seria o segredo da vida.
Por isso, começou a interessar-se pela vida das tartarugas.
Pesquisou, leu e aprendeu muito.
Passou a reconhecer as espécies e suas principais características.
Sabia onde era possível encontrá-las e que ameaças a maior parte delas sofria.
Quanto mais estudava, mais o menino se convencia de que realmente poderia descobrir a escrita de Deus naquelas criaturas.

Elas tinham carapaças misteriosas, com desenhos estranhíssimos, círculos coloridos, arestas longitudinais.
Algumas até pareciam mais uma pintura.
O menino foi crescendo e tornou-se um especialista em tartarugas.
Sabia distinguir uma adolescente de uma adulta e conhecia muito a respeito da desova das espécies marinhas no litoral.
Com o passar do tempo, porém, ele descobriu uma coisa muito importante.
Deu-se conta de que, assim como ele procurava o segredo da vida no casco das tartarugas, havia outras pessoas que buscavam a mesma coisa em lugares diferentes.
No pulsar das estrelas.
No canto dos pássaros.
No silêncio dos olhares.
No cheiro dos ventos.
Tudo que o cercava, afinal, podia ser lido.
Lembrou-se das palavras de seu pai.
Somente agora as compreendia.
Somente o tempo, como um professor que conduz o aluno pela mão, foi capaz de fazê-lo entender essa lição.
Longos anos separavam o ensinamento da compreensão.
Como todas as pessoas, em geral, ele fazia suas descobertas de forma lenta.
Muito lentamente, como as tartarugas.
Talvez estivesse aí o segredo.
Pense nisso!
Se você busca o segredo da vida, não se iluda com receitas e roteiros milagrosos.
Compreender a divindade e seus atributos, por vezes, parece estar além da capacidade humana.
Porém, não esqueça que Deus está em toda a parte, animando toda a sua maravilhosa obra.

Está, inclusive, em sua intimidade.
Pense nisso.



Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no conto de autoria de João A. Carrascoza, intitulado "O segredo do casco da tartaruga".

3 de janeiro de 2010




Jornada Consciencial





(Um Chamado à Lucidez)

Tua vida não é só tua.Mas, também, de quem te ama.Porque tu te tornas responsável por aquilo que cativas.Teus passos repercutem em outros, mesmo indiretamente.Nem mesmo o corpo que tu vestes no momento é teu.O que te pertence são a tua vontade, tuas escolhas e teus atos.E as repercussões disso em tua jornada...Tua canção não é só tua!Porque outros a escutam através de ti.Teus pensamentos viajam longe... E alcançam outras mentes.Teus sentimentos tanto podem irradiar luz, como podem espetar e machucar outros corações. Tudo depende de ti!Queres irradiar tua luz ou ferir alguém?O que move teus propósitos?Se afetas os outros para o melhor e, também, para o pior, é certo que os outros também te afetam.Há uma interdependência automática no universo. Tudo é questão de sintonia.Se te ligas aos interesses deletérios e vazios de consciência, sofrerás as repercussões psíquicas de tal ligação.Porque há inteligências sombrias interligadas nas faixas mentais negativas, prontas para intrusões psíquicas nas mentes em sintonia.E elas te molestarão de diversas formas, sem que tu mesmo saibas disso.Contudo, se te ligas aos objetivos mais nobres e profundos, com denodo, paciência e esclarecimento, terás uma coluna de luz sobre tua cabeça e um sol em teu coração.Porque o que ligares no Céu, será ligado na Terra também.E, na verdade, esse céu é em teu próprio coração.Então, ligue teu psiquismo aos bons propósitos.Não procures por demandas ou desforra de algum revés.Trabalhe em ti mesmo a paciência e a compreensão.Que o teu querer seja o da Luz!Que o teu bem seja a paz de espírito.Que a tua senda seja o teu sorriso.Que tu saibas dizer não para o teu ego e, sim, para a consciência cósmica.Tua canção não é só tua! Nem teu corpo. Nem tua vida. Lembra-te disso!E caminha com sabedoria em tua vontade, tuas escolhas e teus atos.Porque isso é da tua conta!E tudo o que semeares na senda, tu mesmo colherás.Porque todo efeito procura sua causa correspondente.Seja na Terra ou no Espaço, tu colherás o que plantares.Portanto, esquece de qualquer mal que te fizeram e vence tuas fraquezas.Tens um sol no peito e o céu em teu coração.E, não te esqueças: tudo passa!Ergue-te das cinzas do teu ego e levanta a cabeça para a Luz.Há um Grande Amor operando em ti. Torna-te digno d'Ele.Para que a tua senda seja linda e o teu labor iluminado pelo Alto.Tua vida não é só tua, porque o Todo está em tudo.Então, para frente... Rumo à consciência cósmica.Tua jornada é a do Todo em ti mesmo!Paz e Luz.-




Wagner Borges é pesquisador, conferencista e instrutor de cursos de Projeciologia e autor dos livros Viagem Espiritual 1, 2 e 3 entre outros.

2 de janeiro de 2010

A WALK TO REMEMBER

Letra original e tradução da Trilha Sonora do filme "Um amor para recordar" com Mandy Moore (cantora da música) e Shane Wast

A WALK TO REMEMBER
MANDY MOORE

I'll always remember... it was late afternoon.

It lasted forever, but ended so soon.

Yeah You were all by yourself,

staring up at a dark gray sky,

I was changed.

Chorus



In places no one will find,

all your feelings so deep inside.

(Deep inside)

Was there that I realized that forever was in your eyes.

The moment I saw you cry.

(The moment that I saw you cry)

It was late in September and I've seen you before.

You were always the cold one

but I was never that sureyou were all by yourself,

staring up at a dark gray sky.

I was changed

Chorusx1

I wanted to hold you.

I wanted to make it go away.

I wanted to know you.

I wanted to make your everything,

All right.

Ill always remember it was late afternoon

Chorusx1

I think I saw you cry

The moment I saw you cry

I wanted to know you,

I wanted to know you ....






TRADUÇÃO



[Uma caminhada para lembrar]


Eu sempre me lembrarei...

Era fim de tarde

Durou uma eternidade, mas terminou muito cedo

Você estava sozinho

Olhando para um céu cinza escuro

Eu mudei



Refrão:


Em lugares que ninguém encontrará

Todos os seus sentimentos bem lá no fundo

Foi então que eu percebi que a eternidade estava em seus olhos

O momento que eu o vi chorar

(O momento que eu o vi chorar)

Era fim de setembro

E eu o vi antes

Você era sempre o frio

Mas eu nunca tinha tanta certeza

Você estava sozinho

Olhando para um céu cinza escuro

Eu mudei



Refrão



Eu queria abraçá-lo

Eu queria fazer isto ir embora

Eu queria conhecê-lo

Eu queria fazer seu tudo



Tudo bem



Eu sempre me lembrarei

Era fim de tarde...

Eu acho que o vi chorar

No momento que eu o vi chorar

Eu quis conhecê-lo

31 de dezembro de 2009


FELIZ ANO NOVO


FELIZ ANO NOVO - UM 2010 CHEIO DE PAZ - SUCESSO - SAÚDE - PRINCIPALMENTE AS TODOS QUE PASSARAM AQUI NESSE MEU ESPAÇO - QUE ESTIVERAM COMIGO - QUE ME APOIARAM - QUE DE CERTA FORMA ME VISITARAM E DEIXARAM SEU APOIO - FOI O CARINHO DE TODOS QUE ME FEZ UMA PESSOA FELIZ - TENHO CERTEZA QUE NESSE ANO NOVO ESTAREMOS TODOS ERGUENDO A TAÇA NOVAMENTE AQUI - VOLTE SEMPRE QUE PUDER - SINTAM-SE EM CASA - OBRIGADO - ALBERTO

FELIZ ANO NOVO






FELIZ 2010 COM MUITA PAZ SAUDE E PROSPERIDADE

Ano novo é uma
primavera nascendo
em cada coração que tem
esperança que a vida
seja um jardim o ano todo....

Que fique esquecido
como um passado
este ano que se despede
levando as frustrações
mas deixando as conquistas
que crescerão com
com o passar do ano novo...

Use todas as cores
seja o arco íris de sua vida
e faça de cada dia uma conquista
e uma vitória e festeje como
um ano novo...

Festeje todos os dias
contemplando o céu do sucesso
que te espera para comemorar
sonhos de uma vida que te
espera para agradecer
por mais um dia e seja sempre
um feliz ano novo

Rogério Miranda
poeta da paz

ENSINAR COM SABEDORIA



ENSINAR COM SABEDORIA



Você já teve alguma dificuldade para convencer seu filho a fazer alguma coisa que ele não desejava ou se sentia incapaz de fazer?

Em caso afirmativo, qual foi a tática usada para esse convencimento?

As respostas são as mais variadas possíveis, mas, geralmente, não usamos estratégias eficientes porque a nossa paciência não o permite.

Todavia, para que consigamos um resultado satisfatório na educação dos filhos, é preciso ensinar com sabedoria.

Uma pequena história de dois irmãos nos dará mostra disso.

O menino, parado diante da alta montanha, disse à irmã mais velha:

"Não consigo subir este morro. É impossível! O que vai acontecer comigo? Vou passar a vida inteira aqui no pé do morro? Isso é terrível demais!"

"Que pena!" Disse a irmã. "Mas olhe, maninho, descobri uma brincadeira ótima!"

No mesmo instante, pisou com força no solo e desafiou o irmão: "Duvido que você consiga deixar uma pegada tão nítida, na terra, quanto a minha."

O menino aceitou o desafio e deu um passo à frente. Colocou o pé no chão e respondeu com alegria:

"Veja! A minha pegada está igual à sua!"

"Você acha?" Perguntou a irmã. "Olhe a minha de novo. Agora eu vou pisar mais fundo, porque sou mais pesada que você.

Tente outra vez, e veja se consegue pisar mais forte", continuou a irmã.

"Agora a minha está tão funda quanto a sua", gritou o menino com alegria.

E, com satisfação continuou a dar passos e fazer pegadas cada vez mais fortes.

"Olhe, mana! Esta, esta e esta, estão o mais fundo possível."

"É, está muito bom mesmo", disse a irmã. "Mas agora é minha vez, deixe eu tentar de novo e vamos ver."

E eles continuaram, passo a passo, comparando as pegadas e rindo da nuvem de poeira que deixavam para trás.

Não demorou muito tempo e o menino olhou para cima.

"Ei", disse ele, "nós estamos no alto do morro."

"Nossa!" Disse a irmã. "Estamos mesmo."

A garota, usando a sabedoria, conseguiu convencer o irmão que não estava disposto a enfrentar a caminhada morro acima.

Sua tática foi a de caminhar à sua frente e desafiá-lo a fazer o mesmo, em forma de brincadeira.

Mas, ao contrário da sua atitude, muitos de nós usamos a maneira mais difícil, que é a do empurrão. Desejamos que os filhos vençam as dificuldades e as limitações na base da chantagem ou do tradicional "sopapo".

Talvez esse seja o motivo pelo qual nossas tentativas muitas vezes não dão bom resultado.

Por essa razão, vale a pena pensar na melhor forma de conduzir nossos educandos para que eles consigam chegar ao ponto que desejamos, sem cicatrizes e sem traumas.

Pensemos nisso!




Redação do Momento Espírita, com base no cap. O morro, de Laura E. Richards, de O livro das virtudes, v. 2, de William J. Bennett, ed. Nova Fronteira.

30 de dezembro de 2009

LEGENDA







Legenda


No princípio
Houve treva bastante para o espírito
Mover-se livremente à flor do sol
Oculto em pleno dia.
No princípio
Houve silêncio até para escutar-se
O germinar atroz de uma desgraça
Maquinada no horror do meio-dia.
E havia, no princípio,
Tão vegetal quietude, tão severa
Que se estendia a queda de uma lágrima
Das frondes dos heróis de cada dia.

Havia então mais sombra em nossa via.
Menos fragor na farsa da agonia,
Mais êxtase no mito da alegria.

Agora o bandoleiro brada e atira
Jorros de luz na fuga de meu dia —
e mudo sou para contar-te, amigo,
O reino, a lenda, a glória desse dia.

(De O Homem e sua hora)

MÁRIO FAUSTINO – POETA PIAUIENSE












HINO À TERRA



Hino à Terra


Terra!
Mãe pura,
Mãe que encerra
Junto à criatura
O criador e o incriado,
Todos no mesmo seio,
No mesmo ventre sagrado,
De onde nos vem, de onde nos veio
O eterno instinto de amar a vida;
Mãe que, gerando, cria nas entranhas.
Sua prole imensa que erra difundida
Nos rios e vulcões, nos vales e montanhas;
Mães que nos dá o abrigo e o pão de cada dia;
Tálamo das flores, berço das sementes;
Mãe fecunda, prolífera e sadia,
Que és a um só tempo para os teus entes
Lar, alimento, luz, repouso;
Mãe dos homens e dos brutos,
Perdoa a mão com que ouso
Roubar-te os teus frutos,
Violar-te o colo:
Ver que encerra
O solo,
Terra!


DA COSTA E SILVA- POETA PIAUIENSE

29 de dezembro de 2009

POETA FRANCISCO MIGUEL DE MOURA


FRANCISCO MIGUEL DE MOURA




Estreou-se na poesia, em 1966, com o livro “Areias”, 1966, publicando mais os seguintes: “Pedra em Sobressalto”, 1972; “Universo das Águas”, 1979; “Bar Carnaúba”, 1983; “Quinteto em mi(m)”, 1986; “Sonetos da Paixão”, 1988; “Poemas Ou/tonais”, 1991; “Poemas Traduzidos”, 1993; “Poesia in Completa”, 1998, comemorando os 30 anos de “tensa comunhão com a palavra”, no experiente dizer da Profª Nelly Novaes Coelho; Vir@gens, 2001, e Sonetos Escolhidos, 2003, na área da poesia. Participou da antologia “A Poesia Piauiense do Século XX”, organizada por Assis Brasil, e de outras antologias poéticas, inclusive no exterior (Estados Unidos, França, Cuba e Portugal). Em prosa é autor de “Os Estigmas” (1984, reeditado em 2004), “Laços de Poder” (1991) e “Ternura” (1993). No ano passado ganhou o prêmio Fontes Ibiapina de romance, com o seu inédito “D. Xicote”, prêmio que, aliás, já lhe tinha sido conferido pela Fundação Cultural do Piauí ao romance “Laços de Poder”, nos idos de 1980.
Praticou também o conto inovador em “Eu e meu Amigo Charles Brown” (1986), “Por que Petrônio não Ganhou o Céu” (1999) e “Rebelião das Almas”, 2001.
É cronista (E a Vida se Fez Crônica, 1996) e crítico literário de renome (Linguagem e Comunicação em O. G. Rego de Carvalho, 1972/1997, 1ª e 2ª edição, respectivamente, e A Poesia Social de Castro Alves, 1979), tendo recebido prêmios em todos os gêneros literários que pratica. Além desses, devem ser considerados na mesma área “Piauí: Terra, História e Literatura” (1980) e “Literatura do Piauí” (2001). São ainda inéditos, esperando publicação, além do já citado romance “D. Xicote”, dois de poemas: “Itinerário de Passar a Tarde” e “O Coração do Instante”, mais uma biografia de seu pai: “Miguel Guarani

26 de dezembro de 2009

A VIDA


A Vida

Madre Teresa de Calcutá


A vida é uma oportunidade, aproveite-a...
A vida é beleza, admire-a...
A vida é felicidade, deguste-a...
A vida é um sonho, torne-o realidade...
A vida é um desafio, enfrente-o...
A vida é um dever, cumpra-o...

A vida é um jogo, jogue-o...
A vida é preciosa, cuide dela...
A vida é uma riqueza, conserve-a...
A vida é amor, goze-o...
A vida é um mistério, descubra-o...
A vida é promessa, cumpra-a...
A vida é tristeza, supere-a...
A vida é um hino, cante-o...
A vida é uma luta, aceite-a...
A vida é aventura, arrisque-a...
A vida é alegria, mereça-a...

ESPERANÇA




Mário Quintana


Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...


Poema recitado pela as atrizes Lolita Rodrigues e Lília Cabral na novela Viver a vida da Rede Globo

23 de dezembro de 2009

VISITA DE NATAL






Ah! Juventude, aonde foste?
O que faço de mim agora?
Pele enrugada, cabelos brancos
Olhos senis perdidos na saudade...

Foram-se embora os amores
Filhos crescidos e com família
Esquecem da gente em qualquer lugar
Melhor mesmo neste depósito de gente...

E nós envelhecidos não querendo incomodar
Pedimos só um pouco de carinho
É triste mas a maioria quer negar
Se possível nem contam que existimos...

E o tempo passa e eu ganhei paciência
Tenho agora que conviver com quem não tem paciência comigo
No peito meu amor é cada vez maior
Cresce tanto quanto a minha solidão
Neste lugar que chamam de Lar (para idosos)...

Mário Feijó
22.12.09

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ENTREVISTA COM O CIRURGIÃO DR.HEHMET OZ





A especialidade do cirurgião cardíaco turco Mehmet Oz, de 47 anos, é retardar ao máximo os efeitos da idade em seus pacientes. Diretor do Programa de Medicina Integrada da Universidade Colúmbia, em Nova York, ele é consultor da famosa clínica antienvelhecimento do médico Michael Roizen, criador do conceito de que é possível manter o organismo mais jovem do que aponta a idade cronológica. Oz e Roizen também assinam a quatro mãos uma série de livros de sucesso que ensinam como manter um estilo de vida que adia a velhice. O mais recente deles, You Staying Young (Você Sempre Jovem), lançado há um mês nos Estados Unidos, já vendeu meio milhão de exemplares. Nos últimos quatro anos, Oz se tornou uma celebridade ao participar de um quadro fixo no programa de TV da apresentadora Oprah Winfrey. Ele também apresenta documentários no Discovery Channel. Nos dois casos, dá dicas aos telespectadores sobre como viver mais com boa saúde. Esse é justamente o tema da entrevista que ele deu a VEJA.
BREVE BIOGRAFIA
DO DR.OZDr.Mehmet Oz, casado e pai de quatro filhos. Ele se formou da Harvard Univesity em 1982, depois fez mestrado e MBA na Universidade de Pennsylvania.Ele é autor de mais de 350 publicações e vários livros. Em maio de 2005 estava na lista de New York Times Bestseller.
ENTREVISTA DA VEJA:
Veja - Existe uma fórmula para se manter jovem por mais tempo?
Oz - Sim.Há catorze agentes principais envolvidos no envelhecimento. Sete retardam o processo, como os antioxidantes, e sete nos enfraquecem, como a atrofia muscular. É preciso manter esses agentes sob controle. O primeiro passo para alcançar esse objetivo é pensar não na possibilidade de ficar doente, mas na necessidade de manter o organismo saudável. Deve-se tirar o foco da prevenção dos males e direcioná-lo para a preservação da saúde. Se ninguém mais morresse de câncer e de doenças cardiovasculares, a expectativa de vida média do ser humano subiria apenas nove anos. Isso mostra que, para aumentar consideravelmente a expectativa de vida, não basta evitar doenças. É preciso cuidar do corpo para que ele não enfraqueça. Quando uma pessoa envelhece, doenças potencialmente fatais, como o câncer e o infarto, não aparecem de imediato. Antes que elas se instalem, o corpo torna-se mais frágil e vulnerável.
Veja - O que fazer para evitar que o corpo se torne frágil e vulnerável?
Oz - Meu novo livro, You Staying Young (Você Sempre Jovem, ainda sem previsão de lançamento no Brasil), trata exatamente desse tema. Os exercícios físicos são uma ferramenta essencial. Eles combatem o primeiro sinal do envelhecimento, que é a perda de força muscular. Outros recursos importantes são alimentar-se bem e meditar. Uma boa recomendação é a prática do tai chi chuan, exercício oriental que combina equilíbrio, coordenação motora e também meditação. Se todos adotassem essas medidas, a vida média da população poderia subir para 110 anos. Quanto à alimentação, não podem faltar nutrientes como o resveratrol da uva e o licopeno do tomate, que são poderosos antioxidantes. O principal, mas também o mais difícil, é controlar a quantidade dos alimentos. De qualquer forma, todo mundo deve comer um pouco menos do que tem vontade.
Veja - Fazer várias pequenas refeições por dia, como recomendam alguns médicos, faz bem para a saúde?
Oz - Deve-se comer de três em três horas. Se o intervalo é maior, a taxa de hormônio grelina, que estimula a fome, começa a subir. O problema é que, após uma refeição, ainda demora trinta minutos para que a taxa desse hormônio volte a baixar. Em conseqüência disso, acaba-se comendo mais do que se deveria. O mais importante, além de comer alguma coisa a cada três horas, é trocar as refeições grandes por pequenas, intercaladas por lanchinhos. Esse conceito não foi criado por mim. É o que mostram as pesquisas científicas.
Veja - O que o senhor considera refeições grandes e pequenas?
Oz - Uma refeição grande ultrapassa 1 000 calorias. Uma pequena tem, no máximo, 500. Quem consome por volta de 2000 calorias diárias pode fazer duas refeições de 300 calorias cada uma e outra maior, de até 800. Os lanchinhos podem ter até 250 calorias.
Veja - O que deve ficar de fora do cardápio?
Oz - Existe uma regrinha fácil de ser usada, a regra dos cinco. Para isso, é preciso examinar o rótulo dos alimentos. Cinco ingredientes não podem estar entre os primeiros listados no rótulo. São eles: gorduras saturadas, gorduras trans, açúcar simples, açúcar invertido e farinha de trigo enriquecida. Dois desses nutrientes são gorduras, dois são açúcares. Os dois tipos de gordura podem estimular processos inflamatórios no fígado que forçam a produção de substâncias deletérias, como o colesterol. Também fazem com que o fígado fique menos sensível à insulina, aumentando o risco de diabetes. Os açúcares listados fazem mal por estimular a produção de insulina, o que aumenta o depósito de gordura corporal. O pior é que esses cinco itens são os mais comuns nas dietas atuais.
Veja - O cardápio básico do brasileiro, composto de arroz, feijão, carne e salada, é saudável?
Oz - A princípio, sim. Esse cardápio contém exatamente os nutrientes para os quais a digestão humana está preparada. Mas os brasileiros comem carnes muito gordas, o que é errado. Antigamente, no mundo inteiro, quando os métodos de criação do gado eram mais simples, a porcentagem de gordura dos melhores cortes da carne bovina era, em média, de 4%. Hoje é de 30%. Outro problema dos hábitos alimentares do brasileiro é que ele come arroz em excesso, o que não traz nenhum benefício. Melhor seria adotar o arroz integral. Os alimentos integrais têm mais fibras, o que os mantém mais tempo no intestino e diminui a absorção de açúcar pelo organismo. Uma vantagem dos brasileiros é ter à disposição enorme variedade de frutas e vegetais maravilhosos, por preço razoável.
Veja - Os hábitos que o senhor propõe para prolongar a vida são relativamente simples, mas exigem controle estrito sobre as atividades do dia-a-dia. Como exercer esse controle?
Oz - A palavra-chave é automatizar. Ou seja, fazer desses hábitos uma rotina, sem precisar pensar muito neles. Acordar, escovar os dentes e passar o fio dental, para reduzir a quantidade de bactérias prejudiciais à saúde. Beber muito líquido ao longo do dia, principalmente água e chá verde. Dormir ao menos sete horas por noite. Durante o sono se produz o hormônio do crescimento, essencial mesmo para quem já é adulto, pois prolonga a juventude. Caminhar meia hora por dia e praticar exercícios que façam suar, três vezes por semana. Meditar cinco minutos diariamente, o que pode estar embutido na prática de ioga ou tai chi chuan. Evitar alimentos que estejam na regra dos cinco, que mencionei anteriormente. Uma última coisa: estreitar o relacionamento com as pessoas próximas e abster-se de julgá-las. Em vez de julgar os outros, é melhor tomar conta de si próprio.
Veja - Abster-se de julgar os outros ajuda a manter a juventude?
Oz - Sim, da mesma forma que resolver situações de conflito. O conflito não traz nada de positivo. É apenas desgastante. Costumo recomendar a meus pacientes que procurem as pessoas com quem mantêm uma relação de animosidade e tentem resolver o impasse. Essa é uma atitude para o bem-estar próprio. Não há nada de altruísta nela. É uma atitude egoísta.
Veja - O que o senhor acha das dietas para emagrecer que surgem e viram moda a cada seis meses?
Oz - Essas dietas fazem sucesso, mas são péssimas para a saúde. A alimentação não deve ser encarada como uma maratona para a perda de peso. Uma dieta que tenha como chamariz o emagrecimento rápido não é confiável. Comer menos do que o corpo necessita é uma agressão à fisiologia. Ou seja, aos processos químicos que fazem o organismo funcionar. Quando a fisiologia é desprezada, os resultados das dietas são transitórios.Veja - Por que o senhor recomenda cuidados com o jantar?Oz - Na verdade, há uma única regra a observar: deve-se jantar pelo menos três horas antes de dormir. Deitar logo após a refeição facilita o acúmulo de gordura, principalmente na cintura. Além disso, comer muito tarde prejudica o sono.
Veja - O senhor recomenda beber muita água durante o dia.. Quanto se deve beber exatamente?
Oz - Deve-se beber uma quantidade suficiente para que a urina esteja sempre clara. Isso varia de um dia para o outro. Em dias quentes, sua-se muito e, por isso, é preciso beber mais água. Para quem não abre mão da cafeína, sugiro chá verde. Em lugar de quatro cafezinhos por dia, beba quatro copos de chá verde. Essa bebida concentra muitos antioxidantes e nutrientes bons para a saúde.
Veja - Muitos ambientalistas condenam o consumo de água engarrafada. Do ponto de vista da saúde, ela é melhor que a água da torneira?
Oz - Eu acho um erro beber água engarrafada. Há dois problemas principais com ela. O primeiro é que, se a garrafa plástica não for reciclada, pode contaminar os mares e os rios..Isso prejudica o meio ambiente e, indiretamente, a saúde. O plástico das embalagens vai parar nos peixes que comemos. O resultado é que 97% das pessoas apresentam resíduos de plástico no organismo, o que interfere no sistema hormonal. Esses resíduos estimulam os receptores de estrogênio, o hormônio feminino. Em excesso, o estrogênio pode causar câncer e outros problemas. As toxinas contidas no plástico também aceleram o envelhecimento. O segundo problema é que, como a água engarrafada não apresenta vantagens com relação à água da torneira, trata-se de um desperdício de dinheiro.
Veja - O senhor recomenda exercícios físicos que provoquem suor. Exercícios leves são inúteis?
Oz - Essas recomendações visam à saúde cardiovascular. Para essa finalidade, apenas os exercícios moderados ou intensos, que fazem suar, apresentam benefícios. Mas os exercícios suaves e de baixo impacto têm valor. Mesmo a caminhada movimenta grandes músculos, como os das coxas e dos quadris, que consomem muita energia. Como o gasto calórico muscular é maior durante o exercício, a queima de calorias aumenta.
Veja - Os suplementos vitamínicos são criticados em muitos estudos científicos. O que o senhor acha deles?
Oz - Eles são eficazes, mas prometem mais do que cumprem. Na verdade, os médicos saem da faculdade sem conhecimentos suficientes sobre os suplementos e são forçados a tirar suas próprias conclusões. De modo geral, uma suplementação só é necessária quando as vitaminas não são obtidas naturalmente com a alimentação. Por outro lado, acredito que determinadas vitaminas podem melhorar a qualidade de vida e a longevidade. Entre elas estão as vitaminas A, B, C, D e E, além de cálcio, magnésio, selênio e zinco. A vitamina D é importantíssima, pois previne câncer e osteoporose. Principalmente nos países mais frios, onde a exposição solar é restrita, os suplementos são essenciais.
Veja - Além dos procedimentos já descritos nesta entrevista, o que mais o senhor faz para adiar o envelhecimento?
Oz - Minha receita principal de juventude é brincar com meus filhos..Também procuro descobrir coisas novas todos os dias. Aprendo ao conversar com os outros e, apesar de ser muito assediado para responder a perguntas, por causa de minha atuação na TV, prefiro perguntar, saber como é a vida das pessoas, como elas trabalham. Isso faz minha mente exercitar-se.
Veja - Nos últimos anos, o aperfeiçoamento do tratamento clínico fez cair o número de cirurgias cardíacas. Essa é uma tendência em outras especialidades médicas além da cardiologia?
Oz - Sem dúvida. Os recursos clínicos tornaram-se mais eficazes tanto para a prevenção de doenças quanto para seu tratamento. Por isso, assim como na cardiologia, a cirurgia deixou de ser a primeira opção em outras áreas. Há poucos anos, quando o paciente machucava o joelho, ia direto para a sala de operação. Agora, ele vai para a sala de fisioterapia. Essa tendência também é evidente nos casos de diverticulite, uma inflamação do intestino, que passou a ser tratada com o consumo de fibras. O mesmo acontece com pacientes que apresentam doença arterial obstrutiva periférica. Antes eles iam para a faca. Agora, recebem como orientação deixar de fumar e caminhar. Mesmo que sintam dor num primeiro momento, essa é uma maneira de estimular o crescimento de novos vasos sanguíneos para substituir os danificados.
Veja - O senhor já esteve no Brasil. Como foi sua experiência no país?
Oz - Visitei o Brasil há muitos anos, quando ainda era estudante de medicina. Fui ao Rio de Janeiro e conheci o doutor Ivo Pitanguy. Também fiquei deslumbrado com as frutas brasileiras e com as lojas de sucos. Elas misturam frutas e outros vegetais, uma combinação pouco convencional. Conheci o AÇAÍ, que até hoje está no meu cardápio. Compro açaí em Nova York mesmo. É um dos alimentos com maior concentração de antioxidantes. Planejo voltar ao Brasil em meados do ano que vem para gravar um programa. Quero muito ir à Amazônia e conhecer as plantas medicinais da região.

22 de dezembro de 2009

JESUS DE NAZARÉ



Aqueles eram dias em que Roma dominava o mundo...

Sua águia sedenta de sangue sobrevoava o cadáver das civilizações e povos vencidos.

Os valores éticos eram esquecidos...

A desconsideração moral permitia que os ideais da humanidade fossem manipulados pelas estruturas políticas odientas que levavam por terra as construções filosóficas e espirituais do passado.

Foi nessa paisagem que Jesus veio apresentar a doutrina de amor, propondo uma nova ordem fundamentada na solidariedade fraternal.

Surgiu na Terra o Homem-Luz para modificar a arcaica estrutura do homem-fera.

Tratava-se de Personalidade inconfundível e única. Deixava transparecer nos olhos, profundamente misericordiosos, uma beleza suave e indefinível.

Longos e sedosos cabelos molduravam-Lhe o semblante compassivo, como se fossem fios castanhos, levemente dourados por luz desconhecida.

Sorriso divino, revelando ao mesmo tempo bondade imensa e singular energia.

Irradiava da Sua melancólica e majestosa figura uma fascinação irresistível.

Sua palavra, Seus feitos, Seus silêncios estóicos dividiram os tempos e os fatos da história.

Conviveu com a ralé, e, trabalhando-a logrou fazer heróis e santos, servidores incansáveis e ases da abnegação...

Utilizando-se do cenário da natureza, compôs a mais comovedora sinfonia de esperança. Na cátedra natural de um monte, apresentou a regra áurea para a humanidade, através dos robustos e desafiadores conceitos contidos nas bem-aventuranças.

Dignificou um estábulo e sublimou uma cruz...

Exaltou um grão pequenino de mostarda e repudiou a hipocrisia dourada dos poderosos em trânsito para o túmulo, quanto a covardia mofa, embora disfarçada, dos déspotas da ilusão mentirosa.

Levantou paralíticos.

Limpou leprosos.

Restituiu a visão a cegos.

Reabilitou mulheres infelizes.

Curou loucos.

Reanimou desalentados e sofredores.

Em troca do amor que dedicou foi alçado à cruz...

Seus pés, que tanto haviam caminhado para a semeadura do bem, estavam ensangüentados.

Suas mãos generosas e acariciadoras eram duas rosas vermelhas, gotejando o sangue do suplício.

Sua fronte, em que se haviam abrigado os pensamentos mais puros do mundo, se mostrava aureolada de espinhos.

O Mestre, todavia, que vivera e falara da Boa Nova que é toda uma cascata de luz e de alegria, prenunciando a vitória da vida sobre a morte, do bem sobre o mal, da bondade sobre a perversidade, roga a Deus com extrema sinceridade:

"Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem!..."






***



O amor é o perene amanhecer, após as sombras ameaçadoras.

A palavra de Jesus, na tônica do amor, é a canção sublime que embalou Sua época e até hoje constitui o apoio e a segurança das vidas que se Lhe entregam em totalidade.






Livros consultados: 1) Trigo de Deus - Amélia Rodrigues pág.140, cap. Trigo de Deus. 2) Há dois mil anos - cap. O Messias de Nazaré. 3) Boa Nova cap. 16 - O Testemunho de Tomé. 4) Estudando o Evangelho - Martins Peralva.

21 de dezembro de 2009

DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DO AMOR



Artigo 1º
O Amor pode apropriar-se de todo e qualquer coração, com ou sem anuência do dono.

Artigo 2º
Em presença de sentimentos inferiores, tais como a raiva, o ódio e o ressentimento, ao Amor são permitido julgá-los e extraditá-los sem direito a reconsideração da pena.

Artigo 3º
O Amor deve ser respeitado em todas as suas formas, sejam elas dirigidas a pessoas, coisas, vegetais ou animais.

Artigo 4º
Ao Amor é sempre permitida a companhia do perdão, pois que sem este Ele está falsificado.

Artigo 5º
O Amor tem o direito de ficar cego, surdo e mudo quando em presença de maledicências e pode apresentar-se como agente de paz diante de desarmonias e atos prejudiciais a todos os seres do Planeta.

Artigo 6º
O Amor tem licença plena para manifestar-se livremente, independente de raça, credo ou religião.Ele é incondicionalmente livrepara viver em seu habitat natural:
O Coração.

Artigo 7º
O Amor é bússola que aponta o caminho para a Felicidade e assim deve ser indiscutivelmente reconhecido.

Artigo 8º
A todo aquele que banir o Amor do seu coração será imputada a pena de solidão, isolamento e sofrimento perpétuos.

Artigo 9º
O Amor nunca deverá ser responsabilizado por dores, perdas ou danos e tem amplos poderes para neutralizar todas as batalhas, sejam elas emocionais familiares ou sociais.


Artigo 10º
Ao Amor não se aplicam Leis Trabalhistas:Ele pode exercer suas funções 24h por dia durante TODOS os dias do ano.

Artigo 11º
Quando o Amor entra em corações, deve ser bem recebido, bem tratado, bem nutrido e absolutamente livre para agirem prol de todos os envolvidos por Ele.

Artigo 12º
Em nenhuma hipótese o Amor deverá ser álibi para atitudes de más intenções, tais como usá-locomo desculpa para enganar, iludir ou controlar corações. Também nunca poderá ser instrumento de brincadeira com o sentimento do homem ou da mulher.

Artigo 13º
Toda e qualquer tentativa de matar o Amor será tratada pelo Universo como crime contra a vida do próprio mandante.

Artigo 14º
O Amor é partidário da Lei de Causa e Efeito:Ele pode partir em definitivo da Vida daqueles que optam pelo sofrimento diante das adversidades, e também daqueles que se deixam cair em abandono.


Artigo 15º
Ao Amor nada deve ser acrescentado e Dele também nada retirado, posto ser o mais perfeito de todos os sentimentose manifestação absoluta de Deus.


Parágrafo Único:
Os Direitos do Amor sempre protegerão
os legítimos Direitos de Todos os Seres.
REVOGUEM-SE TODAS AS DISPOSIÇÕES EM CONTRÁRIO
Silvia Schmidt

19 de dezembro de 2009

NOMES DE PESSOAS CONSIDERADAS LUZILANDENSES



As sucessivas administrações públicas de Luzilândia negligenciaram homenagear personalidades ilustres que contribuíram
substancialmente à constituição do tecido histórico luzilandense, negando-lhes os nomes a logradouros públicos
municipais.
Quando o fizeram, no geral, optaram por homenagear pessoas das próprias famílias e lideranças políticas ligadas ao
grupo dominante à época de batismo de tais logradouros, preterindo intelectuais, oposicionistas e membros de classes
populares.
Em momentos de rara inspiração - e iluminação, resolveram proceder de forma diferente. Vejamos alguns exemplos: 1- A
homenagem do então prefeito Santil (1963) ao ex-prefeito João José Filho dando-lhe o nome à praça central da cidade
(consideramos João José Filho o maior e melhor administrador luzilandense, pois foi o responsável pelo projeto de
reforma urbanística da cidade na sua primeira gestão (1947 a 1951), fez os primeiros calçamentos em ruas, projetou a
Praça Santa Luzia, o patamar, e a própria praça que leva seu nome, construiu os primeiros prédios públicos com
arquitetura diferente, lutou pela instalação da agência local do Banco do Brasil, dentre outras realizações). 2- A
homenagem do ex-prefeito Zé Marques quando deu o nome do antigo colégio CNEC à saudosa guerreira da educação
luzilandense, professora Mundica Pimentel. 3- A homenagem recente da prefeita Janaína às ilustres professoras Araci
Carvalho e Conceição Reis dando seus nomes ao centro de ação social e à biblioteca comunitária, respectivamente.
Também há que se ressaltar que existem homenagens em excesso para alguns ex-prefeitos, caso de Joca Marques
(nome de colégio, do edifício da câmara municipal e é até nome de município); Raimundo Marques (nome de conjunto
habitacional, de praça, de avenida e do estádio); e para datas, como o Sete de Setembro (nome de rua e de escola).
Ainda, há homenagens para desmerecedores delas, como é o caso de Domingos Marques (nome da principal avenida
da cidade que sempre viveu no antigo Mocambinho/Joca Marques- lá, sim, ele é merecedor; o ex-presidente Getúlio
Vargas (nome de avenida), que já é homenageado em demasia no país inteiro, etc.
Porém, onde estão as homenagens para personalidades como: João Bernardino Souto Vasconcelos (fundador do
Estreito); Nemésia Pires de Carvalho (primeira professora do Estreito); Mulato Carvalho (prefeito que mais tempo
governou o município); Doca Carvalho (comerciante); Capa Bode (funcionário da antiga usina de energia elétrica);
Nonato Vale (autor do Hino de Luzilândia); Gérson Carneiro ( sanitarista, pintor, dramaturgo e médico homeopata);
Jaime de Oliveira Lopes (ex-promotor da cidade que lutou acirradamente pela fundação do antigo Ginásio Luzilandense);
Vicente Sabóia de Meneses (ex-coletor municipal); Otílio Veras (Comerciante); Rui Uchôa e Valdir Rodrigues (poetas);
Antenor Carvalho (ex- diretor do antigo Ginásio Luzilandense); João Melo de Carvalho (tabelião); José Henrique Braga
(professor e ativista cultural); Ubiratan Meneses (ex-vereador e ex-secretário municipal); Yara Teles, Esmeralda Pinto,
Arlete Meneses –vivas- e Bernadete Leão -falecida (professoras); Plínio Oliveira, Antonio Ferreira e Bilozinho
(violeiros); Simplício Batista Lopes (grande comerciante nos anos de 1930 e 1940); João de Jesus Pinheiro
(comerciante); Waldemar de Brito (pintor e funileiro); dentre outros?
Há quem defenda homenagear Murilo Braga, homem público brasileiro que apenas passou a infância no antigo Porto
Alegre, mas nem é luzilandense . Sua naturalidade é de Santa Quitéria, no vizinho Maranhão, e não há registro que
tenha contribuído para o desenvolvimento do município.
É bom lembrarmos que Barras (PI) teve o nome de vários logradouros públicos mudados para homenagear seus
patrícios e, aqui em Luzilândia, por iniciativa do líder comunitário CUIA, os bairros Coroa e Cajueirão têm em suas ruas e
colégio nomes de moradores antigos que lá fizeram história.
Propugnamos para que se mude os nomes de algumas ruas e logradouros públicos para homenagear nossas
personalidades, como é o caso da Avenida Presidente Vargas (idéia nossa) ou da Rua 28 de Julho (idéia de terceiros)
para monsenhor Jonas Pinto, baluarte religioso e grande incentivador da cultural e educação municipais.
Resgatar nomes de personalidades históricas e homenageá-las é contribuir decisivamente para a preservação do nosso
Patrimônio Histórico Material e Imaterial. Pensemos nisto!
Ivanildo di Deus
professor e pesquisador da História de Luzilândia

AI DE TUAS PEDRAS





ai de tuas pedras




intendência
poema-mor
que
incendiou
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foi
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Ivanildo di Deus - Poeta Luzilandense

O HOMEM JESUS






O homem Jesus

Dezembro é um mês muito especial. Como são todos os meses de dezembro. As casas, as ruas, as avenidas se enchem de luzes. Cantos, cantigas, dramatizações do nascimento de uma criança singular se reprisam em escolas, templos e associações. Em nome de um menino, os corações se sensibilizam e cada qual procura tornar muito bom o dia do Natal. Eclodem emoções. E ante tanta sensibilidade que desfila ao longo desses dias, é de nos indagarmos: Quem é essa criança cujo nascimento é evocado, mesmo após decorridos mais de vinte séculos da sua morte? Porque afinal, costumamos comemorar o aniversário na terra dos que estão conosco. Depois que realizam a grande viagem, rumo ao invisível, nós lembramos outras datas. Mas ninguém pensa em realizar festa de aniversário para aquele que já se foi. E outro detalhe muito significativo. No dia em que se comemora o aniversário dessa criança, quem recebe os presentes são os que promovem a festa, numa alegre troca de embrulhos, lembranças e mimos. Só mesmo um Espírito tão grande quanto o do Cristo poderia atravessar os séculos e prosseguir lembrado. Foi tal a revolução que promoveu no Espírito humano que a Terra O recorda, ano após ano. Sua revolução não utilizou armas de fogo, ferro ou aço. Foram, no entanto, as mais invencíveis armas do amor e da bondade. Desde o nascimento, exemplificou. Rei das Estrelas, Senhor dos Espíritos, tornou-Se criança, adolescente, homem e viveu com os homens. Demonstrando, através de pouco mais de três décadas que não importam as circunstâncias, quem deseja ser bom pode sê-lo. Viveu em período em que a política romana comandava o mundo, em que a hipocrisia farisaica imperava e, no entanto, manteve-Se puro. Lecionando humildade ao nascer em um berço de palha, traduziu a lição do trabalho na carpintaria de Seu pai José. Ele, que moldara, junto com o Pai Supremo as formas da Terra que habitamos, não Se envergonhou de domar a madeira e transformá-la em bancos, mesas, utensílios domésticos outros. Senhor e Mestre, em cada momento de Sua vida, ensinou pelo exemplo, testificando que o bem vence o mal, a luz vence a treva. Mais de dois mil anos são passados, desde Sua vinda à Terra. Quando nos decidiremos por Lhe seguir a excelsa doutrina, que conjuga o verbo amar e que utiliza os substantivos doação, renúncia, abnegação?
* * *
Jesus é nosso Modelo e Guia. Por isso mesmo, nenhum de nós deve se dizer desiludido com essa ou aquela postura equivocada de seguidores de qualquer credo. Porque afinal o que importa mesmo, é a conduta do nosso Mestre Jesus que, em nenhum momento, abandonou as linhas do dever e do amor sem limites.


Redação do Momento Espírita.

17 de dezembro de 2009

A EDUCAÇÃO PELA PEDRA

A EDUCAÇÃO PELA PEDRA


Uma educação pela pedra: por lições;
para aprender dapedra, frequenta-la;
captar sua voz inefática, impessoal
(pela de dicção ela começa aulas).
A A lição de moral, sua resistencia fria
ao que flui e a fluir, a ser maleada;
a de poética, sua carnadura concreta;
a de economia, seu adensar-se compacta:
lições de pedra ( de fora para dentro,
cartilha muda),para quem soletrá-la.


JOÃO CABRAL DE MELO

16 de dezembro de 2009

TORQUATO NETO


Torquato Pereira de Araújo Neto (Teresina PI, 1944 - Rio de Janeiro RJ, 1972). Cursou Jornalismo no Rio de Janeiro, por volta de 1966, mas não chegou a concluir a faculdade. Nos anos seguintes compôs letras musicadas por Gilberto Gil ("Geléia Geral", "Louvação"), Caetano Veloso ("Deus Vos Salve a Casa Santa", "Ai de Mim", "Copacabana", "Mamãe, Coragem") e Edu Lobo ("Lua Nova", "Pra Dizer Adeus"). Entre 1970 e 1972 atuou nos filmes Nosferatu no Brasil e A Múmia Volta a Atacar, de Ivan Cardoso, e Helô e Dirce, de Luiz Otávio Pimentel. No período também criou e redigiu a coluna Geléia Geral no jornal carioca Última Hora. Em 1973 ocorreu a publicação póstuma de seu livro de poesia Os Últimos Dias de Paupéria, organizado por Ana Maria S. de Coraújo Duarte e Waly Salomão. Três anos depois, foram incluídos alguns de seus poemas na antologia 26 Poetas Hoje, organizada por Heloísa Buarque de Hollanda em 1976. Em 1997 foram publicados quatro de seus poemas na antologia bilíngüe Nothing the Sun Could Not Explain, organizada por Michael Palmer, Régis Bonvicino e Nelson Ascher. Torquato Neto foi um dos compositores mais inovadores da canção popular dos anos de 1970. Fonte: www.itaucultural.org.br
Veja também:
http://www.torquatoneto.com.br/






A RUA

toda rua tem seu curso
tem seu leito de água clara
por onde passa a memória
lembrando histórias de um tempo
que não acaba

de uma rua de uma rua
eu lembro agora
que o tempo ninguém mais
ninguém mais canta
muito embora de cirandas
(oi de cirandas)
e de meninos correndo
atrás de bandas

atrás de bandas que passavam
como o rio parnaíba
rio manso
passava no fim da rua
e molhava seu lajedos
onde a noite refletia
o brilho manso
o tempo claro da lua

ê são joão ê pacatuba
ê rua do barrocão
ê parnaíba passando
separando a minha rua
das outras, do maranhão

de longe pensando nela
meu coração de menino
bate forte como um sino
que anuncia procissão

ê minha rua meu povo
ê gente que mal nasceu
das dores que morreu cedo
luzia que se perdeu
macapreto zé velhinho
esse menino crescido
que tem o peito ferido
anda vivo, não morreu

ê pacatuba
meu tempo de brincar
já foi-se embora
ê parnaíba
passando pela rua
até agora
agora por aqui estou
com vontade
e eu vou volto pra matar
essa saudade

ê são joão ê pacatuba
ê rua do barrocão.

TORQUATO NETO. Os últimos dias de paupéria: do lado de dentro. Org. Ana Maria S. de Araújo Duarte e Waly Salomão. 2.ed. rev. e aum. São Paulo: M. Limonad, 1982

ALVINA GAMEIRO



ALVINA GAMEIRO - POETISA HOMENAGEADA NO 7º SALIPI

Escritora e poeta piauiense, nasceu em Oeiras em 1917.

Livros: 15 contos que o destino escreveu (Conto 1970); A Vela e o temporal (Romance e Novela 1957), Chico Vaqueiro no meu Piauí (Poesia cordel 1971); Contos do sertão do Piauí (Conto 1988), Curral de serras (Romance e Novela 1980); O Vale das Açucenas (Romance e Novela 1963);
Orfeão de sonhos (Poesia 1967).

De
CHICO VAQUEIRO DO MEU PIAUÍ
Fortaleza: Editora Henriqueta Galeno, 1971

VI

O Vaqueiro de pé, tem ares de um vigia,
erguido no terreiro, amarrado à magia,
de um sonho fascinante, eivado de poesia...

Em palor o clarão da tarde se resume;
já começa a dançar no espaço o vaga-lume;
as estrelas no céu acenderam seu lume
até que o dia surja entre os braços da aurora.
Diáfana beleza empolga o campo a fora
e o concerto do vento está parando agora.

A noite vai tomando o coração da mata;
a gentil açucena em néctar se desata.
Apenas, no silêncio, há notas de sonata,
que os sapos, em mil sons, rouquejam sem parar,
pois têm cada vivente em meio de saudar,
mostrando aos corações um jeito de agradar...

O esplendor do luar, que mais e mais fulgura,
de prata banha inteira a máscula figura,
tão imóvel que até nos lembra uma escultura
de guerreiro lendário ou místico profeta...
É que o Vaqueiro escuta em meio à noite quieta,
sua alma que se dá a cantares de poeta...

Tem BA boca apagado o coto do cigarro;
ouve atento o cri-cri desse grilo bizarro,
cantador do gramado ou da frincha de barro,
e lhe vem à cabeça a existência suprema
de um Deus que fez o amor, que da vida é o emblema,
como a rima de luz é a essência de um poema...

Falando à Natureza, ele pergunta apenas,
por que foi que o <> molhou com tantas penas
as delícias do amor nas estradas terrenas?
Com que fim acordou a estranha comoção
que sente sem querer, tomar-lhe o coração
e é misto de prazer e de atribulação?!...

E Chico sabe, sim, que este amor vinga e cresce
e se o tenta esconder, tanto mais aparece
e quanto mais na sombra, então, é que floresce...


XI

Quando o inverno chegou, alastrou-se a fartura;
o campo se cobriu inteiro de verdura,
e a chuva que fecunda a terra e a planta cria,
no peito pastoril, desabrocha a alegria.

E chove sem parar, e chove noite e dia.
a lavoura crescida ao toque da invernia,
rebenta em floração, e os imensos trançados
cobrem de jitirana as cercas dos roçados.
Emboneca-se o milho, o arrozal cacheia,
e de grandes melões a roça se faz cheia,
maxixe e melancia estendem cabeleiras
na estrada que ficou entre os seios das leiras.

Os rio colossais a essa hora já transbordam
sobre várzeas sem fim, onde as reses engordam.
Há lagoas brilhando entre o verde capim,
e reúnem-se ali, em perene festim,
comendo a trabalhar, pássaros ribeirinhos,
para o ninho fazer e esperar os filhinhos,
mostrando, na lição, a sábia Natureza
que antes da geração se faz o abrigo e a mesa.

Na alcatifa do campo há milhares de flores
desiguais em tamanho, em feitio e nas cores;
é a toalha pintada em estilo divino,
a dizer o <>, na grandeza do ensino,
que não fez distinção semeando os engodos,
no banquete do mundo onde o assento é de todos,
e do néctar do amor, que é o pólen da criação,
Deus serviu a toda a alma um brinde de emoção.

Que beleza é a pupila azul do firmamento,
lacrimejando amor, vazando o juramento
do verde que em fartura espraia, nasce e cresce
no campo, nos vergéis, na caatinga e na messe!...


XIV

E junho veio enfim, e como ele a moagem,
o ruído do engenho e as cheirosas tachadas.
E junho veio enfim, concedendo a hospedagem
aos que costumam vir brindar as vaquejadas.

Convidam-se ao redor, os vizinhos amigos,
e os vaqueiros que vêm testar a valentia.
Agregados se dão ao preparo de abrigos
Que vão dar cobertura aos heróis da porfia...
Entrega-se à alegria o povo da Fazenda.
Há latidos de cães no paio da morada
e os homens conversando, enquanto armam a tenda,
põem-se a rememorar casos de vaquejada.

Adiante, esfolam bois para fazer tassalhos
e o machado golpeia, enquanto o facão talha.
Na cozinha, onde alguém resmuninha entre ralhos,
rude não de pilão, sobre a paçoca, malha.
E do forno de barro, arrastam cinza e brasa
para enfiar ali, muitas flandres de bolo:
cariri, caridade, e os sequilhos de casa,
pamonha, manauê, a peta, o engana-tolo.

Visitas da cidade os carros vêm trazer.
Chega o compadre branco e também chega o preto,
que as honras têm iguais no trato a receber,
e a carne vai servir aos dois no mesmo espeto.
Feliz o fazendeiro, exige na festança
tudo que há de melhor, fartura sem rival,
porque sempre viveu e vive na abastança,
que tributar desvelo é dom patriarcal.

E junho se derrama, alegrando as Fazenda
como o dinheiro do gado após a apartação,
transportando o Divino, a colher oferendas,
trazendo o boi-bumbá na festa de São João.